O GLOBO - RJ 

PANORAMA POLÍTICO
20/11/2006

 

Se a reforma...

 

SE A REFORMA ministerial for mesmo anunciada por etapas, os primeiros ministros a serem anunciados, ainda em dezembro, serão os das pastas que estão sendo tocadas por interinos: Saúde, Agricultura, Transportes, Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário, Ciência e Tecnologia, Esportes e a secretaria da Pesca.

 

 

ZERO HORA - RS 

POLÍTICA
20/11/2006

 

PT deve perder espaço até no segundo escalão

Para dar maior autonomia aos aliados, Lula deve fazer reforma vertical

 

Depois de forte pressão dos aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu mudar um critério fundamental na reforma ministerial. Diferentemente do atual mandato, em que o PT controlou quase todos os ministérios, ainda que em cargos menores, Lula sinalizou que vai entregar as pastas aos partidos da base governista com a "porteira fechada".

No jargão da política significa que o aliado indicará o ministros e os principais cargos. O presidente pediu que fosse feito um mapeamento da participação dos partidos no governo. Os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) levantarão a lista de nomeações políticas e os padrinhos dos detentores dos cargos federais nos Estados, no segundo escalão e nas estatais.

A idéia vem sendo defendida por Tarso desde o primeiro turno da eleição. O PMDB foi o primeiro dos aliados a fazer a cobrança desse novo critério, que é chamado também de verticalização. Nos bastidores, os líderes do partido mostram de forma clara que só aceitam ministérios totalmente livres, sem interferência do PT. O exemplo começou a ser seguido por PL, PP e PTB.

- Os partidos são responsáveis pelo governo e pela gestão de setores da administração - disse o presidente do PMDB, Michel Temer, que na quarta-feira reúne-se com Lula.

Os aliados lembram que os ministros partidários funcionaram até agora como rainhas da Inglaterra, já que o PT indicava o secretário executivo e ocupava outros principais cargos da pasta. Lula, em reuniões reservadas, reconhece que errou.

Lula diz que reforma ministerial fica para 2007

Em conversa com o líder do PL, deputado Luciano Castro (RR), Lula antecipou que o partido receberia um ministério sem petistas.

- O presidente decidiu verticalizar a responsabilidade do partido. Vai cobrar dos aliados acertos e erros dos ministérios. Ele disse que quer uma relação madura com a base e não como antes, quando o partido tinha ministro e o PT mandava embaixo - disse Castro, numa referência ao
Ministério dos Transportes, que o PL comanda.

No sábado, o presidente afirmou, no Rio, que só pretende anunciar a reforma ministerial no início do ano que vem. Ele quer esperar a eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado para dividir as 32 pastas. Lula disse não ter pressa para escolher os novos ocupantes:

- Vejo a inquietação das notícias de que vai entrar ministro, vai sair ministro. Acabo de ganhar o jogo. O time é vitorioso. Por que tenho que ter preocupação em fazer mudança?

 

 

ZERO HORA - RS 

ROSANE DE OLIVEIRA
20/11/2006

 

Porteira fechada

 

Haverá choro e ranger de dentes no PT se prosperar a idéia que vem sendo defendida no Palácio do Planalto de entregar aos aliados todos os cargos de confiança ligados aos ministérios que ocuparem.

Significa, por exemplo, entregar o
Dnit para o partido que ficar com o Ministério dos Transportes e a cobiçada CGTE para quem ganhar a pasta de Minas e Energia.

 

 

ISTOÉ DINHEIRO - SP 

PODER
20/11/2006

 

Tudo pelas emendas

 

Não houve feriado de 15 de novembro para a área técnica de vários ministérios, como Transportes, Educação e Desenvolvimento Social. Os funcionários foram convocados para examinar em regime de urgência as emendas parlamentares e autorizar a imediata liberação de recursos. Os empenhos que autorizam despesas ficaram engavetados por quatro meses, pois a Justiça Eleitoral proíbe investimentos em período eleitoral. E, se os recursos não forem liberados até 15 de dezembro, voltam para o Tesouro Nacional.

