CORREIO BRAZILIENSE - DF

POLÍTICA
18/11/2006

 

Plano para “destravar” 120 obras

Após reunião com Lula, ministros anunciam proposta de regulamentação de licenciamentos ambientais e acompanhamento semanal para acelerar projetos de infra-estrutura. Meta é ajudar no crescimento

 

Sandro Lima e Helayne Boaventura
Da equipe do Correio
Durante mais de seis horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisou conjuntamente com os ministros da área de infra-estrutura 120 obras e projetos com entraves ambientais e jurídicos. Para resolver o problema, serão tomadas duas medidas: o envio para o Congresso de um Projeto de Lei Complementar (PLC) para regulamentar o artigo 23 da Constituição Federal, que trata do licenciamento ambiental, e a criação de uma sala de situação, coordenada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para acompanhar semanalmente o andamento das obras.

Para o ministro interino do Meio Ambiente, Cláudio Langoni, a regulamentação do artigo 23 vai acabar com a “área cinzenta” que existe no licenciamento ambiental. O PLC vai definir as competências de licenciamento ambiental entre governo federal, estados e municípios. As liminares do Ministério Público são hoje, segundo o ministro, o principal motivo para o atraso nas obras de infra-estrutura do governo. “Com o projeto, vamos evitar perder dois anos discutindo na Justiça de quem é a competência para liberar a obra”, explicou Langoni.

O projeto prevê ainda que o licenciamento não será mais definido pelo domínio da área afetada, ou seja, o local de impacto da obra. O que definirá a competência de licenciamento será o tamanho do empreendimento. Obras grandes serão licenciadas pelo governo federal, obras médias pelos estados e pequenas pelos órgãos municipais. A medida também tem o objetivo de diminuir o número de processos analisados pelo governo federal.

Rapidez
Em relação ao andamento das obras, o governo acredita que o acompanhamento constante de Dilma Rousseff tornará mais rápido o diagnóstico e a solução de novos problemas e novas contestações na Justiça. Obcecado em alcançar uma taxa de crescimento anual de 5% do PIB no próximo mandato, Lula ouviu de seus auxiliares que tais medidas vão solucionar a maioria dos atrasos nas obras (veja quadro). Estavam presentes os ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, dos Transportes,
Paulo Sérgio Passos, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, os presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e da Transpetro, Sérgio Machado, secretários executivos de vários ministérios, além de representantes da Funai, Ibama e do Ministério da Justiça.

Para gerar a energia necessária para garantir a meta de crescimento proposta pelo presidente, foi dada prioridade ao projeto das duas hidrelétricas do Rio Madeira. Segundo o ministro Silas Rondeau, as obras serão iniciadas no primeiro trimestre de 2007. O governo também centrará esforços para iniciar as obras da usina de Belo Monte, no Pará. Outra prioridade definida na reunião é o Plangás, que consiste no aumento da oferta de gás até 2008. Preocupado em destravar rapidamente os projetos de infra-estrutura do governo, Lula demonstrou na reunião incômodo com a área ambiental. Lula disse na abertura que a preocupação principal no segundo mandato é com o desenvolvimento.

Os gargalos
O governo quer acelerar 120 obras que têm entraves ambientais, jurídicos e burocráticos. Confira algumas das principais:

RODOVIAS
BR-101 Sul e Nordeste
BR-163
BR-158
BR-392
BR-319

HIDROVIAS
Bacia do Rio Paraná

PORTOS
Dragagem
Porto de Itaguaí
Ampliação
Porto Rio Grande

FERROVIAS
Transnordestina

HIDRELÉTRICAS
Rio Madeira
Belo Monte

GASODUTOS
Urucu-Manaus
Urucu-Porto Velho
Gasene (Gasoduto do Nordeste)
Coari-Manaus

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

DINHEIRO
18/11/2006

 

Governo quer acelerar licença ambiental

Projeto com esse fim será enviado ao Congresso, e as contestadas usinas do rio Madeira devem ser licitadas em 2007

 

HUMBERTO MEDINA
PEDRO DIAS LEITE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após reunião de mais de seis horas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Casa Civil, de Minas e Energia, dos Transportes e representantes do Meio Ambiente e da Justiça, o governo resolveu enviar ao Congresso projeto para agilizar o processo de licenciamento ambiental e informou que as usinas hidrelétricas do rio Madeira (RO) serão licitadas até o fim do primeiro trimestre de 2007.

O projeto das usinas é criticado por cientistas e até mesmo pela Bolívia.

Na reunião, foram listadas 120 obras, sendo 100 na área de energia (hidrelétricas, termelétricas, gasodutos e refinarias) e 20 na de
transportes (obras em estradas, ferrovias, portos e hidrovias). Todas essas obras devem estar concluídas até 2010.

As usinas do Madeira -Jirau (3.150 MW, megawatts) e Santo Antônio (3.300 MW)- são importantes para garantir o abastecimento de energia a partir de março de 2012. O licenciamento ambiental dessas usinas deve sair até o final do ano. "Temos um caminho crítico e estamos com prazos apertados", disse o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia). Segundo ele, depois das usinas do Madeira, a prioridade é a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Rondeau afirmou que foi discutida a possibilidade de criar uma reserva estratégica de geração de energia na Amazônia. O objetivo seria evitar que áreas com potencial para construção de usinas sejam incluídas em áreas de reserva indígena ou ambiental.

Para reduzir o impacto dos entraves ambientais nas obras de infra-estrutura, o governo decidiu enviar, ainda neste ano, projeto de lei ao Congresso para regulamentar o artigo 23 da Constituição Federal, que trata das competências no processo de licenciamento. A conclusão do governo é que a maior parte dos impasses está relacionada a ações na Justiça que questionam a legitimidade do órgão que fez o licenciamento.

Pelo projeto que o governo pretende enviar ao Congresso, o critério para definir de quem é o órgão competente para fazer o licenciamento deixará de ser a localização geográfica do empreendimento, mas o tamanho do impacto ambiental. Empreendimentos com grande impacto ambiental passariam a ser licenciados pelo Ibama, órgão do governo federal.

Outra medida objetiva anunciada após a reunião foi a contratação de 300 funcionários já concursados pelo Ibama, que vão trabalhar na área de licenciamento ambiental. O objetivo de aumentar o contingente de funcionários é dar mais agilidade aos processos de liberação.

Silas Rondeau disse que foi discutida na reunião a questão da construção da usina nuclear de Angra 3. Ele traçou um cenário favorável à construção da usina nuclear (preços compatíveis com os de mercado para energia gerada, o fato de os equipamentos já terem sido comprados e de já haver local definido para a obra), mas ressaltou que não há decisão tomada. "Foi colocada a necessidade de discutir a questão", disse o ministro.

No plano estratégico do governo para a área de energia (Plano Decenal), a usina nuclear de Angra 3 aparece como ficando pronta em dezembro de 2012, podendo gerar 1.309 MW (megawatts).

