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Em 1999, os
navios que trafegaram na cabotagem...
GEORGE VIDOR
26/06/2006
Em 1999, os
navios que trafegaram na cabotagem (fazendo a ligação dos portos brasileiros com o Mercosul)
transportaram cerca de 20 mil contêineres. Em 2005, tal quantidade havia pulado
para 370 mil, uma expansão de 1.750% em menos de uma década. Estudos feitos por
companhias de navegação indicam que o potencial do mercado brasileiro de
cabotagem seria de 1,7 milhão a 2,1 milhões de contêineres por ano, o que
demostra a grande demanda reprimida.
A capacidade dos navios que operam com carga geral na cabotagem (as duas
empresas mais atuantes são a Aliança e a Docenave) está chegando ao limite.
Então necessariamente novos navios terão de ser construídos nos próximos anos,
mas tanto os armadores privados quanto os estaleiros estão na expectativa do
desenrolar da grande encomenda da Transpetro, a subsidiária de transportes da Petrobras, que pretende bater o
martelo ainda este ano.
Vencida a etapa da negociação dos preços, a bola passa para o BNDES, que é o
gestor do Fundo Nacional de Marinha Mercante, financiador da construção naval.
Pela primeira vez deverá ser testado o instrumento do seguro de crédito, criado
em condições similares da construção civil, que só cobrirá o equivalente a 30%
da obra. O banco tem reagido a esse mecanismo, pois quer garantias para a
totalidade da obra, e esse percentual nenhum estaleiro brasileiro tem condições
de oferecer.
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FHC reage a
Lula e diz que PT só ganha em corrupção
Ex-presidente
aceita desafio da comparação e chama petista de "incompetente'
BRASIL
26/06/2006
O PSDB
transformou ontem a convenção paulista do partido em um ato de desagravo a
Fernando Henrique Cardoso. Ao comparar seu governo com o do presidente petista
Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano afirmou que seu sucessor no Planalto ganha
em "corrupção" e em "publicidade".
Anteontem, quando se lançou candidato à reeleição, Lula atacou a gestão tucana
(1995-2002), estimulou o PT a compará-lo com o antecessor e disse que, em três
anos e meio, fez mais do que FHC fez em oito.
FHC respondeu: "Eu quero a comparação do meu governo com o governo atual.
Eu quero, e vou dizer por quê. Teve coisas que eles fizeram mais do que nós:
muita corrupção, os escândalos, aí ganharam. Também gastaram muito. É muita
publicidade, é muita propaganda, é muita palavra para encobrir o nada. Aí,
ganharam", afirmou, em discurso ontem.
A convenção, realizada à tarde na Assembléia Legislativa de São Paulo,
oficializou José Serra candidato ao governo do Estado e contou com a presença
de Geraldo Alckmin, o presidenciável tucano.
O ex-presidente retornou de uma viagem à Itália ainda pela manhã e foi
informado do conteúdo do discurso de Lula, feito na convenção nacional petista
em Brasília anteontem.
Em reunião no diretório estadual do PSDB, antes de chegar à Assembléia, FHC conclamou
o partido a reagir. Ao final da festa, resumiu seu sentimento: "Chega,
alguém tem que dizer a verdade".
O ex-presidente tucano centrou a crítica no aspecto ético e no escândalo do
mensalão, denunciado pela Procuradoria Geral da República.
"Agora, ainda ontem [anteontem], o presidente outra vez veio dizer
"vamos esperar a palavra final da Justiça, enquanto ela não vem, somos
todos iguais". Eu não. Eu não sou igual a essa gente, não. Nós não somos iguais",
afirmou FHC.
Energia e agricultura
Em seguida, o ex-presidente passou a fazer comparações pontuais, começando pela
área de energia. "Vamos falar de uma área que eles gostam de falar. Qual
foi a usina feita por eles que não tivesse sido começada por nós?",
perguntou.
Sobre a agricultura, disse que Lula se aproveitou da situação deixada por seu
governo, mas deu um passo atrás nas questões sanitária e cambial.
"Deixaram o câmbio valorizar demais. Não tiveram interesse em proteger
aquilo que foi a âncora verde do Real, que é a produção agrícola. Agora, se
gabam que estão exportando. Sim, é bom que exportem. O Brasil precisa exportar.
Por que estão exportando? Porque nós acertamos as bases para a produção."
O ex-presidente ressaltou a paternidade de seu governo em programas sociais,
como o Bolsa Escola e o Vale-Gás, unificados no Bolsa-Família, carro-chefe de
Lula na área social. "Eles juntaram tudo isso e aumentaram", disse.
Na educação, FHC citou o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do
Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério). "Quem inventou isso?
Foi o PT? Não, o PT votou contra."
