O GLOBO - RJ 

RIO
27/09/2006

 

BR-101: obra prejudica tráfego em outra estrada

Duplicação da Rio-Santos dificultará acesso a Angra e Paraty; na Contorno, motoristas têm novo dia de confusão

 

Paulo Roberto Araújo
Aos problemas que os motoristas têm enfrentado na Avenida do Contorno, com as obras que complicam a vida de quem tem de passar pela via em direção à Região dos Lagos, devem se juntar as confusões que a duplicação da BR-101 Sul (Rio-Santos) trará para quem viajar a Angra dos Reis e Paraty a partir de amanhã. Orçadas em R$ 143 milhões, as obras serão feitas em dois anos ao longo de 26 quilômetros entre o Rio e Mangaratiba e abrangem a duplicação de um trecho de três quilômetros da BR-385, que liga a RioSantos ao
Porto de Itaguaí, e o recapeamento da BR-101.

O
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, vai dar início às obras durante solenidade na entrada do Distrito Industrial de Santa Cruz. Ele anunciará a liberação de R$ 63 milhões, o suficiente para tocar as obras até o fim do primeiro semestre do ano que vem.

Para o prefeito de Angra, Fernando Jordão, a duplicação da Rio-Santos é importante para o turismo do Sul Fluminense, mas também é fundamental para os moradores e para o plano de emergência da usina nuclear.

O coordenador do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (
Dnit) no Rio, Rodrigo Costa, disse que as obras não vão prejudicar a ida a Angra e Paraty no verão: — O cronograma prevê a interrupção das obras nos feriados prolongados e nos fins-desemana, para evitar transtornos aos motoristas.

O presidente da Companhia de Turismo de Angra dos Reis, Manoel Francisco de Oliveira, lembrou que a duplicação da Rio-Santos é um sonho antigo da Costa Verde. Ele está preocupado com os reflexos das obras nas duas próximas temporadas de verão. A Costa do Sol recebe cerca de 700 mil turistas e veranistas cariocas no verão. Manoel Francisco recomenda, como alternativa para evitar os engarrafamentos na Rio-Santos, a Via Dutra. Os motoristas devem entrar em Piraí e seguir por Passa Três (município de Rio Claro) para chegar a Angra.

Dnit promete entregar no prazo obra em Niterói Já em relação às obras de reforço estrutural do Viaduto Leopoldina Railway, na Avenida do Contorno, em Niterói, o coordenador do Dnit observou que os reparos serão concluídos no prazo previsto de três meses. Segundo ele, operários e técnicos estão trabalhando dia e noite para que a pista lateral direita no sentido Manilha seja reaberta ao tráfego ainda na primeira quinzena de outubro. O Dnit já mandou para a Casa Civil da Presidência da República o pedido de liberação de recursos para a abertura de mais duas pistas, uma em cada sentido, na Avenida do Contorno.

A Associação dos Usuários de Transportes Coletivos (AUTC) vai pedir ao Ministério Público federal que convoque a direção do
Dnit para que sejam tomadas medidas que amenizem os problemas causados pelas obras na Avenida do Contorno.

Segundo o presidente da AUTC, Waldir Cardoso, as obras, embora necessárias, estão sendo feitas sem planejamento para evitar o caos no sistema de
transportes de Niterói e São Gonçalo. Ontem, os motoristas continuaram a enfrentar longos congestionamentos na Niterói-Manilha e nas vias internas de Niterói e São Gonçalo. [1]


 NO O GLOBO ONLINE: Acompanhe as condições de trânsito http://oglobo.globo.com/rio/transito/

 

 

GAZETA MERCANTIL - SP 

OPINIÕES
27/09/2006

 

Turismo sem direção

 

27 de Setembro de 2006 - Falta de sinalização nas rodovias raia o absurdo. A Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica de Turismo 2005, estudo realizado pelo Núcleo de Estudos Avançados em Turismo e Hotelaria, da Fundação Getulio Vargas, divulgada no início deste ano, foi categórica em apontar as precárias condições das estradas brasileiras como um dos fatores que atravancam o avanço do turismo rodoviário no Brasil.

