GUILHERME AUGUSTO
28/09/2006
Duplicação...
O
Dnit – Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes já tem pronto o projeto de duplicação da
BR-316, de Castanhal até Santa Maria, na estrada de Salinópolis.
...Da BR-316
O Ministério
dos Transportes, órgão ao qual o Dnit está subordinado, deverá aprovar o projeto e
autorizar já no início de 2007 a licitação e o início das obras.
GERAL
28/09/2006
Acordos para a BR-101
O
mutirão de audiências de conciliação iniciado na segunda-feira, em Osório,
terminou ontem com 98 acordos de desapropriação de áreas às margens da BR-101.
Foram realizadas 161 audiências entre Dnit e proprietários. As indenizações
ultrapassaram R$ 1,65 milhão, num valor R$ 150 mil superior à avaliação
inicial. O mutirão deve agilizar as desapropriações necessárias para a continuidade
das obras de duplicação da rodovia. Uma nova rodada de audiências está marcada
para o período de 18 a 20 de outubro, em Torres.
ECONOMIA
28/09/2006
Novos molhes para o Porto de Itajaí
Obra
inaugurada ontem possibilita incremento de 20% na movimentação de navios no
cais
CAMILA
KNISS
ITAJAÍ - Depois de sobrevoar o Molhe Sul de helicóptero, o ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, aterrissou ontem
para a solenidade de inauguração da obra na sede do Porto de Itajaí.
Além da apresentação da área recuperada, a visita ministerial ganhou outro
propósito: o pedido de um repasse federal no valor de R$ 40,3 milhões. Os recursos
seriam aplicados em novos projetos, como recuperação do Molhe Norte e
modernização da sinalização náutica.
- O governo está pronto para dar apoio ao Porto de Itajaí - disse Passos, confirmando a
liberação da verba em 2007.
Com a solicitação, o ministro recebeu um balanço da aplicação de R$ 53 milhões
encaminhados ao município através do programa Agenda Portos. Do total, R$ 16,5
milhões foram aplicados em melhorias no Molhe Sul, que garantirão segurança aos
navios no canal de acesso ao terminal itajaiense. A recuperação dos 800 metros
de extensão da estrutura ficou pronta em 10 meses.
Agora, a prefeitura inicia a urbanização do local, que irá receber ciclovia,
bancos, deques e iluminação para a prática de surfe noturno. Passos demonstrou
satisfação com o serviço executado. O bom humor foi mantido até mesmo quando
questionado sobre a nova onda de escândalos em torno do governo Lula.
- O povo é que irá responder nas urnas - resumiu.
Embarcações de até 270 metros terão acesso ao terminal
Das obras realizadas através da Agenda Portos, o ministro conferiu ainda a conclusão da
dragagem do canal de acesso. Com a nova profundidade de 11,30 metros, o Porto de Itajaí passa a
receber embarcações de até 270 metros.
A dragagem custou R$ 14,4 milhões. Segundo o diretor executivo, Marcelo Salles,
a obra deverá aumentar em 20% a capacidade de movimentação do cais.
O tamanho do novo calado foi repassado à Marinha para atualização da Carta
Náutica. A oficialização do documento permitirá a negociação com armadores de
navios de grande porte.
A mudança possibilitará também o reajuste das taxas de atracação no terminal,
defasadas há oito anos. Entre outras obras em andamento, o Centro Integrado de
Atendimento (CIA), prédio que vai abrigar todos os órgãos intervenientes,
também recebeu recursos da Agenda Portos. A obra deve ficar pronta em 60 dias.
