O GLOBO - RJ

Em 1999, os navios que trafegaram na cabotagem...

GEORGE VIDOR
26/06/2006

Em 1999, os navios que trafegaram na cabotagem (fazendo a ligação dos portos brasileiros com o Mercosul) transportaram cerca de 20 mil contêineres. Em 2005, tal quantidade havia pulado para 370 mil, uma expansão de 1.750% em menos de uma década. Estudos feitos por companhias de navegação indicam que o potencial do mercado brasileiro de cabotagem seria de 1,7 milhão a 2,1 milhões de contêineres por ano, o que demostra a grande demanda reprimida.

A capacidade dos navios que operam com carga geral na cabotagem (as duas empresas mais atuantes são a Aliança e a Docenave) está chegando ao limite. Então necessariamente novos navios terão de ser construídos nos próximos anos, mas tanto os armadores privados quanto os estaleiros estão na expectativa do desenrolar da grande encomenda da Transpetro, a subsidiária de
transportes da Petrobras, que pretende bater o martelo ainda este ano.

Vencida a etapa da negociação dos preços, a bola passa para o BNDES, que é o gestor do Fundo Nacional de Marinha Mercante, financiador da construção naval. Pela primeira vez deverá ser testado o instrumento do seguro de crédito, criado em condições similares da construção civil, que só cobrirá o equivalente a 30% da obra. O banco tem reagido a esse mecanismo, pois quer garantias para a totalidade da obra, e esse percentual nenhum estaleiro brasileiro tem condições de oferecer.

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

FHC reage a Lula e diz que PT só ganha em corrupção

Ex-presidente aceita desafio da comparação e chama petista de "incompetente'

BRASIL
26/06/2006

O PSDB transformou ontem a convenção paulista do partido em um ato de desagravo a Fernando Henrique Cardoso. Ao comparar seu governo com o do presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano afirmou que seu sucessor no Planalto ganha em "corrupção" e em "publicidade".

Anteontem, quando se lançou candidato à reeleição, Lula atacou a gestão tucana (1995-2002), estimulou o PT a compará-lo com o antecessor e disse que, em três anos e meio, fez mais do que FHC fez em oito.

FHC respondeu: "Eu quero a comparação do meu governo com o governo atual. Eu quero, e vou dizer por quê. Teve coisas que eles fizeram mais do que nós: muita corrupção, os escândalos, aí ganharam. Também gastaram muito. É muita publicidade, é muita propaganda, é muita palavra para encobrir o nada. Aí, ganharam", afirmou, em discurso ontem.

A convenção, realizada à tarde na Assembléia Legislativa de São Paulo, oficializou José Serra candidato ao governo do Estado e contou com a presença de Geraldo Alckmin, o presidenciável tucano.

O ex-presidente retornou de uma viagem à Itália ainda pela manhã e foi informado do conteúdo do discurso de Lula, feito na convenção nacional petista em Brasília anteontem.

Em reunião no diretório estadual do PSDB, antes de chegar à Assembléia, FHC conclamou o partido a reagir. Ao final da festa, resumiu seu sentimento: "Chega, alguém tem que dizer a verdade".

O ex-presidente tucano centrou a crítica no aspecto ético e no escândalo do mensalão, denunciado pela Procuradoria Geral da República.

"Agora, ainda ontem [anteontem], o presidente outra vez veio dizer "vamos esperar a palavra final da Justiça, enquanto ela não vem, somos todos iguais". Eu não. Eu não sou igual a essa gente, não. Nós não somos iguais", afirmou FHC.

Energia e agricultura
Em seguida, o ex-presidente passou a fazer comparações pontuais, começando pela área de energia. "Vamos falar de uma área que eles gostam de falar. Qual foi a usina feita por eles que não tivesse sido começada por nós?", perguntou.

Sobre a agricultura, disse que Lula se aproveitou da situação deixada por seu governo, mas deu um passo atrás nas questões sanitária e cambial. "Deixaram o câmbio valorizar demais. Não tiveram interesse em proteger aquilo que foi a âncora verde do Real, que é a produção agrícola. Agora, se gabam que estão exportando. Sim, é bom que exportem. O Brasil precisa exportar. Por que estão exportando? Porque nós acertamos as bases para a produção."

O ex-presidente ressaltou a paternidade de seu governo em programas sociais, como o Bolsa Escola e o Vale-Gás, unificados no Bolsa-Família, carro-chefe de Lula na área social. "Eles juntaram tudo isso e aumentaram", disse.

Na educação, FHC citou o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério). "Quem inventou isso? Foi o PT? Não, o PT votou contra."

