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FÓRUM DE LEITORES
23/12/2006
Pedágio nas marginais
O descongestionamento das avenidas marginais
dependerá, em definitivo, do anel rodoviário completo, do anel ferroviário, da
triplicação do número de estações de metrô e trem, da implantação completa das
já iniciadas vias privativas para os ônibus e respectivos terminais de
transferências, das estações de transbordo de carga ao longo das rodovias
de acesso e de uma mais rígida política de distribuição de carga na cidade e,
conseqüentemente, de uma menor necessidade de uso do automóvel privado. Em
outros termos, não há como evitar o longo prazo, embora seja indispensável
trabalhar incessantemente nesse sentido. Compreendo, contudo, o desejo de
aliviar os congestionamentos criando soluções parciais, porém de alívio. Assim
entendo a atual proposta de implantar 11 faixas (em lugar das atuais sete) na
Marginal do Tietê, cobrando pedágio eletrônico pelo uso de quatro. Pergunto:
além de substituir as ilhotas verdes por asfalto, cogita-se de penetrar na bela
área verde recém-inaugurada ao longo do rio? E como passarão as 11 faixas
embaixo ou ao lado das inúmeras pontes existentes? Se porventura se cogitar de
um estreitamento de cada faixa, o que se fará com os caminhões? Estes
esclarecimentos permitirão um melhor debate.
JORGE WILHEIM
wilheimj@uol.com.br
São Paulo
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NACIONAL
23/12/2006
Lula promete priorizar infra-estrutura e
educação
Presidente agora diz que deixou de divulgar
pacote de estímulo à economia por causa do Natal e que anunciará medidas na 2.ª
quinzena de janeiro
João Domingos e Tânia Monteiro, BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante café da manhã com
jornalistas no Palácio do Planalto, que no seu segundo mandato dará prioridade
total para os investimentos privados e públicos em infra-estrutura, desoneração
do setor produtivo e educação.
Ele afirmou que o pacote com medidas destinadas a “destravar” o desenvolvimento
do País deverá ser divulgado na segunda quinzena de janeiro e que não o fez na
quinta-feira passada por causa do Natal. “Ninguém está interessado em pacote econômico,
mas nos pacotes de presentes”, disse o presidente. Na verdade, Lula não anunciou
o pacote porque achou que não estava bom, revelou o ministro das Relações
Institucionais, Tarso Genro, também na quinta. O próprio Lula admitiu ontem, na
conversa com os jornalistas, que é preciso aprofundar mais as medidas.
Lula tem procurado evitar a divulgação de pontos do pacote, mas ontem acabou
anunciando alguns. Disse que sua intenção é modernizar os
portos, “desde a administração até a dragagem”,
consertar estradas e construir
novas rodovias, fazer
aeroportos industriais, onde serão instaladas empresas com regimes especiais de
tributação voltadas para a exportação. “Vamos construir hidrelétricas, termoelétricas
e 4,7 mil quilômetros de gasodutos.”
O presidente informou ainda que pretende instituir uma política especial para o
Norte e o Nordeste, mas dará atenção especial também ao Rio Grande do Sul.
“Durante muitos anos foi um dos Estados mais adiantados, mas hoje passa por um
refluxo. O governo federal vai investir muito lá.” Lembrou que já levou um
estaleiro para o Rio Grande do Sul, que vai duplicar a BR-101 Sul e ampliará a
Usina de Candiota.
Lula disse que hoje é muito mais “consciente” das questões administrativas,
sabe onde as coisas estão emperradas e onde é preciso desemperrar. “Elas são
travadas por leis, por pessoas que não querem sair da rotina e pela
burocracia.” Como exemplo, disse que 34 obras do governo federal estão paradas
por causa do “órgão ambiental” do Rio de Janeiro. Disse que o governador eleito
do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), prometeu que isso vai mudar.
Ao ser perguntado se repetirá algum ponto do primeiro mandato, afirmou: “Como
no futebol, não há dois jogos iguais.” Disse que no primeiro mandato
estabilizou a economia, controlou a inflação e conseguiu aumentar as exportações.
Afirmou que a situação do País é confortável e lembrou que, na semana passada,
depois que a Tailândia enfrentou uma crise financeira, a Bolsa de Tóquio caiu
15 pontos, mas no mesmo dia o risco Brasil ficou abaixo dos 199 pontos (ontem
caiu para 195 pontos, o menor já registrado) e a bolsa brasileira ficou
“tranqüilíssima” (há oito anos, outra crise financeira da Tailândia contaminou
a economia brasileira provocando problemas nas contas do País). O presidente
disse que combinou com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Luiz Fernando Furlan, que eles tomariam champanhe quando o risco
Brasil caísse abaixo de 200 pontos. “Ainda não tomamos o champanhe, mas agora
já está na hora.”
Lula disse que espera crescimento econômico para o ano que vem superior a 5% do
Produto Interno Bruto (PIB), mas não quis cravar um número.
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O PAÍS
23/12/2006
Governadores querem gerir portos e rodovias
Serra, Cabral, Aécio e Hartung criticam
governo federal e cobram programa de estadualização na infra-estrutura
Bernardo Mello Franco
Com críticas duras à atuação do governo federal na área de infra-estrutura, os
quatro governadores eleitos da Região Sudeste anunciaram ontem, no Rio, uma
proposta ousada: vão pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a
estadualização de portos
e rodovias federais.
Segundo eles, a ineficiência do governo atrapalha o desenvolvimento dos
estados.
O governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), puxou o coro de
reclamações sobre as rodovias
federais.
Ele acusou o governo de não ter uma política séria de recuperar as estradas.
— Não existe país no mundo de dimensões razoáveis em que exista essa figura
esdrúxula das rodovias federais.
Estamos vendo o que é rodovia federal no Brasil: buraco atrás de buraco — disse
Aécio, após o encontro na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Botafogo.
O tucano disse que a transferência da gestão das estradas
deve ser acompanhada pelo repasse integral dos recursos da Cide, o imposto
sobre combustíveis destinado à conservação de rodovias.
— O governo federal gere as estradas
na base do improviso, com operações tapa-buracos no fim do ano. Qualquer gestor
mais próximo vai administrar melhor esse setor — disse Aécio, antes de defender
o uso de concessões e parcerias públicoprivadas para as obras.
Aliado de Lula desde o segundo turno das eleições, o governador eleito do Rio,
Sérgio Cabral (PMDB), sugeriu que a transferência comece pelos três
portos que o governo federal administra no estado —
em Angra e Sepetiba e na capital: — Falei com o presidente da minha
insatisfação com a gestão desses portos
e ele concordou.
Vamos esperar uma delegação do governo federal para começar a agir.
Serra quer estadualizar o Porto
de Santos O governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou a administração
federal do Porto de Santos, o
principal do estado que vai comandar a partir do dia 1o Ele disse que a
transferência da gestão é fundamental para reduzir os entraves às exportações.
