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OPINIÃO
25/11/2006
Frases
BODE
EXPIATÓRIO
"Põem a culpa na questão ambiental para justificar incompetências de
outras naturezas. Não vamos mais servir de bode expiatório"
CLÁUDIO ROBERTO LANGONE
secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, sobre levantamento do
ministério que contesta a avaliação de que o atraso na concessão de licenças
ambientais seria um dos principais obstáculos a obras nas áreas de energia e transportes, ontem na Folha.
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SONIA RACY
25/11/2006
CRUZ CREDO
Da
série acredite se quiser. Corre em Brasília que o PMDB está disputando a
Agência Nacional de Aviação Civil e a Infraero. Querem que ambas sejam
atreladas ao Ministério dos Transportes ou ainda ao Ministério do Turismo.
Isto é, querem que a trágica situação aeroportuária, hoje sobre as asas do
Ministério da Defesa, piore ainda mais.
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CIDADES
25/11/2006
Sem-terra invadem GRPU
Cerca
de 120 produtores rurais sem-terra invadiram ontem pela manhã a sede da
Gerência Regional de Patrimônio da União (GRPU), órgão do Ministério do
Planejamento, responsável pelas terras do governo federal. A invasão começou
por volta das 5h30, quando os manifestantes chegaram ao prédio do Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), onde fica a GRPU. O grupo reivindica
rapidez para a regularização das terras da Fazenda Chapadinha, entre Sobradinho
e o Lago Oeste. O terreno pertence à União, mas há três anos é ocupado por
quase 200 famílias sem-terra, que se instalaram no local. Os manifestantes
ficaram no gabinete da GRPU até o início da tarde. A GRPU anunciou que irá
renegociar a reintegração de posse da terra para os agricultores.
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GRITA GERAL
25/11/2006
Desnível na rodovia
Uma
depressão no asfalto da BR-070, sentido M Norte/Cocalzinho, chamou a atenção do
servidor público Renato Rômulo dos Santos, 43 anos, morador da Ceilândia.
Segundo ele, em determinados pontos, a pista já está 15cm abaixo do nível e com
rachaduras que colocam em risco os motoristas e os carros que passam pela
rodovia. “Com a chuva temo que a depressão e as rachaduras transformem-se em
crateras.”
# A Superintendência Regional – GO/DF do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Tranportes (Dnit), informa que após inspeção de técnicos da
superintendência foi verificado pequena depressão, devido a uma adutora que
existe sob a rodovia. O desnível será corrigido nos próximos dias.
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OPINIÃO
25/11/2006
A reforma da natureza
Carlos
Marcelo
carlos.marcelo@correioweb.com.br
O Ibama atravanca o desenvolvimento do Brasil porque emperra a concessão de
licenças ambientais que permitam, por exemplo, a construção de usinas em
santuários ecológicos. Em linhas gerais, é o que se tem afirmado em reuniões
quando entra em pauta a necessidade de encontrar medidas necessárias para
garantir um crescimento expressivo para o país — não, Lula ainda não sabe,
depois de quatro anos no Planalto, o que fazer para destravar o Brasil. Parece
que tentará, nos próximos quatro anos, encontrar a resposta.
A postura do presidente, que pede mais uma vez soluções prontas e ignora os
problemas estruturais de um órgão sem servidores em número suficiente nem
salários compatíveis com a relevância da tarefa que executam dentro de um país
de dimensões continentais, não é solitária. Aldo Rebelo, enaltecido esta semana
como o primeiro comunista a assumir interinamente a Presidência da República,
superou o próprio titular. Ao discursar para uma platéia formada por produtores
e parlamentares, o presidente da Câmara dos Deputados esticou o olho grande
para os votos da bancada ruralista em uma eventual reeleição e atacou “a legislação
ambiental muito dura, muito forte para nossos agricultores”. Ganhou aplausos
vigorosos.
Entusiasmado, Aldo prosseguiu na defesa dos sojeiros e criadores de gado
instalados na Amazônia. “Por que não podemos ter pecuária na Amazônia? Não
estou convencido de que não podemos ter. Eu quero saber o porquê”, afirmou.