Economia
Mas a crítica pontual mais aguda ficou para a economia: "É uma vergonha
que em um mundo nas condições de hoje, bem diferentes das do meu tempo, o
Brasil não tenha aproveitado a onda para crescer mais. Falavam e ameaçavam.
Mesma coisa: 2,6% [média de crescimento do PIB no primeiro mandato de FHC]. Eu,
com quatro crises financeiras, e eles com um "boom" econômico no
mundo todo. Incompetentes."
Primeiro a discursar após FHC, Alckmin fez a defesa dos tucanos, chamados de
"vozes do atraso" por Lula. "O Fundeb [fundo para o ensino
básico], ficou só na propaganda, como não existe a transposição do São Francisco,
como não existe a Transnordestina, como não existe o Fome Zero, como não existe
o Meu Primeiro Emprego, como não existe o Banco Popular. O que existe é a mentira
reiterada", disse sobre Lula.
Serra também não deixou de defender o legado de FHC, de quem foi ministro:
"Tucano não gosta de lama, não tem nenhuma identidade com pântano, tucano
voa", disse.
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FRASES
BRASIL
26/06/2006
Estão tapando
buracos que fizeram em estradas que foram construídas por nós. Não
construíram um quilômetro de estrada nova. Estão cacarejando sobre ovos postos
por outros
Não é só incompetência, não. Nomearam muito mais do que eu. Tudo que era gente
que era amiga foi nomeada. Todos os bigodes estão lá no governo
A imagem que o Brasil conseguiu lá fora começa a ser danificada. A corrupção
corroeu como cupim as esperanças, que eram nossas também. As esperanças que o
governo atual levantou foram corroídas como um cupim pelo desmazelo, pela
corrupção.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO ex-presidente da República pelo PSDB
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PT é
atrasado nos seus sonhos e métodos, acusa Alckmin
Para tucanos,
candidato mudou discurso e, finalmente, se deu conta de que 'campanha está nas
ruas'
ECONOMIA & NEGÓCIOS
26/06/2006
O candidato
do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, fez ontem na convenção estadual do
partido em São Paulo um dos discursos mais inflamados desde que se lançou na
corrida ao Palácio do Planalto. A fala de Alckmin, feita de improviso,
surpreendeu até mesmo seus interlocutores, que acreditam que, finalmente, o
ex-governador paulista entendeu que a "campanha está nas ruas".
Em resposta a Lula, que ao ser lançado candidato à reeleição no domingo disse
que tucanos e pefelistas representam "as vozes do atraso", Alckmin
afirmou que atraso é o governo do PT. "Ontem eu vi, presidente Fernando
Henrique, o nosso adversário falar do atraso, e nós realmente ficamos tristes
pelos tempos atuais, porque a política do atraso foi o que nós vimos no
Brasil", rebateu. "Política atrasada que não existe mais em nenhum
dos nossos rincões. Essa visão patrimonialista de aparelhamento do Estado",
prosseguiu.
Alckmin disse mais. Falou que o PT de Lula é um partido "atrasado nos seus
sonhos e nos seus métodos" e que faz "política atrasada ao ficar
denegrindo o antecessor." Na seqüência, não deixou de mencionar os
escândalos de corrupção da administração petista, como a recente Operação
Sanguessuga, que detectou desvio de recursos no Ministério da Saúde.
Assim como Fernando Henrique Cardoso fizera antes, o candidato do PSDB ao
Planalto - que não citou Lula uma única vez - disse que o adversário é bom em
propaganda. "Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica), só na propaganda. Como não existe a transposição do São Francisco, a
Transnordestina. Como não existe o Fome Zero, o Primeiro Emprego, o Banco
Popular. O que existe é a mentira reiterada", acusou o tucano.
UNIDADE
A convenção que homologou o nome de José Serra como candidato ao governo de São
Paulo ontem se transformou em um ato de desagravo a FHC e fez com que tucanos
demonstrassem unidade até agora não vista na reta inicial da campanha. Um dos
principais responsáveis pelo discurso afinado, segundo os próprios tucanos, foi
o ex-presidente. FHC viu na fala de Lula anteontem em Brasília a senha para que
os tucanos, enfim, centrassem foco e energia em atacar o adversário, e não a si
mesmos. Alckmin, Serra e Fernando Henrique chegaram juntos à convenção paulista
do PSDB ontem, pouco depois das 13 horas. Antes, se reuniram na sede estadual
do partido para uma conversa, que horas depois pareceu ter surtido efeito, pelo
menos no palco.