Economia
Mas a crítica pontual mais aguda ficou para a economia: "É uma vergonha que em um mundo nas condições de hoje, bem diferentes das do meu tempo, o Brasil não tenha aproveitado a onda para crescer mais. Falavam e ameaçavam. Mesma coisa: 2,6% [média de crescimento do PIB no primeiro mandato de FHC]. Eu, com quatro crises financeiras, e eles com um "boom" econômico no mundo todo. Incompetentes."

Primeiro a discursar após FHC, Alckmin fez a defesa dos tucanos, chamados de "vozes do atraso" por Lula. "O Fundeb [fundo para o ensino básico], ficou só na propaganda, como não existe a transposição do São Francisco, como não existe a Transnordestina, como não existe o Fome Zero, como não existe o Meu Primeiro Emprego, como não existe o Banco Popular. O que existe é a mentira reiterada", disse sobre Lula.

Serra também não deixou de defender o legado de FHC, de quem foi ministro: "Tucano não gosta de lama, não tem nenhuma identidade com pântano, tucano voa", disse.

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

FRASES

BRASIL
26/06/2006

Estão tapando buracos que fizeram em estradas que foram construídas por nós. Não construíram um quilômetro de estrada nova. Estão cacarejando sobre ovos postos por outros

Não é só incompetência, não. Nomearam muito mais do que eu. Tudo que era gente que era amiga foi nomeada. Todos os bigodes estão lá no governo

A imagem que o Brasil conseguiu lá fora começa a ser danificada. A corrupção corroeu como cupim as esperanças, que eram nossas também. As esperanças que o governo atual levantou foram corroídas como um cupim pelo desmazelo, pela corrupção.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO ex-presidente da República pelo PSDB

 

 

 

 

 

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

PT é atrasado nos seus sonhos e métodos, acusa Alckmin

Para tucanos, candidato mudou discurso e, finalmente, se deu conta de que 'campanha está nas ruas'

ECONOMIA & NEGÓCIOS
26/06/2006

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, fez ontem na convenção estadual do partido em São Paulo um dos discursos mais inflamados desde que se lançou na corrida ao Palácio do Planalto. A fala de Alckmin, feita de improviso, surpreendeu até mesmo seus interlocutores, que acreditam que, finalmente, o ex-governador paulista entendeu que a "campanha está nas ruas".

Em resposta a Lula, que ao ser lançado candidato à reeleição no domingo disse que tucanos e pefelistas representam "as vozes do atraso", Alckmin afirmou que atraso é o governo do PT. "Ontem eu vi, presidente Fernando Henrique, o nosso adversário falar do atraso, e nós realmente ficamos tristes pelos tempos atuais, porque a política do atraso foi o que nós vimos no Brasil", rebateu. "Política atrasada que não existe mais em nenhum dos nossos rincões. Essa visão patrimonialista de aparelhamento do Estado", prosseguiu.

Alckmin disse mais. Falou que o PT de Lula é um partido "atrasado nos seus sonhos e nos seus métodos" e que faz "política atrasada ao ficar denegrindo o antecessor." Na seqüência, não deixou de mencionar os escândalos de corrupção da administração petista, como a recente Operação Sanguessuga, que detectou desvio de recursos no Ministério da Saúde.

Assim como Fernando Henrique Cardoso fizera antes, o candidato do PSDB ao Planalto - que não citou Lula uma única vez - disse que o adversário é bom em propaganda. "Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), só na propaganda. Como não existe a transposição do São Francisco, a Transnordestina. Como não existe o Fome Zero, o Primeiro Emprego, o Banco Popular. O que existe é a mentira reiterada", acusou o tucano.

UNIDADE
A convenção que homologou o nome de José Serra como candidato ao governo de São Paulo ontem se transformou em um ato de desagravo a FHC e fez com que tucanos demonstrassem unidade até agora não vista na reta inicial da campanha. Um dos principais responsáveis pelo discurso afinado, segundo os próprios tucanos, foi o ex-presidente. FHC viu na fala de Lula anteontem em Brasília a senha para que os tucanos, enfim, centrassem foco e energia em atacar o adversário, e não a si mesmos. Alckmin, Serra e Fernando Henrique chegaram juntos à convenção paulista do PSDB ontem, pouco depois das 13 horas. Antes, se reuniram na sede estadual do partido para uma conversa, que horas depois pareceu ter surtido efeito, pelo menos no palco.

