INFORME ECONÔMICO
22/08/2006
Mudança de lei
O projeto de
mudança na Lei de Licitação 8.666, logo depois das eleições, promete causar
grande polêmica. Por isso, o governo elaborou a proposta, mas resolveu esperar acabar
o processo eleitoral para colocá-la em debate no Congresso.
A intenção é enviar o projeto no mês de novembro e conseguir a sua aprovação
até o fim do ano, para retirar o governo das restrições que existem hoje. A
atual lei de licitação foi aprovada pelo Congresso no governo Collor, quando
surgiram várias denúncias de corrupção nas concorrências públicas patrocinadas
pelo assessor Paulo César Farias, que morreu misteriosamente em Alagoas.
A lei 8.666 surgiu como uma das legislações mais duras já aprovadas no Brasil e
conseguiu melhorar muito os processos de concorrências no Brasil. No entanto, o
governo federal e os governos estaduais e municipais se queixam da falta de
flexibilidade.
No atual governo, por exemplo, o Ministério dos Transportes, o Ministério da Integração e o Ministério das Cidades chegam a
aprovar grandes orçamentos no Congresso, mas não aplicam nem a metade dos
recursos disponíveis por causa das exigências cia lei.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady
Simão, tem lembrado com muita freqüência ao presidente Lula a necessidade de
mudar a 8.666, para poder destravar o governo.
FH tentou mudar
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tentou mudar a lei 8.666 mas não conseguiu
o apoio da maioria de seu partido e recuou depois de ter preparado um projeto
de lei. O presidente Lula preparou a legislação e já queria enviá-lo agora. Mas
a chefe da Casa Civil é muito disciplinada e não considerou o momento oportuno.
destacando que agora o Congresso só está olhando para a eleição. O presidente
Fernando Henrique cometeu esse mesmo erro.
INFORME ECONÔMICO
22/08/2006
Acesso em Itaguaí
O Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transporte (Dnit)
concluiu ontem o processo de licitação da duplicação da BR-101, no trecho que
vai de Santa Cruz a Mangaratiba e está contratando nos próximos dias o
consórcio liderado pela Carioca Engenharia para construir esta obra que
permitirá um novo acesso ao porto de Itaguaí.
O Rio de janeiro estava esperando por este acesso ao Porto de Itaguaí há mais de três anos. O Dnit estava estudando a licitação há
quase uni ano. O período eleitoral tem dessas vantagens. Tudo que está
engavetado aparece.
ECONOMIA
22/08/2006
Lula falha em
metas de infra-estrutura
Fernando Exman
BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não atingiu suas principais
metas no setor de infra-estrutura. Levantamentos feitos por ministérios a
pedido do JB revela que grandes obras, como a transposição do Rio São Francisco
e as três hidrelétricas a serem construídas na Amazônia, não saíram do papel.
O diretor do Departamento de Infra-Estrutura da Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo (Fiesp), Saturnino Sergio da Silva, atribui parte do atraso
na execução de projetos a problemas enfrentados por governo e empresários na
Justiça. Sobretudo devido a questões ambientais.
Silva culpa a política econômica pela falta de recursos para investimentos.
Diz, porém, que está "relativamente otimista", pois o atual governo
teria retomado o planejamento estratégico para os segmentos de energia e transportes.
- Nos últimos 10 anos, a política econômica fez os governos abdicarem dos
investimentos - diz. - A área de infra-estrutura ficou abandonada. Não há
dúvidas de que o próximo presidente terá de resolver os gargalos de
infra-estrutura.
Em 2002, o então candidato à Presidência Lula prometeu desenvolver uma política
nacional de transportes - destinada a suprir as demandas do
mercado interno e do mercado exportador - e ampliar a participação dos meios de
transportes ferroviário e aquaviário.
Comprometeu-se ainda a restabelecer o planejamento estratégico que existia no
setor elétrico.
O levantamento deixa claro também que Lula tem dados positivos à disposição
para mostrar na campanha. Para evitar problemas na Justiça Eleitoral, o governo
evita relacionar as realizações da Administração Federal ao
presidente-candidato. O diretor-executivo da Associação Nacional dos
Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, acha que o governo falhou
na tentativa de expandir a malha ferroviária do país. Para o presidente do
Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, o Brasil está distante de ter uma
expansão sustentável na geração elétrica, pois os investidores ainda não estão
seguros em relação às novas regras do setor.