Segundo os empresários das operadoras de turismo, a economia brasileira apresentou melhores resultados em relação ao ano anterior (50% deste segmento cresceu em relação a 2004). Mas "como fatores limitadores da expansão, a qualidade e a segurança precária das
rodovias foram ressaltadas pelas empresas que trabalham com turismo rodoviário", diz a pesquisa.

Existem outros aspectos que também, certamente, devem ser colocados na balança. Segundo uma das maiores operadoras turística do Brasil disse, há cerca de dez anos o turismo rodoviário correspondia a 50% de seu faturamento e hoje este número estacionou nos 15%. É fato que as operadoras, em parceria com as companhias aéreas, têm estimulado os pacotes com avião, baixando preços de maneira muito significativa, fazendo com que um número maior de passageiros consiga subir a bordo das aeronaves. Mas ainda assim a queda da demanda pelo turismo rodoviário é muito acentuada.

Não é de estranhar que operadoras responsáveis diminuam o incentivo a esta modalidade turística tendo em vista que as
estradas brasileiras, em sua maioria, não oferecem mínimas condições de segurança. Quem responde moral e judicialmente por danos à integridade física de seus passageiros e tripulação não pode se animar a colocar carros em estradas nas quais não há nenhum tipo de sinalização horizontal preservada, para dizer o mínimo. É uma pena porque, se o caminho não ajuda, certamente o destino reservaria agradáveis surpresas.

Esta é mais uma prova de como as condições das
estradas podem influenciar negativamente nas atividades econômicas do País. Por ser mais barato, o turismo rodoviário poderia privilegiar mais pessoas e, em uma espécie de cadeia produtiva, estimular o desenvolvimento de regiões estanques, mas com potencial turístico latente.

Em recente avaliação, a ANTC divulgou que 80% das
estradas brasileiras são classificadas entre deficientes e péssimas. O vice-presidente do Instituto Liberal (Rio de janeiro), Cândido Prunes, desabafa:

" Não surpreende, portanto, que morram 34 mil pessoas anualmente nas
estradas brasileiras. Mas não são apenas os ´leitos carroçáveis´ que estão em péssimo estado de conservação. A sinalização é precária ou inexistente, até mesmo nas principais rodovias".


O Brasil possui a segunda maior malha rodoviária do mundo. São cerca de 1,7 milhão de quilômetros, perdendo apenas para os EUA. A má notícia é que menos de 10% deste total se encontram pavimentados e devidamente sinalizados. Assim, quando o
DNIT anunciou, em junho, o investimento de R$ 275,3 milhões para sinalização de rodovias federais, as empresas que trabalham para este segmento se animaram. Mas não muito. O valor é alto, mas não tanto, se pensarmos nos milhares quilômetros de rodovias que nem poderiam ter esse nome.

Se por um lado a situação é crítica, por outro a solução existe e é viável. Ao contrário do estado de letargia que acompanha as obras públicas no Brasil, a indústria de sinalização investiu pesado em tecnologia, buscando agregar valor aos produtos utilizados, criando novos padrões sempre levando em conta a durabilidade, a segurança e a eficácia de tintas demarcatórias e demais acessórios. Se a idéia é desenvolver o turismo rodoviário brasileiro, investir nesse setor é o primeiro pedágio a ser vencido. Depois o sinal estará verde.

kicker: Há dez anos, o turismo rodoviário correspondia a 50% do faturamento; hoje não passa de 15%, segundo uma das maiores operadoras

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3)(Áurea Rangel - Diretora-executiva da Hot Line)

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP 

EMPRESAS
27/09/2006

 

Cosipar escoa minério pelo rio Tocantins

 

Francisco Góes
O Grupo Cosipar, produtor de ferro-gusa em Marabá, no Pará, começou ontem os testes para escoar minério de ferro por barcaças pelo rio Tocantins. O projeto é ousado e sua competitividade a médio prazo depende da construção de duas eclusas e de um canal na usina de Tucuruí para permitir a transposição do rio pelas embarcações. A obra encontra-se paralisada e sua conclusão exigirá, a valores presentes, investimentos de R$ 611 milhões pelo governo federal. Deste total, apenas R$ 50 milhões estão previstos para as eclusas no orçamento de 2007.