 

 

EXAME - SP 

BRASIL
20/11/2006

 

A empreiteira chamada exército

O Exército se torna um grande executor de obras e tira espaço do setor privado

 

Por Luciene Antunes
Em quase 50 pontos espalhados pelo Brasil, uma empreiteira mantém 10 000 homens trabalhando em obras tão diversas quanto a duplicação da BR-163 no Pará e a construção de pontes em uma comunidade quilombola do Vale do Ribeira, no interior paulista. A carteira de serviços dessa empreiteira soma quase 1 bilhão de reais e seu faturamento em 2005 ultrapassou os 400 milhões de reais, o que a coloca na sétima posição no ranking da indústria de construção pesada do país. Ou melhor, colocaria, já que a empreiteira em questão não é uma empresa -- é o Exército brasileiro. Desde os anos 70, época da ditadura militar, não se via o Exército mobilizado para fazer tantas obras. O engajamento de batalhões de engenharia no reparo de
rodovias e em outras empreitadas disparou no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, multiplicando as receitas anuais da corporação com a realização desses serviços. O grande salto se deu em 2005, quando, após ter uma licitação embargada na Justiça, o governo resolveu passar para o Exército parte da duplicação da BR-101 no Nordeste. O Ministério dos Transportes é o principal "cliente" da empreiteira militar, suprindo 90% de suas receitas. A lista de 46 projetos entregues ao Exército é composta principalmente de rodovias, mas também inclui pistas de aeroportos, obras de saneamento, berços de portos e outros.

Por parte do governo, a convocação da tropa é uma saída para contornar problemas que não consegue resolver -- basicamente, o emaranhado burocrático que atrasa a execução de projetos. Para o Exército, a principal vantagem é manter os batalhões ocupados. "Precisamos estar em constante treinamento para atuar em tempo de mobilização militar", diz o general Paulo Komatsu, diretor de obras de cooperação do Exército. Mas a crescente criação de canteiros pelos militares causa incômodo no setor privado. Na opinião de empresários da área, trata-se de mais um caso de presença do Estado em negócios típicos da iniciativa privada. Segundo essa visão, em vez de adotar paliativos, o governo faria melhor se buscasse desatar de vez os nós da infra-estrutura -- como a melhora na legislação de concorrências e a redução da burocracia. "É lamentável ver o governo entregar um pacote enorme de obras sem concorrência ao Exército em detrimento das companhias privadas, num momento em que operamos com 40% de capacidade ociosa", afirma Luiz Fernando Reis, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada.

 

 

CORREIO DA BAHIA - BA 

PODER
20/11/2006

 

Lula decide mudar critério para preencher ministérios

Partidos premiados terão o direito de indicar, dentro das pastas, todos os titulares dos principais cargos

 

BRASÍLIA - Depois de forte pressão dos aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu mudar um critério fundamental na reforma ministerial. Diferentemente deste mandato, em que o PT controlou praticamente todos os ministérios, ainda que em cargos menores, Lula sinalizou que vai entregar as pastas aos partidos da base governista com a “porteira fechada”, que, no jargão da política significa que o aliado indicará, os ministros e os principais cargos.

O presidente Lula pediu que fosse feito um mapeamento da participação dos partidos aliados no governo. Os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) vão levantar a lista de nomeações políticas e os padrinhos dos detentores dos cargos federais nos estados, no segundo escalão e nas estatais.
A cobrança desse novo critério por parte dos aliados, que é chamado também de verticalização, começou antes mesmo do fim do segundo turno da eleição presidencial. O PMDB foi o primeiro a reivindicá-lo. Nos bastidores, os principais líderes do partido mostram de forma clara que só aceitam ministérios totalmente livres, sem interferência do PT. O exemplo começou a ser seguido pelo PL e o PP e até mesmo pelo PTB.

“Os partidos são responsáveis pelo governo e pela gestão de setores da administração”, disse o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que quarta-feira reúne-se com Lula. Os aliados lembram que os ministros partidários funcionaram até agora como rainhas da Inglaterra, já que o PT indicava o secretário-executivo e ocupava outros principais cargos da pasta. Lula, em reuniões reservadas, reconheceu que errou.

O governador eleito da Bahia, o petista Jaques Wagner, ex-ministro das Relações Institucionais, defendeu a verticalização e diz que vai adotar o critério. “Na Bahia, eu vou verticalizar o núcleo central de cada secretaria. O partido tem que ter o controle sobre a pasta. Essa idéia de intercalar diferentes concepções não funciona, acaba fazendo um Frankenstein”, disse Wagner, que faz uma ressalva. “Não acho que todos os cargos deste ministério, em cada estado, têm que ser, obrigatoriamente, verticalizados”.