Entre as demais obras de hidrelétricas listadas como estando com os problemas ambientais resolvidos ou próximos de resolução, foram listadas Foz do Chapecó (855 MW) e Estreito (1.087 MW).

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
18/11/2006

 

Lula quer pressa para concluir obras paradas

País tem 120 projetos com pendências ambientais e jurídicas: cem na área de energia e o restante em transporte

 

Luiza Damé, Cristiane Jungblut e Regina Alvarez
BRASÍLIA. O governo anunciou ontem, após reunião tensa entre ministros, dirigentes de estatais e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enviará ao Congresso um projeto para definir as competências do licenciamento ambiental, visando a evitar que vários órgãos municipais, estaduais e federais tenham de se manifestar sobre o mesmo empreendimento, atrasando a execução de obras.

O objetivo é limpar a pauta do Ibama, hoje sobrecarregado com demandas de impacto apenas local, e direcionar suas ações para grandes projetos de infra-estrutura — sobre os quais a União espera obter competência exclusiva, devido ao impacto nacional dos empreendimentos.

Nas contas do governo, há hoje no país 120 obras com pendências ambientais e jurídicas, sendo cem na área de energia e 20 de
transportes, cujo prazo de conclusão varia de 2009 a 2010. Dessas obras, 37 são refinarias, sendo que 36 delas têm problemas de licenciamento ambiental por órgãos estaduais. Outras 20 obras estão no Estado do Rio. Por isso, Lula orientou os ministros a marcarem reunião com o governador eleito Sérgio Cabral (PMDB) para agilizar a solução dos problemas.

Maior preocupação é com as conclusão de hidrelétricas Outra medida é a substituição de uma portaria interministerial por um decreto presidencial, regulamentando as questões ambientais em
rodovias já pavimentadas. A idéia é reforçar as regras — pois um decreto é mais importante do que uma portaria e, portanto, deixa menos espaço para questionamentos.

O encontro de ontem, coordenado por Lula, durou seis horas e ocupou a agenda presidencial de manhã e à tarde. O presidente tem reclamado que a paralisação das obras de infraestrutura é o gargalo que o governo precisa resolver para acelerar o crescimento. Por isso, cobrou dos ministros Silas Rondeau (Minas e Energia) e
Paulo Sérgio Passos (Transportes) que apresentassem motivos para o impasse em diversas obras, contrapondo os argumentos aos de Ibama, Ministério do Meio Ambiente, entre outros.

Segundo o ministro interino do Meio Ambiente, Cláudio Langone, uma das principais dificuldades do licenciamento ambiental é a definição de competência para emissão do parecer técnico a respeito do impactos ambientais obras e de sua viabilidade. O Ministério Público Federal costuma questionar na Justiça a competência da União, dos estados e dos municípios na emissão do licenciamento.

O governo quer definir que a União será responsável pelos estudos de impacto ambiental dos grandes empreendimentos; os estados pelos de médio porte e os municípios pelos menores. Langone disse que o licenciamento se dará pelo impacto da obra e não pela sua localização. O que se quer evitar é que os escaninhos do Ibama fiquem lotados com a avaliação de instalação de quiosques na orla, só porque a faixa litorânea é da União: — Em 2003, o ambiente era de muita judicialização em razão de licenças ambientais pouco seguras.

Entre as obras que ainda não saíram do papel por problemas ambientais e jurídicos, a prioridade do governo é a construção de duas hidrelétricas no rio Madeira (Região Norte). Segundo Silas Rondeau, a expectativa é de que o licenciamento saia até janeiro, o que permitirá a realização do leilão no primeiro trimestre de 2007. A construção das usinas de Santo Antônio e Jirau terá custo de aproximadamente R$ 9,2 bilhões. A previsão é que comecem a gerar energia em março de 2012.

Também foi discutida a situação da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, cujos estudos de impacto ambiental foram suspensos pela Justiça. A usina tem custo de R$ 9,3 bilhões, e a previsão é que comece a funcionar entre 2013 e 2014. Lula também orientou que fossem retomadas as discussões sobre a usina de Angra 3.

Idéia não é abandonar o meio ambiente O governo, no entanto, decidiu mandar para o Congresso no fim do ano, época de maior dificuldade para aprovação de qualquer proposta, um projeto que está pronto desde o início do ano. Apesar de o Congresso estar com a pauta cheia, os ministros disseram acreditar que não haverá dificuldade para aprovação do projeto.

O presidente do Ibama, Marcus Barros, negou que Lula tenha feito críticas aos setores ambientais do governo: — O presidente disse que o objetivo central é com o desenvolvimento, mas com preocupação ambiental.



Conheça os entraves
ALGUMAS OBRAS PARADAS *
COMPLEXO DO RIO MADEIRA: A Justiça suspendeu a realização de audiências públicas do relatório de impacto ambiental  USINA DE BELO MONTE: A Justiça suspendeu os estudos ambientais da obra  ANGRA 3: Ainda não saiu do papel  USINA DE ESTREITO NO RIO TOCANTINS: A licença de instalação deverá sair em dezembro  GASODUTO COARI/MANAUS: A Justiça mandou refazer o edital de execução da obra  BR 101-NORDESTE: Lotes paralisados por contestação de concorrência na Justiça e por questões ambientais, inclusive de competência dos estados  BR 101-SUL: Ficou paralisada porque atravessa uma comunidade quilombola  BR 163: Trechos paralisados por questões ambientais  FERROVIA TRANSNORDESTINA: faltam ser cumpridos termos de assentamento de famílias

ESTIVERAM NA REUNIÃO:
Ministros Dilma Rousseff (Casa Civil);
Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Cláudio Langone (interino do Meio Ambiente); Marcus Luiz Barroso Barros (presidente do Ibama); Luiz Felippe Kunz Júnior (diretor do Ibama); Luiz Paulo Barreto (secretário-executivo do Ministério da Justiça); Mércio Pereira Gomes (presidente Funai); José Sérgio Gabrielli (presidente da Petrobras); Sérgio Machado (presidente da Transpetro).

 

 

O GLOBO - RJ

ECONOMIA
18/11/2006

 

Conheça os entraves

 

ALGUMAS OBRAS PARADAS *
COMPLEXO DO RIO MADEIRA: A Justiça suspendeu a realização de audiências públicas do relatório de impacto ambiental  USINA DE BELO MONTE: A Justiça suspendeu os estudos ambientais da obra  ANGRA 3: Ainda não saiu do papel  USINA DE ESTREITO NO RIO TOCANTINS: A licença de instalação deverá sair em dezembro  GASODUTO COARI/MANAUS: A Justiça mandou refazer o edital de execução da obra  BR 101-NORDESTE: Lotes paralisados por contestação de concorrência na Justiça e por questões ambientais, inclusive de competência dos estados  BR 101-SUL: Ficou paralisada porque atravessa uma comunidade quilombola  BR 163: Trechos paralisados por questões ambientais  FERROVIA TRANSNORDESTINA: faltam ser cumpridos termos de assentamento de famílias

ESTIVERAM NA REUNIÃO:
 Ministros Dilma Rousseff (Casa Civil);
Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Cláudio Langone (interino do Meio Ambiente); Marcus Luiz Barroso Barros (presidente do Ibama); Luiz Felippe Kunz Júnior (diretor do Ibama); Luiz Paulo Barreto (secretário-executivo do Ministério da Justiça); Mércio Pereira Gomes (presidente Funai); José Sérgio Gabrielli (presidente da Petrobras); Sérgio Machado (presidente da Transpetro).

