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A crise das
agências reguladoras
As agências
reguladoras não dispõem de estruturas e de recursos, sofrem influências
político-partidárias
DINHEIRO
28/06/2006
MECANISMOS
importantes para a credibilidade do país nos foros internacionais, os chamados
marcos regulatórios padecem de graves deficiências no Brasil, a partir da
precária situação em que se encontram as agências reguladoras. Criadas para pôr
regras e fiscalizar a prestação de serviços públicos por concessionárias
privadas, as agências enfrentam sérias dificuldades para desempenhar seu papel.
Não dispõem de estruturas e de recursos, sofrem influências
político-partidárias; mudam de rumo, a cada ciclo presidencial; aguardam a
nomeação de diretores e seus quadros se esvaziam.
A previsibilidade dos marcos é elemento essencial para atrair investidores.
Seus limites são difusos, ocasionando déficit operacional e, às vezes,
duplicidade de funções entre pessoas jurídicas do governo e órgãos de Estado.
Por falta de regras estáveis, a desconfiança grassa em muitos setores. O setor
de transportes enfrenta grave crise, decorrente da
baixa integração dos modais, péssima qualidade e insuficiência do sistema
rodoviário e dificuldade de acesso aos portos,
cujo modelo de gestão é dos mais precários.
Exemplo de falta de integração entre os modais está na região de Três Lagoas e
o bolsão sul mato-grossense, onde uma industrialização incipiente poderia ser
acelerada com os aproveitamentos da bacia Paraná-Tietê e a estrada de ferro da
Rede Ferroviária Federal, além da integração com a Ferronorte, que atravessa
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Para o setor de transportes, há duas agências reguladoras, a ANTT (Agência
Nacional de Transportes Terrestres) e a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), ambas criadas em 2001.
Nos últimos 20 anos, os investimentos no setor de transportes têm sido baixos, oscilando de 0,09% a
0,28% do PIB. As deficiências aparecem na natureza limitada das concessões
rodoviárias, no caráter estatal das administrações de portos e na fragmentação na estrutura de
propriedade das operadoras ferroviárias.
Como decorrência, emergem elevados custos de logística, estimados em 16% a 20%
do PIB, quando comparados a uma média de 11% a 12% na Europa e 9,8% nos Estados
Unidos. Estimam-se em R$ 10 bilhões as perdas de companhias brasileiras com
logística.
As agências do setor de transportes -ANTT e Antaq- trabalham de maneira isolada, sem
foco para a questão logística, razão pela qual devem ser fundidas. Entre os
tipos de navegação fiscalizados por essa última agência, está a navegação de
cabotagem, realizada entre os portos
ou pontos do território nacional, utilizando a via marítima e as vias navegáveis
interiores. Não se compreende a razão por que não abriga a cabotagem turística.
A ausência de definições é imensa, enquanto se multiplicam normas e resoluções
a cargo de inúmeros órgãos. Trata-se de um mercado promissor para o Brasil, que
poderá comportar um fluxo de 5 milhões de turistas. No entanto, por falta de
regras claras e excesso de burocracia, o turismo marítimo está ameaçado.
Os agentes que atuam no setor -PF, Ministério do Trabalho, Receita Federal,
Capitania dos Portos e Vigilância Sanitária- expandem a
burocracia e afugentam os grandes navios de turismo marítimo. Veja-se a
disposição do Conselho Nacional de Imigração, sob a égide do Ministério do
Trabalho, que chega a exigir a contratação de 30% de brasileiros para as
operações a bordo, coisa impraticável ante a moldura internacional que baliza
os contratos das tripulações. Por falta de unificação legislativa, somos obrigados
a conviver com situações extravagantes. A praticagem -atividade que consiste em
receber o navio e conduzi-lo para dentro do porto- é uma delas.
Chega-se a cobrar uma taxa de praticagem de US$ 30 mil, no porto de Santos,
quando esse custo oscila entre US$ 5.000 e US$ 10 mil nos portos internacionais. Pela inexistência de
marcos próprios para definir as atividades, o Brasil permanece ao largo da
cabotagem turística.
Há, ainda, o processo de escolha dos dirigentes pelo presidente da República,
após indicação aprovada pelo Senado. Constata-se pressão de partidos e grupos
na indicação dos diretores. A governança regulatória sujeita-se a contratos de
gestão que não são implementados, seja por conta das formas sugeridas seja por
conta da reduzida capacidade de controle dos ministérios sobre as agências. As
agências reguladoras carecem de aperfeiçoamento, sob pena de se expandirem os
conflitos entre elas e os Poderes Executivo e Legislativo, além de organizações
da sociedade civil.
RAMEZ TEBET (PMDB-MS), senador, foi presidente da Comissão de Assuntos
Econômicos e do Senado.
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Greve da
Receita cresce e preocupa
Situação
crítica faz secretário convocar reunião de emergência para pôr fim à
paralisação que já dura quase 60 dias
ECONOMIA & NEGÓCIOS
28/06/2006
O agravamento
da greve dos auditores fiscais, que já prejudica a produção da indústria,
obrigou ontem o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, a convocar uma
reunião de emergência com todos os superintendentes regionais do órgão. Perto
de completar 60 dias no próximo dia 2, a paralisação dos auditores ganhou força
depois que a governo apresentou uma proposta salarial considerada
insatisfatória pela categoria. Até as 22h30, a reunião ainda não tinha acabado.
Os servidores correm contra o tempo para conseguir um acordo favorável, porque
no dia 30 termina o prazo para o governo conceder reajuste salarial antes das
próximas eleições.
Ontem, em rápida entrevista na saída do Ministério da Fazenda, o ministro Guido
Mantega considerou normal "um pouco de excitação" por parte dos funcionários
públicos em torno dos reajustes salariais, por causa do prazo da legislação
eleitoral. E prometeu que até o final da semana as questões salariais, que
estão levando várias categorias de servidores à paralisação, estarão resolvidas,
sem indicar, no entanto, que providências o governo irá tomar para conter os
movimentos grevistas.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal
(Unafisco), delegados e inspetores que ocupam posições de chefia já começaram a
entregar os cargos. Até agora, esse movimento estava ocorrendo somente entre os
auditores com cargos que recebem comissão.