Ao contrário da convenção que sacramentou o nome de Alckmin ao Planalto em Belo Horizonte, no dia 11, o ato de ontem foi marcado por discursos entusiasmados e troca de afagos até mesmo entre e Alckmin e Serra. Até agora, Serra e o governador de Minas, Aécio Neves, eram acusados de pouco engajamento na candidatura nacional do partido. Ontem, Serra emitiu sinal oposto. Hoje, Alckmin segue em direção a Uberaba para, com Aécio, também dar mostras de que, desta vez, a unidade do PSDB é para valer.

 

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP

Bunge inicia obras de novo moinho

AGRONEGÓCIOS
26/06/2006

A Bunge Alimentos deu início ao projeto da construção de um moinho de trigo no Complexo Industrial e Portuário de Suape (PE), a 33 quilômetros do Recife. A unidade, que terá capacidade para processar até 850 mil toneladas anuais de farinha de trigo e pré-misturas, receberá investimentos da ordem de R$ 130 milhões.

O vice-presidente de "food products" da Bunge Alimentos, Murilo Braz Sant´Anna, afirmou que a unidade de refino, também localizada em Suape, irá produzir margarinas. Uma central de distribuição para todo o Nordeste também vai operar no mesmo complexo.

Segundo Sant´Anna, as obras do novo moinho devem começar em 2007. A nova unidade entrará em operação em 2009. Com o início das operações da nova fábrica, as atividades do Moinho Recife, localiza na zona portuária da capital pernambucana, serão desativadas. Nesta unidade, a Bunge processa 500 mil toneladas anuais de trigo.

"O problema é que hoje esta unidade enfrenta uma série de problemas operacionais e logísticos pelo fato estar localizada em uma área predominantemente urbana. Além disso, os equipamentos necessitam de modernização", afirmou o executivo. As operações do Moinho Recife serão absorvidas pelo novo empreendimento, apontado como o mais moderno do país. O novo moinho deverá gerar 220 empregos diretos e outros mil indiretos. Sant´Anna descartou a possibilidade de utilizar o complexo portuário de Suape como plataforma de exportações.

Segundo ele, caso o governo do Estado consiga viabilizar a implantação de um terminal graneleiro na zona portuária, o novo moinho poderá ter sua capacidade ampliada em até 30%. O governador de Pernambuco Mendonça Filho disse que a viabilidade de um terminal voltado para a operação de granéis sólidos depende basicamente da efetivação da ferrovia Transnordestina, obra que já foi anunciada pelo governo federal.

Na unidade de Suape, a Bunge refina 130 mil toneladas de óleo/ano; produz 110 mil toneladas/ano de margarina; 16 mil toneladas/ano de gorduras vegetais e mil toneladas/ano de óleo de soja.

Sant´Anna negou que os investimentos da Bunge estejam ligados a uma aposta exclusiva neste segmento em detrimento de outros, como grãos e adubos, afetados pela crise agrícola. "Estamos há 100 anos no Brasil e já vimos várias crises. A situação atual é circunstancial. Tanto é que estamos investindo na construção de um terminal portuário voltado para escoar a produção de soja em Santos (SP)".

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

O “já ganhou” e a velha agenda

NAS ENTRELINHAS
26/06/2006

Emerge a agenda do futuro governo. Cairá no colo de quem vencer as eleições. São velhas contingências contra as quais a bajulação pouco pode fazer.

O favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições, fruto de uma estratégia de fortalecimento do projeto de reeleição, gerou um “já ganhou” sem precedentes em torno do poder. Parece até que as eleições no Brasil são decididas de véspera, que não existe luta real pelo poder. E que seu governo não mereceria contestação.

Está todo mundo de salto alto no Palácio do Planalto. Mesmo o presidente Lula, como revelou a convenção do PT, exibe sinais daquela soberba que pode deitar tudo a perder. No meio do “já ganhou”, entretanto, emerge a agenda do futuro governo. Cairá no colo de quem vencer as eleições. São velhas contingências contra as quais a bajulação pouco pode fazer.

Gastos públicos
A capacidade de investimento do governo está muito abaixo das necessidades do país, cuja infra-estrutura não suportaria as taxas de crescimento que os candidatos prometem na campanha. O presidente Lula pode inaugurar pedra fundamental e visitar canteiros de obras, mas essa é a dura realidade. O prestígio obtido ao redirecionar os gastos públicos para as parcelas mais pobres da população também não resolve o problema. A focalização do gasto social – um estratagema social-liberal, diga-se de passagem —, sem geração de emprego na mesma escala, é um beco sem saída a longo prazo. Seu efeito multiplicador na economia é limitado. Como emancipar 9 milhões de famílias dependentes do governo sem promover arranjos produtivos locais, nem fazer o país crescer a taxas mais elevadas? Esse é o dilema.