— O porto está muito obstruído.
É preciso estadualizar, porque a administração federal não funciona — disse.
Paulo Hartung (PMDB), do Espírito Santo, disse que a regulamentação do uso dos
portos está aquém das necessidades do país.
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O PAÍS
23/12/2006
Hartung pede privatizações na BR-101
Governador do ES prega concessão de trechos da
rodovia
Além de pregar a estadualização de
portos e estradas,
os governadores eleitos da Região Sudeste voltaram a falar ontem na
privatização de rodovias
federais. O peemedebista Paulo Hartung, do Espírito Santo, sugeriu que o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva faça concessões de trechos da BR-101, que liga o
Norte ao Sul do país.
— Precisamos abrir um diálogo franco com o governo federal sobre isso —
afirmou.
Apesar de Lula ter criticado as privatizações do antecessor Fernando Henrique
Cardoso na campanha eleitoral, a concessão de parte das rodovias
à iniciativa privada estava no programa petista para o segundo mandato.
Correligionário de FH, o governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves,
lembrou que seu estado tem a maior malha rodoviária do país e citou uma frase
do ex-governador paulista Franco Montoro para defender um programa de
descentralização do setor de infra-estrutura.
— Temos que seguir os ensinamentos do Franco Montoro: o estado só deve fazer o
que o município não pode fazer, e a União só deve mexer com o que o município e
o estado não conseguem — disse o tucano.
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CIDADE
23/12/2006
Trânsito intenso e perigoso
Trecho de 157 quilômetros entre o DF e Goiás
tem desníveis e falta de sinalização. Mesmo assim, condutores ignoram o limite
de 80 km/h e fazem ultrapassagens arriscadas
Luciene Cruz
Se a saída pelo ar está difícil, quem optar por encarar as estradas
federais também encontrará dificuldades para viajar. A BR-040 é um exemplo
disso. A rodovia, que possui 157 quilômetros de sua malha entre a capital da República
e Goiás, tem trechos em péssimas e boas condições de tráfego. Essa é a parte da
via onde o trânsito é mais intenso, por ligar Brasília a grandes capitais como
Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e os estados do sul do País. O fluxo
diário nessa área é de 60 mil veículos. Com a proximidade das festas de fim de
ano, a estimativa do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit)
é de que o volume aumente em até 40%.
A reportagem do Jornal de Brasília percorreu parte da malha rodoviária que vai
do DF até o município goiano de Cristalina para verificar as condições de
trafegabilidade. Apenas oito quilômetros estão no território do DF. Os outros
149 ligam Goiás até Minas Gerais. O maior problema da BR-040 é o asfalto
desnivelado e a falta de sinalização em vários trechos. Os problemas começam a
surgir já na divisa das duas unidades da Federação percorridas. Quem for viajar
até Belo Horizonte encontrará a situação ainda mais difícil, segundo
informações do próprio site do Dnit.
Na saída do DF por Santa Maria, até chegar a Valparaíso (GO), a via é
duplicada. Ela está em situação regular e exige cuidado. A faixa de trânsito
lento é ainda pior pela quantidade de caminhões pesados que passam pelo local.
Nos primeiros quilômetros da malha goiana, a situação começa a piorar. Até o Km
20, a pista dupla apresenta remendos que formam desníveis, dificultando o
percurso.
Pista duplicada
No Km 24, em Luziânia (GO), termina a pista duplicada. Nos próximos 36
quilômetros, a via recebeu a primeira camada de pavimentação asfáltica e
apresenta boas condições de trafegabilidade. O problema é a falta de sinalização.
Não há faixas nem placas. Há apenas uma faixa amarela que divide os dois
sentidos da via. Nesse ponto, outro agravante é a imprudência dos motoristas.
Com a malha recuperada, é comum os condutores desobedecerem a velocidade máxima
de 80 km/h, fazerem ultrapassagens perigosas e ainda utilizarem o acostamento
como faixa.
No Km 62, há outras irregularidades no asfalto. Do Km 69 ao Km 72 fica o ponto
mais crítico do percurso. Devido aos remendos e irregularidades na pista, é
comum os motoristas fazerem malabarismos e invadirem o sentido contrário da via
para tentar escapar dos desníveis. Na entrada de Cristalina, o condutor deve
ter atenção, pois o trecho tem trepidação.
Segundo o superintendente regional do Dnit
DF/GO, Riumar Santos, já há um contrato para recuperação da malha das duas
unidades da Federação, e a obra será toda entregue até o primeiro semestre de
2007. Alguns pontos passaram por recapeamento e Operação Tapa-Buracos
recentemente. "Já iniciamos as obras. Os serviços devem ser retomados após
o período de chuvas", garantiu o superintendente do órgão.
Para executar as obras no trecho foram liberados ao Dnit
R$ 25,8 milhões. O programa também prevê a recuperação, colocação de placas,
faixas de sinalização e manutenção da malha rodoviária durante os próximos dois
anos.
Raio X das rodovias
federais
De janeiro a julho deste ano ocorreram 138 acidentes na BR-040. Foram 46
feridos e cinco mortes. Número bastante inferior ao de 2005, quando ocorreram
411 colisões, com 171 feridos e 137 vítimas fatais durante todo o ano. As
estatísticas são da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo informações do
órgão, a queda é atribuída a intensificação da fiscalização na rodovia.
O Jornal de Brasília encerra a série de reportagens especiais sobre a situação
das estradas com a
matéria sobre a BR-040. Para produzi-la, a equipe de reportagem percorreu as
seis rodovias que cortam o
DF: BR-020 (Brasília-Formosa), BR-060 (Brasília-Goiânia), BR-070
(Brasília-Cocalzinho, que também dá acesso a Pirenópolis), BR-080 (Brasília-
Barro Alto, passando por Padre Bernardo) e BR-251 (Brasília-Unaí).
Ao todo, foram 883 quilômetros percorridos em seis dias. Até julho de 2006,
ocorreram 795 acidentes. Ao todo, 423 pessoas ficaram feridas. As mortes nas rodovias
federais chegaram a 25. Durante todo o ano passado, aconteceram 1.304 colisões,
que deixaram 660 feridos. Desses, 171 morreram. A BR-020 é campeã de acidentes
nos dois últimos anos, com 425 e 253, respectivamente. A BR-251 é a que
registra o menor número de colisões: foram 14 em 2005 e apenas três ao longo
deste ano.
Motoristas reclamam
Quem precisa trafegar com freqüência pela BR-040, no trecho entre o Distrito
Federal e o Estado Goiás, reconhece que a operação emergencial de recapeamento
de alguns quilômetros e a Operação Tapa-Buracos realizadas há algumas semanas
para recuperar parte da malha rodoviária favoreceram um pouco a situação dos
motoristas. Entretanto, eles ainda reclamam do restante da via, que apresenta
vários problemas. Alguns remendos cederam com a chegada do período de chuvas. O
asfalto desnivelado também requer atenção e cuidado dos condutores.