( camila.kniss@santa.com.br )
Recursos
Algumas obras financiadas pela Agenda Portos
Recuperção do Molhe Sul
Custo: R$ 16,5 milhões
Derrocagem do canal do Rio Itajaí-Açu
Custo: R$ 6 milhões (da União) e R$ 1,5 milhão (contrapartida da prefeitura)
Via Expressa Portuária
Custo: R$ 16 milhões, acrescidos de R$ 5 milhões correspondentes aos 30%
concedidos pela União
Dragagem do canal do Rio Itajaí-Açu
Custo: R$ 12 milhões, acrescidos de 30% do valor total (R$ 3,6 milhões),
concedidos pela União
OPINIÃO
28/09/2006
Opinião
do Santa
Ao que parece a temporada de obras está aberta no Vale. Se todos os
investimentos que estão sendo anunciados se confirmarem, a região terá muito o
que comemorar. Ontem, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira
Passos, inaugurou melhorias no Molhe Sul, em Itajaí, e ainda anunciou
a liberação de R$ 40,3 milhões para a recuperação do Molhe Norte. São obras
necessárias para incrementar o sistema de transporte e melhorar o escoamento da
produção catarinense. A obra de recuperação de 800 metros, entregue ontem,
aumenta o calado no acesso ao porto, garantindo segurança aos navios que ingressam
no canal em direção ao terminal. Com isto, o porto poderá abrigar embarcações
de maior porte e terá a capacidade de movimentação do cais ampliada em 20%. Uma
excelente notícia para o desenvolvimento regional.
CARTAS DOS LEITORES
28/09/2006
Reforma nas ferrovias
Simão
Szklarowsky
Asa Sul
Um tema inexplorado até agora pelos candidatos à presidente da República é a
reativação dos transportes ferroviários. Essa medida reativaria a economia do País,
baratearia os custos de frete de gêneros alimentícios, sem falar na redução de
acidentes de ônibus e melhor escoamento da produção, locomoção mais rápida e segura
dos passageiros.
O ministro
dos Transportes poderia estudar uma remodelação e a volta das linhas de trens
fazendo as viagens de Brasília para São Paulo, por meio do trem bala, além das
linhas de São Paulo ao Rio, Luziânia a Brasília e Brasília para Goiânia. A
reativação da linha férrea da Rodoferroviária ajudaria milhares de pessoas
OPINIÃO
28/09/2006
A
piada não é nova, mas vamos lá: um daqueles anjos assessores do Criador reparou
um dia nas catástrofes que atormentavam cada canto da Terra: o calor na Arábia,
o frio na Rússia, as inundações na China, as tempestades no sul da Ásia, os
terremotos no Japão, os vulcões na Indonésia, os furacões no Caribe, os
tornados nos Estados Unidos... Quando observou o Brasil, aquela tranqüilidade
só, não resistiu e perguntou ao Chefão: “Ué, Senhor, por que cada lugar tem sua
tragédia, menos o Brasil???” Ao que o Todo-Poderoso respondeu: “Espera um
pouco, até você ver o povinho que eu vou colocar lá...”
Elder Dias
Essa arte do brasileiro, de brincar com a própria mazela, já faz parte da nossa
cultura e seria apenas irreverência se não significasse fuga, conformismo ou
conivência. E fazer troça de nossas misérias é o esporte preferido em época de
eleição, notadamente na atual – está aí nas páginas seguintes o Joklécio, para
não me deixar mentir. Mas por que notadamente na atual? Porque a maior miséria
do País, como insinua a piadinha, é a corrupção e o sentimento geral é de que
nunca parece ter havido mais corrupção na história brasileira do que neste
exato momento.
Essa sensação de recorde de corrupção é ilusória, mas compreensível, já que
nunca tivemos tantos meios tecnológicos (câmeras ocultas, microgravadores,
grampos legais ou ilegais, celulares, internet, etc.) e institucionais (Ministério
Público, Justiça Eleitoral, Polícia Federal, ONGs fiscalizadoras, etc.) para
denunciar bandalheiras. Isso, porém, não serve de consolo, já que também
estamos em um momento de tirar as máscaras: não dá mais para varrer a corrupção
para debaixo do tapete, o que a gente pensava ser podre, é ainda mais putrefato
na realidade.
E isso não traumatiza só o brasileiro comum, aquele que vive longe – na
verdade, aquele que quer distância – do mundo da política. Semanas atrás, o
senador Jefferson Peres (PDT-AM) declarou, em pronunciamento no Congresso, que
pretende largar a política após seu presente mandato: “Votam nele (Lula)
sabendo que ele sabia (dos escândalos). A crise ética não é só da classe
política não, parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira. (...)
Dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da
população que compactua com isso? É lamentável. (...) E que não é só o povão,
não. É parte da elite, inclusive intelectual”.
No mesmo discurso, como exemplo de elite intelectual, Peres cita o artista, “a
consciência crítica de uma Nação”, e desabafa, ao lembrar grandes nomes do
teatro e da MPB que, em ato pró-Lula, fizeram vistas grossas à corrupção e
assinaram cheque em branco para a política de resultados do atual governo: “É a
putrefação moral deste País”, resumiu o senador.
Dessa forma, o que assusta não é ouvir na rua que “o Brasil não tem conserto, é
assim mesmo”; “político rouba mesmo”; “se outro estivesse lá fazia do mesmo
jeito”. Aterroriza, isso sim, um político de 74 anos, em seu segundo mandato
como senador, chegar a essa conclusão. Para Jefferson Peres, o político não
presta, o povo não presta e a elite intelectual não presta.
Mais terrível do que o que ele diz é constatar a alta probabilidade de sensatez
em suas palavras. Ora, se o povo reconduz pelo voto políticos sob alta suspeita
de corrupção – vamos nos restringir ao exemplo de Paulo Maluf, entre centenas
de outros que poderiam ser citados –, é o povo o responsável maior pela miséria
em que vive. E quando a consciência crítica da Nação, aquela que tenta abrir os
olhos para as suas mazelas, adere ao status quo, parecemos caminhar realmente
em um estágio terminal da sociedade.
Troquemos agora as palavras de Jefferson Peres pela declaração do deputado
brasiliense José Tatico (PTB), que agora quer ser parlamentar por Goiás, ao
responder pergunta da repórter Fabiana Pulcineli, em entrevista ao POPULAR:
“Esse negócio de discurso não resolve nada, minha filha”. Isso depois de
explicar que, para viabilizar uma estrada, tinha trocado o seu partido pelo do ministro dos
Transportes. Depois da conquista, retornou ao PTB. Em suma, o que fizeram
os artistas pró-Lula e José Tatico são a mesma coisa: um sonoro desprezo ao
discurso. Para eles, a teoria é outra quando vai para a prática.
A iminente eleição de Maluf comprova a tese da validade do “rouba, mas faz”.
Roubar e fazer são atos, coisas práticas. Nesse sentido, a dura constatação é
de que os discursos de indignação, como o de Jefferson Peres, são dirigidos a
ouvidos cada vez mais entorpecidos pela enxurrada de denúncias que assola o
País. E, por vir em enxurrada, uma denúncia ajuda a desvalorizar a outra, a
torná-la lugar-comum. O “é assim mesmo, sempre será”, a anedota do
“povinho-tragédia” está vencendo a guerra e virando realidade, desiludindo corações
de pobres e ricos, ignorantes e doutos.
Mas não pode continuar assim. Se a política está suja, não é por isso ser sua
própria natureza. Então, se há algo de podre – e há – no Reino de Brasília, de
Goiás, do Acre, etc., é preciso achar gente disposta a trabalhar como
limpa-fossas, na higienização das instituições dos quatro cantos deste País.
Precisamos de mais Jeffersons Peres, e não de menos. A piadinha da início não é
nova, mas é preciso que um dia ela se torne obsoleta.
Elder Dias é subeditor da Capa
ATUALIDADES
28/09/2006
BR-163: verba ainda não está liberada (27/09)
Agência
Amazônia
O ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, esteve ontem no município de Santarém,
oeste do Estado, para vistoriar obras com recursos federais e fazer o anúncio
formal da liberação de R$ 20 milhões para o asfaltamento da rodovia
Santarém-Cuiabá (BR-163), especificamente do trecho entre Santarém (km 98) até
Rurópolis (km 217). O ministro disse que o dinheiro já está disponível, mas
ainda não foi depositado na conta do 8º Batalhão de Engenharia e Construção
(BEC), executor da obra.