Taxa de juros
Meta de inflação, câmbio flutuante e superávit fiscal — santíssima trindade da política econômica. O eixo das três variáveis é a taxa de juros, altíssima no Brasil. Beneficiado por uma conjuntura internacional favorável e outros pressupostos que herdou do governo anterior (privatizações, reforma bancária etc.), o presidente Lula faturou a estabilidade da moeda, o reaquecimento da economia, o saldo comercial e a desdolarização da dívida pública. Mas a economia mundial manda sinais preocupantes e o Brasil cresce modestamente. A taxa de juros é um garrote para o setor produtivo. Baixar os juros para mudar a economia é um desafio. Exige competência técnica e credibilidade política. E aquela audácia que, segundo Maquiavel, falta a quem já está no poder.

Previdência
A crise da Previdência está sendo empurrada com a barriga pelo governo, que não conseguiu reduzir seu déficit e, muito menos, acabar com as filas do INSS. Os assalariados do setor privado já passaram pelo triturador da reforma previdenciária. As centrais sindicais ainda sonham com seus próprios fundos de previdência. Os servidores do setor público, com mais capacidade de resistência, principalmente a alta burocracia, bloqueiam qualquer medida que possa sacrificar suas corporações. Como sempre, a corda pode arrebentar do lado mais fraco. Toda hora aparece alguém do governo para propor a desvinculação das aposentadorias do aumento do salário-mínimo.

Privatizações
O tema está mais vivo do que nunca. Tanto é assim que não apareceu nenhum petista propondo a estatização ou o apoio à autogestão da Varig, uma empresa aérea pioneira, nacional, estratégica para o país. O governo Lula aposta suas fichas nas parcerias público-privadas, que não saíram do papel. É uma forma de continuar o programa de privatizações, através da exploração em regime de concessão das principais
rodovias do país, estradas de ferro, portos e hidrelétricas. Se o rombo da Previdência não for resolvido, porém, mais cedo ou mais tarde os ativos públicos entrarão roda.

Parlamentarismo
A verticalização, com a cláusula de barreira, está provocando um terremoto no regime partidário brasileiro. Isso não acontece por caso. Os quatro grandes partidos do país — PT, PMDB, PFL e PSDB — apostaram no enxugamento do número de partidos, com apoio do Judiciário e do Executivo. O realinhamento de forças ocorrerá após a eleição, levando em conta o desempenho eleitoral de cada um. Porém, as relações do governo Lula com o Congresso Nacional e o comportamento de alguns grandes partidos — como o PMDB e o PFL — revelam que o parlamentarismo no Brasil está vivíssimo. Dizer que isso é conversa das elites, só para descartar o assunto, é tapar o sol com a peneira. Cada vez mais, no regime atual, o governo é obrigado a barganhas nebulosas com o Congresso. A tese de um grande partido para um grande líder é sinal de que a barganha começou.

 

 

 

A TRIBUNA - AC

TRÁFEGO LIBERADO

Reabertura da BR-364 tem festa e comemoração: em alguns dias, a vida do Vale do Juruá muda completamente

ARTE FINAL
26/06/2006

Há oito anos, o governo faz cada vez mais e bem feito". Com essa frase, o governador em exercício, Binho Marques, declarou reaberta ao tráfego BR-364 desde Sena Madureira até Cruzeiro do Sul. A expressão foi completada por um "podem seguir viagem", proferida às 15h desta sexta-feira pelo engenheiro Cezário Braga, diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), seguida de gritos de alegria, bonés e chapéus para o alto e correria dos motoristas para os caminhos que aguardavam ansiosamente pela autorização para passar pela balança do Deracre, em Sena Madureira.

De acordo com Binho e o senador Tião Viana, a reabertura da BR-364 possui um significado muito mais profundo que a simples ligação viária de um ponto e outro do Estado: é a concretização da esperança de um povo que passa a maior parte do ano isolado de amigos e familiares, e alijado da relação cultural e econômica que se estabelece na sua própria terra.
"Além da questão da segurança alimentar, que é outra a partir de agora porque as pessoas vão poder comprar alimentos muito mais baratos. Algo que custava R$ 7 reais o quilo passa a custar R$ 1,50", diagnosticou Tião Viana, que além da festa da BR fez uma prestação de contas de seu mandato ao povo de Sena Madureira.

A liberação da rodovia é um processo que está em andamento há muito tempo. Há cerca de dois meses, o governador Jorge Viana lançou uma megaoperação que culminou com a recuperação básica do trecho entre Sena e Cruzeiro, atuando também com serviços de manutenção em toda a malha viária do Estado.