O caminhoneiro Robson Garcia, 36 anos, por exemplo, é usuário assíduo da
BR-040. Ele percorre o trecho pelo menos três vezes por semana para entregar
mercadorias na capital federal. Ele sai do município mineiro de Santa Juliana e
segue até Brasília. São cerca de 500 quilômetros que levam em média 10 horas
para serem percorridos com o caminhão carregado.
"A pista está uma negação. Tem muita trepidação que dificulta o tráfego no
percurso. Demoro demais para fazer esse trajeto. Se a pista estivesse em boas
condições, conseguiria diminuir a viagem em pelo menos duas horas. Quando passa
pela divisa de Goiás e entramos em Minas Gerais, a situação piora ainda mais.
Tem buracos imensos na pista", comentou. Ele citou ainda o grande fluxo de
veículos no local. "Tem carro demais nessa rodovia, ela merecia ser
duplicada", sugeriu.
O também caminhoneiro Leonardo Mendes, 41 anos, está insatisfeito com as
condições da BR-040. Apesar de passar pouco pelo perímetro compreendido entre o
estado de Goiás e o Distrito Federal, ele cobrou providências. "Depois das
chuvas, os buracos abriram novamente. É uma vergonha a pista que liga a capital
do Brasil aos demais estados estar nessas condições. Eles melhoram apenas um
pedaço e esquecem o resto do percurso", comentou. Mendes veio de São Paulo
fazer entrega em Brasília e estava há mais de 30 horas na estrada.
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OPINIÃO
23/12/2006
Inverdades sobre a malha rodoviária
José Augusto Valente
Inverdades, repetidas à exaustão nos últimos dois anos, tornaram-se
"verdades" que ninguém (a não ser nós do Governo Federal) discute e
refuta: "As rodovias
brasileiras estão em estado precário...", "uma buraqueira
só..."; "o Governo Federal não investe nada em infra-estrutura de transportes...",
"o governo utiliza a Cide para outros fins...", "teremos um
apagão logístico!"; "a Operação Tapa-Buraco (sic), não resolve
nada...é dinheiro jogado fora". Vamos aos fatos!
A pesquisa rodoviária da CNT-2006 mostrou que, em apenas 10% dos 84 mil
quilômetros de rodovias federais e
estaduais pesquisadas, havia a ocorrência de buracos em julho/2006 (ver páginas
42 e 43 do Relatório Gerencial, disponível no site da CNT). A mesma pesquisa
mostra que a as rodovias
com maior volume de tráfego – aquelas por onde circula cerca de 80% das cargas
e dos passageiros transportados no País – estão em condições gerais ótimas ou
boas, pela classificação da CNT, que é extremamente rigorosa.
Após consolidar o discurso da precariedade, a continuação natural é explicar
porque as rodovias brasileiras
estão nesse estado. Surge a segunda grande linha de inverdade: "O Governo
Federal não investe nada em infra-estrutura de transportes,
utilizando a Cide para outros fins". Os fatos mostram o contrário. O Dnit
já restaurou, de 2003 até agora, cerca de 13 mil quilômetros de rodovias
(da sua malha de 40 mil), quase o triplo do realizado entre 1999 e 2002. Temos
contrato de conservação e manutenção em toda a malha do DNIT,
mesmo nos 14 mil quilômetros de BRs, que foram repassados aos governos
estaduais em 2002, com R$1,9 bilhão, e abandonadas por estes. O que significa
que buracos eventualmente aparecerão, com as chuvas, mas serão imediatamente
tapados. Sinalizamos 33 mil quilômetros de rodovias,
sendo 18 mil somente de julho deste ano até agora. Estamos pavimentando novas rodovias
no Norte e Centro-Oeste do País. Estamos duplicando rodovias
estratégicas como a BR-101/Nordeste (entre Natal/RN e Palmares/PE) e a
BR-101/Sul (entre Palhoça e Osório), entre outras. A partir de 2005, atingimos
um patamar de recursos anuais, somente para manutenção, de R$2,3 bilhões,
contra R$0,7 bilhão do governo anterior. Além disso, investimos em obras de
dragagem e derrocamento nos principais portos
do país e retomamos os investimentos em obras ferroviárias. Com isso, chegamos
à utilização de 87% da Cide, em 2005 e 2006, em transportes
(atenção, a CIDE não se destina apenas ao transporte rodoviário!), o que
desmonta a inverdade de que "os recursos da Cide estão sendo utilizados em
outras finalidades que não transportes".
Sobre outras inverdades, falaremos nos próximos artigos.
Felizmente, parte dos usuários sabe das melhorias significativas nas rodovias
(os caminhoneiros), mas a grande parte ainda não. Infelizmente, a repetição à
exaustão dessas inverdades faz com que a sociedade tenha uma imagem que é o
oposto da situação atual das rodovias.
E não são apenas as federais que estão em boas condições. Desde 2004, o Governo
Federal repassa, anualmente, R$1,7 bilhão para os estados e municípios que
investem esses recursos na melhoria da malha rodoviária. Isso é mostrado pela
pesquisa rodoviária da CNT 2006.
Ainda não atingimos o ponto ideal, daí tantas obras de duplicação e restauração
em andamento. A logística pode e será muito melhor do que é hoje, com mais
cargas nas ferrovias e hidrovias
e com portos mais eficientes, e
isso independe das boas condições da malha rodoviária. Entretanto, a realidade
das rodovias está muito
melhor do que há quatro anos atrás. Muito melhor do que a imagem que é passada
à sociedade. Aos poucos, a realidade vai se sobrepor e mostrar que não teremos
um "apagão rodoviário".
José Augusto Valente é secretário de Política Nacional de Transportes/MT.
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CIDADES
23/12/2006
É preciso paciência para viajar
Fluxo de carros nas rodovias é 20% maior do
que no Natal de 2005. Na Rodoferroviária, passageiros enfrentaram atrasos e o
trânsito ficou congestionado na entrada do terminal
Gizella Rodrigues
Da equipe do Correio
O brasiliense que vai passar o feriado longe do Distrito Federal começou a
deixar a cidade na tarde de ontem. Nas estradas,
o fluxo de veículos deve subir entre 20% e 30% em relação aos demais feriados.
Apesar da movimentação intensa nas saídas de Brasília, o trânsito ficou bem
lento. Na Rodoferroviária, os passageiros sofreram. Além do tumulto e do
desconforto, houve atrasos de até 40 minutos na partida dos ônibus. No começo
da noite, o tráfego ficou congestionado na entrada do terminal rodoviário.
O saidão na Rodoferroviária começou quarta-feira. Em dois dias, 10.097 pessoas
deixaram o DF de ônibus. Ontem, o movimento foi intenso durante todo o dia.
Havia fila nos guichês das companhias e nos locais de embarque. Ao todo, 25 mil
pessoas devem viajar. Para o réveillon, é esperado um fluxo maior ainda: 48 mil
pessoas entre quarta e sábado que vem.