As eclusas de Tucuruí são o principal gargalo da
hidrovia dos rios Tocantins e Araguaia. A conclusão da obra permitiria a ligação direta de Marabá, pólo produtor de ferro gusa, à capital do Estado, Belém. A hidrovia também pode estimular a criação de um novo eixo de desenvolvimento para a exportação, alternativo à Estrada de Ferro de Carajás (EFC), que passa por Marabá e desemboca no porto de Itaquí, em São Luís (MA).

"Queremos chamar a atenção para a importância do projeto, que representa algo novo em termos de logística no Brasil", diz Luiz Carlos Monteiro, presidente da Cosipar. Ele disse que ontem a empresa começou a operar de forma experimental as barcaças carregadas com minério pelo rio Tocantins. A logística é complexa e exige algo que, em transporte de cargas, encarece muito a operação: o transbordo.

O projeto da Cosipar consiste em carregar as barcaças em Marabá, onde a empresa produz 500 mil toneladas anuais de ferro-gusa. As embarcações navegarão o Tocantins em trecho de 160 quilômetros até o lago de Tucuruí. No local, o minério e, em uma segunda etapa, o ferro-gusa produzido em Marabá serão transferidos para caminhões. Os veículos vão rodar 4,5 quilômetros e despejarão o produto novamente em comboios de embarcações que seguirão outros 300 quilômetros de viagem até o porto de Vila do Conde, em Barcarena.

A Cosipar comprou 16 barcaças e quatro empurradores com investimento de US$ 10 milhões. As embarcações serão usadas no trecho entre Marabá e Tucuruí. De Tucuruí até Barcarena a operação será feita com comboios de navios afretados, diz Monteiro.

Ele afirma que todo o projeto logístico está associado à construção de uma usina integrada para a produção de ferro-gusa e aço com capacidade de 3 milhões de toneladas por ano. O empreendimento, controlado pela Cosipar, deve começar com uma produção de 500 mil toneladas por ano, já a partir de 2006, diz Monteiro. O projeto também prevê a construção de um porto em Barcarena.

O executivo estima que a operação com o transbordo seja viável até um volume de 2,8 milhões de toneladas por ano, entre minério e ferro gusa. Acima deste volume o projeto dependeria da conclusão das eclusas para tornar-se viável. Martinho Cândido, diretor de infra-estrutura aquaviária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (
Dnit), do Ministério dos Transportes, diz que o governo analisa a possibilidade de uma parceria com a Eletronorte, responsável pela usina de Tucuruí, para concluir as obras das eclusas.

A idéia é aproveitar parte da estrutura montada na expansão de Tucuruí para retomar as obras das eclusas. A Eletronorte não se manifesta sobre o assunto por entender que essa é uma decisão do governo. Em 2006, havia previsão de investimento de R$ 138 milhões para as obras das eclusas, mas nada até agora foi desembolsado.

Deste total, R$ 70 milhões estavam ligados ao Ministério de Minas e Energia, que entendeu não ser possível aplicar estes recursos na construção das eclusas, disse Cândido. A outra parte do investimento, de R$ 68 milhões, poderia ser aplicada na retomada da obra, afirma. "A existência da
hidrovia terá papel importante como ente regulador de mercado." No futuro, a hidrovia do Tocantins poderia movimentar contêiner refrigerado, carga em caminhões e gado.

A perspectiva de operação comercial da
hidrovia do Tocantins preocupa organizações não governamentais, como a Fase. Luiz Bressan, representante da Fase em Marabá, disse que a entidade protocolou pedido de informações sobre o projeto da Cosipar na Secretaria de Meio Ambiente do município. Bressan afirmou que a idéia é discutir o tema em outras esferas.