Juventude e integração

Tião Viana acredita que até o final deste ano, o governo da floresta esteja concluindo a integração rodoviária definitiva das cidades do Vale do Juruá, e vê que a reabertura da BR pelo oitavo ano consecutiva é um marco nesse processo.

"Vejo a juventude daquelas cidades ávida por compartilhar suas experiências, economias, promovendo a integração social e cultural", disse o senador.

Cerca de 600 pessoas ainda trabalham na capina e manutenção de 1.034 quilômetros de
rodovias estaduais e federais no Acre, utilizando a força de cerca de 130 equipamentos leves e pesados. O governo do Estado investe mais de R$ 10 milhões ness megaoperação, sendo que R$2 milhões são aplicados diretamente nos serviços da BR-364. Os recursos são em parte provenientes do governo federal através do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit). Atualmente, há 70 máquinas e mais de 100 homens trabalhando na BR-364.

"Desde que assumimos o governo, realizamos manutenção preventiva nas
estradas e rodovias mesmo no período de chuva. Agora, no verão, o trabalho fica mais fácil, mas antes arranjavam desculpas dizendo que só dava para trabalhar alguns meses do ano", disse, naquele ato, o governador Jorge Viana.

A reabertura da BR-364, o trabalho de tapa-buraco e a conservação das demais
rodovias e estradas estão sendo executados por 15 empresas. A previsão é de que dezenas de outras vagas sejam ofertadas de maneira indireta.

A garantia de liberação do tráfego da rodovia fez saltar de pouco mais de três mil toneladas para quase dez mil toneladas o transporte de material de construção desde Sena até as cidades ao longo da BR, o que se constitui um poderoso indicativo de que há aquecimento comercial. As viagens de ônibus mais que dobraram nos últimos três anos e o número de veículos de passeio que utilizaram a 364 entre 2003 e 2005 saiu de 1,2 mil para 2,6 mil veículos. Os dados apontam grande incremento no turismo naqueles municípios.

O maquinário que recuperou o trecho entre Sena e Feijó se manteve de plantão na região do rio Purus, perto de Manoel Urbano, para acelerar liberação ao tráfego naquela região mesmo antes do prazo planejado.

"Em 2004, passaram pela BR-364 até Cruzeiro do Sul 11 toneladas de cargas e no ano passado já foram 27 mil toneladas de vários produtos, o que expressa a confiança na garantia de que a BR será reaberta", observou Sergio Nakamura, diretor do Deracre. As ações do Deracre mantém um sistemático processo de manutenção de balsas - seis no total, desde Sena até Cruzeiro, nos rios Purus, Envira, Tarauacá, Gregório, Tauari e Juruá.

Fiscalização

A fiscalização será intensa na BR reaberta. Há três postos de vigilância sanitária, fiscal e policial ao longo da rodovia. Segundo o Deracre, a medida serve para garantir a segurança dos viajantes e permitir melhor controle do Estado nos vários aspectos. Binho afirma que o Estado e seus organismos têm atuado cada vez com mais eficiência nas
rodovias.

Mais alimentos para o Juruá

De acordo com a maioria dos 40 motoristas que mantinham os caminhões na fila da balança do Deracre esperando a liberação da BR, 90% das cargas são de arroz, feijão e produtos alimentícios de grande durabilidade. A menor parte refere-se a outras mercadorias, como artigos de vestuários e utensílios domésticos.

Os motoristas deixaram o local de pesagem - o Deracre estabeleceu limite de seis toneladas por caminhão -na tarde desta sexta-feira e devem chegar à Cruzeiro do Sul até domingo porque irão viajar com cuidado. O vice-governador Binho Marques alertou para os cuidados que devem ser tomados durante a viagem, pedindo aos motoristas que ajudem na conservação da estrada, de modo que possa permanecer o maior tempo possível aberta ao tráfego.

Tião Viana garante mais R$ 83 milhões

"Todos os projetos vinculados à questão da malha viária são resultado de uma grande união de esforços", afirmou Binho, apontando para os parlamentares que se faziam presentes à cerimônia de reabertura da BR-364, e lembrando que muitos outros deputados e senadores, como Tião Viana e Sibá Machado, foram fundamentais para o aporte de recursos que viabilizam a manutenção e conservação de
rodovias -além, é certo, das estradas intermunicipais e coletoras.

"E vocês que estão aqui tenham certeza: o presidente Lula é o que mais ajudou o Acre até hoje e não sei se vai aparecer outro tão amigo do Acre", lembrou Binho, ao comentar que o trabalho dos aliados tem sido essencial para a governabilidade do Estado.