Em conversa com o líder do PL, deputado Luciano Castro (RR), Lula antecipou que o partido receberia um ministério sem petistas. “O presidente decidiu verticalizar a responsabilidade do partido no governo. Vai cobrar dos aliados acertos e erros dos ministérios. Ele disse que quer uma relação mais madura com a base e não como antes, quando o ministério era uma colcha de retalhos: o partido tinha ministro e o PT mandava embaixo”, disse, numa referência ao
Ministério dos Transportes, que o PL comandou com Anderson Adauto, Alfredo Nascimento e atualmente com Paulo Sérgio Passos.

Num primeiro momento, o PT pôs filiados em postos estratégicos por desconfiar do PL. Nos bastidores, a defesa maior no governo é pelo modelo adotado no governo Fernando Henrique, que adotou a porteira fechada. Apesar de perder poder, isolava o Planalto de eventuais irregularidades e escândalos envolvendo os ministérios. Foi assim com o PMDB (Transportes), com o PFL (Minas e Energia) e o PP (Trabalho).

 

 

CORREIO DA BAHIA - BA 

PODER
20/11/2006

 

Benefício do Bolsa-família em pauta

 

O Senado poderá votar diversas matérias amanhã, quando está prevista sessão em plenário com essa finalidade. Um dos itens da pauta é a medida provisória que libera R$698,79 milhões do orçamento da União para os Ministérios dos Transportes, do Desenvolvimento Agrário e da Integração Nacional. Outra matéria a ser apreciada é o projeto do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) que permite ao capital estrangeiro uma participação de até 100% em empresas concessionárias do serviço de TV a cabo.

O projeto que prevê a concessão, pelo programa Bolsa-família, de um benefício natalino, de autoria do senador Efraim Morais (PFL-PB), foi incluído na ordem do dia de amanhã em regime de urgência. Se a matéria não for apreciada, trancará a pauta da Casa.

 

 

O POPULAR - GO 

POLÍTICA
20/11/2006

 

Aliados vão controlar cargos de ministérios

Pressionado, Lula vai adotar verticalização na reforma ministerial. Partidos da base governista poderão nomear ministros e principais cargos de pastas

 

Brasília – Depois de forte pressão dos aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu mudar um critério fundamental na reforma ministerial. Diferentemente deste mandato, em que o PT controlou praticamente todos os ministérios, ainda que em cargos menores, Lula sinalizou que vai entregar as pastas aos partidos da base governista com a “porteira fechada”, que no jargão da política significa que o aliado indicará os ministros e os principais cargos.

O presidente Lula pediu que fosse feito um mapeamento da participação dos partidos aliados no governo. Os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) vão levantar a lista de nomeações políticas e os padrinhos dos detentores dos cargos federais nos Estados, no segundo escalão e nas estatais.

A cobrança desse novo critério por parte dos aliados, que é chamado também de verticalização, começou antes mesmo do fim do segundo turno da eleição presidencial. O PMDB foi o primeiro a reivindicá-lo. Nos bastidores, os principais líderes do partido mostram de forma clara que só aceitam ministérios totalmente livres, sem interferência do PT. O exemplo começou a ser seguido pelo PL e o PP e até mesmo pelo PTB.

“Os partidos são responsáveis pelo governo e pela gestão de setores da administração”, disse o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que quarta-feira reúne-se com Lula.

Os aliados lembram que os ministros partidários funcionaram até agora como rainhas da Inglaterra, já que o PT indicava o secretário-executivo e ocupava outros principais cargos da pasta. Lula, em reuniões reservadas, reconhece que errou.

O governador eleito da Bahia, o petista Jaques Wagner, ex-ministro das Relações Institucionais, defende a verticalização e diz que vai adotar o critério: “Na Bahia, eu vou verticalizar o núcleo central de cada secretaria. O partido tem que ter o controle sobre a pasta. Essa idéia de intercalar diferentes concepções não funciona, acaba fazendo um Frankenstein”, diz Wagner, que faz uma ressalva. “Não acho que todos os cargos deste Ministério, em cada Estado, têm que ser, obrigatoriamente, verticalizados.”

