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Renasce um
setor
OPINIÃO
23/06/2006
Aconstrução
naval já teve para o Rio de Janeiro a mesma importância relativa da indústria
automobilística para São Paulo. Durante a década de 70, o Brasil chegou a ser o
terceiro maior construtor de navios. Um grande escândalo envolvendo o setor,
decorrente da frágil estrutura de financiamento montada para manter a indústria
ativa, fez com que a construção mergulhasse em profunda crise nos anos 80, da
qual somente começou a se recuperar com as encomendas das empresas que prestam
serviços para a indústria do petróleo.
Quase todos os estaleiros foram reabertos, porém, a maioria das encomendas
permaneceu concentrada em barcos de apoio ou obras de conclusão de plataformas
de petróleo. Agora surge uma nova oportunidade para a construção naval, a
partir da contratação de navios pela Transpetro, subsidiária de transportes da Petrobras.
A companhia tem uma frota própria antiga que precisa ser renovada para atender
às exigências da navegação. O número de embarcações de terceiros afretadas pela
empresa também é elevado.
Com o crescimento previsto da produção brasileira de petróleo e derivados nos
próximos anos, a necessidade de transporte aumentará significativamente. Daí os
investimentos que começaram a ser feitos para ampliação da malha de dutos
terrestres e marítimos, e para a renovação da frota da Transpetro.
A negociação com os estaleiros brasileiros levou meses, mas felizmente se
chegou a bom termo. Simultaneamente à contratação dos navios, um programa para
atualização tecnológica da indústria, com a participação de universidades e
institutos de pesquisa, estará em curso. Dessa forma, a construção naval poderá
se capacitar para competir no mercado internacional.
O momento é oportuno, pois, em face do crescimento da economia chinesa, os
estaleiros na Ásia estão sem capacidade ociosa e se o Brasil se mostrar
competitivo poderá se tornar um exportador de navios. Para o Rio — e a região
metropolitana em especial, onde se localizam os estaleiros — trata-se de ótima
notícia, tendo mais uma vez como motor de propulsão a indústria do petróleo.
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0 duro
caminho da anistia
RIO
23/06/2006
0 alto índice
de inadimplência - 752.731 dos quase 4 milhões de veículos - nos 10 primeiros
meses do ano passado é o principal obstáculo para a aprovação da Lei de Anistia
do IPVA aprovada pela Alerj na noite de quarta-feira. 0 grande número de
multas, que já somam R$ 38 milhões de receita com a qual os cofres estaduais
estão contando, deve pesar na decisão da governadora Rosinha Matheus, que tem
30 dias para aprovar ou vetar integralmente o projeto. No entanto, para o líder
do governo na Alerj, deputado estadual Noel de Carvalho, a decisão será fácil:
0 projeto é inconstitucional, por isso não vai passar - garante. Outro
obstáculo que deve deixar os devedores pessimistas é a Lei de Responsabilidade
Fiscal, que em tese não permite que governos abram mão de receitas - tópico que
foi incluído no escopo da lei justamente para evitar isenções de impostos
populistas.
0 projeto é de autoria do deputado estadual Paulo Ramos (PDT) e autoriza o
Poder Executivo a oferecer o benefício de 90% de desconto no pagamento à vista
destas dívidas, por um período de 120 dias -abrange as multas relativas ao
IPVA, multas por infração de trânsito e diárias de depósitos. 0 deputado também
inclui no projeto aquelas infrações anotadas por guardas municipais e
equipamentos eletrônicos.
- É importante ressaltar que a anistia seria dada apenas uma vez, não podendo
ser repetida futuramente - disse o parlamentar, ainda na noite de quarta-feira,
após a vitória na votação. A Assembléia Legislativa votou ontem pela manhã mais
dois projetos importantes para os motoristas do Rio. Em um deles, a Casa dá
autorização para o governo do Estado firmar convênio com a União para assumir a
gestão das rodovias BR-101 e BR-393. A proposta, também de
Paulo Ramos, ressalva, no entanto, as atribuições da Polícia Rodoviária Federal
e demais órgãos federais de fiscalização.
-A proposta também dá a possibilidade de o Estado trabalhar em conjunto com os
municípios, mas proíbe a cobrança de pedágio ou a privatização - disse Ramos. 0
conflito de atribuição no caso será inevitável, uma vez que o Ministério dos Transportes já programou a licitação do trecho de
Campos a Niterói da BR-101 com cinco pedágios.
Em outra discussão, foi pré-aprovado projeto do deputado estadual Glauco Lopes
(PSDB), segundo o qual o governo do Estado terá de realizar perícias anuais em
pontes e viadutos de suas rodovias. 0 projeto de lei 2.296/05 também
determina que as concessionárias ou permissionárias poderão ser obrigadas a
realizar os exames técnicos.
-0 objetivo é preservar vidas. Sabemos que a manutenção das rodovias é ruim, por isso exigimos a
realização de perícias.
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Disfunção na
agenda política
ECONOMIA & NEGÓCIOS
23/06/2006
Há razões
para crer que o crescimento potencial do Brasil nos próximos dez anos será
superior ao dos últimos dez. Mas isso está longe de significar uma trajetória
de crescimento acelerado, como prometem os candidatos presidenciais. O País
pode crescer mais porque organizou sua economia para o médio prazo. Mas não vai
longe, pois o sistema político não processa conflitos, cuja resolução é
essencial para as escolhas que afetam o crescimento futuro: educação, saúde,
pesquisa científica e tecnológica, sistema tributário compatível com aumento da
poupança e estímulo à formação e ao crescimento de empresas.
A médio prazo, há potencial para crescer mais, mesmo que o crescimento mundial
não escape ileso da necessidade de desaceleração das duas economias importantes
para a atual dinâmica mundial: dos EUA e da China. Isso pode ocorrer mesmo que
este ajuste não se faça no clima de abundância de liquidez da era Greenspan.
De onde vêm, então, as razões para o otimismo quanto ao potencial de
crescimento brasileiro? Primeiro, dos frutos, não plenamente colhidos, da
estabilização que, a exemplo do que ocorreu com o Chile, amadurecem lentamente.