Enquanto isso, os ecologistas denunciam uma expansão desenfreada das fazendas
na Amazônia, especialmente para o plantio de soja. Se depender de Lula (o
neo-amigo do governador fazendeiro Blairo Maggi) e de Aldo (o neo-amigo dos
ruralistas), a primeira reforma a sair do papel no segundo mandato de ambos não
será a política ou a da previdência. Será a reforma da natureza. Na versão
palaciana da fábula de Monteiro Lobato, contudo, caberá à ministra Marina Silva
apenas o papel de Emília, a boneca de pano. Sem direito a pílula falante.
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CIDADE
25/11/2006
Sem-terra invadem prédio do governo
A
rotina de trabalho dos funcionários da Gerência Regional de Patrimônio da União
(GRPU) foi interrompida pela invasão de cerca de 150 sem-terras que ocuparam os
corredores do órgão. O GRPU fica sediado no prédio do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura Terrestre (Dnit), no Setor de Autarquias Norte. O grupo entrou no local
por volta das 6h30.
Os invasores fazem parte da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar
(Fetrafe). Eles reivindicam posicionamento da GRPU sobre o processo da reforma
agrária da Fazenda Chapadinha, localizada no Lago Oeste. O grupo ocupa, há mais
de dois anos, uma área de 800 hectares, onde 500 hectares são de terra útil.
Segundo a agricultora Socorro Alves, 23 anos, que faz parte do movimento, os
trabalhadores querem apoio na luta por um pedaço de terra. "Pedimos ao
patrimônio da União para que assuma a titularidade de posse", afirmou.
Garantia
Os invasores consentiram em deixar o andar com a garantia da GRPU de que a
Advocacia-Geral da União (AGU) entraria com uma liminar federal pela
reintegração de posse das terras nos próximos dias. Entretanto, prometeram
permanecer no térreo do edifíco até segunda-feira, quando as negociações serão
retomadas.
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Miguel
Ribeiro, o processo de reintegração de posse das terras será intermediado pela
GRPU, mas a questão do assentamento é de competência do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra).
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BRASIL
25/11/2006
Invasão
Cerca
de 150 trabalhadores rurais ligados à Fetraf invadiram ontem o prédio do Dnit, em Brasília; o grupo
quer que o órgão regularize área ocupada pelos agricultores em Sobradinho(DF)
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COLUNAS
25/11/2006
Buracos...
Brasília
Klécio Santo
Em ritmo de despedida do Senado, Leonel Pavan (PSDB) subiu à tribuna para
criticar a falta de investimentos nas rodovias federais de Santa Catarina.
O senador citou os 212 acidentes ocorridos no feriadão de Finados. Pavan
comparou os números com Minas Gerais, cuja malha viária é duas vezes e meia
superior a de SC e contabilizou, no mesmo período 254 acidentes.
...e obras
Insatisfeito com os resultados da Operação Tapa-Buracos, o ministro do TCU,
Augusto Nardes, pretende fiscalizar as obras nas rodovias catarinenses. Nardes
deverá viajar ao Estado até o final do ano. O ministro, porém, irá dedicar
atenção especial à BR-101.
- No caso da 101, já determinamos que sejam aceleradas as obras de
desapropriação, que estão muito lentas - criticou Nardes.
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POLÍTICA
25/11/2006
Muda direção do Dnit em Mato Grosso
Auro
Ida
Da Redação
A primeira sinalização de que o governador Blairo Maggi terá uma participação
decisiva na nomeação dos cargos federais existentes em Mato Grosso foi dada
esta semana. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assinou o ato,
publicado no Diário Oficial da União, nomeando o engenheiro Rui Barbosa Egol
para a superintendência do DNIT em Mato Grosso.
Laércio Pina, que ocupava a função, passará a ser o engenheiro chefe. "Foi
apenas uma inversão de funções", informou o ex-secretário chefe da Casa
Civil, Luiz Antonio Pagot, ao negar que a mudança tivesse conotação política,
como revelou um parlamentar federal para A Gazeta.
Pagot explicou que Rui e Laércio queriam trocar de funções, por razão de
estilo. "Eles não sabiam como fazer isso. Conversei com o ministro, quando
ele esteve em Jangada, que não colocou restrição", ressaltou.
"O ministro Paulo Sérgio disse que gostava dos dois, que são técnicos do Dnit, e que concordava com
a proposta", enfatizou. "O meu papel só foi fazer essa ponte".
Luiz Pagot, no entanto, disse que a mudança será importante porque Rui Engol é
mais operacional do que o seu antecessor.