A movimentação não é apenas para quem sai de Brasília: 7.609 pessoas
desembarcaram na cidade entre 20 e 21 de dezembro e mais 45 mil devem chegar
até a véspera do ano novo. O desconforto na Rodoferroviária é justamente para
essas pessoas. Desde quarta-feira, o desembarque no terminal é feito no subsolo
e os parentes dos passageiros não podem descer até lá. A Administração da Rodoferroviária
adotou a medida por causa da má ventilação no local, com o teto fechado e sem
janelas. Por isso, quem espera um passageiro chegar ao DF fica em pé, atrás da
grade. Não há painel de informações nem sistema de auto-falante que avise a
chegada dos ônibus.
A dona-de-casa Rosilene Souza Almeida, 28 anos, enfrentava uma espera de cinco
horas. A mãe vinha de Cuiabá para passar o Natal em Brasília, mas o ônibus não
chegou no horário. Estava previsto para 12h, mas Rosilene ainda esperava na
grade às 17h. Com os dois filhos, Pedro Vinícius, 6, e Diogo, 10, ela reclamava
do cansaço e da falta de informações. “Estamos exaustos. Não tem lugar de
sentar e ninguém nos informa o que está acontecendo. Já fui até o balcão da
companhia e eles falam o tempo todo que o ônibus está chegando”, queixava-se.
Quem conseguiu descer até o subsolo não encontrou mais conforto. Além de abafado,
o local é sujo e não existe lugar para sentar. O administrador do terminal,
José Furtado, disse que o desembarque no subsolo foi a única solução encontrada
para desafogar a plataforma de embarque. “É uma solução improvisada, mas foi a
única encontrada para esta época do ano”, justificou.
Estradas
A previsão da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é de que 110 mil veículos deixem
o DF até domingo. São 20 mil carros a mais do que no Natal do ano passado. O
fluxo aumentou a partir das 16h de ontem, mas deve ser maior hoje de manhã.
Para evitar congestionamentos, a PRF restringiu a circulação de veículos pelas rodovias
de todo o Brasil. Caminhões com combinações de carga e de veículos, como os do
tipo cegonha e bitrem, foram proibidos de rodar na tarde de ontem, na manhã de
hoje e na tarde do dia 25. Eles não podem circular, mesmo vazios.
“Acreditamos que, sem esses veículos que são muito grandes e andam em baixa
velocidade, conseguimos aliviar o trânsito. As transportadoras estão todas
avisadas. O caminhão que for pego nas estradas
no horário estipulado será notificado e deverá ficar no posto até a hora
passar”, explica o inspetor Dalvimar de Lucas Barbosa, chefe de Comunicação
Social da PRF.
Até segunda-feira, 42 policiais vão se revezar nas quatro principais saídas do
DF. A finalidade da operação é orientar os motoristas para os cuidados durante
a viagem. Quem viajar com crianças deve carregar as certidões de nascimento.
Quem estiver irregular será multado. Hoje de manhã, haverá blitzes nas estradas.
No Natal do ano passado, duas pessoas e 29 ficaram feridas nas rodovias
que cortam o DF.
Condição das rodovias
BR-040
A estrada que liga o Distrito Federal a Belo Horizonte e Rio de Janeiro
apresenta ondulações entre as cidades goianas de Valparaíso e Luziânia. A
polícia alerta para o risco de capotagens. Até Cristalina (GO), o asfalto é
novo, mas falta sinalização horizontal.
BR-060
As pistas que levam para Goiânia estão em obras e existem desvios para os
motoristas. A sinalização é deficiente.
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ECONOMIA
23/12/2006
Pacote dará prioridade a educação e
infra-estrutura
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva afirmou ontem que no seu segundo mandato dará prioridade total para os
investimentos privados e públicos em infra-estrutura, desoneração do setor
produtivo e educação. Ele afirmou que o pacote com medidas destinadas a
“destravar” o desenvolvimento do País deverá ser divulgado na segunda quinzena
de janeiro. “Ninguém está interessado em pacote econômico, mas nos pacotes de
presentes”, disse o presidente em café da manhã com jornalistas.
“Na verdade, Lula não anunciou o pacote porque achou que não estava bom”,
revelou o ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, também na
quinta-feira. O próprio Lula admitiu ontem que é preciso aprofundar as medidas.
Lula tem procurado evitar a divulgação de pontos do pacote, mas acabou
anunciando alguns. Disse que sua intenção é modernizar os
portos, “desde a administração até a dragagem”,
consertar estradas e construir
novas rodovias, fazer
aeroportos industriais, onde serão instaladas empresas com regimes especiais de
tributação voltadas para a exportação. “Vamos construir hidrelétricas, termelétricas
e 4,7 mil quilômetros de gasodutos.” O presidente informou ainda que pretende
instituir uma política especial para o Norte e o Nordeste, mas dará atenção especial
também ao Rio Grande do Sul. “Durante muitos anos foi um dos Estados mais
adiantados, mas hoje passa por um refluxo. O governo federal vai investir muito
lá.” Lembrou que já levou um estaleiro para o Rio Grande do Sul, que vai
duplicar a BR-101 Sul e ampliará a Usina de Candiota.
Lula disse que hoje é muito mais “consciente” das questões administrativas,
sabe onde as coisas estão emperradas e onde é preciso desemperrar. “Elas são
travadas por leis, por pessoas que não querem sair da rotina e pela
burocracia.” Como exemplo, disse que 34 obras do governo federal estão paradas
por causa do “órgão ambiental” do Rio de Janeiro. Disse que o governador eleito
do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), prometeu que isso vai mudar.
Ao ser perguntado se repetirá algum ponto do primeiro mandato, afirmou: “Como
no futebol, não há dois jogos iguais.”
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CIDADES
23/12/2006
*Presente de grego: às vésperas do Natal,
brasileiro padece em aeroportos
ERNESTO BRAGA
Após cerca de 13 horas de espera pelo embarque, um grupo de 50 pessoas fez
ontem de manhã uma manifestação em frente ao guichê da empresa aérea TAM, no
Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.
O avião dos passageiros, que tinham como destino Salvador, estava previsto para
decolar de Confins às 23h30 de anteontem, mas só levantou vôo por volta das 12h
de ontem. A empresária Estefânia Freitas Corrêa chegou ao aeroporto uma hora e
meia antes.
“O vôo foi prorrogado de hora em hora até o anúncio de embarque imediato às
3h10 (de ontem). Às 3h06 houve uma nova prorrogação, para 3h30, depois para
3h45 e por último para as 4h30, quando eles anunciaram o cancelamento”,
lamentou a empresária.
Ela disse que não foi oferecido hotel para os passageiros, que tiveram que
passar a noite nas poltronas do saguão. “Nos deram R$ 10 para o lanche”,
criticou.
Segundo a advogada Grazielle Pinheiro, outra passageira do vôo para Salvador, a
TAM informou que o avião estava parado em Guarulhos sem condições para decolar,
devido à falta de tripulação.