 

 

DIÁRIO DO PARÁ - PA 

REGIONAL
27/09/2006

 

R$ 90 milhões para a BR-163

TRANSPORTES Ministro visita Santarém e anuncia liberação de verba para pavimentar a rodovia Santarém-Cuiabá

 

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, desembarcou no aeroporto Wilson Fonseca, em Santarém, ontem, às 9h15, e anunciou a liberação de mais de R$ 90 milhões para a pavimentação da rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá), durante entrevista coletiva à imprensa. Ele foi recebido pela prefeita Maria do Carmo e depois seguiu para o trevo da rodovia Fernando Guilhon com a Cuiabá para verificar as obras do Viaduto, que estavam paralisadas desde 2003. Em seguida, visitou também a orla da cidade e o Terminal Fluvial da Praça Tiradentes, onde recebeu reclamações dos estivadores, passageiros e donos de embarcações por causa das péssimas condições do porto.

Antes de deixar o aeroporto, o ministro
Paulo Sérgio Passos confirmou que o governo federal destinou verba para pavimentação da Santarém- Cuiabá, a partir do quilometro 98. Da praça Tiradentes, a comitiva foi para o Palácio Jarbas Passarinho, prédio da Prefeitura de Santarém, onde o ministro reuniu com Maria do Carmo. À tarde, ele seguiu para o quilômetro 98 da BR-163, onde assinou a Ordem de Serviço, ou seja, o reinício do serviço de pavimentação da rodovia.

Segundo o tenente coronel Jerônimo Dower, comandante do Batalhão de Engenharia e Construção (8º BEC), a previsão é que a obra fique pronta em três meses. Soldados do Exército que servem ao 8º BEC, representantes da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal e agentes da Secretaria Municipal de Transporte seguiram com a comitiva para a estrada. O ministro retornou a Brasília após às 18h30 de ontem.

Na entrevista concedida na BR, declarou que a intenção é a obra avançar um pouco mais. Segundo ele, o governo federal está interessado na conclusão da rodovia federal, por isso determinou que o projeto fosse realizado e dedicou R$ 95 milhões para o trabalho deste ano. O trecho Santarém-Rurópolis que está comprometido, o ministro confirmou que será recuperado. O comandante do 8º Bec, Jerônimo Dower, afirmou que o Exército vai trabalhar na construção da rodovia dentro do planejamento. A previsão é que a obra fique pronta em três anos.

SUBSTITUIÇÃO - A vinda do
ministro dos Transportes a Santarém ocorreu em substituição a do presidente Lula, que chegaria ontem no município para cumprir a mesma agenda. A prefeita Maria do Carmo informou que ficou inviável o presidente vir a Santarém porque iria aproveitar a ida a Belém. “Como a vinda à capital do Estado foi antecipada para o dia 17 passado, ficou difícil o presidente vir aqui na data de ontem, mas o que importa é que o objetivo foi cumprido, com a vinda de um representante do governo”, destacou.

Bena Santana
De Santarém

 

 

O DIA - RJ 

RIO
27/09/2006

 

Fique Vivo: Por um trânsito superior

Universitários de Enfermagem darão brindes a motoristas que não beberem álcool na noite

 

Élcio Braga
Rio - A universidade abre suas portas para o ‘Amigo da Vez’. Estudantes da Escola de Enfermagem Anna Nery, da UFRJ, começam sexta-feira à noite a percorrer bares para alertar sobre os riscos da mistura álcool e direção. O motorista que não ingerir bebida alcoólica e levar amigos para casa receberá brindes do grupo. Os universitários usarão a logomarca do FIQUE VIVO, campanha de segurança no trânsito que ainda recebeu ontem o apoio da atriz Grazielli Massafera, a Thelminha de ‘Páginas da Vida’.

Dezessete alunos do sétimo período participam do treinamento quinta-feira, às 14h, no Hospital Escola São Francisco de Assis, na Praça 11. “Eles aprenderão técnicas de abordagem para se aproximar dos freqüentadores”, explica a professora Angela Mendes.