Ao contrário da convenção que sacramentou o nome de Alckmin ao Planalto em Belo
Horizonte, no dia 11, o ato de ontem foi marcado por discursos entusiasmados e
troca de afagos até mesmo entre e Alckmin e Serra. Até agora, Serra e o
governador de Minas, Aécio Neves, eram acusados de pouco engajamento na
candidatura nacional do partido. Ontem, Serra emitiu sinal oposto. Hoje,
Alckmin segue em direção a Uberaba para, com Aécio, também dar mostras de que,
desta vez, a unidade do PSDB é para valer.
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Bunge inicia
obras de novo moinho
AGRONEGÓCIOS
26/06/2006
A Bunge
Alimentos deu início ao projeto da construção de um moinho de trigo no Complexo
Industrial e Portuário de Suape (PE), a 33 quilômetros do Recife. A unidade,
que terá capacidade para processar até 850 mil toneladas anuais de farinha de
trigo e pré-misturas, receberá investimentos da ordem de R$ 130 milhões.
O vice-presidente de "food products" da Bunge Alimentos, Murilo Braz
Sant´Anna, afirmou que a unidade de refino, também localizada em Suape, irá produzir
margarinas. Uma central de distribuição para todo o Nordeste também vai operar
no mesmo complexo.
Segundo Sant´Anna, as obras do novo moinho devem começar em 2007. A nova
unidade entrará em operação em 2009. Com o início das operações da nova fábrica,
as atividades do Moinho Recife, localiza na zona portuária da capital
pernambucana, serão desativadas. Nesta unidade, a Bunge processa 500 mil
toneladas anuais de trigo.
"O problema é que hoje esta unidade enfrenta uma série de problemas
operacionais e logísticos pelo fato estar localizada em uma área
predominantemente urbana. Além disso, os equipamentos necessitam de modernização",
afirmou o executivo. As operações do Moinho Recife serão absorvidas pelo novo
empreendimento, apontado como o mais moderno do país. O novo moinho deverá
gerar 220 empregos diretos e outros mil indiretos. Sant´Anna descartou a
possibilidade de utilizar o complexo portuário de Suape como plataforma de
exportações.
Segundo ele, caso o governo do Estado consiga viabilizar a implantação de um
terminal graneleiro na zona portuária, o novo moinho poderá ter sua capacidade
ampliada em até 30%. O governador de Pernambuco Mendonça Filho disse que a
viabilidade de um terminal voltado para a operação de granéis sólidos depende
basicamente da efetivação da ferrovia Transnordestina, obra que já foi
anunciada pelo governo federal.
Na unidade de Suape, a Bunge refina 130 mil toneladas de óleo/ano; produz 110
mil toneladas/ano de margarina; 16 mil toneladas/ano de gorduras vegetais e mil
toneladas/ano de óleo de soja.
Sant´Anna negou que os investimentos da Bunge estejam ligados a uma aposta
exclusiva neste segmento em detrimento de outros, como grãos e adubos, afetados
pela crise agrícola. "Estamos há 100 anos no Brasil e já vimos várias crises.
A situação atual é circunstancial. Tanto é que estamos investindo na construção
de um terminal portuário voltado para escoar a produção de soja em Santos
(SP)".
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O “já
ganhou” e a velha agenda
NAS ENTRELINHAS
26/06/2006
Emerge a
agenda do futuro governo. Cairá no colo de quem vencer as eleições. São velhas
contingências contra as quais a bajulação pouco pode fazer.
O favoritismo
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições, fruto de uma
estratégia de fortalecimento do projeto de reeleição, gerou um “já ganhou” sem
precedentes em torno do poder. Parece até que as eleições no Brasil são
decididas de véspera, que não existe luta real pelo poder. E que seu governo
não mereceria contestação.
Está todo mundo de salto alto no Palácio do Planalto. Mesmo o presidente Lula,
como revelou a convenção do PT, exibe sinais daquela soberba que pode deitar
tudo a perder. No meio do “já ganhou”, entretanto, emerge a agenda do futuro
governo. Cairá no colo de quem vencer as eleições. São velhas contingências
contra as quais a bajulação pouco pode fazer.
Gastos públicos
A capacidade de investimento do governo está muito abaixo das necessidades do país,
cuja infra-estrutura não suportaria as taxas de crescimento que os candidatos
prometem na campanha. O presidente Lula pode inaugurar pedra fundamental e
visitar canteiros de obras, mas essa é a dura realidade. O prestígio obtido ao
redirecionar os gastos públicos para as parcelas mais pobres da população
também não resolve o problema. A focalização do gasto social – um estratagema
social-liberal, diga-se de passagem —, sem geração de emprego na mesma escala,
é um beco sem saída a longo prazo. Seu efeito multiplicador na economia é
limitado. Como emancipar 9 milhões de famílias dependentes do governo sem
promover arranjos produtivos locais, nem fazer o país crescer a taxas mais
elevadas? Esse é o dilema.