Segundo, da energia a ser liberada quando alguns gargalos na infra-estrutura de portos, de transportes e de energia forem superados. O governo Lula perdeu muito tempo
com conflitos em torno do papel do Estado e das empresas nesses setores, mas
não precisa repetir a dose. Terceiro, porque o País está pronto para explorar
sua condição de importante supridor de matérias-primas industriais necessárias
para que o mundo complete, nos próximos anos, a complexa tarefa de mudança na
geografia da indústria de transformação. Quarto, porque a economia brasileira
tem hoje melhores possibilidades de responder à demanda crescente por bens cuja
produção se beneficia da energia solar, a exemplo dos insumos de origem
florestal e agropecuária, em particular, por aqueles que desempenharão um papel
importante na transição da matriz energética mundial de uma base fóssil para
uma base renovável. Quanto mais rapidamente forem transformadas essas
oportunidades em investimentos, maiores as razões para o otimismo.
No entanto os obstáculos a esse salto no ritmo de crescimento da oferta
doméstica de bens e serviços são quase tão importantes quanto os fatores acima
listados. Há obstáculos que demandam tempo para serem superados, como no caso
da má organização institucional, da precariedade com que produzimos educação,
ciência e tecnologia, das escolhas políticas entre o Estado assistencialista e
o Estado estimulador do trabalho e da criatividade. Estes obstáculos limitam o
crescimento a longo prazo e o uso produtivo da poupança familiar e não estão
representados na agenda dos partidos. Mas há fatores de atraso que podem ser
tratados imediatamente, como a tendência ao protecionismo predador e ao
populismo econômico. Neste quadro, é dramática a disfuncionalidade demonstrada
pelo sistema político, que não traz à tona discussões voltadas para o
aproveitamento das potencialidades, pois consome mais tempo para resolver
problemas internos dos partidos, do Parlamento, das regras eleitorais do que da
agenda do crescimento. Com isso, passa para plano secundário o encaminhamento
das soluções dos problemas que bloqueiam o desenvolvimento da sociedade,
questões que vão desde o sistema tributário até aquelas ligadas à corrupção e à
violência nas cidades e no campo. Em contraste, os candidatos prometem crescer
pela via da demanda: juros baixos, câmbio depreciado, proteção setorial e
maiores transferências de renda. Escondem-se, assim, os conflitos que
bloquearam a expansão da oferta nos últimos anos e pioraram a carga tributária,
a segurança jurídica, a corrupção e o cartorialismo.
O historiador Niall Ferguson atribui o longo período de dominância econômica do
Ocidente ao esforço para manter a unidade interna. As políticas dos antigos
impérios orientais se tornaram disfuncionais para os desafios da
industrialização no século 19. Forçados a redefinir suas agendas, velhos
impérios e antigas colônias européias na Ásia reabriram suas possibilidades de
crescimento na segunda metade do século 20. Infelizmente, a agenda política
brasileira não contempla os determinantes do crescimento da oferta e ainda
promete investimento sem poupança, aumento de renda sem produtividade e
mercados sem espaço para a iniciativa.
*Dionísio Dias Carneiro, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, é
diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica (Iepe/CDG)
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Pacote
beneficia 95% dos servidores e custa R$ 7,7 bi
Aumento
generalizado de salários, disfarçado por mudanças na estrutura de remuneração,
corresponde ao dobro da inflação prevista para este ano
NACIONAL
23/06/2006
O pacote de
bondades preparado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as vésperas
das eleições beneficia cerca de 95% dos 1.780.516 servidores federais civis e
militares com aumento médio de 12,5%, mais que o dobro da inflação prevista
para 2006. Esse incremento generalizado de salários, proibido pela Lei
Eleitoral nos seis meses anteriores às eleições, foi disfarçado por uma série
de medidas que alteram a estrutura de remuneração dos funcionários públicos e
custará R$ 7,7 bilhões ao governo que tomar posse em 2007.
Em vez de um reajuste linear no vencimento de todos, o Palácio do Planalto
decidiu promover alterações nas gratificações e, apenas em alguns casos, mexer
no salário básico. Todo o ajuste foi feito de modo a garantir que nenhum
servidor termine a administração petista sem receber, no mínimo, a inflação
acumulada no período de quatro anos - estimada em 29%.
Apenas algumas categorias, que já tinham feito negociações anteriores,
garantindo reajustes superiores à inflação, estão fora da atual rodada de
concessões. É o caso, por exemplo, dos servidores do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (DNIT),
do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra), que foram beneficiados no ano passado
com mudanças generosas em seus planos de carreira.
Ao todo, cinco medidas provisórias poderão ser editadas agora, além da MP 295,
lançada no fim de maio, em favor de 170 mil pessoas, incluindo servidores do
Banco Central e do magistério, entre outros. Os aumentos concedidos são muito
diferentes, mesmo dentro de uma mesma categoria.
No magistério superior, por exemplo, os professores que possuem título de
doutor terão aumento de até 20% - cinco vezes a inflação projetada para o ano.
Já os que não possuem especialização (como aposentados) ou estão em início de
carreira vão receber apenas 5,2%.
De acordo com as projeções do Ministério do Planejamento, o custo total dos
ajustes deve somar R$ 4,3 bilhões em 2006 e R$ 7,7 bilhões em 2007. Isso
porque, na maioria dos casos, os novos salários entram em vigor em junho ou
agosto.
Das cinco MPs, uma está pronta e deveria ter sido publicada ontem no Diário
Oficial, não fosse decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Marco Aurélio Mello, de considerar ilegais os aumentos, o que fez o Planalto
suspender provisoriamente o anúncio e traçar uma estratégia jurídica.
Na prática, o presidente Lula está gastando em 2006 a gordura que acumulou nos
primeiros anos de mandato. Em 2003, por exemplo, os servidores do Executivo
receberam apenas um abono R$ 59,87. Em 2004, o reajuste foi de 1%. Só em 2005 é
que começaram a ocorrer reajustes mais expressivos, repondo a inflação perdida.