O governo Lula, entretanto, comemora o restabelecimento do planejamento do
setor elétrico, a obtenção da auto-suficiência em petróleo e a recuperação de estradas.
O PAÍS
22/08/2006
Heloísa e
Cristovam criticam governo
Candidatos
atacam Lula, ausente no debate em Maceió; Alckmin envia vice
Arnaldo Ferreira
MACEIÓ. Só Heloísa Helena (PSOL-AL) e Cristovam Buarque (PDT-DF) compareceram
ao debate entre presidenciáveis organizado ontem pela Confederação Nacional dos
Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos, em Maceió. Geraldo Alckmin (PSDB-SP)
enviou o vice da chapa, senador José Jorge (PFL-PE), para representá-lo.
Os dois candidatos presentes criticaram a política econômica dos últimos 12
anos: — É inaceitável um país que tenha instituído o “bolsa-banqueiro”, pagando
a meia-dúzia de banqueiros 760 vezes mais que todo o investimento em saneamento
básico; 720 vezes mais do que investiu em habitação popular — atacou Heloísa.
Ela disse estar convencida de que, se houver controle do dinheiro desviado para
a corrupção de parlamentares e novo ordenamento na política econômica, o país
pode dobrar a taxa de crescimento.
— Não aceito o superávit de que eles falam tanto e que saqueia 620 mil ao mês
para pagar o “bolsa-banqueiro”. No meu governo isso vai acabar.
Cristovam voltou a demonstrar preocupação com uma possível vitória do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno: — Se ele ganhar
com 50, 60 milhões no primeiro turno, sem ter base sólida no Congresso, como
tudo indica que vai acontecer, Lula será tentado ao autoritarismo — afirmou
Cristovam, para quem o presidente teria a tentação de ditar uma nova Constituição
sem consultar o Congresso.
Sobre as ausências do presidente nos debates, atacou: — O presidente Lula está
desrespeitando a democracia por três motivos: está com medo de dar explicações,
não tem o que dizer e não sabe o que vai falar.
O vice de Alckmin, senador José Jorge, manteve as críticas nos últimos quatro
anos de governo e acusou Lula de não investir em infra-estrutura: — Não precisa
nem falar como estão as nossas estradas e a
malha ferroviária.
NO GLOBO ONLINE: Relembre os jingles de campanhas presidenciais desde 1989
www.oglobo.com.br/pais/eleicoes2006 HELOÍSA HELENA e Cristovam no debate na Confederação
dos Engenheiros
OPINIÃO
22/08/2006
Mapa da morte
Levantamento
exclusivo do Correio Braziliense mostra quadro preocupante. Trata-se do aumento
do número de mortos nas estradas que cortam o Distrito Federal. Vale
a comparação. De janeiro a 31 de julho de 2005, registraram-se 1.441 acidentes
— 711 sem feridos, 699 com feridos e 31 com perda de vidas. No mesmo período
deste ano, houve pequena redução no total de colisões e capotagens, mas cresceu
a soma dos mortos.
Parte da tragédia pode ser atribuída ao estado precário das estradas. Mas buracos e desvios não são os
maiores vilões. O grande responsável pelas mortes chama-se imprudência. Alta
velocidade, desrespeito aos sinais de trânsito, ultrapassagens temerárias,
alcoolismo e drogas transformam as estradas que
levam e trazem brasilienses em assassinas potenciais. O quadro é preocupante.
Além de ceifar vidas, acidentes sobrecarregam o equipamento hospitalar e
impedem que brasileiros desenvolvam a própria potencialidade.
O Brasil anda sobre rodas. Os transportes aéreo,
marítimo e ferroviário não mereceram os investimentos que tornaram as rodovias principais vias de locomoção de
pessoas e movimento de cargas. Na contramão do que ocorreu no mundo,
abandonamos os trilhos. Os bondes sumiram de circulação. Os trens tiveram a
morte decretada. Os que não desapareceram se encontram em estado terminal. Os
metrôs, introduzidos com atraso em algumas metrópoles nacionais, têm a malha reduzida
e sofrem com o problema de integração. Portos e
aeroportos, sem receber os recursos necessários, não atendem as necessidades do
país.
Brasília vive situação mais grave. Construída no boom da indústria
automobilística, desprezou o transporte coletivo. Imaginava-se que na nova
cidade cada morador teria o carro próprio. Aos 46 anos, o sonho virou pesadelo.