Em conversa com o líder do PL, deputado Luciano Castro (RR), Lula antecipou que o partido receberia um ministério sem petistas. “O presidente decidiu verticalizar a responsabilidade do partido no governo. Vai cobrar dos aliados acertos e erros dos ministérios. Ele disse que quer uma relação mais madura com a base e não como antes, quando o ministério era uma colcha de retalhos: o partido tinha ministro e o PT mandava embaixo”, disse, numa referência ao
Ministério dos Transportes, que o PL comandou com Anderson Adauto, Alfredo Nascimento e atualmente com Paulo Sérgio Passos. Num primeiro momento, o PT pôs filiados em postos estratégicos por desconfiar do PL.

Nos bastidores, a defesa maior no governo é pelo modelo adotado no governo Fernando Henrique, que adotou a porteira fechada. Apesar de perder poder, isolava o Planalto de eventuais irregularidades e escândalos envolvendo os ministérios. Foi assim com o PMDB (Transportes), com o PFL (Minas e Energia) e o PP (Trabalho). (Agência O Globo)

 

 

O ESTADO DO MARANHÃO - MA 

PANORAMA POLÍTICO
20/11/2006

 

A coalizão

 

O segundo mandato do presidente Lula ganhará forma na quarta-feira, quando será formalizada a proposta de um governo de coalizão com o PMDB. Não existem mais obstáculos intransponíveis para que a maioria esmagadora do PMDB apóie o governo. Até mesmo os governadores Luiz Henrique (SC) e André Puccinelli (MS), que fizeram campanha para Geraldo Alckmin, estão de acordo.

Esta aproximação começou nas eleições. Os governistas impediram o lançamento de uma candidatura própria à Presidência da República e, na campanha, a maioria dos diretórios regionais pediu votos pela reeleição do presidente Lula. Passadas as eleições, o único líder de peso do partido a censurar a aliança foi o senador eleito Jarbas Vasconcelos (PE). Os governadores Roberto Requião (PR), reeleito, e Germano Rigotto (RS) jogaram juntos na reunião de sexta-feira, em Florianópolis, que aprovou nota recomendando que o partido participe “de sua base de sustentação no Congresso Nacional”.

O presidente Lula está prestes a conseguir uma proeza, garantir cerca de 90% dos votos do partido na Câmara e no Senado. O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que também fez campanha para Geraldo Alckmin, convidou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia para acompanhá-lo. Sua intenção é convidar outros membros da Executiva para integrar a comitiva. Uma presença, se confirmada, será simbólica: a do deputado Eliseu Padilha, coordenador da campanha de Alckmin no Rio Grande do Sul e
ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique.

A formação de um governo de coalizão, tendo como base o PT e o PMDB, afasta um dos principais temores dos aliados do presidente Lula. Estes receavam que fosse reconstruído, no segundo mandato, um núcleo duro petista. E não estavam satisfeitos apenas com a criação de um Conselho Político formado por presidentes de partidos, como propôs na quinta-feira a Executiva do PT. Os aliados querem uma coordenação de governo plural. Defendem uma coordenação que funcione nos moldes da que funcionou na campanha, na qual tinham participação políticos do PT, PMDB, PSB e PCdoB. Eles alegam que é na reunião da coordenação de governo que são tomadas as decisões, sobre todos os assuntos, e é lá que todos os aliados esperam estar nos próximos quatro anos.

Frase do pefelista Afif Domingos: “Para quem está na oposição, como o PFL, é uma vantagem a não eleição de governadores estaduais”. O PFL elegeu apenas o de Brasília.

 

 

HOJE EM DIA - MG 

POLÍTICA
20/11/2006

 

Lula quer «porteira fechada» para aliados

 

BRASÍLIA - Depois de forte pressão dos aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu mudar um critério fundamental na reforma ministerial. Diferentemente deste mandato, em que o PT controlou praticamente todos os ministérios, ainda que em cargos menores, Lula sinalizou que vai entregar as pastas aos partidos da base governista com a «porteira fechada», que no jargão da política significa que o aliado indicará os ministros e os principais cargos.

O presidente Lula pediu que fosse feito um mapeamento da participação dos partidos aliados no Governo. Os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) vão levantar a lista de nomeações políticas e os padrinhos dos detentores dos cargos federais nos estados, no segundo escalão e nas estatais.