Segundo ele, o DNIT em Mato Grosso irá ganhar em agilidade e atuará em parceria com
a Secretaria de Infra-Estrutura (Sinfra). Aliás, o governador Blairo Maggi
justificou ao vice-governador eleito Silval Barbosa que não poderia entregar a
Sinfra para ele, porque havia um entendimento com o deputado federal Welligton
Fagundes (PR). E mais: que a manutenção do secretário Vilceu Marchetti fazia parte
desse acordo.
Fagundes era o responsável pelas indicações no DNIT no Estado e teria
aberto mão de manter essa posição, após o entendimento mantido com Maggi. Dessa
forma, Rui Engol teria sido indicado por Pagot e pelo presidente eleito da
Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Mendes.
"Não existe nada disso", assegurou o ex-secretário. "O Mauro
Mendes, por exemplo, está no exterior", revelou. Pagot observou ainda que
a composição dos cargos federais em Mato Grosso ainda nem começou a ser discutida.
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POLÍTICA
25/11/2006
Cassol pede apoio da bancada para emendas
arquivo
obras Cassol entregou ao coordenador da bancada um documento ontem em que pede
inclusão nas emendas do orçamento de recursos para o Estado
O governador Ivo Cassol entregou ao deputado federal Eduardo Valverde, do PT,
coordenador da bancada federal de Rondônia, documento em que pede a inclusão,
nas emendas do Orçamento Geral da União para 2007, de recursos para vários
projetos importantes para o estado. No Ministério da Defesa (Calha Norte), por
exemplo, Cassol pleiteia a liberação de R$ 40 milhões para a realização de
obras de implantação de infra-estrutura em vários municípios do estado. No
Ministério das Cidades, a verba requisitada é de outros R$ 40 milhões para
investimentos em saneamento básico. Na seara do Ministério dos
Transportes foi socilitada emenda também da ordem de R$ 40 milhões para
ampliação e modernização do Porto Graneleiro de Porto Velho.
Na correspondência entregue a Valverde e onde pede apoio de toda a bancada
federal, Ivo Cassol também reivindica outra emenda, no mesmo valor de R$ 40
milhões, do Ministério da Integração Nacional, para obras de controle de
enchentes no estado. O mesmo valor (R$ 40 milhões), é solicitado do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para investimentos em projetos de
desenvolvimento do setor agropecuário. No Ministério das Cidades, o pedido é de
outros R$ 40 milhões para melhoria de infra-estrutura urbana em vários
municípios do estado. Por fim, para a Agência Nacional de Desenvolvimento da
Amazônia – ADA – Cassol reivindicou que a bancada federal inclua no orçamento
de 2007 outros R$ 40 milhões para infra-estrutura e aquisição de máquinas e
equipamentos.
O total de emendas reivindicadas pelo governador rondoniense à bancada federal
chega aos R$ 280 milhões. O documento foi entregue à Valverde na última
quinta-feira.
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ECONOMIA
25/11/2006
Novo porto sai por R$ 500 mi
Juçara
Menezes
Investimentos de R$ 500 milhões, em um período de três a cinco anos, são o
suficiente para construir um novo porto em Manaus, mais moderno e competitivo,
um complexo Porto-Eizof-Aeroporto e adaptar o Aeroporto de Ponta Pelada para a
infra-estrutura de armazenagem e operação.
A estimativa é do presidente da Vantine Solutions, José Geraldo Vantine,
apresentada em reunião na sede da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do
Amazonas), na última quinta-feira.
Na ocasião, Vantine falou sobre o PNLT (Plano Nacional de Logística de
Transporte) para o Amazonas, que objetiva criar e manter instrumentos
logísticos que dêem suporte ao planejamento de intervenções públicas e privadas
na infra-estrutura e na organização dos transportes. Iniciativa do Ministério dos
Transportes em parceria com o da Defesa, o PNLT servirá de referência para
investimentos públicos e privados para os próximos 15 anos.
Jornal do Commercio - Qual a importância do PNLT para o pólo de Manaus?
José Geraldo Vantine - O plano é importante para o país como um todo. Como tem
configuração de ser federativo, dá muito valor às necessidades regionais. Nós
estamos defendendo os projetos de interesse para o Amazonas destes projetos que
vão compor o PNLT. Durante a reunião, validamos as propostas apresentadas junto
ao Ministério
dos Transportes, no dia 13 de julho e que foi validado em Brasília em 15 de
outubro. Na Fieam, validamos novamente para termos certeza que estamos olhando
para o futuro.