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

BRASIL
18/11/2006

 

Graziano é cotado para assumir Meio Ambiente de Serra

Pasta deve ser reformulada ao ser fundida com a de Recursos Hídricos deputado foi chefe-de-gabinete de Fernando Henrique

 

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O deputado federal Xico Graziano deverá comandar uma nova secretaria no governo de José Serra: a de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Hoje, existem as secretarias de Meio Ambiente e a de Energia e Recursos Hídricos. Mas, segundo tucanos, as duas serão reformuladas, dando origem à que Graziano deverá assumir.

Presidente do Incra e chefe-de-gabinete da Presidência no governo FHC, Graziano já foi secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento. Atualmente, é um dos coordenadores da equipe de transição do governo Serra.

Procurado pela Folha, Graziano não quis confirmar que esse é seu destino político.

Na noite de quinta-feira, Serra se reuniu com o potencial titular da Secretaria de Segurança, Ronaldo Marzagão. Ex-policial militar e promotor aposentado do Ministério Público, Marzagão já foi assessor da secretaria, no governo Montoro.

Alberto Goldman Goldman deverá assumir a Secretaria de Transportes. Já a Secretaria de Transportes Metropolitanos deverá ficar a cargo de Luiz Portela, secretário-executivo do
Ministério dos Transportes no governo FHC.

Coordenador-geral do programa de governo de Serra, o atual presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alqueres, deve assumir a Secretaria de Comunicação do governo do Estado.

Preocupado com desfalques na estrutura da Prefeitura, Serra está atuando para recompor a equipe de Gilberto Kassab. Para o lugar de Mauro Ricardo (Fazenda), sugeriu o nome de um ex-assessor: Luiz Fernando Wellisch. Secretário da Fazenda Nacional no governo Collor e ex-diretor do BB, Wellisch foi sondado ontem na Prefeitura.

O pefelista José Pinotti deverá assumir a Secretaria de Ensino Superior, saída da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Para compensar a escolha de um parlamentar pefelista, o deputado estadual Sidney Beraldo poderá compor a equipe. Na presidência do PSDB, Beraldo seria sucedido pelo deputado federal Mendes Thame. Outra hipótese é a volta de Walter Feldman para a prefeitura.

Ontem, o governador eleito de SP reuniu-se em sua casa com o candidato derrotado à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin. O motivo do encontro, porem, não foi divulgado.

 

 

O GLOBO - RJ

CARTAS DOS LEITORES
18/11/2006

 

Buracos nas pistas

 

Que Brasília é “cabeça, tronco e rodas” (871 mil veículos registrados no Detran/DF e mais os do entorno), tem a maior quantidade de veículos per capita do país e sempre aumentam os buracos nas vias nesta época de chuvas, todos sabem. Mas o que os governantes precisam lembrar é que precisam prever em seus gastos o valor para esta imprescindível recuperação da malha viária duas vezes ao ano: antes e depois da tradicional época das chuvas. As constantes operações tapa-buracos já não atendem mais às necessidades das ruas e dos condutores de veículos. As pistas estão em estado deplorável e a manutenção dos carros, cada vez mais cara. Brasília é o cartão de visitas do país e Patrimônio Cultural da Humanidade! JOÃO COELHO VÍTOLA (por e-mail, 16/11), Brasília, DF

 

 

JORNAL DO BRASIL - RJ

INFORME ECONÔMICO
18/11/2006

 

TCU rigoroso 1

 

O Tribunal de Contas da União foi rigoroso na fiscalização prévia do poder executivo e criou problemas com projetos que poderiam ter recebido elevados investimentos. O tribunal impediu várias licitações, travou investimentos e contribuiu para amarrar ainda mais a economia brasileira. Um país que tem um TCU desses não pode sonhar em crescer.

TCU rigoroso 2
A primeira licitação travada foi para a concessão de oito
rodovias federais, que receberiam investimentos de R$ 18 bilhões. O TCU embargou a licitação em janeiro e só liberou na semana passada, depois que ANTT e o Ministério dos Transportes mudaram o edital. A licitação para a exploração por 30 anos do trecho de 720 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul foi embarga quatro vezes. É um projeto que vai receber investimentos de US$ 1 bilhão. A licitação para a implantação do serviço de banda larga sem fio usando tecnologia wimax foi embargada duas vezes. O país adiou investimentos de US$ 1,5 bilhão. Por último, o TCU embargou a licitação para a construção de 14 linhas de transmissão de energia elétrica, com 2.220 quilômetros. Um investimento de US$ 1 bilhão.

 

 

DIÁRIO DE CUIABÁ - MT

BRASIL
18/11/2006

 

Lula chama ministros para agilizar obras

Uma das prioridades de Lula é retomar obras de infra-estrutura que possam colaborar para a retomada do desenvolvimento econômico

 

Lula durante audiência com o governador reeleito do estado da Paraíba, Cassio Cunha Lima, no Palácio do Planalto
Da Folhapress – Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na manhã de ontem com ministros da área de infra-estrutura e representantes de órgãos federais para dar continuidade às discussões sobre os "gargalos" na área de infra-estrutura que prejudicam o crescimento do país.

Uma das prioridades do presidente em seu segundo mandato é retomar obras de infra-estrutura que possam colaborar para a retomada do desenvolvimento econômico.

Segundo o presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), Marcus Luiz Barros, o presidente fez um diagnóstico ampliado do setor para identificar as prioridades do governo.

"Ele disse que a preocupação central é com o desenvolvimento. Na primeira fase do seu governo, a ênfase foi a questão social. Agora a preocupação é crescer", disse Barros.

O presidente do Ibama disse que, apesar de ter como meta o crescimento do país, Lula também vai colocar a questão ambiental no centro de seus projetos no segundo mandato.

"Não há esse crescimento sem a questão ambiental. O país precisa crescer, mas o presidente é sensível às outras variáveis", ressaltou.

Barros afirmou ainda que o governo está preocupado em garantir o licenciamento ambiental em todos os seus empreendimentos, mesmo com a paralisia de obras em conseqüência da autorização ambiental.

De acordo com o presidente do Ibama, a reunião de Lula com o setor de infra-estrutura será retomada à tarde para discutir a viabilidade de obras como as usinas do Madeira e a hidrelétrica de Belo Monte.

Além de Lula e do presidente do Ibama, também participaram da reunião os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Silas Rondeau (Minas e Energia),
Paulo Sérgio Passos (Transportes), o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Mércio Pereira Gomes.