A cobrança desse novo critério por parte dos aliados, que é chamado também de verticalização, começou antes mesmo do fim do segundo turno da eleição presidencial. O PMDB foi o primeiro a reivindicá-lo. Nos bastidores, os principais líderes do partido mostram de forma clara que só aceitam ministérios totalmente livres, sem interferência do PT. O exemplo começou a ser seguido pelo PL e o PP e até mesmo pelo PTB.

«Os partidos são responsáveis pelo Governo e pela gestão de setores da administração», disse o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que quarta-feira reúne-se com Lula. Os aliados lembram que os ministros partidários funcionaram até agora como rainhas da Inglaterra, já que o PT indicava o secretário-executivo e ocupava outros principais cargos da pasta. Lula, em reuniões reservadas, reconhece que errou.

O governador eleito da Bahia, o petista Jaques Wagner, ex-ministro das Relações Institucionais, defende a verticalização e diz que vai adotar o critério: «Na Bahia, eu vou verticalizar o núcleo central de cada secretaria. O partido tem que ter o controle sobre a pasta. Essa idéia de intercalar diferentes concepções não funciona, acaba fazendo um Frankenstein», disse Wagner, que faz uma ressalva. «Não acho que todos os cargos deste Ministério, em cada estado, têm que ser, obrigatoriamente, verticalizados.»

Em conversa com o líder do PL, deputado Luciano Castro (RR), Lula antecipou que o partido receberia um ministério sem petistas. «O presidente decidiu verticalizar a responsabilidade do partido no Governo. Vai cobrar dos aliados acertos e erros dos ministérios. Ele disse que quer uma relação mais madura com a base e não como antes, quando o ministério era uma colcha de retalhos: o partido tinha ministro e o PT mandava embaixo», disse, numa referência ao
Ministério dos Transportes, que o PL comandou com Anderson Adauto, Alfredo Nascimento e atualmente com Paulo Sérgio Passos. Num primeiro momento, o PT pôs filiados em postos estratégicos por desconfiar do PL.

Nos bastidores, a defesa maior no Governo é pelo modelo adotado no Governo Fernando Henrique, que adotou a porteira fechada. Apesar de perder poder, isolava o Planalto de eventuais irregularidades e escândalos envolvendo os ministérios. Foi assim com o PMDB (Transportes), com o PFL (Minas e Energia) e o PP (Trabalho).

 

 

O TEMPO - MG 

POLÍTICA
20/11/2006

 

Choque da oposição

 

MARINA SCHETTINI
Quatro anos de pedidos e mínimas conquistas. Esse é, em poucas palavras, o saldo das principais reivindicações feitas ao governo federal pelos governadores eleitos em 2002.

Naquele ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recém-eleito para o seu primeiro mandato, chamou os chefes dos Executivos estaduais para uma reunião conjunta.

Agora, quatro anos depois, os governadores, com praticamente as mesmas demandas, buscam um caminho diferente para a conquista de suas reivindicações.

Em vez de posar para a foto e tomar cafezinho com Lula, eles se articulam entre si para montar uma lista de pedidos, que deverá ser entregue aos presidentes da Câmara e do Senado já no início da próxima legislatura.

“As questões que estão hoje colocadas são as mesmas porque o governo federal não avançou. Esperávamos um posicionamento deles, mas o que o governo fez foi uma grande firula no começo da gestão, prometendo que faria as reformas na velocidade esperada, em sete meses, mas jogou tudo na gaveta quando ia para plenário”, afirma o presidente do PSDB mineiro e deputado federal, Nárcio Rodrigues.

Apontado como líder da tropa na batalha pelo que chamam de “agenda comum dos Estados e desenvolvimentista para o país”, Aécio já se encontrou com os governadores eleitos do Distrito Federal, José Arruda (PFL), do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), e do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).

Com o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), Aécio diz que tem mantido conversas constantes por telefone.

Em seu encontro com Yeda Crusius, Aécio falou também com o candidato derrotado à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB). Ex-governador de São Paulo, Alckmin garante que defende as mesmas bandeiras.

Estradas
A única novidade com relação às reivindicações dos governadores no início do primeiro mandato de Lula é o interesse pela estadualização das
estradas federais. A transferência da responsabilidade pela administração da malha rodoviária é um dos pontos mais importantes para Aécio Neves.