JC - O plano apresentado se embasa em que?
Vantine - Apesar do PNLT não olhar para o passado, nós o fizemos para ver o que
deu certo e errado.
Daqui para frente, unindo toda a experiência e competência dos nossos
empresários e executivos aqui do pólo, poderemos validar estes projetos no
Plano para os próximos 15 anos.
JC: Quais os benefícios diretos para o nosso parque industrial, quando o plano
estiver finalizado?
Vantine - O plano não é estático, e sim dinâmico. Portanto, vai contemplar as
obras de infra-estrutura necessárias que, no caso amazonense, são voltadas para
a construção de um novo porto que começaria do zero, integrado à uma área
alfandegária, o Eizof (Entreposto Internacional da Zona Franca de Manaus),
podendo ser adaptado no prédio da antiga Siderama.Outro projeto é de um
aeroporto cargueiro, que pode ser instalado onde hoje é o aeroporto de Ponta
Pelada, se fazendo necessário apenas adaptá-lo adequadamente para a
infra-estrutura de armazenagem e operação.
JC: Valor do projeto e origem dos recursos?
Vantine - Em Manaus, se houver sucesso nas negociações com o Ministério da
Defesa, para a implementação do aeroporto de Ponta Pelada e o complexo Porto do
Ceasa-Eizof-Aeroporto, o montante total será de R$ 500 milhões, em um prazo de
três a cinco anos. Na minha opinião, os recursos deveriam sair da iniciativa
privada, pois são projetos do pólo de Manaus. Comparado com demais projetos que
constam no PNLT de outras regiões, os do Amazonas são projetos de até pouco
investimento. No Nordeste, por exemplo, investir na rodovia Transnordestina requer
o volume de US$ 10 bilhões.
Estrutura atual engessa negócios
JC - Destes empreendimentos, qual o mais urgente?
Vantine - Dos três portos daqui, o Porto Público é o melhor, mas é antigo e sua
localização não permite expansões muito agressivas e não dá para acompanhar o
crescimento do parque industrial. Os outros dois portos são privados e estão
dentro de uma concepção muito individualista, sem pensar no sistema viário.
Eu faria imediatamente o projeto integrado do Porto Ceasa e da
infra-estrutura alfandegada do Eizof, pois são projetos que demoram a ser
feitos. Somente o projeto executivo demanda cerca de dois anos até começar as
obras.
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SONIA RACY
25/11/2006
Subsídios para casa própria dependem do Conselho do FGTS
Direto
da fonte
SONIA
RACY, sonia.racy@grupoestado.com.br
Está ainda em estudos, necessitando da aprovação do Conselho Curador do FGTS, o
pacote idealizado pelo Ministério da Fazenda para a habitação. A idéia, segundo
um assessor do ministério, é alocar R$ 1,6 bilhão por ano, proveniente do
fundo, para subsidiar a casa própria para famílias com renda mensal de até 5
salários mínimos. 'Segundo nossos cálculos, em quatro anos a soma chegaria a R$
6,4 bilhões, que alavancariam um total de financiamento, na próxima gestão do
governo Lula, de algo como R$ 15 bilhões', explica a mesma fonte. Essa quantia
anual de R$ 1,6 bilhão, caso o conselho curador aprove a opção, vai se somar ao
R$ 1,8 bilhão que hoje o governo já gasta para incentivar a moradia da
população de baixa renda. Isto é, os recursos vão dobrar. 'Será algo como 300
mil casas a mais por ano.'
A idealização da modalidade de financiamento - dois terços da prestação
contratada para compra da casa própria - partiu da premissa de que o brasileiro
que ganha até 5 salários mínimos não tem acesso a financiamento bancário. 'Se o
subsídio vier acoplado à prestação, vai tornar viável a operação do banco e o
sistema financeiro vai ter como liberar crédito para esta faixa da população',
diz a fonte da Fazenda.
Pelo que se apurou, no entanto, existem membros do conselho curador que não
concordam com a idéia, por acreditar que o FGTS não deveria ser usado para
tanto. E já estão se sentindo pressionados pelo apelo do ministro Luiz Marinho,
que também quer usar recursos do FGTS para criar um fundo de investimento em
infra-estrutura. As experiências passadas nesse sentido não foram boas. Basta
lembrar do estouro do sistema BNH. A mesma fonte da Fazenda explica que não há
perigo da história se repetir. 'O FGTS tem hoje uma gestão primorosa e
rigorosa. Esse subsídio não vai prejudicar nem as contas do FGTS nem o trabalhador,
quando ele for resgatar seu fundo', garante.