A greve também recebeu, nos últimos dias, novas adesões. Auditores que
trabalham no Aeroporto Internacional de Guarulhos paralisaram suas atividades
por tempo indeterminado. Os profissionais do Porto de Santos iniciaram paralisação de 96 horas. A expectativa é de
que durante esse período 2.500 contêineres deixem de ser liberados em Santos,
onde é registrada uma movimentação diária média de 3 mil contêineres. O
Unafisco calcula que seriam necessários 16 dias para zerar a carga represada em
Santos nesses quatro dias de paralisação.
"A situação é crítica. Os delegados e inspetores estão se movimentando. A
confiança que eles depositavam no governo acabou", disse Carlos André
Nogueira, presidente do Unafisco.
Segundo ele, o clima de insatisfação na categoria aumentou com a proposta
apresentada na semana passada pelo governo. "O governo está insensível com
a carreira e os transtornos provocados pela paralisação. É estranha essa
postura", atacou Nogueira.
A proposta que o governo apresentou para o reajuste salarial será avaliada hoje
em assembléia nacional que acontecerá em todo o País.
Pela proposta, o reajuste seria dado em duas etapas: julho de 2006 e julho de
2007. A partir de julho de 2006, para os auditores na ativa, os percentuais de
reajuste variam entre 3,31% e 9,94. Em julho de 2007, seria dado um novo
reajuste, entre 5% e 3,5%. "O salário inicial da categoria está defasado
em 50% e o governo propôs um reajuste de 3%", reclamou o presidente do
Unafisco.
Em informe divulgado ontem, a categoria promete acirrar a greve. A diretoria do
Unafisco em São Paulo também divulgou manifesto cobrando do ministro da
Fazenda, Guido Mantega, o compromisso dos auditores não serem discriminados em
relação a outras carreiras de Estado. "O ministro da Fazenda ao conceber
um aumento diferenciado entre carreiras estratégicas de Estado, como se assiste
ocorrer entre os auditores da Receita Federal e os Delegados da Polícia
Federal, atenta contra dignidade institucional", afirma o manifesto.
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No Porto de
Santos, 80% dos servidores estão parados
Até
sexta-feira, profissionais que fiscalizam as exportações e importações decidem
se voltam ao trabalho
ECONOMIA & NEGÓCIOS
28/06/2006
Às vésperas
de completar dois meses, a greve dos auditores fiscais da Receita Federal
praticamente paralisa o
Porto de Santos, o
maior do País. Desde segunda-feira, cerca de 80% dos 200 servidores que atuam
na fiscalização das exportações e importações em Santos estão com os braços
cruzados e só devem retornar ao trabalho sexta-feira. Isso, se não decidirem em
assembléia na própria sexta ampliarem a paralisação.
Com a radicalização do movimento, as indústrias paulistas que vinham
contornando os problemas com a paralisação do Aeroporto de Viracopos, em
Campinas, desde o início da greve, em 2 de maio, transferindo os embarques e
desembarques de mercadorias para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e
principalmente para o
Porto de Santos, já
se preparam para o pior. Além de dificultar o despacho das exportações, a
paralisação em Santos já começa a afetar o abastecimento de matérias-primas e
componentes das indústrias.
"A situação começa a ficar bastante complicada. Até agora, as paralisações
no porto eram temporárias, por alguns dias. Como as empresas trabalham com
estoque curto por causa do alto custo financeiro, muitas poderão ser obrigadas
a parar linhas de produção e até demitir funcionários", diz Humberto
Barbato, diretor de Comércio Exterior do Centro das Indústrias do Estado de São
Paulo (Ciesp).
O Porto de Santos movimenta cerca de 3 mil
contêineres por dia, dos quais 20% sofrem algum tipo de fiscalização, de acordo
com o Unafisco, o sindicato dos servidores da Receita Federal. Isso indica que
deixam de ser liberados em torno de 600 contêineres por dia.
A situação das empresas que dependem de insumos importados é mais complicada na
Zona Franca de Manaus, onde 40% da produção estão comprometidas. No setor de
eletroeletrônicos, 100% das fábricas enfrentam problemas e estão tendo de parar
algumas linhas, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas
(Fieam). "O estrago é enorme", diz José Nasser, presidente da
entidade.
Desde o início da greve, cerca de 3 mil metalúrgicos e operários do setor do
plástico já foram demitidos, segundo Waldemir Santana, presidente do Sindicato
dos Metalúrgicos do Amazonas,.
Os 7,7 mil auditores fiscais da Receita Federal reivindicam um plano de
carreira com política de reajuste salarial.
Os sindicalistas alegam perdas de 80% na correção dos salários nos últimos dez
anos. O piso da categoria é de cerca de R$ 7 mil - salário-base de R$ 4,5 mil,
mais benefícios.
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Lula
pré-eleitoral investe mais que FHC
POLÍTICA
28/06/2006
Brasília, 28
de Junho de 2006 - Investimentos federais no semestre superam os do ano passado
no mesmo período em 65%. A execução orçamentária da União revela que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu abrir os cofres neste ano
eleitoral, no qual tenta a reeleição. Acanhados nos primeiros semestres dos
últimos três anos, os investimentos atingiram de janeiro a junho últimos o
melhor resultado desde o início da gestão petista. Na corrida contra o tempo
para liberar verbas até o limite estabelecido pela lei eleitoral (30 de junho),
o governo Lula investiu R$ 4,647 bilhões, 65,7% sobre 2005, de acordo com
levantamento da Associação Contas Abertas, a pedido deste jornal, no Sistema
Integrado de Administração Financeira do Governo Federal.
"Tanto na área do investimento quanto na de gastos correntes, o presidente
Lula age tendo em vista a disputa eleitoral", acusa o senador José Jorge
(PFL-PE), vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República.
"Os investimentos não são fruto de uma estratégia administrativa, mas
parte do projeto de reeleição", acrescenta. Em 2002, o então presidente
Fernando Henrique Cardoso lançou mão de estratégia semelhante na tentativa de
fazer do tucano José Serra, hoje candidato ao governo de São Paulo, seu
sucessor no Palácio do Planalto. FHC investiu, então, R$ 4,003 bilhões no
primeiro semestre, 18,1% sobre R$ 3,4 bilhões em igual período de 2001.