“Nos disseram que um piloto se negou a fazer a viagem, porque tinha extrapolado
suas horas de vôo no dia. Já buscamos uma solução junto à Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac) e à Polícia Federal, mas infelizmente nós estamos órfãos”,
disse.
Por volta das 11h30 de ontem, 12 horas após o horário previsto para a decolagem
do avião para Salvador, a estudante Ana Flávia Santos, que embarcaria
acompanhada da sobrinha de 3 anos, buscava uma explicação no guichê da TAM. Ela
e a criança ainda pegariam uma conexão na capital baiana, para Maceió.
“Eu tenho urgência em chegar em Maceió, minha sobrinha está com febre e ninguém
me dá uma informação concreta”, disse a estudante, aos prantos, para o gerente
de atendimento da TAM, identificado apenas como Júnior.
Abordado pela imprensa, o gerente não informou o motivo dos atrasos dos vôos.
Ele disse apenas que a empresa estava fornecendo todas as informações
necessárias para os passageiros.
Tumulto
Diante da inércia do funcionário da TAM, o grupo de passageiros protestou em
frente ao guichê da empresa, gritando “queremos viajar”. A Polícia Militar (PM)
precisou intervir para evitar que o tumulto se generalizasse.
“Estamos orientando os passageiros a formar uma comissão para cobrar
explicações da TAM. O que não pode acontecer é todos quererem resolver o
problema de uma vez só, senão vira confusão”, argumentou a sargento Geralda
Luciana, do 36º BPM.
Pouco depois, foi anunciada a chegada do avião em Confins, que seguiu para
Salvador às 12h20. A aposentada Ivonete Maria de Almeida, que comprou passagem
para Boa Vista (RR), também pela TAM, tinha vôo marcado para as 6h30 de
anteontem.
Às 12h30 de ontem ela ainda não sabia quando conseguiria embarcar. A
aposentada, que é hipertensa, chegou a passar mal e estava circulando pelo
saguão em uma cadeira de rodas fornecida pela empresa aérea. No final da tarde
de ontem, a situação ficou mais tranquila em Confins.
BRASÍLIA – O Comando da Aeronáutica decidiu disponibilizar oito aviões da Força
Aérea Brasileira (FAB) para transportar passageiros que não conseguem embarcar
em diversos aeroportos do país em consequência do mais recente episódio da
crise aérea brasileira.
Em nota oficial, a Aeronáutica afirma que a determinação partiu do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para “amenizar as dificuldades presentemente
experimentadas pelos usuários da aviação civil comercial”. A Aeronáutica não
divulgou detalhes sobre a utilização das aeronaves.
A nota diz, apenas, que os aviões foram disponibilizados de forma emergencial
para “complementar as capacidades das empresas no atendimento da elevada
demanda do período.”
Segundo a Aeronáutica, a FAB será ressarcida pelas próprias companhias nas
despesas com combustível e demais gastos.
A TAM será a primeira empresa a receber o reforço de aviões da FAB, uma vez que
seis aeronaves da empresa foram recolhidas para manutenção na última quarta,
motivo que, segundo a Agência Nacional de Avião Civil (Anac), provocou a nova
onda de atrasos e cancelamentos de vôos no país.
Deputados
Com a repercussão negativa na imprensa, os parlamentares da Comissão Mista de
Orçamento desistiram da idéia de usar aviões da FAB para retornar aos seus
estados após a votação do Orçamento.
O presidente da Comissão, deputado Gilmar Machado (PTMG), havia pedido à FAB,
ontem, duas aeronaves para transportar os parlamentares do Nordeste, mas ontem
recuou, afirmando que só fizera uma consulta e não recebera nem resposta da
Aeronáutica que, por sua vez, negou até que houvesse a consulta.
O presidente Lula disse ontem querer “apenas a verdade” até para que o povo
“xingue a quem de direito”. Lula cobrara pela manhã, em café com jornalistas no
Planalto, responsabilidade das empresas.
“A única coisa que não poderemos resolver, porque a União não tem empresa de
aviação, é atender a todos os passageiros. Só espero que não vendam passagem a
mais”. “Quero simplesmente que o passageiro seja avisado. Até para que o povo,
quando tiver que xingar, xingue a quem de direito”, afirmou.
A ordem é que haja um diagnóstico diário do que ocorre nos aeroportos. Segundo
ele, há “coisas absurdas acontecendo”, mas agora os atrasos não são
responsabilidade dos controladores.
“Foi também (responsabilidade dos controladores no início da crise). Agora eles
estão trabalhando certinho. Há reivindicações que terão de ser atendidas”,
disse, sem detalhar.
Ele ponderou que houve aumento de passageiros nos últimos anos e que a crise da
Varig provocou uma “lacuna” no mercado, mas cobrou solução. Ao ser questionado
sobre medidas de longo prazo, respondeu: “Já está no longo prazo, 60 dias já é
longo prazo. ” (Agência Estado e Folhapress)
Procon registrou 150 queixas ontem em MG
O Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais deverá entrar com uma ação
contra as empresas aéreas, cobrando indenização pelos prejuízos causados aos
passageiros.
Uma fiscal do Procon Estadual esteve ontem no aeroporto de Confins, onde anotou
os dados e reclamações dos passageiros.
Pelo menos 150 casos foram registrados pela fiscal e serão encaminhados à
Promotoria de Direito do Consumidor, que entrará com um processo pedindo o
ressarcimento dos prejuízos causados aos passageiros.
Ontem, em Confins, o estudante de direito Marco Carneiro, 21, teve que esperar
muito e não sabia se conseguiria viajar. Ele estava indo para a Bolívia buscar
o pai, juntamente com a mãe e a irmã.
Chegou no aeroporto as 15h30, mas a companhia informou que a previsão de
embarque era as 20h. Segundo ele, o vôo estava marcado para as 18h30, mas os
funcionários informavam, a todo tempo, que a saída ia atrasar em pelo menos
duas horas.
Ele e sua família ainda tinha que fazer uma conexão e temiam perder o vôo para
a Bolívia.
“Primeiro disseram que íamos sair as 19h, mas depois passaram para 20h. Já nos
alertaram para a possibilidade de perder a conexão. A confirmação seria dada
quando entrássemos no avião. Se não chegar a tempo vou acionar a Justiça”,
disse Carneiro. (EB/Lívio Barbosa)
Fluxo em BRs deve aumentar 30%
FLAVIANE PAIXÃO
Os motoristas de Belo Horizonte que resolveram pegar estrada ontem enfrentaram
um grande movimento, principalmente na BR–381, saída para Vitória (ES). De
acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma obra no trevo de Santa
Luzia, na Grande Belo Horizonte, contribuiu para a retenção.
A corporação prevê um aumento da ordem de 30% no fluxo de veículos nas rodovias
em função dos feriados de final de ano. A Polícia Rodoviária Federal não
descartou a possibilidade da recente crise aérea impactar no acréscimo de
carros rodando na malha viária.