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Três
consórcios disputam a 1ª PPP
GAZETA DO BRASIL
23/06/2006
Salvador, 23
de Junho de 2006 - Os consórcios Sanear Bahia (Belfi/Queiroz Galvão), Odebrecht
Investimentos/Norberto Odebrecht e Chistiani-Nielsen/Andrade Gutierrez estão na
disputa pela construção, operação e manutenção do Emissário Submarino de Jaguaribe,
primeiro projeto de Parceria Público Privada (PPP) do estado da Bahia. As
propostas foram entregues anteontem à Comissão de Licitação, na Secretaria da
Administração (SAEB).
As empresas têm até hoje para analisar a proposta técnica das concorrentes. O
próximo passo é a análise da Comissão de Licitação para verificar a validade
das propostas. Caso todas elas sejam válidas será realizado um leilão viva voz.
Ganha quem oferecer menor preço pela contraprestação do serviço.
Previsto para funcionar a partir de 2008, o novo emissário é continuação do
Programa Bahia Azul. É uma obra necessária para aperfeiçoar e ampliar a estrutura
da rede de esgotamento sanitário de Salvador. Orçado em R$ 160 milhões, o
Sistema de Disposição Oceânica do Jaguaribe contemplará a construção de uma
Estação de Condicionamento Prévio situada na Avenida Jorge Amado, Boca do Rio,
e de um emissário com 5,1 Km de extensão, sendo 1,5 Km terrestre e 3,6 Km
submarinos.
P ara o presidente da Embasa, estatal responsável pelo abastecimento de água e
saneamento, José Lúcio Machado, a execução do projeto do emissário submarino
por intermédio da PPP agilizará a realização do empreendimento e permitirá a
disponibilização do serviço à população em 2008, prazo ideal para a Embasa, já
que a capacidade-limite do emissário existente será atingida neste mesmo ano.
"A obra vai melhorar a qualidade de vida da população evitando a
disseminação de doenças de veiculação hídrica e proporcionando maior balneabilidade
às praias, com impacto direto sobre o turismo, além de reduzir os gastos
públicos no setor de saúde".
O diretor de projetos de PPP e assessoria a governos da KPMG, Maurício Endo,
destaca como novidade da iniciativa a garantia oferecida pelo estado baiano ao
parceiro privado. O projeto garante à empresa vencedora, através de recebíveis
da Embasa o pagamento do contrato ao longo dos 18 anos de concessão.
As empresas ainda terão como atrativo um crédito de 70% do valor do
investimento, oferecidos pelo governo federal com recursos do FGTS, conforme a
lei das PPPs, que permite este percentual máximo de participação de instituição
financeira pública.
O Programa de Parcerias Público-Privadas (PPP) do Estado da Bahia foi
instituído pela Lei nº 9.290, de 27 de dezembro de 2004. A legislação baiana é
semelhante ao texto da Lei Federal, de nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004 e
traz bem definidos mecanismos para não comprometer o equilíbrio fiscal do
Estado.
Com a lei estadual foi criado o marco legal destinado a promover a atração de
investimentos privados em projetos de reconhecido interesse para provimento da
necessidade do estado, com o compromisso de preservar o nível de rigor fiscal
hoje praticado. Os contratos de parcerias serão regidos pelas normas gerais do
regime de concessão e permissão de serviços públicos, de licitações e contratos
administrativos, devendo os concorrentes privados demonstrarem capacidade
técnica, econômica e financeira para a execução do projeto.
kicker: Obra de R$ 160 milhões, o Sistema de Disposição Oceânica do Jaguaribe
prevê construção de uma Estação em Salvador
(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 13)(José Pacheco Maia Filho)
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Estado
poderá administrar duas rodovias federais
RIO DE JANEIRO
23/06/2006
O Executivo
poderá, por meio de convênio com a União, passar a administrar as rodovias BR-101 e BR-393, nos trechos situados
dentro do Rio de Janeiro, que no caso da BR-101 vai de Niterói até a divisa com
o Espírito Santo, e da BR-393, de Barra Mansa à divisa com Minas Gerais (Além
Paraíba). Projeto neste sentido foi aprovado ontem pela Assembléia Legislativa
(Alerj). A governadora Rosinha Garotinho terá 30 dias para vetar ou sancionar a
proposta.
Autor da proposta, Paulo Ramos (PDT), acredita que a transferência de gestão
das rodovias evitará a privatização das mesmas,
conforme edital da União. O pedetista está certo de que entregar as rodovias à iniciativa privada trará
"conseqüências desastrosas para a economia e a vida dos vários municípios
que são cortados pelas estradas".
De acordo com o deputado, a experiência das concessões de rodovias para empresas privadas acarreta
fortes prejuízos à população, comércio, indústria e a toda à vida dos
municípios, além de ferir o direito de ir e vir. A transferência da gestão da
União para o Estado.
"A transferência das rodovias do governo federal para o Estado é
uma forma democrática e viável de garantirmos a gestão pública de um bem
público", completou Ramos.
Fiscalização
Os municípios cortados pela BR-101 são Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá,
Rio Bonito, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Macaé, Conceição de Macabu e
Campos dos Goytacazes. E a BR-393 passa pelos municípios de Barra Mansa, Volta
Redonda, Barra do Piraí, Vassouras, Rio das Flores, Três Rios, Paraíba do Sul,
Comendador Levy Gasparian, São José do Vale do Rio Preto, Sapucaia, Areal e
Carmo.
Pelo projeto, a transferência não afeta as atribuições da Polícia Rodoviária
Federal e demais órgãos federais de fiscalização. Firmado o convênio, a gestão
seria feita em parceria com as prefeituras interessadas e o Estado ficaria
impedido de cobrar pedágio e de realizar qualquer tipo de privatização ou outra
forma de terceirização. A transferência da responsabilidade sobre as rodovias prevê ainda que o Estado faça a
recuperação e ampliação da capacidade das estradas.
"O objetivo é viabilizar uma maior eficácia na manutenção e ampliação das estradas BR-101 e BR-393, que representam importantes
vias de acesso para a Região dos Lagos, Norte Fluminense, Bacia de Campos e o
litoral do Nordeste. A má conservação destas estradas causa prejuízos ao turismo, ao acesso dos moradores aos
municípios interligados pelas mesmas e à economia fluminense, que depende do
petróleo produzido na região", observa Ramos.