O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), reconhece que,
naquela ocasião, petistas podem ter bradado a versão da "manobra
eleitoreira". Berzoini diz que tal acusação não pode mais fazer parte da
política nacional. Acrescenta que a lei eleitoral induz uma execução mais forte
no primeiro semestre. E alega que o governo tem sido transparente na aplicação
dos gastos.
"Não estamos iludindo ninguém, apenas cumprindo a lei", diz o
deputado. O valor pago no primeiro semestre supera em R$ 1,839 bilhão os
investimentos registrados até junho de 2005. Em 2004, foi R$ 1,92 bilhão a menos.
No primeiro semestre de 2003, os investimentos foram ainda mais tímidos: apenas
R$ 1,609 bilhão. Como o prazo para gastos no ano eleitoral se esgota até o fim
da semana, a perspectiva é de que o governo acelere as liberações nos próximos
dias. Há dinheiro em caixa", afirmou o senador José Jorge (PFL-PE),
vice-candidato à presidência da República na chapa de Geraldo Alckimin.
Neste mês, o governo empenhou R$ 3,3 bilhões – dos quais apenas R$ 238 milhões
foram pagos. Em abril, o governo havia empenhado R$ 217 milhões. Em março, R$
123 milhões. Entre as principais áreas contempladas pelo governo Lula neste ano
estão Transportes (R$ 1,185 bilhão), Saúde (R$ 685 milhões), Defesa ( R$
544 milhões), Educação (R$ 465 milhões), Integração Nacional (R$ 322 milhões) e
Agricultura (R$ 123 milhões). Confrontado com os dados, o senador José Jorge
critica a qualidade do investimento.
Considera desperdício o investimento realizado na operação tapa-buraco.
"Na primeira chuva, os buracos reapareceram nas estradas", diz o senador. Se pecou na
qualidade do gasto, como acusa a oposição, Lula foi hábil politicamente para
angariar os recursos que são investidos neste ano. Diante da demora do
Congresso para aprovar o Orçamento da União deste ano e a perspectiva de ficar
sem dinheiro em caixa, o presidente reservou R$ 13 bilhões em restos a pagar do
ano passado, que começaram a ser desembolsados a partir de janeiro.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e
Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, os investimentos públicos, mesmo
crescentes em anos eleitorais, não serão capazes de suprir os gargalos que
impedem um crescimento mais robusto da economia brasileira. Para tanto, o
presidente eleito em outubro tem de trabalhar para atrair recursos do setor
privado para obras, por exemplo, em ferrovias, portos e hidrovias. "Os orçamentos públicos, em todos os níveis da Federação,
não têm sido e não serão suficientes para atender às necessidades", diz
Godoy.
Pelas contas da entidade, é necessário investir, por exemplo, US$ 3,3 bilhões
por ano em expansão e manutenção no setor de transporte e logística para
garantir uma malha condizente com as pretensões do setor produtivo e da
sociedade. "O Estado precisa gastar bem, com planejamento, para eliminar
ou dirimir gargalos existentes", afirma.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 8)(Sérgio Pardellas e Daniel Pereira)
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Mais carro
importado no porto gaúcho
TRANSPORTE E LOGÍSTICA
28/06/2006
Caxias do Sul
(RS), 28 de Junho de 2006 - A chegada de veículos ao Brasil pelo porto gaúcho
de Rio Grande, no extremo sul do Estado, vem registrando crescimentos
consecutivos. Nos cinco primeiros meses deste ano os destaques das importações
foram os veículos da General Motors, o Corsa Classic vindo da Argentina, que
atingiu 600 unidades, e o Ômega australiano, que chegou a marca de 300 carros
importados. No mesmo período de 2005, no entanto, não foram registrados
operações envolvendo esses modelos.
De acordo com a assessoria da superintendência do Porto de Rio Grande, o incremento nas
operações da General Motors é explicável devido ao plano de expansão das
importações da montadora no Brasil, que leva em conta o câmbio favorável, por
causa da valorização do real.. O plano da montadora prevê para 2006 aumento
significativo da movimentação pelo porto gaúcho. Além disso, a General Motors
deverá desembarcar por Rio Grande mais dois modelos, um vindo da Argentina, que
soma-se ao Corsa Classic e outro do México.
Nos cinco meses deste ano houve acréscimo de 41,78% na importação total de
veículos por Rio Grande sobre igual nas operações deste segmento: neste ano
foram movimentados 923 veículos, enquanto que no mesmo período do ano passado o
número ficou em 651.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Guilherme Arruda)
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CLÁUDIO HUMBERTO
28/06/2006
Propaganda
enganosa
Em Sergipe
sobram outdoors anunciando R$ 11 milhões federais na restauração da BR-101, mas
obra, que é bom, nada. É tanto buraco, que só nos primeiros dez dias de junho,
nove pessoas morreram em acidentes.
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Técnicos
analisam estradas brasileiras
ECONOMIA
28/06/2006
SÃO PAULO. A
partir de hoje até o dia 4 de agosto, técnicos da Confederação Nacional do
Transporte (CNT) percorrerão todas as estradas
federais do país para avaliarem as condições da malha rodoviária.
A Pesquisa Rodoviária CNT, realizada anualmente, será feita por 15 equipes de
pesquisadores, que irão analisar as condições do pavimento, sinalização, e
outras questões técnicas de 85 mil quilômetros de rodovias.
O trabalho tem como objetivo diagnosticar as rodovias e contribuir para o planejamento das políticas públicas. A CNT
levará o relatório da pesquisa aos órgãos responsáveis pelo transporte
rodoviário, governos federal e estaduais e Congresso Nacional.
Segundo a Pesquisa Rodoviária CNT de 2005, 72% das rodovias estavam em condições precárias.
Desde o início do ano, o Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), trabalha na recuperação emergencial
das estradas federais.