Mesmo sendo nova na cartela comum de demandas dos governadores, a estadualização das
rodovias é reivindicada desde meados do primeiro mandato do tucano mineiro.

“Já tínhamos a preocupação com a regulamentação da Contribuição sobre Intervenção do Domínio Econômico (Cide), imposto que atua sobre os combustíveis, que era um problema, porque a cota dos Estados, por exemplo, não estava regulamentada. Já havia também uma preocupação do governador em se poder avançar rumo à estadualização das
rodovias, mas houve muita resistência do governo federal”, explica Nárcio.

De acordo com Agostinho Patrus, ex-secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas, a insistência de Aécio na busca da descentralização das ações da União tem um objetivo nobre. Para ele, a medida diminuiria a burocracia e aumentaria a eficiência na gestão das
estradas.

“Hoje nada anda. As licitações são um exemplo. Os Estados levam de 75 a 90 dias para fazer, mas o Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (
Dnit) tem levado de dois a três anos”, exemplifica.

Na tentativa de concretizar a estadualização, o governador propôs, na última semana, que o Estado se transforme em um “grande laboratório”.

“Transfira-me 20% do total arrecadado com a Cide e passe para a gestão do Estado, obviamente em condições de trafegabilidade, a totalidade da malha rodoviária federal. Aí faremos concessão onde for possível fazer. Faremos PPPs (Parcerias Público Privadas)”, disse Aécio.

 

 

O TEMPO - MG 

POLÍTICA
20/11/2006

 

Governo deve adotar porteira fechada

 

BRASÍLIA – Depois de forte pressão dos aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu mudar um critério fundamental na reforma ministerial.

Diferentemente deste mandato, em que o PT controlou praticamente todos os ministérios, ainda que em cargos menores, Lula sinalizou que vai entregar as pastas aos partidos da base governista com a “porteira fechada”, que no jargão da política significa que o aliado indicará os ministros e os principais cargos.

O presidente Lula pediu que fosse feito um mapeamento da participação dos partidos aliados no governo.

Os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) vão levantar a lista de nomeações políticas e os padrinhos dos detentores dos cargos federais nos Estados, no segundo escalão e nas estatais.

A cobrança desse novo critério por parte dos aliados, que é chamado também de verticalização, começou antes mesmo do fim do segundo turno da eleição presidencial. O PMDB foi o primeiro a reivindicá-lo.

Nos bastidores, os principais líderes do partido mostram de forma clara que só aceitam ministérios totalmente livres, sem interferência do PT. O exemplo começou a ser seguido pelo PL e o PP e até mesmo pelo PTB.

“Os partidos são responsáveis pelo governo e pela gestão de setores da administração”, disse o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que quarta-feira reúne-se com Lula.

Os aliados lembram que os ministros partidários funcionaram até agora como rainhas da Inglaterra, já que o PT indicava o secretário executivo e ocupava outros principais cargos da pasta. Lula, em reuniões reservadas, reconhece que errou.

O governador eleito da Bahia, o petista Jaques Wagner, ex-ministro das Relações Institucionais, defende a verticalização e diz que vai adotar o critério: “Na Bahia, eu vou verticalizar o núcleo central de cada secretaria. O partido tem que ter o controle sobre a pasta. Essa idéia de intercalar diferentes concepções não funciona, acaba fazendo um Frankenstein”, diz Wagner, que faz uma ressalva.

“Não acho que todos os cargos deste ministério, em cada Estado, têm que ser, obrigatoriamente, verticalizados.”

Em conversa com o líder do PL, deputado Luciano Castro (RR), Lula antecipou que o partido receberia um ministério sem petistas.

“O presidente decidiu verticalizar a responsabilidade do partido no governo. Vai cobrar dos aliados acertos e erros dos ministérios. Ele disse que quer uma relação mais madura com a base e não como antes, quando o ministério era uma colcha de retalhos: o partido tinha ministro e o PT mandava embaixo”, disse, numa referência ao
Ministério dos Transportes, que o PL comandou com Anderson Adauto, Alfredo Nascimento e atualmente com Paulo Sérgio Passos.

Nos bastidores, a defesa maior no governo é pelo modelo adotado no governo Fernando Henrique, que adotou a porteira fechada.