De seu lado, Tião Viana anunciou que através da atuação da bancada o governo federal deve destinar R$ 83 milhões para as
estradas do Acre, com ênfase na continuidade das obras da BR-364.

"É tudo graças à parceria que mantemos com todos, da bancada ao presidente Lula, que muito tem ajudado o Acre. Antigamente, para se conseguir R$ 2 milhões para as BRs do Acre era uma luta e hoje nós podemos comemorar porque os recursos são maiores", disse Viana.

 

 

 

 

CORREIO DO ESTADO - MS

Pesquisa mostra eleição indefinida em MS

POLÍTICA
26/06/2006

A pesquisa espontânea realizada pela Tendência para o Correio do Estado/TV Campo Grande mostra que as eleições para governador ainda não estão definidas em Mato Grosso do Sul. Se na estimulada, o pré-candidato do PMDB, ex-prefeito de Campo Grande André Puccinelli, obteve 53,6% das intenções de voto, somente 16,6% dos eleitores consultados manifestaram espontaneamente o desejo de votar em sua candidatura para o Governo do Estado. Enquanto o pré-candidato do PT, senador licenciado Delcídio do Amaral recebeu apoio espontâneo de 5,4% dos eleitores entrevistados no Estado. Na estimulada, ele obteve 24,1% das intenções de voto na corrida eleitoral para o Governo do Estado.

Diante deste cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul, na pesquisa espontânea, a diferença que separa Delcídio, em segundo lugar, d André, que lidera a corrida eleitoral, é de apenas 11,2 pontos percentuais, enquanto na estimulada a margem que separa os dois é de 29,5 pontos percentuais.

Outro dado que comprova a indefinição do processo eleitoral em Mato Grosso do Sul é o alto índice de 75,1% de indecisos ou dos eleitores que não votariam em nenhum dos candidatos. Só em relação aos eleitores que ainda não sabem em quem vão votar nas eleições somam 73%. Os entrevistados que manifestaram a intenção de não votar em nenhum candidato é de 2,1%. Estes números são indicativos que poucos eleitores (22%) já definiram em quem vão votar para governador do Estado.

Tanto Delcídio quanto André deverão explorar a sua campanha sobre os eleitores indecisos verificados pela pesquisa da Tendência para definir a eleição para governador de Mato Grosso do Sul.

Além de Delcídio e André, outros nomes foram citados na pesquisa espontânea. Só que são de políticos que estão fora da disputa eleitoral, como é o caso do governador José Orcírio dos Santos (PT) que está encerrando o segundo mandato. Ele foi lembrado por 1,6% dos eleitores consultados que desejam vê-lo por mais um mandato no Governo do Estado. Mas legalmente está impedido de concorrer ao terceiro mandato.

Até o ex-governador Marcelo Miranda (PL) e atual diretor-geral regional do
DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) recebeu a manifestação de apoio de 0,1%. Ele foi o segundo governador de Mato Grosso do Sul nomeado pelo presidente do regime militar, general Ernesto Geisel, depois da divisão do Estado de Mato Grosso. Mas não durou muito no cargo. Ele foi demitido pelo presidente João Baptista Figueiredo e voltou depois pelo voto direto.

O mesmo índice de intenção de voto recebeu o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), o deputado estadual Raul Freixes (PTB) e o ex-deputado estadual Sandro Fabi, que é de Corumbá.

Todos os citados que não são candidatos a governador somam 2,9% das intenções de voto, onde se incluem as legendas do PT, do PDT e do PSOL.

Para esta pesquisa, a Tendência consultou 1.200 eleitores em 30 municípios de 16 a 21 deste mês. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

Novos números
A tendência é dos números sobre o desempenho dos pré-candidatos sofrerem alterações depois que se iniciar a campanha eleitoral. Nas próximas pesquisas deverão aparecer infográficos com nomes de candidatos que estarão realmente concorrendo ao Governo do Estado.

 

 

A NOTÍCIA - SC

Empresários discutem BR-280 novamente

OBSERVATÓRIO
26/06/2006

Com o objetivo de somar forças na discussão de um projeto comum, a duplicação da BR-280, no ponto de ligação com a rodovia do Arroz, as associações comerciais de Jaraguá do Sul e de Guaramirim, juntamente com a Associação das Micros e Pequenas Empresas do Vale do Itapocu (Apevi), realizam plenária conjunta amanhã, às 18 horas, na sede da Aciag, com a presença do engenheiro João José dos Santos, coordenador da 16ª Unidade de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit) em Santa Catarina, acompanhado de assessores. Conforme o presidente da Acijs, Paulo César Chiodini, trata-se de uma pauta com amplitude regional, e a presença de empresários ligados às duas entidades dará representatividade ainda maior ao pleito que envolve a duplicação da BR-280 e na discussão de pendências relacionadas ao projeto. "Será uma oportunidade de abordarmos as questões relativas à duplicação da BR-280, na sua ligação com a Rodovia do Arroz, e outros investimentos previstos ainda em 2006 para a região", assinala Chiodini.