Segundo o último relatório de obras do DNIT,
até o dia 15, 73,1% das rodovias previstas no plano haviam sido
recuperadas. A operação de recuperação deve durar até o início de julho, com a
recuperação de 26,9 mil quilômetros da malha rodoviária federal. Os
investimentos estão estimados em R$ 440 milhões.
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Cabeceira de
ponte cede e afeta tráfego
VEÍCULOS
PESADOS ENFRENTAM DIFICULDADES PARA CHEGAR A TERRITÓRIO PERNAMBUCANO; REPARO
EMERGENCIAL EVITA MAIORES TRANSTORNOS
CIDADES
28/06/2006
Novo Lino -
Veículos considerados pesados como caminhões e carretas ficaram impedidos de
atravessar - das 20 horas da última segunda-feira ao meio-dia de ontem - a
ponte sobre o Rio Jacuípe na BR-101, entre Novo Lino, na região norte de
Alagoas, e Xexéu, em Pernambuco, divisa entre os dois estados. A chuva forte
caída nos últimos dias afetou a cabeceira da ponte e ameaçava toda a estrutura.
A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Trânsito (DNIT) em Alagoas concluiu o reparo no
início da tarde de ontem e o tráfego no local foi normalizado.
A intervenção foi feita às 20 horas da última segunda-feira pela Polícia
Rodoviária Federal (PRF), para evitar acidentes.
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BR-070 será
pavimentada
CIDADES
28/06/2006
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor-geral do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura e Transportes (Dnit),
Mauro Barbosa da Silva, assinam na manhã de hoje em Aragarças ordem de serviço
para o início da pavimentação de trecho da BR-070, entre as cidades de Montes
Claros de Goiás e Aragarças, e da conclusão das obras de recuperação da BR-158,
entre Aragarças e Caiapônia.
O anúncio dos recursos para a pavimentação foi feito na última segunda, 21, pelo
governo federal. Ao todo, são R$ 40 milhões, sendo R$ 2 milhões destinados para
a supervisão do empreendimento e R$ 38 milhões para o término da obra. Ainda
devem ser executados serviços como sinalização horizontal, vertical e a
construção de bueiros celulares. A previsão é de que sejam feitas também com o
dinheiro pontes, viadutos e passarelas.
Para a retomada das obras de pavimentação da BR-158 foram liberados R$14, 5
milhões. A finalização vai viabilizar a ligação de Brasília a Cuiabá e deve
gerar avanço na economia.
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Entidades se
unem para recuperar BR-135
MONTES CLAROS
- O Norte de Minas inicia hoje uma mobilização para pressionar o Ministério dos Transportes e Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) a reconstruir 300 quilômetros da BR-135, no trecho entre o
Trevo da BR-040 e a entrada de Montes Claros, principal opção de ligação da
região com Belo Horizonte e estados do Sudeste. A Associação Comercial,
Industrial e de Serviços de Montes Claros (ACI) e o Sindicato das Empresas de
Transportes de Cargas do Norte de Minas (Sindinor) entregarão ao diretor geral
do Dnit, Mauro Barbosa, hoje, em Montes
Claros, o projeto elaborado pelas entidades apontando as intervenções
necessárias. A BR-135 teve seu traçado elaborado na década de 1960, pelo então
presidente Juscelino Kubstichek, começa na BR-040 e termina em São Luiz, do
Maranhão. No trecho mineiro, faltam 150 quilômetros a serem pavimentados, entre
os municípios de Itacarambi, Manga e Montalvânia.
De acordo com o presidente do Sindinor, Antônio Henrique Sapori, a rodovia está
transitável, com a Operação Tapa-Buracos iniciada no dia 22 de dezembro pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a Montes Claros. Segundo
Sapori, estudos técnicos comprovam a necessidade de reconstruir vários trechos
da rodovia que estão pavimentados há mais de 40 anos e também indica a
necessidade de se instalar balanças em vários pontos da rodovia para conter o
excesso de peso das cargas que danifica o que a pista. ‘A rodovia ficou intransitável
durante o período chuvoso dos últimos três anos, obrigando caminhoneiros a
desviarem para outras rotas», disse.
O projeto técnico a ser entregue ao Dnit
foi viabilizado com recursos da ACI e Sindinor, que captaram o dinheiro junto a
empresas associadas, totalizando R$ 120 mil. ‘O estudo atende a uma demanda do
Governo, que alega somente poder executar qualquer obra se tiver o projeto
executivo pronto. Aceleramos esta providência, contratando este projeto. Agora,
vamos entregá-lo ao Governo, na expectativa de que a obra seja licitada. A BR
135-estava incluída na Medida Provisória 82, que a delegou ao Estado e isto
impediu o Ministério
dos Transportes
de fazer obras nela. Agora que este assunto acabou, vamos esperar que as obras
sejam iniciadas imediatamente‘, ressaltou Sapori. ‘Queremos uma ação definitiva
e sem paliativos para resolver o problema definitivamente‘, conclui.
O projeto prevê a construção de terceira pista em pontos considerados críticos,
como todas encostas e subidas de morro. Sobre a privatização da rodovia e a
cobrança de pedágios, o presidente do Sindinor ressalta que isto sequer está
sendo aventado no momento, mas se o Governo decidir adotar esta medida,
precisará antes discutir com a comunidade. Ele lembra que qualquer custo a mais
implicará no aumento do frete e inviabilizará várias atividades.
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Volta a
perícia nas estradas
ECONOMIA
28/06/2006
A
fiscalização do Tribunal de Contas de União (TCU) em 24 obras de «tapa-buracos»
realizadas em Minas pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes
(Dnit) vai ser retomada a partir da semana
que vem. Os fiscais e auditores do TCU vão checar se as determinações passadas
ao Dnit, em maio, para sanar diversas
irregularidades, foram cumpridas. A operação, que recebeu o nome de Programa
Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas (Petse), começou em 9
de janeiro e termina na próxima sexta-feira. O investimento previsto para o
Estado é de R$ 94 milhões para recuperar 47 trechos, ou 3.500 quilômetros, de rodovias.
Em Minas, o TCU constatou baixa qualidade nos serviços executados em nove
trechos. Um exemplo é a BR-050, entre a divisa de Minas com Goiás e Uberlândia.