Taxa de juros
Meta de inflação, câmbio flutuante e superávit fiscal — santíssima trindade da
política econômica. O eixo das três variáveis é a taxa de juros, altíssima no
Brasil. Beneficiado por uma conjuntura internacional favorável e outros
pressupostos que herdou do governo anterior (privatizações, reforma bancária
etc.), o presidente Lula faturou a estabilidade da moeda, o reaquecimento da
economia, o saldo comercial e a desdolarização da dívida pública. Mas a
economia mundial manda sinais preocupantes e o Brasil cresce modestamente. A
taxa de juros é um garrote para o setor produtivo. Baixar os juros para mudar a
economia é um desafio. Exige competência técnica e credibilidade política. E
aquela audácia que, segundo Maquiavel, falta a quem já está no poder.
Previdência
A crise da Previdência está sendo empurrada com a barriga pelo governo, que não
conseguiu reduzir seu déficit e, muito menos, acabar com as filas do INSS. Os
assalariados do setor privado já passaram pelo triturador da reforma
previdenciária. As centrais sindicais ainda sonham com seus próprios fundos de
previdência. Os servidores do setor público, com mais capacidade de resistência,
principalmente a alta burocracia, bloqueiam qualquer medida que possa
sacrificar suas corporações. Como sempre, a corda pode arrebentar do lado mais
fraco. Toda hora aparece alguém do governo para propor a desvinculação das
aposentadorias do aumento do salário-mínimo.
Privatizações
O tema está mais vivo do que nunca. Tanto é assim que não apareceu nenhum
petista propondo a estatização ou o apoio à autogestão da Varig, uma empresa
aérea pioneira, nacional, estratégica para o país. O governo Lula aposta suas
fichas nas parcerias público-privadas, que não saíram do papel. É uma forma de
continuar o programa de privatizações, através da exploração em regime de concessão
das principais rodovias do país, estradas de ferro, portos e hidrelétricas. Se o rombo da
Previdência não for resolvido, porém, mais cedo ou mais tarde os ativos
públicos entrarão roda.
Parlamentarismo
A verticalização, com a cláusula de barreira, está provocando um terremoto no
regime partidário brasileiro. Isso não acontece por caso. Os quatro grandes
partidos do país — PT, PMDB, PFL e PSDB — apostaram no enxugamento do número de
partidos, com apoio do Judiciário e do Executivo. O realinhamento de forças
ocorrerá após a eleição, levando em conta o desempenho eleitoral de cada um.
Porém, as relações do governo Lula com o Congresso Nacional e o comportamento
de alguns grandes partidos — como o PMDB e o PFL — revelam que o
parlamentarismo no Brasil está vivíssimo. Dizer que isso é conversa das elites,
só para descartar o assunto, é tapar o sol com a peneira. Cada vez mais, no
regime atual, o governo é obrigado a barganhas nebulosas com o Congresso. A
tese de um grande partido para um grande líder é sinal de que a barganha
começou.
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TRÁFEGO
LIBERADO
Reabertura da
BR-364 tem festa e comemoração: em alguns dias, a vida do Vale do Juruá muda
completamente
ARTE FINAL
26/06/2006
Há oito anos,
o governo faz cada vez mais e bem feito". Com essa frase, o governador em
exercício, Binho Marques, declarou reaberta ao tráfego BR-364 desde Sena
Madureira até Cruzeiro do Sul. A expressão foi completada por um "podem
seguir viagem", proferida às 15h desta sexta-feira pelo engenheiro Cezário
Braga, diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre),
seguida de gritos de alegria, bonés e chapéus para o alto e correria dos
motoristas para os caminhos que aguardavam ansiosamente pela autorização para
passar pela balança do Deracre, em Sena Madureira.
De acordo com Binho e o senador Tião Viana, a reabertura da BR-364 possui um
significado muito mais profundo que a simples ligação viária de um ponto e
outro do Estado: é a concretização da esperança de um povo que passa a maior
parte do ano isolado de amigos e familiares, e alijado da relação cultural e
econômica que se estabelece na sua própria terra.
"Além da questão da segurança alimentar, que é outra a partir de agora
porque as pessoas vão poder comprar alimentos muito mais baratos. Algo que
custava R$ 7 reais o quilo passa a custar R$ 1,50", diagnosticou Tião
Viana, que além da festa da BR fez uma prestação de contas de seu mandato ao
povo de Sena Madureira.
A liberação da rodovia é um processo que está em andamento há muito tempo. Há
cerca de dois meses, o governador Jorge Viana lançou uma megaoperação que
culminou com a recuperação básica do trecho entre Sena e Cruzeiro, atuando
também com serviços de manutenção em toda a malha viária do Estado.