E, como reforço para este feriado prolongado, dispôs todo o efetivo
administrativo para a operação. Por questões estratégicas, eles não divulgaram
a quantidade de agentes distribuídos nas rodovias
e nos 26 radares que estarão operando.
Conforme a assessoria de imprensa do Departamento Nacional de Infra-Estrutura
de Transporte (Dnit), até o final da
tarde de ontem, não havia nenhum trecho das rodovias
federais mineiras com o fluxo de veículos interrompido.
Mas o trânsito da BR–452, altura de Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, havia
sido desviado. Na altura do KM 221, uma erosão havia sido registrada e a
alternativa foi mudar o aceso para uma via não pavimentada, ao lado da que
cedeu.
Atenção
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) alertou para a necessidade de redobrar a
atenção na BR–356 (via gerenciada pela corporação) devido ao excesso de curvas
sinuosas e declives acentuados.
“Outro ponto que requer mais cuidado é a MG–010, próximo ao município de
Vespasiano. Como há obras no local, é preciso respeitar ainda mais os limites
de velocidade”, disse o cabo Rogério da Silva do Vale, da assessoria de
comunicação organizacional da 7ª Companhia da Polícia Militar Rodoviária.
Outro meio de transporte muito usado nessa véspera de Natal é o trem de
passageiros que liga Belo Horizonte ao município de Vitória. No último dia 21,
as passagens já estavam esgotadas para ontem. A capacidade do trem é de
aproximadamente 1.200 pessoas viajando por dia.
Passageiros se recusam a esperar decolagem dentro de avião
BRASÍLIA, SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO – Houve tumulto no aeroporto de Brasília
durante todo o dia de ontem. Filas intermináveis, crianças chorando e
passageiros irritados. Pela manhã, um grupo de recusou a entrar em um avião da
TAM, com algumas horas de atraso, sem ter a certeza da hora de saída.
A Polícia Federal foi chamada e os passageiros retornaram para a sala de
embarque. À tarde, um grupo de 30 pessoas se juntou à estudante de direito
Keila da Rocha, que reagiu indignada ao cancelamento do vôo da TAM para Macapá
(AP), e ameaçou promover um quebraquebra.
A fila no aeroporto chegava ao estacionamento. Os aeroportos de São Paulo
amanheceram com saguões e salas de embarque lotadas pelo terceiro dia
consecutivo.
No Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, zona
norte do Rio, os passageiros esperaram até 12 horas para embarcar. A Agência
Nacional da Aviação Civil (Anac) informou que, até as 17h, 54 dos 103 vôos
programados partiram com mais de uma hora de atraso e um foi cancelado.
Por volta das 5h, cerca de cem passageiros bloquearam a porta da sala de
embarque do terminal 2, fizeram um apitaço, arremessaram para o alto
aviõezinhos de papel e socaram as paredes. Acionada pela Infraero, a Polícia
Militar controlou a situação, sem prender ninguém.
Formada em turismo, Izadora Campos, 25, enfrentou quase quatro horas de
check-in e não sabia que horas seu vôo decolaria para
Porto Alegre.
Ela alternou momentos de angústia e preocupação: sua avó, de 83 anos, não
aguentava mais tanta espera. “Ela está reclamando bastante. A TAM não oferece
nada a ela. Nem cadeira nem informação.” (Agência Estado e Folhapress)
Anac proíbe venda de passagens da TAM
SÃO PAULO – Após determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a
TAM suspendeu a venda de passagens para vôos que partem de todo o país entre
ontem e amanhã.
A medida visa a normalizar a situação dos vôos da empresa, que enfrentam
atrasos de em média duas horas e meia desde a quarta-feira, quando seis das 85
aeronaves da empresa tiveram problemas e deixaram de operar simultaneamente
para passar por manutenção.
Com a suspensão das vendas, TAM e Anac esperam que os passageiros que ainda não
conseguiram viajar sejam acomodados nos vôos que partem hoje e amanhã, no lugar
de novos clientes.
Segundo a Anac, se a empresa conseguir normalizar a venda de bilhetes antes de
amanhã, poderá voltar a vender as passagens ainda durante o fim de semana. A
venda de bilhetes para outros dias segue normalemente. Em média, a empresa
realiza 670 vôos por dia.
Ontem, contrariando a previsão de melhora feita pelas autoridades do setor, os
saguões e salas de embarque dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São
Paulo, e Tom Jobim, no Rio, amanheceram lotados. Segundo a própria TAM, o vôos
da empresa tiveram atraso médio de três horas ontem.
Mesmo após a proibição e o anúncio, no entanto, o site G1 constatou que a
empresa continuava vendendo bilhetes.
Por telefone, o G1 consultou uma atendente da companhia sobre passagens para
ontem para vôo do aeroporto de Congonhas, na zona Sul de São Paulo, ao
aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, dois dos que mais apresentam problemas
com atrasos no país nos últimos três dias.
A atendente afirmou que bastaria o pagamento com cartão de crédito para que a
reserva fosse efetuada e alertou para a possibilidade de atrasos de até duas
horas. Questionada sobre a proibição da Anac, ela explicou que a venda só foi
suspensa no site da companhia e garantiu que não haveria problemas com o
bilhete emitido.
No final da tarde de ontem, a companhia divulgou os vôos nos quais serão usados
aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para tentar diminuir os atrasos
enfrentados pelos clientes. São oito vôos entre os aeroportos do Rio, Confins,
Maceió, Salvador, Brasília e Guarulhos.(Agência Estado, Folhapress e Agência
Globo)
Acusação de pilotos mascara quadro do sistema aéreo, diz ‘Time’
SÃO PAULO – A revista norte-americana “Time”, em matéria publicada na edição de
anteontem, afirma que Joe Lepore e Jan Paladino, pilotos do jato Legacy que se
chocou com o Boeing da Gol no dia 29 de setembro causando a morte de 154
pessoas, foram usados como bodes expiatórios para a crise do sistema aéreo brasileiro.
De acordo com a matéria da revista, os pilotos foram “finalmente” soltos pelas
autoridades brasileiras, no começo de dezembro, mas foram os únicos a ser
indiciados no caso.
Apesar do indiciamento, aponta a “Time”, os pilotos puderam deixar o Brasil e
seguir para os Estados Unidos. Segundo a revista, a acusação apenas mascara a
deterioração do sistema aéreo brasileiro. Os pilotos deixaram o Brasil no dia
8, depois de serem indiciados pela PF.