Depois da obra, o asfalto neste ponto se soltou, e surgiram buracos. Em três
trechos _ nas rodovias BR-354, BR-262 e BR_259 _, o TCU
concluiu que não era necessária a dispensa de licitação pública no contrato
porque não se tratava de uma obra de emergência.
O mesmo ocorreu na BR-259, na ponte sobre o Rio Manhuaçu, na Zona da Mata.
Neste trecho, o Dnit contratou uma empresa em regime de
urgência para reconstruir a estrutura. Para o TCU, o contrato deveria ser anulado
para a realização de licitação. A assessoria de imprensa do Dnit informou que, após o relatório do tribunal, o órgão
suspendeu a obra no trecho e arquivou o processo.
O Tribunal de Contas da União (TCU) também determinou que o Dnit assinasse os contratos com as empresas responsáveis por
obras em 21 trechos, que estavam sem o instrumento legal. A assessoria de
imprensa do Dnit informou que a fiscalização do Dnit foi feita no início do ano e, agora, a situação já está
regularizada. O órgão garantiu que todos os contratos já foram assinados.
Na BR-116, em São João do Manhuaçu, a recuperação da rodovia foi iniciada sem o
projeto básico. Segundo informação da área técnica do Dnit, passada ao TCU, o pavimento sofre redução considerável
em sua vida útil quando não há um controle efetivo de pesagem, provocando
prejuízos de cerca de R$ 1,5 bilhão por ano. Somente duas obras não receberam
observações no relatório, nos trechos da BR-135, entre o entroncamento de Montes
Claros e Engenho Navarro e entre Engenho Navarro e Corinto.
O ministro-relator da auditoria do TCU, Augusto Nardes, afirma que 18% da malha
federal estão em bom estado, 35%, regular, e 47%, em mau estado. Em todo o
país, foram fiscalizados 103 itens do programa, sendo que em 47,5% das
fiscalizações foram encontradas irregularidades que ensejam a paralisação da
obra. Somente em 7,9% das obras não havia problema. O Petse foi realizado com
recurso extraordinário de R$ 440 milhões e aplicado em 25 estados brasileiros.
O TCU constatou que, em 8,3% das obras que tiveram a declaração de situação de
emergência, o trecho apresentava boas condições de tráfego, não sendo permitida
a dispensa de licitação conforme a Lei nº 8.666/93. O tribunal constatou,
ainda, que em 37,7% das situações, a estrada estava em situação apropriada ao
trânsito, não justificando a utilização de recursos do crédito extraordinário
que exigem urgência e imprevisibilidade.
De acordo com o relatório do ministro, nos casos em que houve irregularidades
na aplicação de recursos, dispensa de licitação e obras, os gestores poderão
ser responsabilizados. Entre as punições possíveis, estão suspensão do
trabalho, multa e determinação de ressarcimento aos cofres públicos do dinheiro
gasto. A assessoria de imprensa do Dnit
informou que as empreiteiras só vão receber depois que a recuperação estiver
concluída. Se for constatado que o serviço foi feito com baixa qualidade, a
empresa não recebe. O pagamento só será feito depois que a obra for refeita nos
padrões exigidos.
Obra na MG-050 começa no mês que vem
Uma das principais saídas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em
direção ao Sul de Minas, a MG-050, vai passar por restauração a partir do mês
que vem. A obra vai cobrir 14 quilômetros da via, entre os municípios de Betim
e Juatuba, na RMBH. O trecho está fora do projeto de concessão da rodovia ao
setor privado por meio da Parceria Público-Privada (PPP), já aprovada pelo
Governo estadual. A PPP abrange a MG-050 entre Juatuba e a divisa de São Paulo.
Para restaurar a estrada, o Departamento de Estradas e Rodagens de Minas Gerais
(DER-MG) vai realizar obras de melhoria de acostamento, passeio, sinalização e
pavimentação. A ordem de serviço foi dada na semana passada e o prazo para
conclusão é de um ano.
Outra saída da RMBH que está passando por obras é a BR-262, entre Betim e Pará
de Minas, na Região Central. O trecho apresenta ondulações e buracos na pista
que serão corrigidos com a restauração. O Anel Rodoviário, também importante
corredor de saída da RMBH, tem um projeto de revitalização orçado em R$ 70
milhões, mas ainda vai ter que esperar um pouco para receber atenção.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Belo Horizonte informou que existe a
intenção de se firmar um convênio com o Departamento Nacional de
Infra-Estrutura e Transportes (Dnit)
para realizar a obra, mas não há data prevista para o acordo. O engenheiro do Dnit responsável pela RMBH, Alexandre Oliveira, disse que o
projeto já foi aprovado pelo órgão, mas o convênio depende da prefeitura.
A revitalização do Anel Rodoviário inclui reasfaltamento, melhoria do sistema
de drenagem, recuperação de oito passarelas para pedestres e nova sinalização
vertical e horizontal. «O sistema de drenagem do Anel está péssimo», diz o
engenheiro. Segundo ele, se não houver obras na drenagem, não adianta recuperar
o asfalto porque a água acumulada faz com que novos buracos surjam. A rodovia
tem 26,5 quilômetros e um fluxo de cerca de 85 mil veículos dia, conforme a
Polícia Rodoviária Estadual. A assessoria de imprensa do Dnit informou que, no momento, 12 estradas estão com obras, mas, em nenhuma
delas, o tráfego está impedido.