PMDB

Na busca pela governabilidade em seu segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na manhã de ontem o governador reeleito da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) - primeiro representante da oposição a conversar com Lula no Palácio do Planalto para discutir a chamada "coalizão política" dos próximos quatro anos.

Lima, um dos articuladores do PSDB mais afinados com o presidente, disse que o partido não fará obstruções à governabilidade de Lula.

"O presidente tem uma boa relação com o Aécio Neves, com o Serra, comigo. Não há nenhuma obstrução no diálogo com o PSDB. O que faço é cumprir meu papel de governador. Seria uma insanidade deixar de estabelecer o diálogo com o governo", disse.

Apesar dos afagos ao presidente, Lima admitiu que a oposição vai reivindicar propostas em seu segundo governo - especialmente a renegociação das dívidas com os Estados. "Não queremos fazer oposição querendo ver o circo pegar fogo. Mas não queremos só o venha nós, também queremos o vosso reino", disse.

 

 

O POVO - CE

BRASIL
18/11/2006

 

Lula quer mexer na lei para apressar obras

 

Uma das mudanças será na Constituição, em cujo artigo 23, que trata de concessão de licenças para obras, falta regulamentação. Outra proposta outorga ao Ibama a outorga de autorizações para megaempreendimentos. A meta é agilizar o crescimento da economia a 5% ao ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem, ao final de uma reunião de sete horas no Palácio do Planalto, em Brasília, a mudança em duas legislações ambientais para destravar investimentos em infra-estrutura. Ele ordenou ainda à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que passe a monitorar os ministérios e órgãos técnicos envolvidos na liberação de 120 empreendimentos, sendo 100 na área de energia e 20 na de transporte.

Os projetos são considerados essenciais para o crescimento sustentável da economia brasileira a taxas superiores a 5% ao ano e que devem ser concluídas até 2010. A primeira mudança na legislação ambiental se dará na regulamentação do artigo 23 da Constituição Federal, que trata da competência visando à concessão de licenças para a execução de obras. A ausência dessa regulamentação criou uma zona cinzenta, que abre lacunas para o questionamento do Ministério Público à Justiça sobre licenças concedidas por determinados órgãos ambientais.

Ações desse tipo vêm bloqueando, por exemplo, a construção das hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, e de Belo Monte, no Pará, consideradas essenciais para o futuro abastecimento de energia do País. Para contornar o problema, o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional ainda neste ano um projeto de lei complementar que propõe que o Ibama seja o responsável pela concessão de licenças apenas a obras de grande impacto ambiental e para aquelas que envolvam áreas públicas federais.

Os de médio porte teriam licenças concedidas por órgãos ambientais estaduais, e os de pequeno porte, pelos municípios. Segundo Langoni, o Ibama concede anualmente cerca de 230 licenças. Os estados, cerca de 100 mil, das quais 60 mil poderiam passar a ser atribuição dos municípios. A rigor, esse projeto de lei seria uma cópia da Resolução 237 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que já prevê essa divisão de tarefas. A outra legislação a ser alterada é a portaria interministerial que trata de questões ambientais relativas à malha rodoviária.

O governo definiu aquelas que terão prioridade máxima. No caso de energia, são as duas hidrelétricas do rio Madeira, Santo Antônio e Jirau. A decisão de implementação da usina nuclear de Angra 3 ainda não foi tomada pelo governo, segundo o
ministro dos Transportes, Silas Rondeau, também presente à reunião. (das agências de notícias)

 

 

FOLHA DE PERNAMBUCO - PE

GRANDE RECIFE
18/11/2006

 

Rodovia receberá lombadas

 

Dentro de 15 dias, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) deverá instalar duas lombadas e dois sonorizadores, além de 20 placas de sinalização num trecho da BR-101, na divisa entre os municípios de Gameleira e Ribeirão, na Mata Sul. O objetivo é o de prevenir acidentes e atropelamentos na área. A decisão foi tomada após uma reunião com moradores da região que reivindicavam a instalação de equipamentos de segurança ao longo da rodovia. No sábado passado, seis pessoas morreram e 26 ficaram feridas depois que um ônibus que transportava trabalhadores rurais chocou-se com uma carreta e uma van.

Um dos supervisores do
DNIT Genivaldo Paulino disse que nos próximos dias as placas já estarão sendo instaladas no trecho onde aconteceu o acidente. Serão colocadas várias placas indicando redução de velocidade e placas alertando a respeito das lombadas.

A instalação de equipamentos de segurança ao longo desse trecho da rodovia foi motivo de protesto por parte dos moradores no início da semana. Cerca de 300 moradores de Ribeirão fecharam um trecho da BR-101.

 

 

A NOTÍCIA - SC

GERAL
18/11/2006

 

BR-116 no Norte será recuperada

 

O diretor-geral do DNIT, Mauro Barbosa da Silva, assinou na quinta-feira contrato para recuperação do trecho catarinense da BR-116, com custo avaliado em R$ 19,7 milhões. As obras serão entre a divisa com o Paraná, no município de Mafra, e o entroncamento com a SC-302, na cidade de Taió. Serão recuperados 144,5 quilômetros. A BR-116 é a principal rota de escoamento da produção agrícola do meio-oeste do Estado para São Paulo e Rio Grande do Sul. As obras devem ser concluídas em 720 dias. O governo Federal deve lançar até o fim do ano o edital para a privatização da rodovia.

 

 

HOJE EM DIA - MG

POLÍTICA
18/11/2006

 

Lula chama ministros para agilizar obras de infra-estrutura

 

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na manhã de ontem com ministros da área de infra-estrutura e representantes de órgãos federais para dar continuidade às discussões sobre os ‘gargalos‘ na área de infra-estrutura que prejudicam o crescimento do país. Uma das prioridades do presidente em seu segundo mandato é retomar obras de infra-estrutura que possam colaborar para a retomada do desenvolvimento econômico.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marcus Luiz Barros, o presidente fez um diagnóstico ampliado do setor para identificar as prioridades do Governo. ‘Ele disse que a preocupação central é com o desenvolvimento. Na primeira fase do seu Governo, a ênfase foi a questão social. Agora a preocupação é crescer‘, disse Barros.

O presidente do Ibama disse que, apesar de ter como meta o crescimento do país, Lula também vai colocar a questão ambiental no centro de seus projetos no segundo mandato. ‘Não há esse crescimento sem a questão ambiental. O país precisa crescer, mas o presidente é sensível às outras variáveis‘, ressaltou.

Barros afirmou ainda que o Governo está preocupado em garantir o licenciamento ambiental em todos os seus empreendimentos, mesmo com a paralisia de obras em conseqüência da autorização ambiental.

Além de Lula e do presidente do Ibama, também participaram da reunião os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Silas Rondeau (Minas e Energia),
Paulo Sérgio Passos (Transportes), o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Mércio Pereira Gomes.