Aqui, ter carro não é opção. É necessidade. Ônibus velhos, impontuais, sem
assiduidade e com precária manutenção obrigam o brasiliense a se locomover com
veículo particular. Não é por acaso que a capital da República joga nas ruas 6
mil novos carros por mês.
Resultado: os congestionamentos, antes exceção, viraram regra. Encontrar uma
vaga no Plano Piloto tornou-se exercício de paciência que rouba tempo de
motoristas e demais profissionais. Pior: o asfalto ceifa cada vez mais vidas de
homens, mulheres e crianças. Impõem-se mudanças. Elas vão além da repressão e
da multa. Passam, necessariamente, pela reeducação do condutor. Quem pega o
volante precisa pôr em prática dois mandamentos. O primeiro: dirigir por si e
pelos outros. O segundo: exercitar a paciência e a tolerância. Sem isso, põe em
risco a própria vida e a vida dos demais. Em suma: transforma rodas em bombas.
PONTO DO SERVIDOR
22/08/2006
O projeto Formar
de alfabetização de servidores públicos está atendendo mil pessoas. Um grupo de
17 professores está ministrando, em 40 salas de aula, conteúdo educacional para
alfabetizar e completar os ensinos Fundamental e Médio dos servidores da União,
utilizando a modalidade de ensino de jovens e adultos (EJA). Os alunos
beneficiados no processo de aprendizagem são dos ministérios do Planejamento,
Trabalho, Justiça, Agricultura, Transportes, Defesa, Educação e Fazenda, na
Casa Civil, Escola de Administração Fazendária (Esaf), FNDE, Conab, todos de
Brasília. Em 2007, o Formar será levado para mais quatro Estados: Rio de
Janeiro, Bahia, Ceará e Pará, Além disso, será ampliado para 28 órgãos. O
servidor interessado em participar do projeto deve procurar o setor de recursos
humanos de seu órgão.
GERAIS
22/08/2006
Promessa repetida
na BR-040
Ministro dos
Transportes assina empenho de R$ 10 milhões para o conjunto de obras que vai
desativar o ultrapassado e perigoso pontilhão. É o segundo anúncio feito este
ano
Bertha Maakaroun
Depois de longa espera, um período marcado por tragédias, dor e muitas
promessas, o novo Viaduto Vila Rica (mais conhecido como Viaduto das Almas)
finalmente pode sair do papel. As obras, garantiu o ministro dos Transportes, Paulo César de Oliveira Passos,
ontem em Belo Horizonte, começam no início de setembro. É a segunda vez, este
ano, que o novo pontilhão é anunciado. No fim de junho, o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) anunciou o início da obra para
julho, com a assinatura do contrato com uma empreiteira mineira.
O ministro, que assinou empenho para a liberação de R$ 10 milhões destinados à
construção da variante e da ponte para substituir o Viaduto Vila Rica, que fica
na BR-040, entre Belo Horizonte e Congonhas, promete, dessa vez, um ritmo de
obras acelerado. “O ritmo será o mais intenso possível. Em poucos dias, vocês
vão ver obras nesse viaduto”, destacou.
Com o dinheiro garantido, falta agora a ordem de serviço para o trabalho
começar. Somente assim será possível afastar o risco de a obra ficar, mais uma
vez, na promessa, como foi no meio do ano. O projeto está há quatro anos na
gaveta. Os trabalhos deveriam ter começado em 2002, quando foi concluída a
licitação para a construção da nova via. Um dos contratempos, de acordo com o Dnit, foi a desistência da empresa
vencedora da licitação.
O projeto, todo em pista dupla, prevê a construção de uma variante de três
quilômetros de extensão, mais o novo viaduto, de 450 metros. A obra está orçada
em R$ 27 milhões e deverá ser concluída no fim de 2007. O trânsito no local não
será afetado.
O Viaduto das Almas foi construído em 1957, no km 592 da BR-040, que liga Belo
Horizonte ao Rio de Janeiro. O pontilhão, em curva, tem 260m de comprimento e
9m de largura, sendo apenas 7,4m de pista de rolamento. Fica sobre um
precipício de 31m. Apesar da instalação de lombadas eletrônicas nas
extremidades, ainda é um dos trechos que oferecem maior risco aos motoristas.
Há o registro de pelo menos 200 mortos em acidentes.