Até a véspera, seus passaportes estavam apreendidos “Desde o começo, estava
claro que os pilotos norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino não eram os
principais culpados pelo trágico acidente”, afirma a reportagem, que cita a
fala do porta-voz da Polícia Federal, Bruno Craesmeyer, que teria admitido que
a PF “reconhece que os pilotos não são responsáveis pelo acidente, que tem
causas muito mais sérias”. (Folhapress)
Quase 70 mil embarcam no Tietê
SÃO PAULO – Em meio ao caos dos aeroportos, as rodoviárias de São Paulo ficaram
lotadas, mas não houve registro de atrasos. Só no terminal Tietê, a expectativa
é que embarquem hoje quase 70 mil pessoas. Nos próximos dias esse número deve
cair.
De acordo com dados da Socicam (empresa que administra os terminais Tietê,
Barra Funda e Jabaquara), faltam passagens apenas para Angra dos Reis e Parati,
no Rio. As empresas já solicitaram veículos extras e outros serão chamados
conforme a demanda.
Mesmo assim, recomenda- se comprar os bilhetes antecipadamente. Nas estradas,
o horário de maior movimento deve ser entre a manhã e a tarde de hoje. Domingo
o tráfego será normal.
Estradas
O fluxo de veículos começa a ficar intenso em algumas das principais rodovias
paulistas no início da noite de ontem, por conta do feriado de Natal.
Na rodovia Castelo Branco, em direção ao interior paulista, houve lentidão
entre os quilômetros 17 e 25, de Osasco a Barueri, na Grande São Paulo, de
acordo com a ViaOeste, empresa que administra a estrada.
Pela rodovia Anhangüera, sentido interior, o motorista reduzia a velocidade
entre os quilômetros 98 e 103, na região de Campinas. No sentido contrário,
houve morosidade entre os quilômetros 11 e 12. Na rodovia dos Bandeirantes
houve congestionamento entre os quilômetros 13 e 15. (Folhapress e Agência
Estado)
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GERAL
23/12/2006
População comemora novo viaduto no Sul
ANA PAULA CARDOSO/ Içara
Quando o Departamento Nacional de infra-estrutura e Transportes (DNIT)
liberou os primeiros veículos para trafegar no viaduto da SC-444, que agora
passa sobre a BR-101 em Içara, Sul do Estado, populares aplaudiram e motoristas
que inauguraram a pista fizeram buzinaço.
Sinal de satisfação pela evolução da duplicação da rodovia, tão esperada. Na
manhã de ontem, às 10h20min, a pista pronta da rodovia federal foi liberada. O
primeiro veículo a transitar na pista federal foi um Gol com placas de
Jaguaruna, que trafegou no trecho de um quilômetro, em mão dupla, no km 381.
A expectativa do DNIT é que a
mudança no tráfego desafogue o intenso movimento de veículos e que não haja
congestionamentos nos finais de semana e no período de veraneio.
Até que o trânsito fosse liberado, filas de aproximadamente dois quilômetros de
extensão se formaram nos dois sentidos da rodovia federal (Norte/Sul) e
estadual (Balneário Rincão/Criciúma).
Mudança surpreende alguns motoristas
Cerca de 10 policiais rodoviários comunicavam-se via rádio para orientar os
motoristas, que se confundiram mesmo com a sinalização. Muitos deles, em vez de
trafegar pela BR-101, seguiram pela alça de acesso ao município de Içara. Por
isso, precisaram entrar no município e cortar a SC-444 para poder retornar à
BR.
Os erros nas conversões causaram lentidão no trânsito e um movimento que se
estendeu até o início da tarde. O policial rodoviário federal Otiliano Walnier
Junior, garante que nos próximos dias haverá policiamento a fim de orientar o
trânsito no local, até que os motoristas se acostumem com as mudanças.
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GERAL
23/12/2006
Radares móveis fiscalizam velocidade na BR-470
Blumenau
O fluxo de veículos deve aumentar 30% hoje tanto na BR-470 quanto na Rodovia
Jorge Lacerda, a SC-470, no Vale do Itajaí.
Pela BR-470, diariamente passam 17 mil veículos. Também vai aumentar a
fiscalização. Tanto a Polícia Militar Rodoviária, responsável pela Jorge
Lacerda, quanto a Polícia Rodoviária Federal, que fiscaliza a BR-470, terão
radares móveis funcionando.
- Vamos agir preventivamente, já que nossa presença inibe os abusos, mas também
vamos punir os motoristas que infringirem as leis de trânsito - avisa a
sargento Cristina Moreira, da PRM.
Diferente de 2005, quando não houve fiscalização com radares móveis, neste ano
não adianta escolher a BR-470 para pisar fundo no acelerador. Uma viatura será
posicionada em locais estratégicos para flagrar os apressados.
A Polícia Rodoviária Federal alerta os motoristas para a realização de obras na
BR-470.
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CIDADE
23/12/2006
Dnit credita resultado a servidor
O superintendente regional do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (Dnit),
José Ribamar Oliveira, disse ontem que deve ser creditado ao trabalho de cada
servidor do órgão, bem como à excelente atuação da bancada rondoniense no
Congresso, todo o reconhecimento pelo sucesso conseguido em 2006. Ao volume de
trabalho desenvolvido no Estado em pouco tempo pelo Dnit
em 2006, Oliveira acrescentou que a garantia de continuidade no próximo ano,
para a qual já estão sendo encaminhadas providências para novas e importantes
obras, como o asfaltamento do trecho final da BR-429, que teve emenda da
deputada Marinha Raupp.
O Dnit conseguiu também, em pouco tempo,
considerados os prazos legais exigidos para a tarefa, deixar toda a malha
viária federal coberta por contratos de manutenção e conservação. Isso
significa que o pesadelo dos buracos nas rodovias,
que infernizava a vida dos motoristas, não deverá se repetir em Rondônia. Até
mesmo para a questão da avenida Imigrantes, na capital, está sendo solucionada,
mesmo com o período chuvoso.
Para o superintentende do Dnit isso é
motivo de satisfação, especialmente para Rondônia.
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CIDADES
23/12/2006
Mais 30% de carros nas rodovias federais de MT
Da Reportagem
O movimento nas estradas
federais de Mato Grosso também aumentou em torno de 30%. Segundo o policial rodoviário
federal, Sebastião da Silva Campos, neste período do ano é comum um crescimento
no fluxo de veículos de particulares nas rodovias.
Porém, devido à crise aérea, o movimento tem sido maior, o que exige mais
atenção dos motoristas, principalmente, os de primeira viagem.
Antes de pegar a estrada, a dica é procurar se informar sobre o trajeto,
condições da estrada e é claro verificar as condições do carro (de preferência
fazer uma revisão) e dos equipamentos como cinto de segurança e extintor de
incêndio.
“A pessoa quando tira sua carteira de habilitação já fica sabendo dos cuidados
que deve tomar na estrada. Quem vai fazer uma viagem longa pela primeira vez
deve redobrar a atenção, de preferência utilizar um mapa da região por onde vai
passar”, disse. Informações podem ser obtidas pelo 191.
Campos lembrou que a PRF intensificou a fiscalização nas estradas
com a Operação Verão, que vai até o dia 4 de março de 2007. Este é o período
mais importante do calendário operacional da PRF, pois engloba feriados importantes
como Natal, réveillon e carnaval, além das férias escolares de janeiro.