 

 

A GAZETA - MT

OPINIÃO
18/11/2006

 

Parada

 

Mais de 20 dias depois de ter sido dada ordem de serviço para a recuperação da BR-163 no trecho entre o Trevo do Lagarto e Jangada, um dos mais críticos do Estado, as obras ainda não começaram na cidade. No lugar estão apenas as placas que lembram o evento feito às vésperas do segundo turno da eleição presidencial com presença do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, do governador Blairo Maggi, e várias autoridades políticas de Mato Grosso.

 

 

DIÁRIO DO NORDESTE - CE

NACIONAL
18/11/2006

 

Lula manda mudar as legislações sobre o meio ambiente

 

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem, ao final de uma reunião de sete horas no Palácio do Planalto, a mudança em duas legislações ambientais para destravar investimentos em infra-estrutura. Ele ordenou ainda à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que passe a monitorar os ministérios e órgãos técnicos envolvidos na liberação de 120 obras - 100 na área de energia e 20 na de transporte - consideradas essenciais para o projeto de crescimento sustentável da economia brasileira a taxas superiores a 5% ao ano e que devem ser concluídas até 2010.

Além de Dilma, foram convocados para a reunião os ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, e dos Transportes, Pedro Sérgio de Oliveira Passos, os secretários-executivos dos ministérios da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e do Meio Ambiente, Cláudio Langoni, e os presidentes da Petrobras, Sérgio Gabrielli; da Transpetro, Sérgio Machado; do Ibama, Marcus Barroso Barros; e da Funai, Mércio Pereira Gomes.

A primeira mudança na legislação ambiental se dará na regulamentação do Artigo 23 da Constituição Federal, que trata da competência para a concessão de licenças para a execução de obras. A ausência dessa regulamentação criou uma ´zona cinzenta´ que abre brechas para o questionamento do Ministério Público à Justiça sobre licenças concedidas por determinados órgãos ambientais. Ações desse tipo vêm bloqueando, por exemplo, a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, e de Belo Monte, no Pará, consideradas essenciais para o futuro abastecimento de energia do País.

Para contornar o problema, o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional ainda neste ano um projeto de lei complementar que propõe que o Ibama seja o responsável pela concessão de licenças apenas a obras de grande impacto ambiental e para aquelas que envolvam áreas públicas federais. Os de médio porte teriam licenças concedidas por órgãos ambientais estaduais e os de pequeno porte, pelos municípios.

Segundo Langoni, o Ibama concede anualmente cerca de 230 licenças. Os Estados, cerca de 100 mil, das quais 60 mil poderiam passar a ser atribuição dos municípios. A rigor, esse projeto de lei seria uma ´cópia´ da Resolução 237 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que já prevê essa divisão de tarefas. A outra legislação a ser alterada é a portaria interministerial que trata de questões ambientais relativas à malha rodoviária.

 

 

DIÁRIO DO PARÁ - PA

REGIONAL
18/11/2006

 

Vale repara ponte Rodoferroviária

 

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), com o apoio do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit),iniciará na próxima segunda-feira, dia 20, a recuperação de uma das oito juntas de dilatação da parte rodoviária da ponte Rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, em Marabá. A previsão é de que a obra seja realizada no máximo em 15 dias.

Para garantir a segurança da comunidade e a qualidade no serviço, a via de trânsito de veículos no sentido Morada Nova/Marabá ficará interditada durante o período de realização da obra. O tráfego sobre a ponte Rodoferroviária será feito na pista que tem o sentido Marabá/Morada Nova. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Municipal de Transportes Urbanos de Marabá (DMTU) darão o apoio para a organização do trânsito.

O serviço será feito por uma equipe de oito pessoas e prevê a substituição dos suportes das peças metálicas em forma de pente que formam a junta de dilatação. Além dos riscos de acidente ou de interdição na parte rodoviária, a má conservação das juntas de dilatação pode provocar danos na estrutura principal da ponte.

A ponte Rodoferroviária foi inaugurada em 1981 e tem 2.310 metros de extensão. A parte rodoviária da ponte foi construída pela CVRD e doada, na época à União.

 

 

FOLHA DE RONDÔNIA - RO

OPINIÃO
18/11/2006

 

Novas composições

 

Qual será o papel das lideranças do PT em Rondônia na composição do novo ministério de Lula? Com a virada obtida sobre Geraldo Alckmin na capital e no interior entre o primeiro e o segundo turnos, e a reeleição dos deputados federais Anselmo de Jesus e Eduardo Valverde, o partido teria, em tese, condições políticas de reclamar um naco maior na administração federal. Hoje, lideranças como Fátima Cleide, Tácito Pereira, Odair Cordeiro e o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, são os responsáveis pela indicação de dirigentes de órgãos federais com atuação direta no Estado, como o Incra, Ibama, Dnit e outros.

A abrangência meramente regional destes cargos, no entanto, não é suficiente para pavimentar a pista de decolagem para vôos políticos mais ambiciosos, que todos os envolvidos nesta batalha sem quartel alimentam no segredo de seus travesseiros já para 2008.

Por exemplo: se não conseguir “plantar” uma ou duas sentinelas avançadas, com poder de fogo à altura, na secretaria-executiva ou na diretoria de projetos de um ministério como o das Cidades ou do Desenvolvimento Social, que têm cacife para implantar projetos de infra-estrutura de grande porte, Roberto Sobrinho terá dificuldades inauditas para barrar o caminho de Carlinhos Camurça, que deverá vir com tudo para reconquistar seu disperso curral eleitoral, e Lindomar Garçom, que já engoma o paletó da futura e das próximas posses de sua ascendente carreira.

Precedido pela fama (?) de possuir trânsito facilitado em diversos segmentos da sociedade civil organizada, desde a área cultural até as ONGs ambientalistas, Eduardo Valverde tem o nome até sendo cogitado, em círculos ligeiramente lunáticos do PT da capital, para ocupar a cadeira de ministro do Trabalho, em caso de improvável destronamento de Paulo Marinho, o todo-poderoso cardeal da CUT encastelado no cargo por indicação direta de Lula.

Com sua discreta atuação no primeiro mandato, sem ter obtido a relatoria de nenhuma comissão permanente de real influência no Congresso, estigmatizado pelo apresentador Ratinho depois de defender a profissionalziação da prostituição, Eduardo Valverde, auditor-fiscal do Trabalho e ex-presidente do Sindur, terá que, literalmente, suar a camisa para ocupar em Brasília um espaço à altura de suas pretensões.

Anselmo de Jesus, até por suas limitações intelectuais, reduzida área de atuação, sempre cirtcunscrita ao meio rural e às cercanias de Ji-Paraná, tem como grande trunfo de seus quatro anos em Brasília a façanha de ter arrancado alguns vinténs do tesopuro nacional para reformar a recepção do Hospital Municipal daquela cidade, além de uma ou outra obra isolada em pequenos municípios. Foi incapaz de articular uma frente de defesa dos interesses dos pequenos produtores, no embate contra frigoríficos e laticínios que cartelizaram o mercado de carne e leite. Como é consciente de suas peias, e esperto o suficiente para com elas não teimar, Anselmo deve permanecer apenas dizendo amém ao que as lideranças do Governo na Cãmara dos deputados determinarem – isso inclui chancelar o nome dos novos ministros, aos quais não se sabe quando será apresentado.