Apesar de perder poder, isolava o Planalto de eventuais irregularidades e escândalos envolvendo os ministérios. Foi assim com o PMDB (Transportes), com o PFL (Minas e Energia) e o PP (Trabalho). (Agência O Globo)

 

 

DIÁRIO CATARINENSE - SC 

GERAL
20/11/2006

 

Asfalto muda o cenário nas obras de duplicação

 

BR-101
TAÍS SHIGEOKA
Quatro meses e meio após a primeira viagem de acompanhamento das obras de duplicação do trecho Sul da BR-101 em Santa Catarina, o Diário Catarinense voltou à estrada para conferir o andamento dos trabalhos, cuja evolução é evidente nos trechos em obra. Apesar da situação do lote 29, em Araranguá, que, desde julho, permanece com os serviços paralisados por conta da desistência da empreiteira, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) mantém o prazo de conclusão para dezembro de 2008.

O trabalho é mensalmente acompanhado pelo
DNIT. As empresas apresentam o relatório de obras e o pagamento só é liberado após o aval da supervisora e da gerenciadora de obras, além da área de engenharia e construção do órgão em Santa Catarina. Em Brasília, antes da liberação é feita uma nova conferência.

Motoristas precisam ter cuidado com os desvios

Desde o final de junho, esta é a quarta vez que a equipe do DC percorre os 248,5 quilômetros entre Palhoça, na Grande Florianópolis, e Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Cinqüenta dias após a última incursão, chamam a atenção os longos trechos com pavimentação iniciada. Em seis dos nove lotes, o asfalto já divide espaço com as obras de terraplanagem.

Com o avanço dos trabalhos, que terão continuidade durante a temporada de Verão, novos desvios vêm sendo utilizados. Isso exige atenção redobrada dos motoristas que trafegam pela rodovia.

No momento, pelo menos 12 desvios já estão em funcionamento: dois no lote 23, entre Palhoça e Penha, um no lote 24, entre Penha e Itapirubá, e nove no lote 27, na região de Criciúma.

( tais.shigeoka@diario.com.br )
O trecho Sul
Extensão total: 248,5 quilômetros
Trecho a ser duplicado: Palhoça (km 216,6) a Passo de Torres (Km465,9)
Lotes: nove de pavimentação e cinco para obras especiais
Vias laterais: 250 quilômetros
Obras
Passarelas: 68
Viadutos: 45
Passagens inferiores: 45
Pontes: 27
Custo total estimado: R$1,15 bilhão
Quanto foi investido no projeto em 2005: R$ 110 milhões
Valor disponível para 2006: R$ 350 milhões
De onde vêm os recursos: Projeto Piloto de Investimentos (PPI) do governo federal
Número de empregos criados: 10 mil diretos e 35 mil indiretos
Assinatura da ordem de serviço: dezembro de 2004
Início efetivo dos trabalhos: março de 2005
Prazo para conclusão: dezembro de 2008
Expectativa de vida útil da rodovia: 10 anos
Fonte:
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT)

Confira como está o andamento das obras

- Lote 22

Trecho: Palhoça ao Rio da Madre (Km 216,5 - Km 245,9) Situação*: terraplenagem atacada (em trabalho): 14,5 quilômetros; obras de drenagem: 10,75 quilômetros; faturamento: R$ 14,7 milhões. No lote 22, o destaque é para as obras de terraplenagem que, em muitos trechos, estão niveladas à pista. Em alguns pontos ainda são realizadas detonações de rochas para alargamento da pista. De acordo com o
DNIT, até o final do mês deverá ser iniciada a licitação para escolha do projeto para a região do Morro dos Cavalos, onde há um impasse envolvendo a comunidade indígena residente no local.

- Lote 23

Trecho: Rio da Madre ao Rio Araçatuba (Km 245,9 - Km 271,7) Situação*: terraplaenagem atacada: 14,25 quilômetros; terraplenagem concluída: 5,5 quilômetros; sub base de pavimentação: 5,5 quilômetros; base de pavimentação: 4,25 quilômetros; obras de drenagem: 24 quilômetros; faturamento: R$ 38,9 milhões. No lote 23, o destaque é para os trechos com pavimentação iniciada. São pelo menos cinco quilômetros no início e no final do trajeto. Atenção para os dois desvios já em utilização, entre os Km 250 e 256.