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Estradas
secundárias terão redução
SÃO PAULO
23/06/2006
Quem circula
por rodovias secundárias do Estado de São Paulo
também será beneficiado pela redução da tarifa de pedágio em estradas paulistas a partir de 1º de julho. Ao
todo, cinco estradas que ligam cidades pequenas no
interior do Estado terão queda no preço do pedágio de R$ 0,10 a R$ 0,20.
Na SP-225, que liga Jaú a Aguaí, ao norte do Estado, o pedágio na altura de
Dois Córregos passará de R$ 6,40 para R$ 6,20. Pela primeira vez em sete anos
de concessão das estradas a tarifa é reduzida. Das 80 praças de
pedágio do Estado, em 13 o preço ficará mais barato.

Transpetro
deve começar a construção de 16 navios
Dezesseis
navios devem começar a ser construídos pela Transpetro. Para o presidente da
estatal, Sérgio Machado, isso significa a retomada da indústria naval no País
ECONOMIA
23/06/2006
Após a
licitação para a construção de 16 navios petroleiros ter sido aprovada, a
Transpetro está assinando os contratos para iniciar as obras. O presidente da
empresa, Sérgio Machado, defende que esse é o primeiro passo para que o Brasil
volte à concorrer nacionalmente na fabricação de navios, além de baratear o
transporte de produtos para dentro e fora do País. "Temos que pensar em
mudar a matriz de transportes, aí o Ministério de Transportes vai
deixar de ser ministério de estradas
e ferrovias e ser de transportes", acredita Machado.
Os 16 navios fazem parte de um total de 42 petroleiros dentro do Programa de
Modernização e Expansão da Frota e devem gerar cerca de 15 mil empregos diretos
e indiretos. Desses primeiros a serem construídos, 13 serão feitos no Rio de
Janeiro e três em Santa Catarina. "Estamos negociando mais dez e queremos
lançar mais 16", explica. Os pressupostos básicos colocados para os
empresários, como explica Machado, foram a produção a ser feita no Brasil, ter
65% de nacionalidade e competitividade internacional. O prazo para a conclusão
das obras é de 24 a 30 meses.
Hélices, âncoras, máquinas de leme e compressores devem ser fabricados no País,
já os motores virão do exterior. "O aço do Brasil está com preço acima do
internacional, estamos discutindo se vamos importar o aço ou comprar do
Brasil", afirma Machado. Para o presidente da empresa, o mais importante
agora é investir em tecnologia e na parceria com universidades para que o País
volte à posição de grande produtor mundial. "O Brasil já foi o segundo
maior do mundo, a Coréia (do Norte) nem existia na década de 70",
enfatiza.
Como afirma Machado, houve uma pré-qualificação para que os estaleiros
melhorassem suas condições e pudessem participar da licitação. "Quem não
se preparou para isso, foi eliminado do processo", observa, afirmando
ainda que "nesse setor, o que vale é a competência". Machado defende
que esse é um setor estratégico para qualquer país. Sem uma frota suficiente, o
País gasta US$ 10 bilhões com transporte marítimo e menos de 4% são de empresas
nacionais.
O Programa tem como objetivo suprir 50% da frota de longo curso e 100% de
cabotagem da Petrobras, existem grande consumidoras desses petroleiros. "A
Petrobras gasta por ano US$ 1,2 bilhão, utilizando 120 petroleiros e apenas 52
são nossos", destaca Machado. Para o presidente, o consumidor ganha de
imediato com segurança e qualidade. "O brasileiro vê com muito orgulho os
aviões da Embraer em diversos aeroportos do mundo. Quando você vai para os portos, você não vê navios
brasileiros", aponta.
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Pacote
pré-eleitoral de Lula custará R$ 7,7 bi
Reajustes
vedados pela legislação eleitoral foram concedidos sob medidas que alteraram a
estrutura de remuneração do funcionalismo e atingirão 95% dos servidores
federais
POLÍTICA
23/06/2006
Brasília – O
pacote de bondades preparado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as
vésperas das eleições beneficia cerca de 95% dos 1.780.516 servidores civis e
militares do Executivo federal com um aumento médio de 12,5%, mais do que o
dobro da inflação prevista para 2006. Esse incremento generalizado de salários,
proibido pela lei eleitoral nos seis meses anteriores às eleições, foi
disfarçado por uma série de medidas que alteram a estrutura de remuneração dos
funcionários públicos e custará R$ 7,7 bilhões ao governo que tomar posse em
2007.
Em vez de um reajuste igual para todos, o Palácio do Planalto decidiu promover
alterações nas gratificações e, apenas em alguns casos, mexer no salário básico
Todo ajuste foi feito de modo a garantir que nenhum servidor termine a
administração petista sem receber, no mínimo, a inflação acumulada no período
de quatro anos – estimada em 29%.
Apenas algumas categorias, que já tinham feito negociações anteriores, estão
ficando de fora da atual rodada de concessões. É o caso, por exemplo, dos
servidores do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e
do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que foram
beneficiados no ano passado com mudanças generosas em seus planos de carreira.
Ao todo, cinco medidas provisórias poderão ser editadas agora, além da MP 295,
lançada no dia 29 de maio, em favor de 170 mil servidores do Banco Central, do
Magistério e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Entre os servidores que
estão sendo beneficiados, os aumentos são muito diferentes, mesmo dentro de uma
mesma categoria. No magistério superior, por exemplo, os professores que
possuem título de doutor terão aumento de até 20% – cinco vezes a inflação
projetada para o ano. Já os que não possuem especialização (como aposentados)
ou estão em início de carreira vão receber apenas 5,2%.
De acordo com as projeções do Ministério do Planejamento o custo total dos
ajustes deve somar R$ 4,3 bilhões em 2006 e R$ 7,7 bilhões em 2007. Na maioria
dos casos, os novos salários entram em vigor em junho ou agosto. Em outros
casos, o custo pleno das concessões vai levar seis anos para se sentir
integralmente, como no caso da incorporação de um passivo de 47% ao salários
dos 221 trabalhadores da carreira da seguridade social, que reúne os servidores
da Previdência e do Ministério do Trabalho.