Situação mais dramática é a da senadora Fátima Cleide. Premiada com uma das assessorias mais desastradas que já se viu na História republicana, Fátima parece ter desenvolvido ao máximo o condão de se meter em confusões.

Depois do bafafá armado aqui na província sobre a conexão Delúbio-Tácito, na época do mensalão, que teria transferido R$ 650 mil para os cofres do PT local, segundo denúncias de seus próprios colegas, agora a senadora arrumou confusão com toda a grande imprensa brasileira, ao declarar-se favorável ao projeto de lei que busca amordaçar-nos a todos, coagindo jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e sites noticiosos a evitar informações “potencialmente danosas” a figuras públicas.

Este “port-fólio” de realizações acabou magistralmente emoldurado, em 2006, pela enrolação-monstro em que se transformou a novela da PEC da Transposição, a emenda consitucional que permitirá - ao que tudo indica um mês antes do Apocalipse - incorporar aos quadros da União cerca de 30 000 servidores do ex-Território Federal, que hoje sangram em pelo menos R$ 4 milhões a folha de pagamento do Estado.

Como se vê, podemos abandonar a esperança de que, por força do prestígio da bancada petista em Brasília, se transformem em realidade sonhos como as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, o gasoduto Urucu-Porto Velho, o pólo petroquímico, o distrito industrial e o anel viário da capital, a duplicação da ponte sobre o rio Machado e o anel viário de Ji-Paraná, a conclusão do Hospital Regional de Cacoal, o asfaltamento da BR-429 ao longo de todo o Vale do Guaporé, a ligação com o Pacífico, a emancipação dos distritos da Ponta do Abunã etc.

 

 

O POPULAR - GO

CIDADES
18/11/2006

 

BRs terão mais dez lombadas

Previsão é de instalação de, no mínimo, 10 redutores de velocidade em trechos goianos de BRs. Sete pontos que receberão lombadas já foram definidos

 

Carla de Oliveira
A fiscalização eletrônica nos trechos goianos das
rodovias federais será intensificada em 2007. Há previsão de instalação de pelo menos dez redutores de velocidade nas BRs em Goiás no próximo ano, mas esse número pode chegar a 20, dependendo de levantamento feito pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) no Estado. Até agora, sete pontos para instalação dos equipamentos já foram definidos, todos em perímetros urbanos. O objetivo é garantir o tráfego de veículos dentro da velocidade de segurança, em trechos considerados críticos e onde há grande ocorrência de acidentes.

As
rodovias federais em Goiás contam com 29 equipamentos de redução de velocidade instalados, incluindo a lombada que começou a funcionar ontem, no quilômetro 134,7 da BR-153, sentido Anápolis-Goiânia, na curva popularmente conhecida como Alá Goiânia. No local, neste ano, já foram registrados 18 acidentes. Durante todo o ano de 2005, foram 25.

Além de instalar novos equipamentos, o
Dnit fará um remanejamento dos redutores de velocidade existentes nas rodovias federais. Em alguns locais, como o trecho conhecido como Sete Curvas, próximo a Brasília, os aparelhos serão retirados. De acordo com o superintendente do Dnit em Goiás e no Distrito Federal, Riumar dos Santos, o equipamento colocado na chegada de Goiânia já é remanejado das Sete Curvas, de onde serão retirados outros três. Segundo explica, o trecho, que foi campeão de acidentes no passado, já não necessita de tantos redutores em função da redefinição do desenho da pista durante a sua duplicação.

 

 

O POPULAR - GO

CIDADES
18/11/2006

 

Aparelhos visam maior segurança

 

O superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) no Estado, Riumar dos Santos, assinala que a utilização de dispositivos de segurança é a segunda etapa do trabalho de melhoria das rodovias federais. Só no perímetro urbano de Goiânia, há dez redutores de velocidade em operação. Segundo explica, estudos mostram que a melhoria das condições das estradas acarreta maior número de acidentes, devido ao aumento da velocidade em função da condição da rodovia. Por isso, justifica, há necessidade de instalar os aparelhos, visando maior segurança. O órgão prevê a instalação de 11 postos de pesagem em rodovias consideradas corredores de exportação. Os equipamentos estão em funcionamento na divisa com o Tocantins, em Uruaçu e em Formosa.

O superintendente do
Dnit afirma que a situação das rodovias federais em Goiás melhorou muito desde 2003, quando teve início um programa de recuperação. Atualmente, assinala, existem apenas dois trechos que ainda não foram restaurados e que exigem atenção redobrada dos condutores: a BR-153, entre Anápolis e Uruaçu, e a BR-452, entre Itumbiara e Rio Verde. De Goiânia a Brasília, restam 12 quilômetros para duplicação.

Em 2007, também devem sair do papel os viadutos previstos para serem construídos nos trechos urbanos das BRs 060 e 153, em Goiânia. O
Dnit já recebeu recursos e o empenho foi feito na quinta-feira, para conclusão dos projetos dos viadutos da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e da Avenida Bela Vista (ligando a Vila Brasília ao Parque das Laranjeiras), além dos previstos na chegada de Aparecida de Goiânia e no trevo de Luziânia. O órgão aguarda apenas a conclusão dos projetos para dar início às licitações.

O
Dnit aguarda a conclusão dos projetos dos viadutos da Avenida Consolação com BR-060, na saída para Guapó, cujo projeto é da Prefeitura de Goiânia, e do Aeroporto Santa Genoveva, do Estado, para iniciar o processo licitatório.

 

 

DIÁRIO DE NATAL - RN

CIDADES
18/11/2006

 

Disputas por cargos irritam Lula

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu ontem, pela segunda vez na semana, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o senador José Sarney (PMDB-AP), seus principais interlocutores no PMDB, para discutir sobre a participação do partido em seu segundo mandato.

Lula se queixou da disputa interna das legendas que o apóiam em torno de cargos no governo e disse que só vai definir os nomes dos novos ministros depois que as arestas estiverem aparadas. Renan e Sarney cobraram do presidente uma definição sobre qual é o papel e a responsabilidade que ele quer do PMDB no segundo mandato.

O petista reafirmou que deseja ter o apoio da maioria do PMDB, mas ressaltou que o partido também precisa reduzir as divergências internas. O PMDB governista está dividido entre o grupo da Câmara e o do Senado.

Os deputados não aceitam a indicação de aliados de Sarney e Renan para ministérios como representantes do partido. Dizem, por exemplo, que, se a senadora Roseana Sarney (sem partido-MA), que deve ingressar no PMDB até o final do ano, for indicada para uma pasta, será na cota de Sarney, e não na do PMDB.