Paulo Passos disse também que estão disponíveis outros R$ 20 milhões para a
construção de 14 pontes de concreto ao longo da rodovia. 'Essa é uma rodovia
cuja pavimentação é esperada por todas as populações dos estados do Pará e Mato
Grosso. O Governo Federal deu uma demonstração inequívoca da importância que
essa rodovia deve receber', discursou o ministro, acrescentando que o trecho
entre a divisa do Pará e a cidade de Guarantã do Norte, no Mato Grosso, também
vai receber R$ R$ 20 milhões para a pavimentação. Desde sua abertura, em 1970,
o máximo que se alocou de recursos para Santarém-Cuiabá foram 30 milhões de
reais, em 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso. 'Eu gostaria de
enfatizar para vocês que, este ano, nós temos dedicado a essa rodovia cerca de
95 milhões de reais', informou Paulo Passos.
De acordo, com as informações do ministro, a BR-163 receberá R$ 60 milhões e
outros trinta e cinco milhões, que completariam os noventa e cinco milhões. Na
última sexta-feira, o comandante do 8º BEC informou que, do inicio do ano até
setembro, tinha recebido apenas R$ 500 mil para recuperação e manutenção da
rodovia.
'No próximo ano, o Projeto de Lei Orçamentária encaminhado ao Congresso
Nacional prevê 108 milhões de reais para a BR-163', disse Paulo Passos, ao
acrescentar que o governo articula uma Parceria Público-Privada (PPP) para a
pavimentação de Rurópolis até a fronteira com Mato Grosso. 'Já estamos no
entendimento, depois de firmado um convênio com o estado do Mato Grosso, no
sentido de que se pavimente o trecho que vai de Guarantã até a divisa com o
Pará. A parceria dará mais velocidade à obra'.
Perguntado sobre a situação do licenciamento ambiental da BR-163, Paulo Passos
informou que o Ministério dos Transportes articula junto ao Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente (Ibama) a liberação das licenças ambientais para a construção
de 14 pontes de concreto e da pavimentação do trecho até Rurópolis. 'Dentro de
curtíssimo prazo vamos iniciar a construção de seis pontes', anunciou o
ministro. Segundo o comandante do 8º BEC, até agora o Ibama só liberou o
asfaltamento de quatro quilômetros de rodovia.
O ministro disse que dessa vez não vai ficar só na palavra e garantiu a
pavimentação da rodovia até Rurópolis. 'Eu quero materializar a vontade do
presidente. Já iniciamos os trabalhos e não há dúvida de que o asfalto vai
sair'.
TCU
Sobre a solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU) para a suspensão de
repasses federais necessários à conclusão de obras de infra-estrutura no Pará,
entre as quais a BR-163, o ministro disse que não há impedimento jurídico que
possa emperrar a liberação dos recursos. Mas frisou que só há um pequeno problema
com a construção de uma ponte no município de Arraias, no Mato Grosso. 'Não há
nenhuma dificuldade e nenhum impedimento. Quem está tocando a obra no estado do
Pará é o Exército brasileiro e nós vamos continuar fazendo o que prometemos,
que é retomar a pavimentação da rodovia. E efetivamente já fizemos isso. Já fizemos
base e vamos colocar capa asfáltica', garantiu Passos. Ele disse que o Ministério dos
Transportes não foi notificado pelo TCU.
O ministro destacou ainda a importância do Projeto de Zoneamento
Ecológico-Econômico (ZEE) da Área de influência da BR-163 (Santarém-Cuiabá).
'Com esse projeto, vamos incluir as comunidades remanescentes quilombos, povos
indígenas, ribeirinhos, moradores de várzea e produtores rurais'.
A primeira etapa de pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá tem previsão de ser
concluída em doze meses, segundo o 8º BEC. A previsão para o término da obra é
de quatro anos.
Paulo Passos foi recebido no aeroporto pela prefeita Maria do Carmo (PT) e pelo
comandante do 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), coronel Dower
Jerônimo Morini. Depois, visitou o reinicio das obras do anel viário, onde
anunciou a liberação de R$ 1,2 milhão para prefeitura concluir a obra.