Do lote de cinco MPs, apenas uma já está pronta e deveria ter sido publicada
ontem no Diário Oficial, se não fosse a decisão do presidente do TSE, Marco
Aurélio Melo, que fez o Planalto suspender provisoriamente o anúncio para
traçar uma estratégica jurídica.
Na prática, o presidente Lula está gastando em 2006 a gordura que acumulou nos
primeiros anos de mandato. Em 2003, por exemplo, os servidores do Executivo
receberam apenas um abono R$ 59,87. Em 2004, o reajuste foi de 1%. Só em 2005 é
que começaram a ocorrer reajustes mais expressivos, repondo a inflação perdida
Em valores monetários, o presidente Lula conseguiu economizar R$ 14,2 bilhões
desde 2003 por não corrigir os salários dos servidores de acordo com a inflação
nos três primeiros anos de mandato. Com os gastos de agora, a folha salarial do
Executivo deve subir pelo menos 2%, em termos reais, acima do patamar herdado
da administração de Fernando Henrique Cardoso.
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Benefício
para quase todos
POLÍTICA
23/06/2006
Brasília – O
pacote de bondades preparado pelo presidente Lula beneficia cerca de 95% dos
1.780.516 servidores civis e militares do Executivo federal com um aumento
médio de 12,5%, mais do que o dobro da inflação prevista para 2006. Esse
incremento generalizado de salários está disfarçado por uma série de medidas
que alteram a estrutura de remuneração dos funcionários públicos e custará R$
7,7 bilhões ao governo que tomar posse em 2007.
Em vez de um reajuste linear no vencimento, igual para todos, o Palácio do
Planalto decidiu promover alterações nas gratificações e, apenas em alguns
casos, mexer no salário básico. Todo ajuste foi feito de modo a garantir que
nenhum servidor termine a administração petista sem receber, no mínimo, a
inflação acumulada no período de quatro anos – estimada em 29%.
Apenas algumas categorias, que já tinham feito negociações anteriores,
garantindo reajustes superiores à inflação, estão ficando de fora da atual
rodada de concessões. É o caso, por exemplo, dos servidores do Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que foram
beneficiados no ano passado com mudanças generosas em seus planos de carreira.
Ao todo, cinco medidas provisórias poderão ser editadas, além da MP 295,
lançada em 29 de maio, em favor de 170 mil servidores do Banco Central, do
magistério e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Entre os servidores que
estão sendo beneficiados, os aumentos são muito diferentes, mesmo dentro de uma
mesma categoria.
No magistério superior, por exemplo, os professores que possuem título de
doutor terão aumento de até 20% – cinco vezes a inflação projetada para o ano.
Já os que não possuem especialização (como aposentados) ou estão em início de
carreira vão receber apenas 5,2%.
De acordo com as projeções do Ministério do Planejamento, o custo total dos
ajustes deve somar R$ 4,3 bilhões em 2006 e R$ 7,7 bilhões em 2007. Isso
porque, na maioria dos casos, os novos salários entram em vigor em junho ou
agosto. Em outros casos, o custo pleno das concessões vai levar seis anos para
se sentir integralmente, como no caso da incorporação de um passivo de 47% ao
salário dos trabalhadores da carreira da seguridade social, que reúne os
servidores da Previdência e do Ministério do Trabalho.
Do lote de cinco MPs, apenas uma já está pronta e deveria ter sido publicada
anteontem no Diário Oficial, se não fosse a decisão do presidente do TSE, Marco
Aurélio Melo, que fez o Planalto suspender provisoriamente o anúncio para
traçar uma estratégica jurídica.
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Pacote
beneficia 1,78 milhão
POLÍTICA
23/06/2006
BRASÍLIA – O
pacote de bondades preparado pelo presidente Lula para as vésperas das eleições
beneficia cerca de 95% dos 1.780.516 servidores civis e militares do Executivo
federal com um aumento médio de 12,5%, mais do que o dobro da inflação prevista
para 2006.
Esse incremento generalizado de salários, proibido pela Lei Eleitoral nos seis
meses anteriores às eleições, foi disfarçado por uma série de medidas que
alteram a estrutura de remuneração dos funcionários e custará R$ 7,7 bilhões ao
governo que tomar posse em 2007.
Em vez de um reajuste linear no vencimento, igual para todos, o Palácio do
Planalto decidiu promover alterações nas gratificações e, apenas em alguns
casos, mexer no salário básico.
Todo ajuste foi feito de modo a garantir que nenhum servidor termine a
administração petista sem receber, no mínimo, a inflação acumulada no período
de quatro anos – estimada em 29%.
Apenas algumas categorias, que já tinham feito negociações garantindo reajustes
superiores à inflação, estão ficando de fora da atual rodada de concessões.
É o caso dos servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT), do Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra), que já foram beneficiados no ano passado.
O candidato da coligação PSDB/PFL à Presidência, Geraldo Alckmin, acusou ontem
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de conceder aumentos eleitoreiros aos
servidores.
Para ele, Lula ficou três anos sem trabalhar e agora quer tudo na véspera da
eleição. “Sou favorável ao reajuste, mas é feito em véspera de eleição porque o
único projeto é ganhá-la.”
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Pacote
beneficiará 1,78 milhão de servidores
POLÍTICA
23/06/2006
BRASÍLIA - O
pacote de bondades preparado pelo presidente Lula para as vésperas das eleições
beneficia cerca de 95% dos 1.780.516 servidores civis e militares do Executivo
federal com um aumento médio de 12,5%, mais do que o dobro da inflação prevista
para 2006. Esse incremento generalizado de salários, proibido pela lei eleitoral
nos seis meses anteriores às eleições, foi disfarçado por uma série de medidas
que alteram a estrutura de remuneração dos funcionários públicos e custará R$
7,7 bilhões ao governo que tomar posse em 2007.