Auditoria nas estradas
Problemas encontrados pelo Tribunal de Contas da União
Trecho Indícios de Irregularidade encontrados
BR-354 - Entroncamento MG-050/Entroncamento BR-381 (Perdões) Ausência de
contrato, baixa qualidade dos serviços, descumprimento das instruções de
serviço do Dnit
BR-120 - Entroncamento MG-262 (Ponte Nova)/Entroncamento MG-447 (Visconde do
Rio Branco) Ausência de contrato
BR-267 - Olaria/Entroncamento BR-354(A)/383(A) (Caxambu) Ausência de contrato,
trecho não apresenta características de serviços emergenciais
BR-267 - Entroncamento BR-116(B)/Olaria Ausência de contrato, baixa qualidade
dos serviços
BR-265 - Entroncamento MG-135/338 (Barbacena)/Entroncamento BR-383/494 (São
João del-Rei Ausência de contrato
BR-265 - Entroncamento BR-354 (Lavras)/Entroncamento BR-381 (Perdões) Ausência
de contrato
BR-265 - Entroncamento BR-383/494 (São João del-Rei)/Entroncamento BR-354
(Lavras) Ausência de contrato, baixa qualidade dos serviços
BR-265 - Nepomuceno/Entroncamento MG-170 (Ilicínea) Ausência de contrato
BR-491 - Entroncamento MG-184 para Areado/Entroncamento MG-167(A) (Varginha)
Ausência de contrato
BR-369 - Entroncamento BR-265(B)/Entroncamento BR-491 (Alfenas) Ausência de
contrato
BR-354 - Entroncamento BR-352(B) para Arapuá/Entroncamento BR-262(A) Ausência
de contrato
BR-354 - Entroncamento MG-170 (Iguatama)/Arcos Ausência de contrato, baixa
qualidade dos serviços executados
BR-352 - Entroncamento BR-146(B)/354(A)/365(B) (Patos de Minas)/Entroncamento
BR-354(B) Ausência de contrato, baixa qualidade dos serviços executados
BR-146 - Entroncamento BR-267(B)/459(B) (Poços de Caldas)/Entroncamento MG-455
(Andradas) Ausência de contrato
BR-146 - Entroncamento BR-491(B)/MG-446 para Muzambinho/Entroncamento
BR-267(B)/459(B) (Poços de Caldas) Ausência de contrato, baixa qualidade dos
serviços
BR-267 - Entroncamento MG-179/453 (Machado)/Entroncamento BR-146(A) Ausência de
contrato, baixa qualidade dos serviços
BR-262 - Entroncamento BR-494/MG-423/Entroncamento MG-164 para Bom Despacho
Ausência de instrumento de contrato, trecho não apresenta características de
serviços emergenciais
BR-116/MG - Entroncamento BR-458 (B) para Iapu/Trevo de acesso a São João do
Manhuaçu Ausência de contrato
BR-116 - Trevo de acesso a São João do Manhuaçu/Entroncamento BR-265/356
(Muriaé) Ausência de contrato/Ausência de projeto básico
BR-135 - Ponte sobre o Córrego do Leitão (km 659) Ausência de contrato
BR-050 - Divisa GO/MG/Entroncamento BR-365(A)/452(A)/455/497 (Uberlândia)
Ausência de contrato, baixa qualidade dos serviços executados
BR-259 - Ponte sobre o Rio Manhuaçu Trecho não apresenta características de
serviços emergenciais
BR-135 - Entroncamento BR-122/251/365 (Montes Claros)/Engenheiro Navarro Não há
BR-135 - Engenheiro Navarro/Corinto Não há
Indícios de Irregularidades Número de ocorrências %
Ausência de contrato 21 88
Trecho não apresenta características de serviços emergenciais 3 13%
Ausência de Projeto Básico 1 4
Baixa qualidade dos serviços/descumprimento das instruções de serviço do Dnit 9 38
Sobrepreço/superfaturamento 3 13
Problemas em descontos 2 1
Fonte: Tribunal de Contas da União _ TCU
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Tapa-buracos
ECONOMIA
28/06/2006
O Tribunal de
Contas de União (TCU) retoma, na próxima semana, a fiscalização em várias obras
nas rodovias de Minas Gerais. Apelidadas de
‘tapa-buracos‘ e realizadas pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e
Transportes, o Dnit, as obras nas estradas consumiram investimentos da ordem de
R$ 94 milhões, para a recuperação de 3.500 quilômetros de rodovias que cortam Minas.
Chega em boa hora a fiscalização, pois a operação ‘tapa-buracos‘, iniciada em
janeiro deste ano, portanto há apenas seis meses, já apresenta inúmeras
irregularidades, constatadas pelos próprios fiscais e auditores do TCU. Muitos
trechos não resistiram à chuvarada do Verão, e estão hoje em situação tão
precária que parece não terem recebido as melhorias. E olhe que a operação, que
recebeu o pomposo nome de Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança
nas Estradas, na verdade só deverá ser encerrada na próxima sexta-feira.
Não só quem trafega pelas estradas mineiras mas também os funcionários
do TCU já detectaram, em nove trechos fiscalizados até o momento em Minas, a
pésssima qualidade dos serviços executados. Cabe destacar aqui, também, que
várias rodovias foram recuperadas sem a realização de
licitação pública, mas apenas depois das obras prontas é que o TCU concluiu que
este instrumento legal deveria ter sido utilizado, pois determinados trechos
não estavam enquadrados nas chamadas obras emergenciais.
Portanto, além da fiscalização da qualidade dos serviços, o TCU quer
informações sobre as empresas contratadas em regime de urgência. O
contribuinte, que paga os impostos para ter garantida a sua integridade e segurança
quando viaja pelo Estado, já constatou que, depois das chuvas, muitos trechos
recuperados já estão com o asfalto solto, e os buracos voltaram a se abrir.
Quando a operação foi iniciada, o governador de Minas, Aécio Neves, alertou
para o aspecto eleitoreiro do programa. Dizia ele, na época, que as obras em
andamento não resistiriam às primeiras chuvas. E tinha razão nosso governador,
que recebeu duras críticas do governo federal. Que era preciso realizar as
obras ninguém duvida nem questiona, mas o que o contribuinte mineiro quer são estradas onde possa trafegar com tranqüilidade
e confiança, sem as ‘crateras‘ traiçoeiras a cada curva, responsáveis por
centenas de acidentes registrados nas rodovias
de Minas, o estado com a maior malha rodoviária do país.
O Dnit alega que todos os contratos estão
regulares. Os usuários das rodovias
reclamam da rápida deteriorização das estradas
recuperadas. Para o Dnit, os estragos são conseqüência da
falta de controle de pesagem. Realmente, as balanças estão praticamente
desativadas nas rodovias, e quem transporta cargas pesadas aproveita-se
da ausência quase que absoluta de fiscalização. Os prejuízos aos cofres
públicos, segundo o próprio Dnit,
atingem a absurda cifra de cerca de R$ 1,5 bilhão por ano, em todo o país.