 

 

O POVO - CE

Petrobras instalará navios no Pecém

O terminal de regaseificação que a Petrobras instalará no Porto do Pecém receberá Gás Natural Liquefeito (GNL) de navios e farão a regaseificação, injetando em seguida o insumo na rede de dutos

ECONOMIA
26/06/2006

A Petrobras optou pela instalação de navios fixos de estocagem e regaseificação (FSRU, do inglês floating storage and regasification unit) na construção dos terminais de regaseificação do Ceará, no Porto do Pecém, e do Rio de Janeiro, previstos para setembro de 2008. Estas unidades receberão o Gás Natural Liquefeito (GNL) de navios supridores e farão a regaseificação, injetando em seguida o insumo na rede de dutos.

O presidente da Companhia de Gás do Ceará (Cegás), José Rego Filho, disse que essa é a concepção do projeto que está na fase de negociação que diz respeito à contratação dos navios e do gás. O terminal do Ceará irá abastecer a Região Nordeste com o processamento de sete milhões de metros cúbicos por dia.

O critério escolhido para determinar o tipo de infra-estrutura foi o tempo. O gerente comercial da Transpetro, Clovis Garzia, informou à imprensa de São Paulo, que a construção de um terminal convencional em terra demoraria de cinco a sete anos para iniciar operação comercial. E que hoje no mundo existem apenas três empresas capazes de implantar um projeto desse porte e todas estão contratadas no momento.

Para cumprir o prazo, a Petrobras não encomendará a construção dos navios. A idéia da estatal é contratar um estaleiro para adaptar um navio antigo - de 20 a 25 anos de existência - para estocar e regaseificar o GNL, o que levaria 20 meses para ser concluído. A construção de um novo demoraria, no mínimo, três anos.

José Rego diz que a opção pela regaseificação ao invés da construção do gasoduto Gasfor II (uma duplicação paralela ao Guamaré-Pecém), um aporte de US$ 1 bilhão, foi motivada pelo volume que a empresa quer garantir, o investimento e tempo de execução menores. Destaca que o terminal de regaseificação vai assegurar o abastecimento das duas usinas termoelétricas do Pecém (Termoceará e Central Geradora Termoelétrica Fortaleza - Endesa Fortaleza), do projeto da usina siderúrgica do Ceará (Ceara Steel), além de reforçar o contrato comercial com a Cegás de 500 mil metros/dia.

O aspecto da flexibilidade foi outro ponto citado por Garzia para justificar a escolha pelo FSRU. "A construção de um terminal convencional demanda volumosos investimentos, que precisam ser remunerados. Como o mercado brasileiro de gás ainda é recente, a descoberta de um novo campo de gás poderia inviabilizar os terminais", explicou Garzia ao jornal DCI São Paulo. A estatal negocia para que o prazo de contratação do navio seja de 10 anos.

 

 

 

FOLHA DE BOA VISTA - RR

BR-174 em estado crítico em dois trechos

CIDADES
26/06/2006

As condições de tráfego na BR-174 são críticas em dois pontos, um no trecho sul, próximo de Caracaraí, e outro no trecho norte, próximo de Pacaraima. Parte da pista próximo da ponte de Caracaraí está submersa pela água. O rio transbordou, atravessou a mata e deixou cerca de 900 metros da pista debaixo d’água.

É complicado o trânsito de veículos para quem percorre o trecho Boa Vista/Manaus. A Defesa Civil esteve no local fazendo levantamento e adverte sobre a possibilidade de rompimento da estrada, devido ao grande volume de água. “Se permanecer submersa, pode causar danos à pavimentação”, disse Kleber Gomes.

O local ficará sob monitoramento até que o nível do rio abaixe e possa ser feita uma avaliação mais precisa sobre os danos. Os condutores passam com muito cuidado e à noite as condições de tráfego ficam mais perigosas.

PACARAIMA - No sábado pela manhã, um dos lados da BR-174 entre Boa Vista/Pacaraima, na altura do quilômetro 716, teve que ser interditado devido a uma cratera que se abriu no asfalto impedindo os veículos de passarem.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o buraco já havia recebido reparos há pelo menos duas semanas pelo 6o Batalhão de Engenharia e Construção (BEC). Mas, devido às chuvas, ocorreu nova erosão no local, desta vez com abertura da pista impedindo a passagem de veículos de um lado da pista.