Em vez de um reajuste linear no vencimento, igual para todos, o Palácio do
Planalto decidiu promover alterações nas gratificações e, apenas em alguns
casos, mexer no salário básico. Todo o ajuste foi feito de modo a garantir que
nenhum servidor termine a administração petista sem receber, no mínimo, a
inflação acumulada no período de quatro anos - estimada em 29%.
Apenas algumas categorias, que já tinham feito negociações anteriores,
garantindo reajustes superiores à inflação, estão ficando de fora da atual
rodada de concessões. É o caso, por exemplo, dos servidores do Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que foram
beneficiados no ano passado com mudanças generosas em seus planos de carreira.
Ao todo, cinco medidas provisórias poderão ser editadas agora, além da MP 295,
lançada no dia 29 de maio, em favor de 170 mil servidores do Banco Central, do
Magistério e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Entre os servidores que
estão sendo beneficiados, os aumentos são muito diferentes, mesmo dentro de uma
mesma categoria. No magistério superior, por exemplo, os professores que
possuem título de doutor terão aumento de até 20% - cinco vezes a inflação
projetada para o ano. Já os que não possuem especialização (como aposentados)
ou estão em início de carreira vão receber apenas 5,2%.
De acordo com as projeções do Ministério do Planejamento, o custo total dos
ajustes deve somar R$ 4,3 bilhões em 2006 e R$ 7,7 bilhões em 2007. Isso
porque, na maioria dos casos, os novos salários entram em vigor em junho ou
agosto. Em outros casos, o custo pleno das concessões vai levar seis anos para
se sentir integralmente, como no caso da incorporação de um passivo de 47% ao
salários dos 221 trabalhadores da carreira da seguridade social, que reúne os
servidores da Previdência e do Ministério do Trabalho.
Do lote de cinco MPs, apenas uma já está pronta e deveria ter sido publicada
ontem no "Diário Oficial", se não fosse a decisão do presidente do
TSE, Marco Aurélio Melo, que fez o Planalto suspender provisoriamente o anúncio
para traçar uma estratégica jurídica.
Na prática, o presidente Lula está gastando em 2006 a gordura que acumulou nos
primeiros anos de mandato. Em 2003, por exemplo, os servidores do Executivo
receberam apenas um abono R$ 59,87. Em 2004, o reajuste foi de 1%. Só em 2005 é
que começaram a ocorrer reajustes mais expressivos, repondo a inflação perdida.
Em valores monetários, o presidente Lula conseguiu economizar R$ 14,2 bilhões
desde 2003 por não corrigir os salários dos servidores de acordo com a inflação
nos três primeiros anos de mandato. Com os gastos de agora, a folha salarial do
Executivo deve subir pelo menos 2%, em termos reais, acima do patamar herdado
da administração de Fernando Henrique Cardoso.
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Justiça
extingue ação popular que pede obras de duplicação
GERAL
23/06/2006
A duplicação
da BR-470 pode sair, mas não por força de ação judicial. Foi essa a decisão do
juiz substituto da 2ª Vara Federal de Blumenau, Edilberto Barbosa Clementino. A
sentença diz que só o Executivo pode definir onde e como devem ser aplicados
seus recursos. Com esse argumento, ele extinguiu, ontem, ação impetrada pela
Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (Aeamvi). O
mérito sequer foi julgado.
A entidade havia solicitado, através de ação civil pública, o início imediato
das obras de recuperação e duplicação da rodovia entre o município de
Navegantes e o Oeste do Estado. Ou, pelo menos, até o município de Rio do Sul,
no Alto Vale do Itajaí. A Aeamvi pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da
4ª Região, em Porto Alegre (RS).
A ação tinha como réus a União, o Estado de Santa Catarina, o Departamento
Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) e a Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os empresários questionavam a
aplicação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em obras
de infra-estrutura. "Ainda que de forma diferente do que pretendia o autor
da causa, esse recurso está sendo repassado", afirma o juiz.
De acordo com Clementino, os documentos encaminhados pelos réus demonstram que
há planejamento de investimentos não só na BR-470. O magistrado destaca ainda
que está pendente uma decisão sobre a licitação para a execução das obras,
vencida pela Empresa Concessionária de Rodovias
do Vale do Itajaí (Ecovale).
Nova empreiteira para a BR-101 só a partir de julho
O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) só deve definir nova empresa para fazer as obras de
duplicação da BR-101 entre Araranguá e Sombrio daqui a 15 dias. E ainda não
está descartada a possibilidade de fazer nova licitação. É que a DM Construtora
desistiu da obra. O diretor de infra-estrutura rodoviária do DNIT, Hideraldo Caron, não vê a possibilidade de uma rescisão
amigável.
Caron disse que o segundo e terceiro colocados classificados na licitação não
poderão assumir a obra por problemas financeiros. A escolha recairia sobre o
quarto consórcio classificado, formado pelas empresas Someg e Queiroz Galvão.
A DM ganhou a licitação ao pedir R$ 104 milhões para fazer a obra. O consórcio
formado pela Someg e pela Queiroz Galvão pediu cerca de R$ 115 milhões. Uma
nova licitação demandaria cerca de três a quatro meses para ser concluída,
segundo o diretor. O atraso nas obras pode ser reduzido com uma revisão do
cronograma de obras, garantiu.
Cai entrave para repasses de verbas para a BR-282
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que a BR-282 está novamente apta
para receber recursos do governo federal. Foi aprovada a revisão do contrato e
a repactuação de preços entre a ARG Ltda. e DNIT. Agora, para receber os R$ 44 milhões previsto em emendas
parlamentares e os recursos do Ministério dos Transportes, a estrada precisa aguardar a aprovação de um decreto
legislativo no Congresso Nacional.
Segundo a senadora Ideli Salvatti, a Comissão Mista de Orçamento tem de emitir
um decreto e, na próxima sessão do Congresso, precisa ser aprovado.
"Devemos incluir na pauta da sessão do Congresso que vai aprovar a
LDO", comentou.
Se o decreto não for aprovado nessa data, a estrada corre o risco de ficar sem
investimentos nesse ano. Os recursos serão usados para pavimentação dos trechos
entre São José do Cerrito e Vargem; Vargem e Campos Novos; e São Miguel do
Oeste com a fronteira com a Argentina.