VIA EXPRESSA O anúncio da liberação de recursos foi feito pelo ministro durante
solenidade de inauguração do Viaduto da Krupp, trevo no entroncamento da BR-381
com a Via Expressa. As obras do viaduto estavam paralisadas há 15 anos. A
inauguração atraiu os prefeitos de Contagem, Marília Campos (PT), e de Betim,
Carlaile Pedrosa (PSDB), e foi acompanhada pelo ministro das Comunicações,
Hélio Costa (PMDB). Como a legislação eleitoral não permite que o governante
candidato à reeleição participe da inauguração de obras, o presidente Lula (PT)
orientou os ministros para que acompanhem todas as solenidades em suas
respectivas regiões. Hélio Costa esteve com o ministro dos Transportes em Ipatinga, no Vale do Aço, onde
vistoriaram os trabalhos de restauração das BRs 458 e 381, na travessia de
Ipatinga e entorno de Coronel Fabriciano. De lá, ambos seguiram para Barbacena,
para a inauguração das obras na BR-040, no trecho entre Barbacena e Oliveira
Fortes.
Segundo Paulo César Passos, as obras da BR-040 na altura do Viaduto das Almas
estão dentro de uma política mais ampla de recuperação da infra-estrutura de transportes do país. “O que estamos fazendo é crescer
o nível de comprometimento de investimentos com a infra-estrutura, que há mais
de 10 anos vinha sendo relegada. Só no ano passado investimos R$ 2,3 bilhões em
obras viárias, números sem precedentes para o setor”, assinalou. O ministro
considerou que, em Minas, o programa emergencial recuperou a maior parte das rodovias federais e inclusive trechos
estadualizados durante o governo Itamar Franco. “Nesse programa emergencial,
recuperamos trechos em cerca de 3,5 mil quilômetros que foram transferidos para
a administração do estado e não contavam com manutenção adequada”, afirmou,
salientando estar ainda pendente a solução para os 6 mil quilômetros de estradas federais, que até o fim do ano
seriam estadualizadas, como contrapartida aos R$ 780 milhões repassados pelo
governo federal a Itamar Franco em 2002. Os recursos não foram investidos na
recuperação das estradas porque acabaram usados no pagamento
do 13º salário do funcionalismo.
CIDADES
22/08/2006
Complexo de obras
na BR-381 é inaugurado
IGOR VEIGA
O anúncio do Ministério
dos Transportes sobre a
liberação de verbas para construção do novo viaduto Vila Rica foi feito durante
a cerimônia de inauguração do complexo de viadutos e do trevo da Krupp,
localizado na BR–381, em Betim.
Além do ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos, o evento contou com a presença do
ministro das Comunicações, Hélio Costa, e dos prefeitos de Betim, Carlaile
Pedrosa (PSDB), e de Contagem, Marília Campos (PT).
Conforme Passos, a obra orçada em R$ 80 milhões levou um ano para ser concluída
e vai trazer uma série de benefícios para as empresas e a população que habita
Contagem e Betim.
“A construção do trevo da Krupp estava parada há 15 anos e era de suma
importância para a região. Ela vai não só tirar o trânsito de veículos pesados
da área central de Contagem e Betim como vai organizar melhor o fluxo de mais
de 100 mil veículos que trafegam pela 381 diariamente.”
Carlaile Pedrosa fez questão de elogiar o empenho do Dnit na realização do complexo viário da
Krupp e já reivindicou outras obras para melhorar ainda mais o tráfego na
BR–381.
“Essa obra do trevo da Krupp é maravilhosa e num dos principais trechos da
rodovia. Mas agora temos que batalhar pela iluminação e instalação de
passarelas para ficar melhor”, disse Pedrosa.
A prefeita Marília Campos também aproveitou a oportunidade para reivindicar,
junto ao ministro Paulo Sérgio, obras para a duplicação do viaduto da Companhia
de Abastecimento (Ceasa), na BR–040.
Depois de passar por Betim, os dois ministros foram ontem a Ipatinga, no Vale
do Aço, onde fizeram uma vistoria nas obras de restauração das rodovias BR–458 e BR–381, nos trechos conhecidos
como Travessia de Ipatinga e Contorno de Coronel Fabriciano.
Hélio Costa e Paulo Sérgio estiveram ainda na Zona da Mata para solenidade de
entrega das obras de recuperação de 30 km da rodovia BR–040, no trecho entre os
municípios de Barbacena e Oliveira Fortes. No final da tarde, ambos retornaram
de avião para Brasília.
CIDADES
22/08/2006
Ministro anuncia
“aposentadoria” do viaduto das Almas
IGOR VEIGA
Lembrado pela maioria das pessoas por trágicos acidentes com mortes, o viaduto
Vila Rica, mais conhecido como viaduto das Almas, situado na BR–040, a 50 km de
Belo Horizonte, deve, finalmente, “aposentar”.