Juventude e integração
Tião Viana acredita que até o final deste ano, o governo da floresta esteja
concluindo a integração rodoviária definitiva das cidades do Vale do Juruá, e
vê que a reabertura da BR pelo oitavo ano consecutiva é um marco nesse
processo.
"Vejo a juventude daquelas cidades ávida por compartilhar suas
experiências, economias, promovendo a integração social e cultural", disse
o senador.
Cerca de 600 pessoas ainda trabalham na capina e manutenção de 1.034
quilômetros de rodovias estaduais e federais no Acre,
utilizando a força de cerca de 130 equipamentos leves e pesados. O governo do
Estado investe mais de R$ 10 milhões ness megaoperação, sendo que R$2 milhões
são aplicados diretamente nos serviços da BR-364. Os recursos são em parte
provenientes do governo federal através do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura Terrestre (Dnit).
Atualmente, há 70 máquinas e mais de 100 homens trabalhando na BR-364.
"Desde que assumimos o governo, realizamos manutenção preventiva nas estradas e rodovias mesmo no período de chuva. Agora, no verão, o trabalho fica
mais fácil, mas antes arranjavam desculpas dizendo que só dava para trabalhar
alguns meses do ano", disse, naquele ato, o governador Jorge Viana.
A reabertura da BR-364, o trabalho de tapa-buraco e a conservação das demais rodovias e estradas estão sendo executados por 15 empresas. A previsão é de que
dezenas de outras vagas sejam ofertadas de maneira indireta.
A garantia de liberação do tráfego da rodovia fez saltar de pouco mais de três
mil toneladas para quase dez mil toneladas o transporte de material de
construção desde Sena até as cidades ao longo da BR, o que se constitui um
poderoso indicativo de que há aquecimento comercial. As viagens de ônibus mais
que dobraram nos últimos três anos e o número de veículos de passeio que
utilizaram a 364 entre 2003 e 2005 saiu de 1,2 mil para 2,6 mil veículos. Os
dados apontam grande incremento no turismo naqueles municípios.
O maquinário que recuperou o trecho entre Sena e Feijó se manteve de plantão na
região do rio Purus, perto de Manoel Urbano, para acelerar liberação ao tráfego
naquela região mesmo antes do prazo planejado.
"Em 2004, passaram pela BR-364 até Cruzeiro do Sul 11 toneladas de cargas
e no ano passado já foram 27 mil toneladas de vários produtos, o que expressa a
confiança na garantia de que a BR será reaberta", observou Sergio
Nakamura, diretor do Deracre. As ações do Deracre mantém um sistemático
processo de manutenção de balsas - seis no total, desde Sena até Cruzeiro, nos
rios Purus, Envira, Tarauacá, Gregório, Tauari e Juruá.
Fiscalização
A fiscalização será intensa na BR reaberta. Há três postos de vigilância
sanitária, fiscal e policial ao longo da rodovia. Segundo o Deracre, a medida
serve para garantir a segurança dos viajantes e permitir melhor controle do
Estado nos vários aspectos. Binho afirma que o Estado e seus organismos têm
atuado cada vez com mais eficiência nas rodovias.
Mais alimentos para o Juruá
De acordo com a maioria dos 40 motoristas que mantinham os caminhões na fila da
balança do Deracre esperando a liberação da BR, 90% das cargas são de arroz,
feijão e produtos alimentícios de grande durabilidade. A menor parte refere-se
a outras mercadorias, como artigos de vestuários e utensílios domésticos.
Os motoristas deixaram o local de pesagem - o Deracre estabeleceu limite de
seis toneladas por caminhão -na tarde desta sexta-feira e devem chegar à
Cruzeiro do Sul até domingo porque irão viajar com cuidado. O vice-governador
Binho Marques alertou para os cuidados que devem ser tomados durante a viagem,
pedindo aos motoristas que ajudem na conservação da estrada, de modo que possa
permanecer o maior tempo possível aberta ao tráfego.
Tião Viana garante mais R$ 83 milhões
"Todos os projetos vinculados à questão da malha viária são resultado de
uma grande união de esforços", afirmou Binho, apontando para os
parlamentares que se faziam presentes à cerimônia de reabertura da BR-364, e
lembrando que muitos outros deputados e senadores, como Tião Viana e Sibá
Machado, foram fundamentais para o aporte de recursos que viabilizam a manutenção
e conservação de rodovias -além, é certo, das estradas intermunicipais e coletoras.
"E vocês que estão aqui tenham certeza: o presidente Lula é o que mais
ajudou o Acre até hoje e não sei se vai aparecer outro tão amigo do Acre",
lembrou Binho, ao comentar que o trabalho dos aliados tem sido essencial para a
governabilidade do Estado.