A primeira casa a ser visitada é o Rio Scenarium, na Rua do Lavradio, na Lapa. O grupo foi convidado pela Prefeitura de São Gonçalo para estender a campanha até lá.

PALESTRAS

A FIQUE VIVO também chegou à Universidade Cândido Mendes, cujos alunos serão os primeiros a receber as palestras da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Médicos e pacientes mostrarão o que pode acontecer com quem dirige alcoolizado. Os alunos do 4º módulo do curso de Análise Financeira da universidade acham que a iniciativa veio no momento certo.

Augusto Lima, 31, garante que quando está de carro não bebe. “Se vou beber, deixo o carro na garagem. Prefiro ir de ônibus ou de táxi. Já sofri um acidente por causa de um motorista que passou dos limites na bebida e pretendo nunca causar um”, conta. Na mesma turma, Roberto Max, 26, é o queridinho dos que gostam de beber na noite. Sem ingerir uma única gota de álcool, ele é sempre requisitado para ser o motorista: “Muitas vezes chego a um bar com o carro vazio e saio de lá com ele lotado”, conta.

MAIS ADESÃO DE BARES

O ‘Amigo da Vez’ se espalha de bar em bar. Em reunião ontem à noite no Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), no Centro, comerciantes aderiram à campanha, lançada pelo Programa Pare, do
Ministério dos Transportes.

Os estabelecimentos receberão placas que indicam sua adesão, porta-garrafas e descanso de copo (bolacha). O amigo da vez ganhará camisa, bolsa e boné. Estiveram no encontro representantes do Sebrae, Secretária Municipal de Turismo, e dos bares Rio Scenarium, Mangue Seco, Carioca da Gema, Cantinho do Senado e Estrela da Lapa, além do Rio’s Presidente Hotel.

Grazi: no carro, só de cinto e sem álcool

A ex-‘BBB’ e atriz paranaense Grazielli Massafera, a Grazi — que faz a Thelminha na novela ‘Páginas da Vida’ —, não dirige. Mas já sofreu acidente de carro por estar sem cinto de segurança e, por isso, fez questão de se engajar na campanha FIQUE VIVO. Há 4 anos, o veículo em que Grazi estava bateu, na sua cidade natal, a pacata Jacarezinho, no Interior do Paraná, que só tem uma rua principal.

Ela estava de carona, no banco da frente. O automóvel colidiu com outro que vinha na contramão, dirigido por um motorista completamente embriagado. Por sorte, a atriz não se machucou muito, mas bateu com a cabeça no vidro. “Depois disso, nunca mais andei sem cinto de segurança”, garante.

Filha de bóias-frias, Grazi, 24 anos, diz que não tirou habilitação porque achava que não teria dinheiro para comprar carro. Agora, faz planos para aprender a dirigir no ano que vem, quando ‘Páginas da Vida’ terminar.

A moça deu a sorte de ganhar dois carros como prêmio do ‘Big Brother Brasil 5’, no ano passado. Acabou vendendo um. O outro, quem dirige é o também ex-‘BBB’ e seu namorado, Alan. “Quando ele dirige, não bebe. Só toma refrigerante. No ‘BBB’, ele até bebia, mas porque não saía depois”, conta ela.

Mesmo sem carteira, Grazielli sabe de cor o hino da direção segura. “Não dá para misturar álcool e direção porque as pessoas acabam ficando violentas. Bebida instiga a violência”, diz Grazi.

LESÕES NA MEDULA E NA CABEÇA

Os acidentes de trânsito são responsáveis por 30,5% das lesões na medula que podem levar a vítima a ficar paraplégica ou, nos casos mais graves, tetraplégica. As colisões também causam 35,8% dos traumatismos cranianos. O alerta foi feito ontem — Dia Nacional do Trânsito — pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Grande parte das vítimas é de crianças.

Presidente voluntário da entidade, Eduardo de Almeida Carneiro adverte para a necessidade da prevenção. “Os índices poderiam ser reduzidos por atitudes mais responsáveis no trânsito, como o transporte adequado das crianças, que devem sentar-se no centro do banco traseiro”, diz.