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STF tenta
reajuste para seus servidores
BRASIL
23/06/2006
Brasília,
(AE) - Em meio à polêmica sobre a legalidade de reajustes de salários até 180
dias antes das eleições, o Supremo Tribunal Federal (STF), principal Corte de
Justiça do País, corre para aprovar um projeto que garantirá reajuste dos
rendimentos de seus servidores. As negociações estão bem avançadas. Os Poderes
Executivo e Judiciário fecharam nesta semana um acordo que garantirá reajustes
de salários já neste ano para os servidores da Justiça da União e do Distrito
Federal. O anúncio sobre o acerto foi feito anteontem pela presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet, durante reunião
administrativa com os ministros da Corte.
Os aumentos serão concedidos após a aprovação pelo Congresso Nacional de um
novo Plano de Cargos e Salários (PCS) do Servidor Público do Judiciário. Os
reajustes serão pagos de forma parcelada até 2008. O impacto no orçamento de
2009 será de R$ 5,2 bilhões.
Desembolso
De acordo com informações divulgadas anteontem pelo STF, durante uma reunião
entre técnicos do tribunal e do Ministério do Planejamento realizada nesta
semana foi acertado um cronograma para implantação do PCS. A implantação
ocorrerá de forma gradativa até 2008 e, segundo o Supremo, o desembolso será
feito de acordo com as disponibilidades orçamentárias da União.
Neste ano, deverão ser repassados R$ 600 milhões para implantação da primeira
etapa do plano. Haverá um parcelamento, com 30% em 2006, 30% em 2007 e 40% em
2008. Estão previstas também subetapas. Em 2006, por exemplo, metade será desembolsada
em junho e o restante em dezembro.
Segundo o STF, as negociações para a aprovação do PCS começaram em abril deste
ano. O projeto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Câmara. Há grande pressão dos servidores para a aprovação do plano que
provocará aumento considerável nos salários. Parte dos funcionários da Justiça
fez greve como forma de reivindicar a aprovação do PCS.
‘Decisão não vai afetar outra MP’
BRASÍLIA, (AG) - O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Gilmar
Machado (PT-MG), afirmou ontem que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) de estabelecer o dia 4 de abril como prazo-limite para conceder aumento
salarial ao funcionalismo não deve atingir os aumentos já concedidos pelo
governo. Ele argumenta que as MPs já editadas pelo governo fazem apenas a
reestruturação ou atualização de planos de carreira de diversas categorias.
Machado acredita que a decisão do TSE também não afetará a publicação de outra
MP hoje, que reestrutura as carreiras de outros 260 mil servidores. Entre eles
estão funcionários da Receita Federal, da Previdência, do Tesouro e da
Controladoria-Geral da União.
A Advogacia-Geral da União analisa o impacto da decisão do TSE, mas análises
preliminares demonstram que a legislação eleitoral proíbe apenas a concessão de
aumentos a título de revisão geral, o que não atingiria os aumentos a
categorias específicas ou reestruturação de carreiras.
Gilmar Machado argumentou que as MPs são importantes, porque constituem o
equacionamento de problemas de carreira no serviço público, cuja solução
estimulará os servidores e contribuirá para aperfeiçoar os serviços prestados à
população. O deputado lembrou que as insatisfações específicas, como a dos
servidores da Polícia Federal, devem ser resolvidas com a MP que deverá ser
publicada hoje. Ele afirmou que a proposta do governo de atualizar a tabela em
28% em dois anos é uma iniciativa satisfatória.
Força Sindical quer alternativas
São Paulo, (AE) - O presidente da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, mais
conhecido como "Juruna", afirmou ontem, em nota, que os funcionários
públicos não podem ser prejudicados e que o governo "precisa encontrar
alternativas para conceder o reajuste". De acordo com a Força Sindical, o
funcionalismo público "não pode ficar à mercê das mudanças nas regras
eleitorais", que impedem a concessão de melhoria salarial no período de
180 dias antes das eleições até a posse dos eleitos.
Na terça-feira (20), o TSE decidiu que os aumentos salariais de funcionários
públicos com base em índices acima da inflação deveriam ter sido dados antes de
4 de abril e que os que foram concedidos depois desta data estão em desacordo
com a lei.
A determinação tem o objetivo de evitar o uso eleitoral das elevações
salariais, mas ocorre no momento em que várias categorias do funcionalismo
público reivindicam acréscimos e estão em greve.
No dia 30, a administração federal editou a Medida Provisória (MP) 295 para a
recomposição salarial que, segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e
Gestão, beneficiará 160 mil funcionários.
"A Força Sindical apóia a luta dos trabalhadores do setor público pela
reposição das perdas salariais e pelo aumento real", disse
"Juruna" no comunicado, destacando que, há muitos anos, estes
trabalhadores estão com salários defasados, "vítimas de políticas
equivocadas".
O pacote pré-eleitoral
Brasília, (AE) - O pacote de bondades preparado pelo presidente Lula para as
vésperas das eleições beneficia cerca de 95% dos 1.780.516 servidores civis e
militares do Executivo federal com um aumento médio de 12,5%, mais do que o
dobro da inflação prevista para 2006. Esse incremento generalizado de salários,
proibido pela lei eleitoral nos seis meses anteriores às eleições, foi
disfarçado por uma série de medidas que alteram a estrutura de remuneração dos
funcionários públicos e custará R$ 7,7 bilhões ao governo que tomar posse em
2007.
Em vez de um reajuste linear no vencimento, igual para todos, o Palácio do
Planalto decidiu promover alterações nas gratificações e, apenas em alguns
casos, mexer no salário básico. Todo ajuste foi feito de modo a garantir que
nenhum servidor termine a administração petista sem receber, no mínimo, a
inflação acumulada no período de quatro anos - estimada em 29%.
Apenas algumas categorias, que já tinham feito negociações anteriores,
garantindo reajustes superiores à inflação, estão ficando de fora da atual
rodada de concessões.
É o caso, por exemplo, dos servidores do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (DNIT),
do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra), que foram beneficiados no ano passado
com mudanças generosas em seus planos de carreira.