De seu lado, Tião Viana anunciou que através da atuação da bancada o governo
federal deve destinar R$ 83 milhões para as estradas do Acre, com ênfase na continuidade das obras da BR-364.
"É tudo graças à parceria que mantemos com todos, da bancada ao presidente
Lula, que muito tem ajudado o Acre. Antigamente, para se conseguir R$ 2 milhões
para as BRs do Acre era uma luta e hoje nós podemos comemorar porque os
recursos são maiores", disse Viana.
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Pesquisa mostra
eleição indefinida em MS
POLÍTICA
26/06/2006
A pesquisa
espontânea realizada pela Tendência para o Correio do Estado/TV Campo Grande
mostra que as eleições para governador ainda não estão definidas em Mato Grosso
do Sul. Se na estimulada, o pré-candidato do PMDB, ex-prefeito de Campo Grande
André Puccinelli, obteve 53,6% das intenções de voto, somente 16,6% dos
eleitores consultados manifestaram espontaneamente o desejo de votar em sua
candidatura para o Governo do Estado. Enquanto o pré-candidato do PT, senador
licenciado Delcídio do Amaral recebeu apoio espontâneo de 5,4% dos eleitores
entrevistados no Estado. Na estimulada, ele obteve 24,1% das intenções de voto
na corrida eleitoral para o Governo do Estado.
Diante deste cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul, na pesquisa espontânea, a
diferença que separa Delcídio, em segundo lugar, d André, que lidera a corrida
eleitoral, é de apenas 11,2 pontos percentuais, enquanto na estimulada a margem
que separa os dois é de 29,5 pontos percentuais.
Outro dado que comprova a indefinição do processo eleitoral em Mato Grosso do
Sul é o alto índice de 75,1% de indecisos ou dos eleitores que não votariam em
nenhum dos candidatos. Só em relação aos eleitores que ainda não sabem em quem
vão votar nas eleições somam 73%. Os entrevistados que manifestaram a intenção
de não votar em nenhum candidato é de 2,1%. Estes números são indicativos que
poucos eleitores (22%) já definiram em quem vão votar para governador do
Estado.
Tanto Delcídio quanto André deverão explorar a sua campanha sobre os eleitores
indecisos verificados pela pesquisa da Tendência para definir a eleição para
governador de Mato Grosso do Sul.
Além de Delcídio e André, outros nomes foram citados na pesquisa espontânea. Só
que são de políticos que estão fora da disputa eleitoral, como é o caso do
governador José Orcírio dos Santos (PT) que está encerrando o segundo mandato.
Ele foi lembrado por 1,6% dos eleitores consultados que desejam vê-lo por mais
um mandato no Governo do Estado. Mas legalmente está impedido de concorrer ao
terceiro mandato.
Até o ex-governador Marcelo Miranda (PL) e atual diretor-geral regional do DNIT (Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) recebeu a manifestação de apoio de 0,1%. Ele foi o
segundo governador de Mato Grosso do Sul nomeado pelo presidente do regime
militar, general Ernesto Geisel, depois da divisão do Estado de Mato Grosso.
Mas não durou muito no cargo. Ele foi demitido pelo presidente João Baptista
Figueiredo e voltou depois pelo voto direto.
O mesmo índice de intenção de voto recebeu o prefeito de Campo Grande, Nelsinho
Trad (PMDB), o deputado estadual Raul Freixes (PTB) e o ex-deputado estadual
Sandro Fabi, que é de Corumbá.
Todos os citados que não são candidatos a governador somam 2,9% das intenções
de voto, onde se incluem as legendas do PT, do PDT e do PSOL.
Para esta pesquisa, a Tendência consultou 1.200 eleitores em 30 municípios de
16 a 21 deste mês. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou
para menos.
Novos números
A tendência é dos números sobre o desempenho dos pré-candidatos sofrerem
alterações depois que se iniciar a campanha eleitoral. Nas próximas pesquisas
deverão aparecer infográficos com nomes de candidatos que estarão realmente
concorrendo ao Governo do Estado.
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Empresários
discutem BR-280 novamente
OBSERVATÓRIO
26/06/2006
Com o
objetivo de somar forças na discussão de um projeto comum, a duplicação da
BR-280, no ponto de ligação com a rodovia do Arroz, as associações comerciais
de Jaraguá do Sul e de Guaramirim, juntamente com a Associação das Micros e
Pequenas Empresas do Vale do Itapocu (Apevi), realizam plenária conjunta
amanhã, às 18 horas, na sede da Aciag, com a presença do engenheiro João José
dos Santos, coordenador da 16ª Unidade de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit) em Santa Catarina, acompanhado de assessores. Conforme
o presidente da Acijs, Paulo César Chiodini, trata-se de uma pauta com
amplitude regional, e a presença de empresários ligados às duas entidades dará
representatividade ainda maior ao pleito que envolve a duplicação da BR-280 e
na discussão de pendências relacionadas ao projeto. "Será uma oportunidade
de abordarmos as questões relativas à duplicação da BR-280, na sua ligação com
a Rodovia do Arroz, e outros investimentos
previstos ainda em 2006 para a região", assinala Chiodini.