Maiores de 8 anos precisam usar o cinto de segurança. Entre 5 e 8 anos, deve ser utilizado o booster (assento de elevação) e para os bebês, as cadeirinhas certificadas pela Associação Brasileira de Norma Técnica (ABNT). Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, criança solta no carro tem 15 vezes mais chance de sofrer lesões que outra protegida pelo cinto ou cadeirinha.

GOVERNO FEDERAL ESTUDA CARTEIRA ESPECIAL PARA MOTOTÁXIS

Motoboys e mototaxistas poderão ganhar carteira de habilitação especial para exercer a atividade. A proposta será avaliada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A regulamentação da atividade remunerada — que precisa de aprovação no Congresso — também é tema de debate durante seminário do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em Brasília, promovido ontem e hoje.

A Semana Nacional de Trânsito, que começou dia 18 e acabou ontem, revelou um dado preocupante: 85% dos motoristas não passaram no teste do bafômetro. Agentes do Detran-RJ aplicaram 1.250 exames nas noites de quinta e sexta-feira.

Este ano, as motocicletas se tornaram foco principal da Semana, cujo tema era ‘Você e a moto, uma união feliz’. Número de motociclistas no país já é expressivo. Segundo o Denatran, quase 32% dos motoristas têm habilitação específica para condução de motos.
Para nova carteira, segundo o Contran, haveria possibilidade da exigência de curso específico para transporte de passageiros em motos.

A atenção aos motoqueiros é reação ao alto índice de acidentes envolvendo a categoria. Ano passado, em quase um terço (868) das ocorrências com vítimas nas
estradas estaduais havia motos. Nas rodovias federais do Rio, o número de acidentes também foi alto. Foram 709 casos com motociclistas, o equivalente a um quinto do total registrado.

 

 

A NOTÍCIA - SC 

ALÇA DE MIRA
27/09/2006

 

CONTORNO

 

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, estará amanhã em São Francisco do Sul. Vai assinar os contratos para a obra do novo contorno ferroviário local. Ao todo, o pacote - trilhos, desapropriações - vai consumir R$ 29 milhões.

 

 

DIÁRIO CATARINENSE - SC 

ECONOMIA
27/09/2006

 

Obra no porto de Itajaí é inagurada hoje

 

Itajaí
O
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, inaugura hoje a obra de reestruturação do Molhe Sul, parte integrante do canal de acesso ao Porto de Itajaí.

Na solenidade será entregue ao ministro pedido de verba federal para 2007, em um total de R$ 40,3 milhões para novos investimentos em obras de infra-estrutura e ampliação da capacidade portuária.

Em 2006 o
Porto de Itajaí recebeu do governo federal, através do programa Agenda Portos, R$ 53 milhões.

A obra de reestruturação do Molhe Sul custou R$ 16,5 milhões. Com o fim da recuperação do molhe a prefeitura inicia agora a urbanização do local, que irá receber ciclovia, bancos, deques e iluminação especial (permitindo inclusive a prática de surfe noturno).

Das obras realizadas com os recursos do programa Agenda
Portos, a dragagem do canal de acesso também já está finalizada.

 

 

JORNAL DE SANTA CATARINA - SC 

ECONOMIA
27/09/2006

 

Ministro inaugura reestruturação de molhe

 

ITAJAÍ - A inauguração da obra de reestruturação do Molhe Sul foi confirmada para hoje, às 17h. Em vez da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, quem participará da solenidade será o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Além da apresentação, o Porto de Itajaí entregará ao ministro dos Transportes um pedido de R$ 40,3 milhões em verbas federais para 2007. O recurso será aplicado em novos projetos de infra-estrutura e ampliação da capacidade portuária. A visita da ministra chegou a ser anunciada para segunda-feira, mas foi cancelada ainda no domingo pela assessoria de Dilma. A ministra cumpriu agenda na cidade de Bagé (RS), onde tratou da intalação da TV digital no pa

 

 

JORNAL DA TARDE - SP 

OPINIÃO
27/09/2006

 

Oportuno e necessário

 