Medidas
Ao todo, cinco medidas provisórias poderão ser editadas agora, além da MP
295,lançada no dia 29 de maio, em favor de 170 mil servidores do Banco Central,
do Magistério e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Entre os servidores que
estão sendo beneficiados, os aumentos são muito diferentes, mesmo dentro de uma
mesma categoria.
No magistério superior, por exemplo, os professores que possuem título de
doutor terão aumento de até 20% - cinco vezes a inflação projetada para o ano.
Já os que não possuem especialização (como aposentados) ou estão em início de
carreira vão receber apenas 5,2%.
De acordo com as projeções do Ministério do Planejamento, o custo total dos
ajustes deve somar R$ 4,3 bilhões em 2006 e R$ 7,7 bilhões em 2007. Isso
porque, na maioria dos casos, os novos salários entram em vigor em junho ou
agosto.
Em outros casos, o custo pleno das concessões vai levar seis anos para se
sentir integralmente, como no caso da incorporação de um passivo de 47% ao
salários dos 221 trabalhadores da carreira da seguridade social,que reúne os
servidores da Previdência e do Ministério do Trabalho.
Estratégia
Do lote de cinco MPs, apenas uma já está pronta e deveria ter sido publicada
anteontem no Diário Oficial, se não fosse a decisão do presidente do TSE, Marco
Aurélio Melo, que fez o Planalto suspender provisoriamente o anúncio para
traçar uma estratégica jurídica.
Na prática, o presidente Lula está gastando em 2006 a gordura que acumulou nos
primeiros anos de mandato. Em 2003, por exemplo, os servidores do Executivo
receberam apenas um abono R$ 59,87. Em 2004, o reajuste foi de 1%. Só em 2005 é
que começaram a ocorrer reajustes mais expressivos, repondo a inflação perdida.
Em valores monetários, o presidente Lula conseguiu economizar R$ 14,2 bilhões
desde 2003 por não corrigir os salários dos servidores de acordo com a inflação
nos três primeiros anos de mandato. Com os gastos de agora, a folha salarial do
Executivo deve subir pelo menos 2%, em termos reais, acima do patamar herdado
da administração de Fernando Henrique Cardoso.
Presidente do TSE mantém posição sobre a ilegalidade
Brasília, (AE) - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco
Aurélio Mello, disse ontem que dar aumentos salariais em época de eleição é uma
prática inconstitucional e antiética. Ele voltou a criticar a concessão de
reajustes salariais a funcionários públicos a menos de 180 dias da eleição.
Anteontem, ele já havia dito que são ilegais aumentos superiores à inflação,
mesmo que embutidos em planos de reestruturação de carreiras.
"A meu ver, quando se parte para essa forma de se sensibilizar o eleitor,
se transgride um princípio básico da Constituição, que direciona a preservação
da dignidade do homem", disse o presidente do TSE. "E está no âmbito
da dignidade do homem exercer a cidadania como ele entende que deve exercer e
não no mercado da praticamente troca", afirmou. Segundo ele, quando o aumento
é dado, os beneficiários, incluindo a família, ficam agradecidos e podem votar
favoravelmente à candidatura do responsável.
Mas a opinião de Marco Aurélio não é uma unanimidade. Integrantes do governo,
do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF), Corte que ele também integra,
discordam de sua interpretação e dizem que é possível aprovar planos de
reestruturação nos meses que antecedem as eleições. Mas o presidente do TSE
afirmou que a sua avaliação está de acordo com os princípios éticos.
"Acho que a ética deve ser homenageada. A sociedade cobra ética
principalmente do administrador público. A medula da eleição é o tratamento
igualitário dos candidatos", disse. O ministro afirmou que o candidato à
reeleição não pode usar o seu poder de autoridade, econômico e administrativo
para levar vantagem em relação aos outros concorrentes. "Se nós queremos o
faz de conta, então vamos apontar: só não pode haver revisão. Mas aumento pode
à vontade", alertou.
Contestação
Marco Aurélio contesta inclusive a aprovação do plano de cargos e salários
(PCS) do Judiciário nos meses que antecedem a eleição. "Evidentemente
estarão sensibilizados os servidores do Judiciário com a aprovação desse plano,
com o apoio do Executivo", avaliou. Segundo ele, o que a legislação veda é
a outorga de benefícios remuneratórios. "E o plano acarreta um tremendo
benefício remuneratório para os servidores em geral", afirmou.
O presidente do TSE disse que as categorias do funcionalismo têm noção de que a
atual época, eleitoral, é favorável ao atendimento das reivindicações
salariais.
"As categorias aproveitam essa época para pressionar. Porque sabem que é
uma época favorável ao reconhecimento de direitos. Por que favorável? Porque aí
todos se lembram que existem servidores públicos. Eles deixam de ser os bodes
expiatórios. Os culpados pelas mazelas do Brasil. De repente, se acorda:
realmente nós precisamos outorgar direitos aos servidores. Se acorda nesse
período. É muito sintomático", disse.
Consulta
Marco Aurélio afirmou que o TSE terá de examinar novamente o assunto se for
provocado por uma nova consulta. Indagado sobre uma decisão do tribunal de 2002
segundo a qual revisão salarial não é reestruturação, o presidente do TSE disse
que em tese essa interpretação pode ser modificada numa nova análise.
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Está na hora
de novo tapa-buracos
OPINIÃO
23/06/2006
“Passada a febre do tapa-buracos, cujas denúncias de irregularidades na contratação de empreiteiras não foram apuradas, estamos acompanhando na mídia a volta das reclamações pelo péssimo estado das estradas. Além dos buracos, temos também a péssima qualidade dos serviços realizados. Na rodovia BR-135, que liga BH a Montes Claros, fizeram um recapeamento que provoca mais trepidações que qualquer estrada de terra. Ou seja, apenas não se vê poeira na pista, mas qualquer veículo se desgoverna, quando a velocidade atinge cerca de 80 quilômetros por hora. Além disso, é enorme a quantidade de avarias no sistema de suspensão dos carros, bem como os estragos em rolamentos, que não resistem aos solavancos intermitentes. Quem vai pagar pelas vítimas de acidentes?”