- Lote 24

Trecho: Rio Araçatuba ao acesso de Itapirubá (Km 271,7 - Km 300) Situação*: terraplenagem atacada: 14 quilômetros; terraplenagem concluída: 10,25 quilômetros; sub base de pavimentação: nove quilômetros; base de pavimentação: cinco quilômetros; pavimentação atacada: 4,5 quilômetros; obras de drenagem: 7,5 quilômetros; faturamento: R$ 17,6 milhões. No lote 24, o destaque é para os trechos de pavimentação iniciada e para as obras de terraplenagem ao longo de todo o trajeto. Próximo à localidade de Arroio, atenção ao desvio já em funcionamento.

- Lote 25

Trecho: Itapirubá ao Rio Capivari (Km 300 - Km 329,9) Situação*: terraplenagem atacada: 6,6 quilômetros; terraplenagem concluída: 6,6 quilômetros; sub base de pavimentação: 6,5 quilômetros; base de pavimentação: 0,75 quilômetros; pavimentação atacada: dois quilômetros; obras de drenagem: 15 quilômetros; faturamento: R$ 11,2 milhões. No lote 25, destaque para os trechos com pavimentação iniciada, especialmente no início do lote e nas proximidades da localidade de Santiago. De acordo com o
DNIT, a expectativa é que, até junho de 2007, seja iniciada a licitação para as obras da região da Lagoa do Imaruí.

- Lote 26

Trecho: Rio Capivari ao Rio Sangão (Km 329,9 - Km 358,5) Situação*: terraplanagem atacada: 8,75 quilômetros; terraplenagem concluída: sete quilômetros; sub base de pavimentação: sete quilômetros; base de pavimentação: seis quilômetros; obras de drenagem: 22 quilômetros; faturamento: R$ 17,5 milhões. No lote 26, existem duas realidades. No início, os trabalhos estão menos evoluídos em relação aos demais lotes. Nos últimos 10 quilômetros, as obras estão mais avançadas, apresentando um trecho com pavimentação iniciada, no Km 355. Atenção à modificação no trevo de acesso à Jaguaruna. De acordo com o
DNIT, a expectativa é que, até junho de 2007, seja iniciada a licitação para as obras da região do Morro do Formigão.

- Lote 27

Trecho: Rio Sangão ao acesso de Criciúma (Km 358,5 - Km 387) Situação: terraplenagem atacada: 7,75 quilômetros; terraplenagem concluída: 20,75 quilômetros; sub base de pavimentação: 10,5 quilômetros; base de pavimentação: quatro quilômetros; obras de drenagem: 28,5 quilômetros; faturamento: R$ 58,1 milhões. No lote 27, o destaque é para longos trechos já pavimentados e outros já em andamento, assim como para os trabalhos de construção de oito obras (viadutos, e pontes). Atenção para os nove desvios em funcionamento durante o trajeto.

Lote 28

Trecho: Acesso de Criciúma ao Rio Araranguá (Km 387 - Km 411) Situação*: terraplenagem atacada: 15,75 quilômetros; terraplenagem concluída: 3,5 quilômetros; obras de drenagem: 15 quilômetros; faturamento: R$ 20,1 milhões. No lote 28, destaque para as obras de terraplenagem em estágio avançado e para o trecho com pavimentação iniciada, nas proximidades do Km 397.

Lote 29

Trecho: Rio Araranguá ao Rio da Laje (Km 411 - Km 437) Situação*: terraplenagem atacada: 4,75 quilômetros; obras de drenagem: 16 Km; faturamento: R$ 1,7 milhão. No lote 29, a Construtora Triunfo S.A., segunda colocada na licitação, ainda não assumiu o trecho após o pedido de rescisão da DM Construtora, ocorrido em julho. De acordo com a assessoria do
DNIT, o processo está sob análise da procuradoria do órgão. A expectativa é que, até o final do mês, o conselho do departamento avalize o novo contrato. Após a assinatura, a empresa poderá assumir o lote e dar início aos trabalhos ainda este ano.

Lote 30

Trecho: Rio da Laje à divisa SC/RS (Km 437 - Km 465) Situação*: terraplenagem atacada: 24,25 quilômetros; obras de drenagem: 27,5 quilômetros; faturamento: R$ 21,3 milhões. O lote 30 é o que apresenta as menores modificações. Durante o trajeto podem ser observadas obras de aterro e terraplanagem. Atenção às constantes paralisações no trânsito para o descarregamento de caminhões de areia.