Foi o que garantiu o ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ao anunciar ontem a liberação de
R$ 10 milhões para o início da construção de um novo viaduto no local.
De acordo com o diretor geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transporte (Dnit), Mauro Barbosa, a previsão é que a
obra comece em setembro e leve um ano e meio para ficar pronta.
Construído há 49 anos, o Vila Rica foi palco de pelo menos 200 acidentes,
segundo estimativas do Dnit. A obra prevê a construção de uma
variante de 2,7 km de pista dupla, além de uma ponte com 450 m de extensão em
linha reta.
Segundo o diretor geral do Dnit, o objetivo é pôr fim ao lamentável
histórico de graves acidentes registrados no viaduto situado no KM 592 da
BR–040, em Congonhas.
“A população de Minas Gerais espera há mais de 40 anos por essa obra. Estamos
honrados de ter conseguido garantir recursos para que ela saia do papel”, disse
Barbosa.
Segundo ele, o projeto para construção do novo viaduto no local estava aprovado
e aguardando por verbas desde o ano 2000. Recentemente, o viaduto foi tema de
debate na Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa.
Conforme o ministro dos
Transportes, para
completar a construção do novo Vila Rica, serão necessários mais R$ 17 milhões.
Precário
O velho Vila Rica com 45 m de altura fica em curva e tem pista simples nos dois
sentidos da BR–040 e nunca passou por reforma. A falta de manutenção da
estrutura tornou visível nos últimos anos a precária condição de segurança e
trafegabilidade da ponte.
Devido aos acidentes, muitas muretas de proteção do viaduto caíram ou estão
penduradas. Além disso, há placas de sinalização empenadas e o fundo da ponte
virou depósito de lixo. Para piorar, o asfalto apresenta grandes desníveis e
rachaduras.
Com isso, muitos veículos chegam a perder o contato com o solo quando passam
pelo local, aumentando o risco de acidentes. Em 2004, as duas entradas do
viaduto das Almas receberam lombadas eletrônicas e uma nova sinalização foi
instalada na ponte.
Com os equipamentos, o limite de velocidade foi estipulado em 60 km/h, o que,
conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ajudou a reduzir, mas não
conseguiu acabar com o risco de acidentes no local.
“O perigo é que o viaduto fica entre duas descidas e é muito estreito. Em caso
de colisão, a tendência é que algum veículo seja arrastado caindo da ponte”,
observou o chefe do setor de comunicação social da PRF, em Minas, Aristides
Júnior.
Segundo ele, após a instalação dos radares, nenhum acidente com morte foi
registrado no local. No entanto, entre 2002 e 2004, pelo menos sete batidas
ocorreram no trecho da BR–040 correspondente ao viaduto das Almas.
Das colisões registradas, três caminhões e um carro romperam a mureta de
proteção e caíram da ponte.
Em 2004, quatro pessoas morreram em acidentes no viaduto. Entre eles, o cabo
Maurício Vicente Segrégio Júnior, 24, que estava em um caminhão do Exército
brasileiro e caiu do viaduto após uma ultrapassagem mal-sucedida no local.
ECONOMIA
22/08/2006
Duplicação da
BR-101 vai começar em setembro
Dnit divulgou
nomes das empresas vencedoras da licitação
KELE GUALBERTO
Começa a partir de setembro a execução das obras da duplicação da rodovia
BR-101, incluindo os estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. O
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) informou, ontem, os nomes das empresas
vencedoras no processo licitatório, que foi concluído na última sexta-feira.
Serão investidos R$ 915,9 milhões, oriundos do Dnit, para a ampliação de 193
quilômetros da rodovia, no prazo de três anos. O projeto de duplicação foi
dividido em oito lotes, sendo que três estão construídos pelo Exército
Brasileiro.
Em Pernambuco, o Consórcio Queiroz Galvão, Norbeto Odebrecht, Andrade, Barbosa
Melo ganhou a licitação para executar a obra do Lote 07 - o mais cobiçado - no
valor total de R$ 272,5 milhões. Com 43,9 quilômetros de extensão, este
segmento fica entre os municípios de Cabo e Ribeirão. O grupo terá um prazo de
870 dias para concluir os serviços de duplicação.