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O
vice-candidato Porcino do Piauí
INDÚSTRIA
28/06/2006
O cliente,
lúcido na sua chestertoneana loucura, não queria saber de processos nem de
negócios. Só de política:
— Dr. George, nós estamos cansados de eleger governadores sãos. Nenhum deles
prestou. Agora, queremos um doido para o governo do estado.
— E quem é o candidato?
— É aqui nosso colega, o doutor Clidenor.
Nostradamus
Ninguém resiste ao tsunami da Internet. Quando se junta a Nostradamus, sai de
baixo. A Internet descobriu que, já no século 16, “Nostradamus previu o governo
Lula”. Está no livro Visão das Trevas, Grandes Catástrofes da Humanidade, de
Nostradamus (Editora Record. Rio);
1. — “E, próximo do 3º ano do 3º milênio, uma besta barbuda (sic ) descerá
triunfante sobre um condado do Hemisfério Sul (sic), espalhando desgraça e
miséria”.
2. — “Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente
completos” (sic).
3. — “Trará com ele uma corja (sic) que dominará e exterminará as aves bicudas
(sic) e implantará a barbárie por muitas datas sobre o povo tolo e leviano”.
Piauí
Longa carta do ex-deputado João Henrique, do PMDB do Piauí:
“Teresina, 21 de junho de 2006.
— Prezado jornalista Sebastião Nery, sua coluna, publicada aqui pelo jornal
Diário do Povo, registra que ‘bandidos arrombaram a residência e o escritório
do ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente dos Correios, João Henrique, e
roubaram R$ 1,6 milhão’.
Quero informar ao nobre jornalista que esta ‘notícia’ é falsa, pois nunca existiu
assalto algum à minha residência ou ao meu escritório. A falsa notícia,
divulgada pelo portal ‘180 graus.com’, de Teresina, e somente por ele, e que
você reproduz, não passa de terrorismo político, no momento em que estamos às
vésperas da convenção estadual do PMDB, onde a tese que defendo, a de coligação
com o PT, desponta como amplamente favorável entre os convencionais.
Partidários da candidatura própria, quem sabe, procuram com isso passar para a
opinião publica que nosso favoritismo se deve à compra de votos, o que
considero um desrespeito aos delegados do partido.
A coluna também ofende a honra dos parlamentares que nos acompanham nesta
jornada. São todos homens de bem, que há dois anos defendem esta mesma tese e
me procuraram para compor a chapa majoritária encabeçada pelo governador
Wellington Dias, como candidato a vice-governador. Aqui não há deputado
comprado.
Quanto a mim, a quem sua coluna também atinge de forma desrespeitosa e injusta,
quero lembrá-lo de que, no Piauí, já fui secretário de Governo, de Cultura e de
Educação, deputado federal em três mandatos, membro da mesa diretora da Câmara.
Em 2002, no governo Fernando Henrique, ocupei o cargo de ministro dos Transportes e de lá, bem sabe o nobre jornalista,
não saí em nenhuma ‘caçamba de escândalos’. Ao contrário, minha administração
chegou ao final sem qualquer mácula.
No início do governo Lula, por indicação do meu partido, assumi a presidência
dos Correios e assumo a responsabilidade pelos atos que pratiquei. Dos centenas
de atos que assinei, a CPI dos Correios fez referência a apenas um, e somente
um, e este mesmo ainda se encontra em análise pela auditoria do Tribunal de
Contas da União, como já prestei os esclarecimentos. O prezado jornalista, bem
informado como é, certamente tem conhecimento disso.
Finalmente, lamento que tão prestigiosa coluna, publicada em jornais de
praticamente todo o Brasil, provavelmente induzida por terceiros, tenha dado
guarida a informações tão infundadas. Por isso e em nome do restabelecimento da
verdade, solicito a divulgação dos esclarecimentos.
Cordialmente, João Henrique”.
Piauí (2)
Espero que os “esclarecimentos” sejam exatos. Porque as previsões do deputado
são um desastre. A carta é de quarta, 21. Três dias depois, sábado, 24, a
convenção do PMDB mostrou que a tese dele, da coligação com o PT, não
“despontava como amplamente favorável” nem tinha “favoritismo” nenhum.
O vice Porcino, que foi sem nunca ter sido, seu grupo e a tese da coligação com
o PT foram derrotados na convenção do PMDB por 194 a 146 (48 de diferença) e o
senador Mão Santa, à frente em todas as pesquisas desde o começo da campanha,
foi lançado candidato a governador.
A tese da vice era mesmo suspeitosa. Os dois partidos menores lançaram
candidatos: o PT o governador Weelington, à reeleição, e o PSDB o ex-prefeito
Firmino Filho. Por que o maior partido, o PMDB, que já governou o estado duas
vezes e tem dois dos três senadores (o outro, Heráclito Fortes, é PFL), não
teria candidato e ficaria aboletado na garupa do PT, como vice?

Inaugurações
nas regiões Oeste e Central
POLÍTICA
28/06/2006
Palmas - Um
trecho de 90 quilômetros da TO-226, que liga Goiatins a Campos Lindos, será
inaugurado na manhã de hoje pelo governador Marcelo Miranda (PMDB). A obra
executada em parceria com o Ministério dos Transportes custou R$ 35,6 milhões. As cidades ficam localizadas na
região Oeste do Tocantins, na divisa com o estado do Maranhão.
Durante a tarde, o Governador faz a inauguração da reforma da pista de pouso da
cidade de Novo Acordo, região Central, e também da TO-020 com 40 quilômetros,
que liga a cidade ao município de Aparecida do Rio Negro. A pavimentação foi
realizada por uma parceria do Governo do Estado com o Ministério das Cidades e
contou com investimento de R$ 23,9 milhões.
Acontecerá também em Novo Acordo o lançamento da pedra fundamental da orla do
ribeirão Brejão e a reforma do mercado municipal, que será transformado em um
Centro de Lazer para a população local.