Lula colocou ainda que é preciso criar um ambiente político mais favorável para que ele possa compor seu próximo governo e que não tem pressa para definir a equipe.

Na próxima semana, Lula deverá se reunir com o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer, que já demonstrou publicamente insatisfação com o fato de Lula estar discutindo seu segundo mandato com interlocutores do partido, e não com o comando da legenda, o que, segundo ele, tira o caráter institucional da negociação.

Infra-estrutura

Antes do encontro com líderes peemedebistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros da área de infra-estrutura e representantes de órgãos federais para dar continuidade às discussões sobre os ‘‘gargalos’’ na área de infra-estrutura que prejudicam o crescimento do país.

Uma das prioridades do presidente em seu segundo mandato é retomar obras de infra-estrutura que possam colaborar para a retomada do desenvolvimento econômico.

Segundo o presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), Marcus Luiz Barros, o presidente fez um diagnóstico ampliado do setor para identificar as prioridades do governo.

Ele disse que a preocupação central é com o desenvolvimento. Na primeira fase do seu governo, a ênfase foi a questão social. Agora a preocupação é crescer’’, disse Barros.

O presidente do Ibama disse que, apesar de ter como meta o crescimento do país, Lula também vai colocar a questão ambiental no centro de seus projetos no segundo mandato.

Não há esse crescimento sem a questão ambiental. O país precisa crescer, mas o presidente é sensível às outras variáveis’’, ressaltou.

Barros afirmou ainda que o governo está preocupado em garantir o licenciamento ambiental em todos os seus empreendimentos, mesmo com a paralisia de obras em conseqüência da autorização ambiental.

Além de Lula e do presidente do Ibama, também participaram da reunião os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Silas Rondeau (Minas e Energia),
Paulo Sérgio Passos (Transportes), o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Mércio Pereira Gomes. (Folhapress)

 

 

DIÁRIO DE NATAL - RN

MUNICÍPIOS
18/11/2006

 

Governo federal anuncia recuperação de estrada

 

A BR 226 será recuperada no trecho entre Campo Grande e Patu. O Ministério dos Transportes, através do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (DNIT), vai investir na recuperação e conservação da BR 226 cerca de R$ 2,2 milhões, que levará até 720 dias para sua conclusão. O trecho tem 52 km de extensão e liga as cidades de Campo Grande, Janduís, Messias Targino e Patu.

 

 

TRIBUNA DO BRASIL - DF

BRASIL
18/11/2006

 

Ordem é crescer

Governo prepara lei ambiental para projetos de infra-estrutura

 

Ricardo Stuckert / PR
O governo federal está preparando uma nova legislação para resolver os problemas enfrentados na área ambiental de fazer sair do papel obras importantes na área de infra-estrutura. Segundo o ministro interino do meio Ambiente, Cláudio Roberto Langoni, ainda este ano será encaminhado ao Congresso um projeto de lei que regulamentará o artigo 23 da Constituição, que define as competências comuns da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

A idéia, segundo ele, é deixar mais claro quais são as competências dos Estados e da União nos processos de licenciamento ambiental. De acordo com o ministro, a maioria das ações na justiça na área ambiental, que atrasam os projetos de infra-estrutura, questionam essa competência.

A orientação para que seja elaborado este projeto é do presidente Lula que coordenou ontem uma reunião com ministros de infra-estrutura para identificar os problemas apresentados como desafios à implantação de uma agenda de crescimento.

O
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, disse que também está sendo estudada a edição de um decreto presidencial para substituir a portaria interministerial que trata das questões ambientais relacionadas às rodovias.

Segundo ele, a sugestão de edição de um decreto encontrou boa acolhida no Ministério de Meio Ambiente. O trabalho de elaboração dos projetos da área ambiental será coordenado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que também participou da reunião.

Foram tratados na reunião, assuntos relacionados a hidrelétricas, gasodutos, exploração, produção e refino de petróleo, infra-estrutura portuária,
rodovias e ferrovias.

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse que o presidente Lula fez questão de coordenar pessoalmente toda o encontro realizado para identificar os principais gargalos a serem desobstruídos quer seja de natureza ambiental, judicial ou indígena.

Silas disse que foi tratado na reunião o projeto de expansão da geração de energia. Ele citou projetos como o do Complexo de Madeira e da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.

Também foi discutido na reunião o uso de gás em termelétricas e sobre a retomada das obras da usina de Angra 3, uma questão discutida no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

 

 

AGÊNCIA FOLHA

TEMPO REAL
18/11/2006

 

Governo quer acelerar licença ambiental para hidrelétricas

 

11h00

HUMBERTO MEDINA
PEDRO DIAS LEITE
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Após reunião de mais de seis horas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Casa Civil, de Minas e Energia, dos Transportes e representantes do Meio Ambiente e da Justiça, o governo resolveu enviar ao Congresso projeto para agilizar o processo de licenciamento ambiental e informou que as usinas hidrelétricas do rio Madeira (RO) serão licitadas até o fim do primeiro trimestre de 2007.

O projeto das usinas é criticado por cientistas e até mesmo pela Bolívia.
Na reunião, foram listadas 120 obras, sendo 100 na área de energia (hidrelétricas, termelétricas, gasodutos e refinarias) e 20 na de
transportes (obras em estradas, ferrovias, portos e hidrovias). Todas essas obras devem estar concluídas até 2010.

As usinas do Madeira --Jirau (3.150 MW, megawatts) e Santo Antônio (3.300 MW)-- são importantes para garantir o abastecimento de energia a partir de março de 2012. O licenciamento ambiental dessas usinas deve sair até o final do ano. "Temos um caminho crítico e estamos com prazos apertados", disse o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia). Segundo ele, depois das usinas do Madeira, a prioridade é a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Rondeau afirmou que foi discutida a possibilidade de criar uma reserva estratégica de geração de energia na Amazônia. O objetivo seria evitar que áreas com potencial para construção de usinas sejam incluídas em áreas de reserva indígena ou ambiental.

Para reduzir o impacto dos entraves ambientais nas obras de infra-estrutura, o governo decidiu enviar, ainda neste ano, projeto de lei ao Congresso para regulamentar o artigo 23 da Constituição Federal, que trata das competências no processo de licenciamento. A conclusão do governo é que a maior parte dos impasses está relacionada a ações na Justiça que questionam a legitimidade do órgão que fez o licenciamento.

Pelo projeto que o governo pretende enviar ao Congresso, o critério para definir de quem é o órgão competente para fazer o licenciamento deixará de ser a localização geográfica do empreendimento, mas o tamanho do impacto ambiental. Empreendimentos com grande impacto ambiental passariam a ser licenciados pelo Ibama, órgão do governo federal.

Outra medida objetiva anunciada após a reunião foi a contratação de 300 funcionários já concursados pelo Ibama, que vão trabalhar na área de licenciamento ambiental. O objetivo de aumentar o contingente de funcionários é dar mais agilidade aos processos de liberação.