Já o Consórcio OAS/Camargo Corrêa/Mendes Júnior, vencedor do Lote 08, também em
Pernambuco, executará a obra entre os municípios de Ribeirão e Catende do Km
148,5 ao Km 188,5. O consórcio terá contrato no valor de R$ 208,2 milhões e
prazo de 780 dias para duplicar os 40 quilômetros de rodovia.
De acordo com o diretor geral do Dnit, Mauro
Barbosa da Silva, as ordens de início dos serviços de duplicação de cada trecho
serão dadas após a conclusão dos trâmites finais, com previsão para este
trimestre. “A duplicação da BR-101 trará inestimáveis valores econômicos e
sociais para a região Nordeste do País. Além do aumento do turismo, essa obra
proporcionará melhor condição de trafegabilidade, como também a expansão econômica
da região”, ressaltou Silva.
Todo o empreendimento está estimado em R$ 1,5 bilhão, incluindo os lotes cujas
obras começaram no final do ano passado, através da parceria Dnit/Exército. Estão em duplicação os
segmentos de Parnamirim a São José do Mipibu/RN (Lote 01); Bayeux a Santa
Rita/PB (Lote 05) e Goiana a Igarassu/PE (Lote 06). “Uma das prioridades do
Governo Federal é ampliar o setor de infra-estrutura de Transportes. Para isso,
o Dnit está colocando máquina na pista,
ampliando a capacidade das rodovias, gerando empregos e contribuindo
com o avanço econômico do País”, disse Silva. Doze empresas e grupos
participaram da licitação.
ECONOMIA
22/08/2006
Chuvas atrasam
obras da BR-101 em cerca de um mês
As obras de
duplicação da BR-101, no trecho de 41,4 quilômetros que vai da divisa entre
Pernambuco e a Paraíba até o município de Igarassu, atrasaram em pelo menos 30
dias devido às chuvas que castigaram o Estado no último mês. “Mas o Exército
(atual responsável pela construção) já está se preparando para colocar trabalhadores
no turno da noite para compensar”, diz o supervisor de construção do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), Hélio Menezes.
As obras estão previstas para acabar em outubro de 2008 e, de acordo com ele,
com o trabalho noturno do Exército o cronograma não será comprometido. Menezes
ressalva, ainda, que o atraso mencionado por ele se restringe ao lote 6.
Em Pernambuco, o Exército responde pela duplicação e recuperação da BR-101,
além de 734 metros de pontes, viadutos e passarelas.
EQUIPAMENTO – A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) deve assinar,
nos próximos dias, um contrato de locação de uma pavimentadora de concreto para
o Exército dar continuidade às obras de duplicação da BR-101. Segundo Menezes,
o plano de construção da nova pista já previa o equipamento, mas o Exército, ao
invés de adquirir a máquina, optou pela locação. Ele não soube informar
detalhes da contratação. O gerente Norte–Nordeste da ABCP, Eduardo Barbosa de
Menezes, preferiu pronunciar-se apenas após a assinatura do contrato.
POLÍTICA
22/08/2006
Marinha Raupp
cobra recuperação da BR 429
Preocupada com
as péssimas condições da BR 429, e com a proximidade do período das chuvas, a
deputada federal Marinha Raupp (PMDB) cobrou ontem, com veemência, uma posição
do Ministro Paulo César Passos em relação à recuperação imediata da rodovia
429.
Marinha Raupp, que percorreu toda a 429 no final de semana, disse que ficou
indignada com as condições em que se encontra a rodovia e que é o principal
acesso de milhares de pessoas à BR 364.
A parlamentar informou que está cansada das promessas feitas pelos técnicos do Ministério dos Transportes e da inércia do Dnit em relação à 429, visto que faz
parte do projeto piloto de BRs não pavimentadas e não vem recebendo os
investimentos necessários. “Vou exigir, enquanto representante de Rondônia no
Congresso Nacional, que o Ministério dos Transportes mande recuperar em caráter de urgência esta estrada por completo,
caso contrário ficará intransitável com a chegada das chuvas e as populações dos
municípios que margeiam esta rodovia vão ser mais uma vez prejudicados”,
criticou Marinha Raupp.
Não é primeira vez que a parlamentar peemedebista cobra solução para a 429, mas
prometeu aumentar o tom das críticas caso o ministério não determine o início
da recuperação em caráter especial e emergencial. “Não vou tolerar inércia em
relação à 429, caso contrário usarei das minhas prerrogativas para cobrar com a
ênfase com que o problema exige”, ameaçou Marinha.