Na cidade de Aparecida do Rio Negro, o Governador entrega 33 casas populares,
asfaltamento e urbanização do trevo BR-010 e TO-020, e lança a pedra
fundamental da futura sede da prefeitura de Aparecida do Rio Negro. (J.M)
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Estrada para
o litoral do Piauí ainda tem buracos
DIRETORA do
DER-PI, Karenina Eulálio, fala da recuperação de trechos no litoral
GERAL
28/06/2006
A aproximação
das férias de julho traz uma grande preocupação ao piauiense que gosta de
viajar: como estão as estradas? Como as chuvas intensas do começo
deste ano, verdadeiras crateras se abriram em muitos trechos, o que torna o
tráfego complicado e perigoso.
Considerada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF-PI) como a que tem a maior
movimentação nesta época das férias, que se aproxima, a BR-343, que leva os
turistas ao litoral do Piauí ainda tem buracos em alguns trechos. Relatório do DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transportes), órgão responsável pela manutenção dessa rodovia, diz que vêm
sendo feitos trabalhos de recuperação na BR-343.
O levantamento é do dia 9 de junho e informa que a situação da BR-343, que leva
ao litoral, é de regular a boa em alguns pontos. De acordo com o relatório,
alguns trechos foram recentemente recuperados, mas o motorista deve redobrar a
atenção nos trechos próximos aos municípios de Capitão de Campos a Piripiri e
de Piracu-ruca a Buriti dos Lopes, especialmente se viajar à noite.
Procurado pela reportagem do DIÁRIO DO POVO, a direção do DNIT informou que não poderia receber a imprensa porque
estava ocupada fazendo projetos para enviar para Brasília e ontem, dia de jogo
do Brasil, o órgão iria fechar mais cedo. Já a diretora do DER-PI (Departamento
de Estradas e Rodagens do Piauí), Karenina Eulálio, explicou que muitas obras
estão sendo realizadas durante o mês de junho, algumas delas em trechos mais
voltados ao turismo. “Estamos iniciando esta semana a recuperação de alguns
trechos da área das praias, especificamente na região da praia do Coqueiro e
também no acesso à Ilha Grande”, comentou.
Ela informou ainda que estão sendo recuperados trechos de rodovias de acesso a muitos pequenos municípios,
mesmo os que estão fora das rotas turísticas.
OPERAÇÃO - A Polícia Rodoviária Federal já está organizando a Operação Férias
Escolares, que vai acontecer de 30 de junho a 30 de julho nas estradas federais. Segundo o inspetor
Francílio Viana, o planejamento começou a ser feito esta semana. “Todo o nosso
efetivo será mobilizado para trabalhar durante a operação. Sabemos que neste
período de férias escolares aumenta muito o movimento nas estradas, porque as pessoas viajam para o
litoral ou para visitar parentes no interior”, disse, acrescentando que é
importante verificar os itens de segurança do veículo antes de pegar a estrada,
para evitar problemas de última hora.
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Propaganda
enganosa
CLÁUDIO HUMBERTO
28/06/2006
Em Sergipe
sobram outdoors anunciando R$ 11 milhões federais na restauração da BR-101, mas
obra, que é bom, nada. É tanto buraco, que só nos primeiros dez dias de junho,
nove pessoas morreram em acidentes.
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Vistoria por
mais segurança no cais (27/06)
Representantes
da Docas e da Receita Federal vão checa obras para controlar acesso de
trabalhadores ao local
POLÍCIA
28/06/2006
O presidente
da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Antônio Carlos Soares, fez uma vistoria
no Porto do Rio ontem, quando O DIA noticiou
que as atividades do local podem ser paralisadas devido à falta de segurança.
Acompanhado por representantes da Receita, Federal e chefes de segurança
portuária, ele percorreu todos os terminais da Praça Mauá. A `blitz' era para
verificar o andamento de obras de adequação a normas internacionais
estabelecidas após tratado assinado por 162 países - o ISPS Code -, como
noticiado ontem.
No Armazém 18, por exemplo, onde funciona o Ogmo (Órgão Gestor de Mão-de-Obra
do Trabalho Portuário do Rio, Sepetiba, Forno e Niterói), obras serão
inauguradas sexta-feira. Lá, foram instaladas cercas, roletas e dispositivos de
identificação eletrônica. É pelo Armazém 18 que entram todos os funcionários do
porto, atualmente sem nenhum controle, segundo constatado na vistoria.
Outra intervenção é nos quatro portões de acesso. Barreiras eletrônicas e
guaritas estão sendo construídas para intensificar a-segurança- As obras devem
ser entregues até o dia 3 de agosto. A partir do ISPS Code, qualquer país
poderá recusar carga oriunda de portos
sem certificação, classificando o material como "contaminado" por não
cumprir requisitos de segurança.
Em agosto, termina o prazo estabelecido no Termo de Ajustamento de Conduta,
assinado pela Docas, o Ogmo e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Caso as
intervenções não estejam concluídas, o MPT vai pedir a suspensão do certificado
de segurança provisório do
Porto do Rio de
Janeiro.
Dia 18, O DIA mostrou que Evanilson Marques da Silva, o Dão, chefe do tráfico
do Morro da Providência, no Centro, não só tem a carteira que permite o acesso
ao porto como, só neste ano, já `trabalhou' 12 dias. A Polícia Civil investiga
como o criminoso conseguiu o documento e quem `batia ponto' no lugar dele'- há
informações de que ele era estivador apenas na carteira e não de fato. Por
determinação da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal
tambémvai investigar.
"O que levou o MPT a criar uma força-tarefa para analisar as condições de
trabalho no porto partiu da denúncia de que um presidiário teria carteira de
trabalho na área. Muitos `compram' suas vagas", afirmou o procurador
Patrick Maia, do MPT, frisando como prioridade a questão da identificação. O
presidente da Docas disse que será intensificada a revista em pessoas e
veículos que tenham acesso ao cais. "Tentamos adequar. Mas tem muita
burocracia. Somos uma empresa de gestão pública", justificou.
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Rodovias
federais serão submetidas a avaliações
SERVIÇOS
28/06/2006
De hoje a 4
de agosto, técnicos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) vão percorrer
todas as estradas federais do País para avaliar as
condições da malha rodoviária.