Uma equipe da PRF também esteve ontem pela manhã no Terminal Rodoviário de
Cuiabá orientando passageiros sobre a importância do uso do cinto de segurança
nos ônibus. O cinto deve estar disponível em todos os ônibus fabricados a
partir de 1999.
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, no caso de
acidente de ônibus, em que todos os ocupantes usem cinto de segurança, o número
de mortos e feridos pode ser 75% menor comparando com acidente nas mesmas
condições, em que as vítimas não usem cinto. (JD)

POLÍTICA
23/12/2006
Obras e recursos
Construção do Hospital Regional do Cariri: R$
12,5 milhões (Funasa)
- Construção das obras do eixo de integração dos canais 2 e 3, no Pecém: R$ 16
milhões (Ministério da Integração Nacional)
- Implantação do programa Ronda do Quarteirão: R$ 14,5 milhões (Fundo Nacional
de Segurança Pública)
- Construção de trechos da BR-122, entre Fortaleza e Cariri: R$ 15 milhões (Ministério
dos Transportes)
- Construção do Centro Multifuncional Feira de Eventos: R$ 24 milhões
(Ministério do Turismo)
- Construção de espaços culturais em Fortaleza: R$ 7,150 milhões (Ministério da
Cultura)
- Construção do Hospital da Mulher: R$ 7 milhões (Fundo Nacional de Saúde)
- Infra-estrutura urbana nos municípios da região Região Metropolitana: R$ 27
milhões (Ministério das Cidades)
- Adequação de trechos rodoviários de BRs no Ceará: R$ 44,5 milhões (Ministério
das Cidades)
- Implantação dos Centros Vocacionais e Tecnológicos no Ceará e ilhas digitais:
R$ 9,125 milhões (Ministério da Ciência e Tecnologia)
- Implantação de três Cefets de 3º grau, em Aracati, Caucaia e Acaraú: R$ 9,125
milhões (Ministério da Ciência e Tecnologia)
- Infra-estrutura urbana em municípios de até 100 mil habitantes: R$ 6 milhões
(Ministério das Cidades)
- Estruturação de unidades de atenção especializada: R$ 18 milhões (Funasa)
- Saneamento básico: R$ 250 milhões (Funasa)
- Infra-estrutura turística: R$ 6,750 milhões (Ministério do Turismo)
- Turismo religioso para Juazeiro do Norte: R$ 9,250 milhões (Ministério do
Turismo)
- Construção do Centro de Convenções do Crato: R$ 9,5 milhões (Ministério do
Turismo)
- Infra-estrutura hídrica em municípios: R$ 60 milhões (Ministério da
Integração)

POLÍTICA
23/12/2006
Bancada do Ceará garante R$ 339 mi
O relatório de 2007 foi aprovado ontem pelo
Congresso Nacional. Com um aumento de 60% na fatia destinada ao Ceará, que
receberá R$ 339 milhões
Érica Azevedo
Da Redação
O Ceará receberá R$ 339,1 milhões do Orçamento da União de 2007, que foi
aprovado ontem pelo Congresso Nacional. Com relação ao ano passado, houve um
acréscimo de 60% para os recursos destinados ao Estado, o equivalente a 4,5% do
valor total do orçamento do País. Em 2005, o montante recebido dos cofres da
União foi de R$ 211,9 milhões, o que representou 3,68% do orçamento nacional.
O Congresso aprovou 19 emendas ao orçamento para o Ceará. Dentre elas, seis de
interesse do Estado, duas destinadas à administração municipal de Fortaleza,
uma referente aos municípios da Região Metropolitana e as demais designadas a
outros municípios específicos e a interesses gerais do Estado. As emendas
aprovadas para investimentos de interesse do Estado, frutos da promessa de
campanha do governador eleito Cid Gomes (PSB), somam R$ 82 milhões.
Para os empreendimentos de autoria da Prefeitura de Fortaleza, serão liberados
R$ 14,1 milhões no novo Orçamento da União. Do restante dos valores do
orçamento, R$ 27 milhões irão para a Região Metropolitana. Para a realização de
obras de interesse geral do Estado, foram reservados R$ 62,7 milhões. Os demais
municípios para os quais serão ofertadas verbas da União, vão receber, no
total, R$ 144 milhões.
Dos investimentos de interesse do Estado, R$ 12,5 milhões oriundos do Fundo
Nacional da Saúde (Funasa) serão revertidos para a construção do Hospital
Regional do Cariri, uma promessa de campanha de Cid Gomes. Com recursos do
mesmo fundo, será construído o Hospital da Mulher, em Fortaleza - que receberá
R$ 7 milhões -, e ainda serão estruturadas unidades de atenção especializada -
para as quais serão destinados R$ 18 milhões -, e obras de saneamento básico,
que receberão R$ 25 milhões.
O Ministério da Integração irá reverter R$ 16 milhões do orçamento para a
construção das obras de integração dos canais 2 e 3, na região do porto do
Pecém, em São Gonçalo do Amarante, referentes ao projeto de transposição das
águas do rio São Francisco para o Ceará. Para o Departamento Nacional de Obras
contra a Seca (Dnocs), a Pasta ainda destinará R$ 60 milhões para empreendimentos
de infra-estrutura hídrica em municípios do Estado.
Do Ministério das Cidades, virão R$ 27 milhões para obras de infra-estrutura
urbana nos municípios da Região Metropolitana e mais R$ 6 milhões que serão
aplicados em infra-estrutura urbana de municípios cearenses com até 100 mil
habitantes. Para a adequação de trechos rodoviários da BR-304 e BR-122, o Ministério
dos Transportes reverterá R$ 59,5 milhões. Para a
construção de espaços culturais em Fortaleza, serão enviados R$ 7,1 milhões do
orçamento.
Ainda serão revertidos recursos do orçamento para a implantação do programa
Ronda do Quarteirão - R$ 14,5 milhões originados do Fundo Nacional de Segurança
Pública - e para a implantação dos Centros Vocacionais e Tecnológicos, ilhas
digitais e três Centros Federais de Tecnologia (Cefets) em Aracati, Caucaia e
Acaraú - R$ 18,2 milhões, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Do Ministério
do Turismo, R$ 24 milhões servirão para a construção do Centro Multifuncional
Feira de Eventos, R$ 16,2 milhões para a infra-estrutura turística e R$ 9,2
milhões para o turismo religioso em Juazeiro do Norte.
Para o coordenador do comitê de avaliação das emendas da Comissão de Orçamento
do Congresso Nacional, deputado federal Bismarck Maia (PSDB), o crescimento do
valor dos recursos para o Estado é resultado de um trabalho conjunto da bancada
cearense no Parlamento. "Houve um grande empenho da bancada federal
cearense para a aprovação do orçamento para o próximo ano. A bancada realizou
um trabalho muito profícuo", ressaltou.