A informação é de que no local há um bueiro que dá vazão a água que passa por debaixo da pista. A preocupação é que haja um rompimento desse trecho, devido à enxurrada, provocando o isolamento total da rodovia.

Técnicos da Secretaria de Infra-Estrutura do Estado foram acionados para irem ao local e avaliar a situação no final de semana. A rodovia foi sinalizada pela PRF, que está fazendo o monitoramento.

Segundo a Polícia Rodoviária, o tráfego está ocorrendo normalmente, mesmo com isolamento de uma via. A recomendação é que os motoristas tenham cuidado ao trafegar nesse trecho, devido à curva próxima ao local, que requer a redução de velocidade.

Por ser uma obra que vem sendo executada pelo 6o BEC, os reparos para desbloqueio da pista devem iniciar somente hoje pelo Exército.

 

 

FOLHA DE BOA VISTA - RR

Buracos causam acidente na estrada

CIDADES
26/06/2006

Trafegar pela BR 174 virou sinônimo de perigo constante. Renato Bandeira de Melo, 27, que presta serviço a uma empresa de engenharia, foi mais uma das vítimas de acidentes na estrada, no último sábado.

Por volta das 11 horas, ele trafegava de carro, sentido Município de Iracema/Boa Vista, quando, ao tentar desviar de um buraco na pista, capotou o seu veículo.

“Fui tentar sair de um buraco e caí em outro”, relatou ao detalhar que freou bruscamente para evitar o buraco, mas foi surpreendido por outro mais à frente.

Com ferimentos leves, mas bastante assustado, Renato disse que “a buraqueira na estrada” é um perigo porque não há sinalização e qualquer desvio de atenção pode causar danos maiores. “Por sorte não aconteceu o pior”, disse.

 

 

CORREIO POPULAR – SP

TRT suspende demissões da ALL

Empresa que adquiriu a Brasil Ferrovias deverá negociar em 15 dias

ECONOMIA
26/06/2006

O juiz Carlos Eduardo Oliveira Dias, da 1 Vara do Tribunal Regional Trabalhista (TRT), de Campinas, suspendeu temporariamente, na última sexta-feira, as 113 demissões feitas pela empresa América Latina Logística (ALL), que adquiriu recentemente a Brasil Ferrovias. Na audiência, realizada na sexta-feira à tarde, cerca de 120 pessoas compareceram ao tribunal para acompanhar a reunião pedida pela própria ALL ao juiz. Hoje, às 14h, a ALL deverá se reunir com o Sindicato Paulista para tratar do assunto, segundo Waldemar Raffa, representante sindical.

Segundo o Sindicato dos Ferroviários Paulista, a intenção da ALL era negociar a multa que ela seria obrigada a pagar, de R$ 1,8 milhão, por não indenizar por tempo de serviço os funcionários demitidos. Mas, segundo a ALL, a audiência pedida tinha o objetivo de dar “explicações individuais sobre os critérios e condições adotadas” nas demissões dos 113 funcionários que não estavam contemplados na cláusula 4.49.

No prazo de 15 dias, a ALL deverá negociar com funcionários e sindicatos a questão, enquanto os 113 funcionários estão desobrigados a comparecer ao trabalho. Na audiência de sexta havia representantes dos sindicatos dos engenheiros e dos ferroviários (
Ferrovias Paulista e Mogiana).

Em nota enviada à reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN), a empresa declara que “entende ser inaplicável para este grupo a referida causa, que trata de indenização por cada ano de trabalho. A empresa ressalta que os 1.926 colaboradores desligados em seu plano de reestruturação estão recebendo integralmente e de uma só vez os valores aos quais têm direito por lei.”

De acordo com a ação civil proposta ao Ministério Público do Trabalho e acatada pelo mesmo juiz, no termo de ajuste e conduta a ALL estaria obrigada a indenizar os funcionários, sob pena de pagar multa. Esses 113 funcionários estão dentro dessa situação contratual. No processo de junção da ALL com a Brasil
Ferrovias já foram demitidos 1,9 mil funcionários do grupo Brasil Ferrovias nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e também no Mato Grosso do Sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DCI - SP

Ferrovias

SERVIÇOS
26/06/2006

A União liberou mais R$ 93 milhões do Orçamento Geral da União para a continuação das obras da Ferrovia Norte-Sul. De acordo com o superintendente de construção da Valec (empresa responsável pela construção da ferrovia), André Luis de Oliveira, até o final do ano a estrada de ferro deve chegar a Araguaína