SECRETÁRIO DE POLÍTICA NACIONAL DE TRANSPORTES
José Augusto Valente
O Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), desenvolvido pelo
Ministério dos Transportes, é necessário porque o País precisa definir uma linha de ação a longo prazo – 15 a 20 anos – que garanta o processo de crescimento sustentável ambiental e social por meio do aperfeiçoamento da movimentação de cargas e de passageiros. Para ser um plano de Estado e não só de governo, contamos com a ativa participação dos atores envolvidos com o assunto: indústria, agricultura, transportadores, governos estaduais e universidades. O PNLT é oportuno pois, em 2007, serão elaborados os Planos Plurianuais (PPA) federal e estaduais, que orientarão a elaboração das respectivas Leis Orçamentárias no período 2008-2011. Na área de transportes, o PNLT será uma referência para esse trabalho em todas as esferas de governo.

Em dezembro de 2006, o PNLT apresentará à sociedade um portfólio de investimentos em infra-estrutura prioritário para a melhoria da logística. O PNLT indicará, também, o compartilhamento de responsabilidade pelos investimentos – União, Estados e municípios e iniciativa privada –, utilizando as várias combinações possíveis e a inventar. Finalmente, apresentará um conjunto de ações a desenvolver – leis, regras, sistemas de gestão –, visando à maior eficiência e eficácia logística.

A sociedade tem participado ativamente, tanto nos workshops regionais como nos encontros nacionais que realizamos em julho e agosto passados. Entendemos ser um bom sinal de que este plano será para valer.

 

 

JORNAL DA CIDADE - SE 

CIDADES
27/09/2006

 

Recomeça obra de duplicação da BR

 

As obras de duplicação da BR-101 foram iniciadas na manhã de ontem. A previsão do Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Dnit/SE) era iniciar os trabalhos no início de setembro, mas, por causa das fortes chuvas, foram adiadas. Algumas máquinas já estão tapando buracos no trecho localizado depois do viaduto de acesso à estrada que liga Itabaiana. Outras máquinas estão sendo aguardadas e, segundo informações do chefe de Serviço de Infra-Estrutura do DNIT, Carlos Alberto Sarmento, “a previsão é que, até segunda-feira, já estejam todas disponíveis”, afirmou.

A obra será iniciada pelas alças do viaduto da entrada de Aracaju e segue até o povoado Pedra Branca. Ao todo, serão duplicados 14 km, entre os trechos que compreendem o quilômetro 77,3 ao 91,6, desafogando o trânsito no local, que chega a ter um tráfego diário de 27 mil veículos. O atraso, segundo o
DNIT, deu-se por conta das chuvas deste inverno, que foi um dos mais rigorosos da década. “Não podíamos realizar os serviços com chuva. Tivemos que esperar para darmos início aos trabalhos”, completou.

Os recursos já estão assegurados no valor de R$ 60 milhões e compreende ainda trechos da BR-235, no município de Itabaiana até a cidade de Ribeirópolis. O prazo de execução dos serviços finaliza em outubro do ano que vem, já que o fluxo diário de veículos na região é muito grande.

 

 

AMAZÔNIA HOJE - PA 

ECONOMIA
27/09/2006

 

BR-163 terá dinheiro para asfaltamento

Ministro vistoria obras e anuncia liberação de recursos que ainda não foram depositados

 

Alailson Muniz
Agência Amazônia
O
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, esteve ontem no município de Santarém, oeste do Estado, para vistoriar obras com recursos federais e fazer o anúncio formal da liberação de R$ 20 milhões para o asfaltamento da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), especificamente do trecho entre Santarém (km 98) até Rurópolis (km 217). O ministro disse que o dinheiro já está disponível, mas ainda não foi depositado na conta do 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), executor da obra.