O fato é que o governo Lula aposta no setor de construção como carro-chefe do
crescimento econômico. 'O último boom da construção aconteceu há 20 anos e
desde então o setor patina', diz, justificando a série de medidas que o governo
vem editando para incentivar o setor que, diga-se de passagem, é o que mais
emprega no Brasil. As medidas recentes do crédito imobiliário ensaiam o primeiro
passo em prol de um mercado mais amplo. 'No Brasil, o crédito imobiliário
significa 2% do PIB; no México, 9%; na Espanha, 40%; e nos EUA, nada menos de
69%', compara, defendendo a oportunidade de o Brasil deslanchar no setor de
habitação e construção civil. 'Estamos raspando o fundo do tacho para arrumar
dinheiro, seja para melhorar a qualidade de vida das pessoas, seja porque
apostamos neste setor estratégico.'
IMPRESSÃO DIGITAL
O governo federal está estudando medidas para incentivar novos projetos na área
de bioeletricidade e co-geração de energia elétrica, incluindo a instalação de
centrais de bioeletricidade e comercialização dos créditos de carbono. As
propostas foram analisadas esta semana em reunião do governo com representantes
do setor de máquinas e equipamentos de co-geração.
'Este é um momento certo para se inserir o tema no programa maior que vem sendo
desenvolvido pelo governo', comentou Furlan, referindo-se às medidas que vêm
sendo estudadas pela equipe econômica para estimular o crescimento do Brasil.
NA FRENTE
LUZES
Para o secretário de Energia paulista, Mauro Arce, está correta a decisão da
Aneel de retirar as termoelétricas sem gás da contabilidade de energia
disponível. 'É a mesma coisa que contar com um avião que não tenha querosene
para viajar', comparou ontem.
É claro que isto aumenta o risco de déficit, de racionamento. 'Mas esta é a
realidade.' E certamente aumentará o custo da energia no curto prazo já que
terá que ser substituída por outras mais caras.
LUZES 2
A posição da Aneel provocou atrito com o Ministério de Minas e Energia. 'Este
atrito é muito ruim para o investidor, que já reclama da insegurança
regulatória atual e, agora, assiste, pasmo, a divergências profundas entre o
governo federal e a agência reguladora. Quem vai se dispor a investir?',
pergunta Arce.
Infelizmente, somente o setor público está entrando hoje em licitações do
governo e, ainda assim, em grau insuficiente.
HAJA CONSERVADORISMO
O economista Roberto Macedo notou que foi só em novembro que a previsão do
mercado financeiro para o IPCA anual, publicada semanalmente pelo BC, deixou de
lado o porcentual de 4,5% para 2007, mostrando 4,1%.
'Mesmo assim, continua incoerente com os juros, pois supõe que a inflação vai
subir de 3,1% em 2006 para 4,1% em 2007, e que a Selic vai cair, de 13,25%,
para 12% no mesmo período.'
CRUZ CREDO
Da série acredite se quiser. Corre em Brasília que o PMDB está disputando a
Agência Nacional de Aviação Civil e a Infraero. Querem que ambas sejam
atreladas ao Ministério dos Transportes ou ainda ao Ministério do Turismo.
Isto é, querem que a trágica situação aeroportuária, hoje sobre as asas do
Ministério da Defesa, piore ainda mais.
OPSS ...
Considerações de bancos centrais da Ásia, de que pretendem diversificar a
aplicação de suas reservas, derrubaram ontem o dólar pelo mundo.
Menos no Brasil.
CURTAS
Operadores de mercado não perderam a oportunidade. Segundo eles, o suposto
homem-bomba que invadiu o prédio da Bovespa, ontem, provocando a maior
confusão, seria alguém contratado pelos acionistas minoritários da Telemar .
Assim, a assembléia decisiva da empresa na segunda-feira seria 'implodida'.
Na troca de correspondência nada gentil entre o ministro Silas Rondeau e Jerson
Kelman, da Aneel, vazada na imprensa, uma curiosidade: a carta de Kelman,
endereçada a Rondeau, foi com cópia para a ministra Dilma Rousseff. Por que
será?