Silas Rondeau disse que foi discutida na reunião a questão da construção da usina nuclear de Angra 3. Ele traçou um cenário favorável à construção da usina nuclear (preços compatíveis com os de mercado para energia gerada, o fato de os equipamentos já terem sido comprados e de já haver local definido para a obra), mas ressaltou que não há decisão tomada. "Foi colocada a necessidade de discutir a questão", disse o ministro.

No plano estratégico do governo para a área de energia (Plano Decenal), a usina nuclear de Angra 3 aparece como ficando pronta em dezembro de 2012, podendo gerar 1.309 MW (megawatts).

Entre as demais obras de hidrelétricas listadas como estando com os problemas ambientais resolvidos ou próximos de resolução, foram listadas Foz do Chapecó (855 MW) e Estreito (1.087 MW).

 

 

AGÊNCIA FOLHA

TEMPO REAL
18/11/2006

 

Pendências na Justiça atrapalham obras de infra-estrutura, diz governo

 

00h00

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O governo federal analisou hoje 120 projetos de infra-estrutura que estão paralisados e a conclusão é que pendências judiciais atrapalham a continuidade dessas obras, principalmente no que diz respeito a licenças ambientais.

"Nós identificamos que os impasses ainda existentes nessa agenda toda são impasses de ordem judicial", dise Cláudio Langone, ministro interino do Meio Ambiente.

Em uma reunião que durou mais de seis horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com os ministros Silas Rondeau (Minas e Energia),
Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Dilma Rousseff (Casa Civil) os projetos --100 na área de energia e 20 de transportes-- que possuem algum tipo de entrave e cuja previsão é que estejam em funcionamento até 2010.

Na reunião, ficou definido que o Executivo enviará para o Congresso Nacional um projeto de lei complementar para regulamentar o artigo 23 da Constituição. O objetivo dessa regulamentar é deixar claro qual ente da federação será responsável pelos licenciamentos ambientais.

O que irá determinar essa responsabilidade será a extensão do impacto ambiental da obra. Os de grande proporção serão de responsabilidade da União, os de médio dos Estados e os com impacto local, dos municípios.

A decisão foi tomada porque há uma série de processos na Justiça que questionam a competência do Estado ou da União na concessão de licenças.
Além disso, segundo Langone, o presidente determinou que até o início de janeiro sejam convocados os 300 aprovados no concurso do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) que ainda não foram convocados. Outros 600 já começaram a trabalhar.

Energia

Das obras de energia, uma das prioridades é o complexo hidrelétrico do rio Madeira, em Rondônia, e a expectativa do governo é que o leilão ocorra no ano que vem.

"O Ministério de Minas e Energia e o Ministério do Meio Ambiente estão lutando contra o tempo para fazer o leilão até o primeiro trimestre de 2007. É um caminho crítico que temos de vencer", disse Rondeau
A obra, com capacidade de cerca de 6,5 mil MW de potência, está avaliada em R$ 9,2 bilhões e a previsão é que entre em funcionamento em março de 2012. O atraso no cronograma deve-se a pendências judiciais que impedem a conclusão da licença ambiental.

No caso de Belo Monte (PA), a usina só deverá entrar em funcionamento em 2013 ou 2014. A geração dela será de 11 mil MW.

Sobre Angra 3, o ministro afirmou que ainda não há uma decisão sobre a necessidade de construí-la, embora ela tenha sido apresentada como alternativa caso não seja possível acelerar os demais projetos de usinas hidrelétricas.

Outra proposta que será analisada pelo governo federal é a que prevê reservas estratégicas de energia elétrica no Amazonas, que abriga 75% do potencial hidráulico disponível no país. Isso será feito por meio da identificação de possíveis corredores de escoamento de energia.
A ministra da Casa Civil fará o acompanhamentos desses projetos e a coordenação entre os ministérios.

Também participaram da reunião de hoje o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luís Paulo Teles, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e o diretor do Ibama, Luiz Felipe Kunz.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

ECONOMIA & NEGÓCIOS
18/11/2006

 

Lula manda mudar regra ambiental

Para destravar 120 obras em infra-estrutura, presidente também ordena que Dilma Roussef fiscalize pessoalmente

 

Denise Chrispim Marin, Gerusa Marques
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem, ao final de uma reunião de sete horas no Palácio do Planalto, a mudança em duas legislações ambientais para destravar investimentos em infra-estrutura. Ele ordenou ainda à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que passe a monitorar os ministérios e órgãos técnicos envolvidos na liberação de 120 obras - 100 na área de energia e 20 na de transporte - consideradas essenciais para o projeto de crescimento sustentável da economia brasileira a taxas superiores a 5% ao ano e que devem ser concluídas até 2010.

Além de Dilma, foram convocados para a reunião os ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, e dos Transportes, Pedro Sérgio de Oliveira Passos, os secretários-executivos dos ministérios da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e do Meio Ambiente, Cláudio Langoni, e os presidentes da Petrobrás, Sérgio Gabrielli; da Transpetro, Sérgio Machado; do Ibama, Marcus Barroso Barros; e da Funai, Mércio Pereira Gomes.

A primeira mudança na legislação ambiental se dará na regulamentação do Artigo 23 da Constituição Federal, que trata da competência para a concessão de licenças para a execução de obras. A ausência dessa regulamentação criou uma 'zona cinzenta', que abre brechas para o questionamento do Ministério Público à Justiça sobre licenças concedidas por determinados órgãos ambientais. Ações desse tipo vêm bloqueando, por exemplo, a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, e de Belo Monte, no Pará, consideradas essenciais para o futuro abastecimento de energia do País.

Para contornar o problema, o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional ainda neste ano um projeto de lei complementar que propõe que o Ibama seja o responsável pela concessão de licenças apenas a obras de grande impacto ambiental e para aquelas que envolvam áreas públicas federais. Os de médio porte teriam licenças concedidas por órgãos ambientais estaduais, e os de pequeno porte, pelos municípios.

Segundo Langoni, o Ibama concede anualmente cerca de 230 licenças. Os Estados, cerca de 100 mil, das quais 60 mil poderiam passar a ser atribuição dos municípios. A rigor, esse projeto de lei seria uma 'cópia' da Resolução 237 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que já prevê essa divisão de tarefas. A outra legislação a ser alterada é a portaria interministerial que trata de questões ambientais relativas à malha rodoviária.

O presidente Lula pediu ainda o agendamento de uma nova reunião, desta vez com a participação do governador eleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para tratar do assunto. O Rio conta com 20 das 120 obras pendentes.

No encontro, foram discutidas obras nas áreas de energia elétrica,
transportes rodoviário e ferroviário, abastecimento de gás natural e portos. O governo definiu aquelas que terão prioridade máxima. No caso de energia, são as duas hidrelétricas do Rio Madeira - Santo Antonio e Jirau. A decisão de implementação da Usina Nuclear de Angra 3, segundo o ministro Rondeau, ainda não foi tomada pelo governo.