Paulo Passos disse também que estão disponíveis outros R$ 20 milhões para a construção de 14 pontes de concreto ao longo da rodovia. 'Essa é uma rodovia cuja pavimentação é esperada por todas as populações dos Estados do Pará e Mato Grosso. O Governo Federal deu uma demonstração inequívoca da importância que essa rodovia deve receber', discursou o ministro, acrescentando que o trecho entre a divisa do Pará e a cidade de Guarantã do Norte, no Mato Grosso, também vai receber R$ 20 milhões para a pavimentação. Desde sua abertura, em 1970, o máximo que se alocou de recursos para a Santarém-Cuiabá foram R$ 30 milhões de reais, em 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso. 'Eu gostaria de enfatizar para vocês que, este ano, nós temos dedicado a essa rodovia cerca de R$ 95 milhões de reais', informou Paulo Passos.

De acordo com as informações do ministro, a BR-163 receberá R$ 60 milhões e outros R$ 35 milhões que completariam R$ 95 milhões. Na última sexta-feira, o comandante do 8º BEC informou que, do início do ano até setembro, tinha recebido apenas R$ 500 mil para recuperação e manutenção da rodovia. 'No próximo ano, o Projeto de Lei Orçamentária encaminhado ao Congresso Nacional prevê R$ 108 milhões para a BR-163', disse Paulo Passos, ao acrescentar que o governo articula uma Parceria Público-Privada (PPP) para a pavimentação de Rurópolis até a fronteira com Mato Grosso. 'Já estamos no entendimento, depois de firmado um convênio com o Estado do Mato Grosso, no sentido de que se pavimente o trecho que vai de Guarantã até a divisa com o Pará. A parceria dará mais velocidade à obra'.

Perguntado sobre a situação do licenciamento ambiental da BR-163, Paulo Passos informou que o
Ministério dos Transportes articula junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) a liberação das licenças ambientais para a construção de 14 pontes de concreto e da pavimentação do trecho até Rurópolis. 'Dentro de curtíssimo prazo vamos iniciar a construção de seis pontes', anunciou o ministro. Segundo o comandante do 8º BEC, até agora o Ibama só liberou o asfaltamento de quatro quilômetros de rodovia.

O ministro disse que desta vez não vai ficar só na palavra e garantiu a pavimentação da rodovia até Rurópolis. 'Eu quero materializar a vontade do presidente. Já iniciamos os trabalhos e não há dúvida de que o asfalto vai sair'.

Sem nenhum impedimento jurídico

Sobre a solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU) para a suspensão de repasses federais necessários à conclusão de obras de infra-estrutura no Pará, entre as quais a BR-163, o
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, disse que não há impedimento jurídico que possa emperrar a liberação dos recursos. Mas frisou que só há um pequeno problema com a construção de uma ponte no município de Arraias, no Mato Grosso. 'Não há nenhuma dificuldade e nenhum impedimento. Quem está tocando a obra no Estado do Pará é o Exército brasileiro e nós vamos continuar fazendo o que prometemos, que é retomar a pavimentação da rodovia. E efetivamente já fizemos isso. Já fizemos base e vamos colocar capa asfáltica', garantiu Passos. Ele disse que o Ministério dos Transportes não foi notificado pelo TCU.

O ministro destacou ainda a importância do Projeto de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) da Área de influência da BR-163 (Santarém-Cuiabá). 'Com esse projeto, vamos incluir as comunidades remanescentes quilombos, povos indígenas, ribeirinhos, moradores de várzea e produtores rurais'.

A primeira etapa de pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá tem previsão de ser concluída em doze meses, segundo o 8º BEC. A previsão para o término da obra é de quatro anos.

Paulo Passos foi recebido no aeroporto pela prefeita Maria do Carmo (PT) e pelo comandante do 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), coronel Dower Jerônimo Morini. Depois, visitou o reinício das obras do anel viário, onde anunciou a liberação de R$ 1,2 milhão para prefeitura concluir a obra.

Ele também recebeu das mãos de Maria do Carmo o projeto de construção de um Terminal Portuário Fluvial para Santarém. Em seguida, fez uma rápida visita ao quilômetro 98 da Santarém-Cuiabá, ponto em que vai a pavimentação será reiniciada. Lá, ratificou o compromisso do Governo Federal com a conclusão da obra.