Petrobras
instalará navios no Pecém
O terminal de
regaseificação que a Petrobras instalará no Porto do Pecém receberá Gás Natural
Liquefeito (GNL) de navios e farão a regaseificação, injetando em seguida o
insumo na rede de dutos
ECONOMIA
26/06/2006
A Petrobras
optou pela instalação de navios fixos de estocagem e regaseificação (FSRU, do
inglês floating storage and regasification unit) na construção dos terminais de
regaseificação do Ceará, no Porto
do Pecém, e do Rio de Janeiro, previstos para setembro de 2008. Estas unidades
receberão o Gás Natural Liquefeito (GNL) de navios supridores e farão a
regaseificação, injetando em seguida o insumo na rede de dutos.
O presidente da Companhia de Gás do Ceará (Cegás), José Rego Filho, disse que
essa é a concepção do projeto que está na fase de negociação que diz respeito à
contratação dos navios e do gás. O terminal do Ceará irá abastecer a Região
Nordeste com o processamento de sete milhões de metros cúbicos por dia.
O critério escolhido para determinar o tipo de infra-estrutura foi o tempo. O
gerente comercial da Transpetro, Clovis Garzia, informou à imprensa de São
Paulo, que a construção de um terminal convencional em terra demoraria de cinco
a sete anos para iniciar operação comercial. E que hoje no mundo existem apenas
três empresas capazes de implantar um projeto desse porte e todas estão
contratadas no momento.
Para cumprir o prazo, a Petrobras não encomendará a construção dos navios. A
idéia da estatal é contratar um estaleiro para adaptar um navio antigo - de 20
a 25 anos de existência - para estocar e regaseificar o GNL, o que levaria 20
meses para ser concluído. A construção de um novo demoraria, no mínimo, três
anos.
José Rego diz que a opção pela regaseificação ao invés da construção do
gasoduto Gasfor II (uma duplicação paralela ao Guamaré-Pecém), um aporte de US$
1 bilhão, foi motivada pelo volume que a empresa quer garantir, o investimento
e tempo de execução menores. Destaca que o terminal de regaseificação vai
assegurar o abastecimento das duas usinas termoelétricas do Pecém (Termoceará e
Central Geradora Termoelétrica Fortaleza - Endesa Fortaleza), do projeto da
usina siderúrgica do Ceará (Ceara Steel), além de reforçar o contrato comercial
com a Cegás de 500 mil metros/dia.
O aspecto da flexibilidade foi outro ponto citado por Garzia para justificar a
escolha pelo FSRU. "A construção de um terminal convencional demanda
volumosos investimentos, que precisam ser remunerados. Como o mercado
brasileiro de gás ainda é recente, a descoberta de um novo campo de gás poderia
inviabilizar os terminais", explicou Garzia ao jornal DCI São Paulo. A estatal
negocia para que o prazo de contratação do navio seja de 10 anos.
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BR-174 em
estado crítico em dois trechos
CIDADES
26/06/2006
As condições
de tráfego na BR-174 são críticas em dois pontos, um no trecho sul, próximo de
Caracaraí, e outro no trecho norte, próximo de Pacaraima. Parte da pista
próximo da ponte de Caracaraí está submersa pela água. O rio transbordou,
atravessou a mata e deixou cerca de 900 metros da pista debaixo d’água.
É complicado o trânsito de veículos para quem percorre o trecho Boa
Vista/Manaus. A Defesa Civil esteve no local fazendo levantamento e adverte
sobre a possibilidade de rompimento da estrada, devido ao grande volume de
água. “Se permanecer submersa, pode causar danos à pavimentação”, disse Kleber
Gomes.
O local ficará sob monitoramento até que o nível do rio abaixe e possa ser
feita uma avaliação mais precisa sobre os danos. Os condutores passam com muito
cuidado e à noite as condições de tráfego ficam mais perigosas.
PACARAIMA - No sábado pela manhã, um dos lados da BR-174 entre Boa
Vista/Pacaraima, na altura do quilômetro 716, teve que ser interditado devido a
uma cratera que se abriu no asfalto impedindo os veículos de passarem.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o buraco já havia recebido reparos
há pelo menos duas semanas pelo 6o Batalhão de Engenharia e Construção (BEC).
Mas, devido às chuvas, ocorreu nova erosão no local, desta vez com abertura da
pista impedindo a passagem de veículos de um lado da pista.
A informação é de que no local há um bueiro que dá vazão a água que passa por
debaixo da pista. A preocupação é que haja um rompimento desse trecho, devido à
enxurrada, provocando o isolamento total da rodovia.
Técnicos da Secretaria de Infra-Estrutura do Estado foram acionados para irem
ao local e avaliar a situação no final de semana. A rodovia foi sinalizada pela
PRF, que está fazendo o monitoramento.
Segundo a Polícia Rodoviária, o tráfego está ocorrendo normalmente, mesmo com
isolamento de uma via. A recomendação é que os motoristas tenham cuidado ao
trafegar nesse trecho, devido à curva próxima ao local, que requer a redução de
velocidade.
Por ser uma obra que vem sendo executada pelo 6o BEC, os reparos para
desbloqueio da pista devem iniciar somente hoje pelo Exército.
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Buracos
causam acidente na estrada
CIDADES
26/06/2006
Trafegar pela
BR 174 virou sinônimo de perigo constante. Renato Bandeira de Melo, 27, que
presta serviço a uma empresa de engenharia, foi mais uma das vítimas de
acidentes na estrada, no último sábado.
Por volta das 11 horas, ele trafegava de carro, sentido Município de
Iracema/Boa Vista, quando, ao tentar desviar de um buraco na pista, capotou o
seu veículo.
“Fui tentar sair de um buraco e caí em outro”, relatou ao detalhar que freou
bruscamente para evitar o buraco, mas foi surpreendido por outro mais à frente.
Com ferimentos leves, mas bastante assustado, Renato disse que “a buraqueira na
estrada” é um perigo porque não há sinalização e qualquer desvio de atenção
pode causar danos maiores. “Por sorte não aconteceu o pior”, disse.
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TRT suspende
demissões da ALL
Empresa que
adquiriu a Brasil Ferrovias deverá negociar em 15 dias
ECONOMIA
26/06/2006
O juiz Carlos
Eduardo Oliveira Dias, da 1 Vara do Tribunal Regional Trabalhista (TRT), de
Campinas, suspendeu temporariamente, na última sexta-feira, as 113 demissões
feitas pela empresa América Latina Logística (ALL), que adquiriu recentemente a
Brasil Ferrovias. Na audiência, realizada na
sexta-feira à tarde, cerca de 120 pessoas compareceram ao tribunal para
acompanhar a reunião pedida pela própria ALL ao juiz. Hoje, às 14h, a ALL
deverá se reunir com o Sindicato Paulista para tratar do assunto, segundo
Waldemar Raffa, representante sindical.
Segundo o Sindicato dos Ferroviários Paulista, a intenção da ALL era negociar a
multa que ela seria obrigada a pagar, de R$ 1,8 milhão, por não indenizar por
tempo de serviço os funcionários demitidos. Mas, segundo a ALL, a audiência
pedida tinha o objetivo de dar “explicações individuais sobre os critérios e
condições adotadas” nas demissões dos 113 funcionários que não estavam
contemplados na cláusula 4.49.
No prazo de 15 dias, a ALL deverá negociar com funcionários e sindicatos a
questão, enquanto os 113 funcionários estão desobrigados a comparecer ao
trabalho. Na audiência de sexta havia representantes dos sindicatos dos
engenheiros e dos ferroviários (Ferrovias
Paulista e Mogiana).
Em nota enviada à reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN), a empresa
declara que “entende ser inaplicável para este grupo a referida causa, que
trata de indenização por cada ano de trabalho. A empresa ressalta que os 1.926
colaboradores desligados em seu plano de reestruturação estão recebendo
integralmente e de uma só vez os valores aos quais têm direito por lei.”
De acordo com a ação civil proposta ao Ministério Público do Trabalho e acatada
pelo mesmo juiz, no termo de ajuste e conduta a ALL estaria obrigada a indenizar
os funcionários, sob pena de pagar multa. Esses 113 funcionários estão dentro
dessa situação contratual. No processo de junção da ALL com a Brasil Ferrovias já foram demitidos 1,9 mil
funcionários do grupo Brasil Ferrovias
nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e também no Mato Grosso do Sul.
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Ferrovias
SERVIÇOS
26/06/2006
A União
liberou mais R$ 93 milhões do Orçamento Geral da União para a continuação das
obras da Ferrovia Norte-Sul. De acordo com o
superintendente de construção da Valec (empresa responsável pela construção da
ferrovia), André Luis de Oliveira, até o final do ano a estrada de ferro deve
chegar a Araguaína