Ele também recebeu das mãos de Maria do Carmo o projeto de construção de um
Terminal Portuário Fluvial para Santarém. Em seguida, fez uma rápida visita ao
quilômetro 98 da Santarém-Cuiabá, ponto em que vai se reiniciar a pavimentação.
Lá, ratificou o compromisso do Governo Federal com a conclusão da obra.
pds
O juiz federal Francisco de Assis Garcês Castro Júnior, da subseção judiciária
de Santarém, determinou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) se retire imediatamente e suspenda os trabalhos de medição e
vistorias no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Brasília, localizado
na divisa do distrito de Castelo de Sonhos com o município de Novo Progresso, e
que está sendo alvo de disputa judicial entre o próprio Incra e os supostos
proprietários.
PODER
28/09/2006
“Com a vitória da Ana Júlia, quem perde é o Lula” (27/09)
Contraponto
- Peemedebista confronta sua candidatura à de sua adversária do PT
Os alvos preferidos das críticas - sempre contundentes - do candidato do PMDB
ao governo do Estado têm sido Almir Gabriel (PSDB), da 'União pelo Pará', e por
tabela o governo Simão Jatene. Mas Ana Júlia Carepa (PT), que também disputa o
governo do Estado, entrou na linha de fogo do candidato peemedebista, sobretudo
nesta final de campanha. Na entrevista que concedeu a O LIBERAL, Priante
procurou mostrar-se em contraste à petista e considerou que uma eventual
vitória dela representará a derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que
no Pará apóia ao mesmo tempo Priante e Ana Júlia. O candidato do PMDB, a certa
altura, quando se referiu a seus planos de descentralizar a administração
estadual e foi lembrado de que Ana Júlia pretende o mesmo, não deixou barato:
'Fico agradecido à Ana Júlia por estar copiando diversas propostas do nosso programa.'
Foi uma surpresa o senhor ter sido escolhido candidato para o governo quando se
esperavae que o candidato seria o deputado federal Jáder Barbalho. Como foi
essa negociação? Por que o deputado Jáder decidiu não ser candidato?
O Jáder costuma dizer que já foi (governador) duas vezes e que uma terceira vez
seria pura vaidade.
Mas ele já foi candidato a um terceiro mandato...
Então ele mudou de idéia. Considerou que tentar mais uma vez seria pura
vaidade. Minha carreira política foi construída com o voto popular. Fui
vereador em Belém, deputado estadual, deputado federal, eleito por três vezes,
portanto apesar de muitos quererem fazer veiculação da minha carreira com o
Jáder, quem verdadeiramente começou pelas mãos do Jáder foi o Almir Gabriel.
Ele, sim, foi nomeado pela caneta do Jáder. Foi secretário de Saúde do Jáder.
Foi prefeito nomeado pelo Jáder e foi eleito senador pelo prestígio do Jáder. O
Jatene também foi nomeado quatro vezes pelo Jáder. Portanto, são pessoas que
foram construídas dentro do PMDB.
O senhor acha que isso é um demérito?
Não acho que seja um demérito, mas eles tentam esconder isso. Têm uma postura
de querer esconder sua própria história. Fico muito surpreso quando vejo eles
tentarem dividir o tempo do Estado em um tempo a partir da sua libertação e um
tempo anterior, quando eles pisaram no ombro do Jáder para subir na vida
política. Considero isso uma posição política completamente equivocada do Jatene
e do Almir Gabriel, mas isso é problema deles. O povo haverá de julgar. Acho
que o PMDB deveria ter um candidato, e eu, se tivesse o mínimo de receio, se
corresse na minha veia qualquer micróbio da covardia, eu não sairia candidato.
Me sinto profundamente preparado para enfrentar esse desafio. Jatene e Almir
estão há 12 anos no poder. Acho que o Pará foi profundamente generoso com eles.
Deu o primeiro mandato, deu o segundo mandato, deu o terceiro mandato, mas
parece que eles querem concorrer com o período da ditadura. Está na hora de
alternância, de mudança e mudança concreta se dá comigo. Afinal de contas, a
Ana Júlia já esteve à frente da prefeitura junto com o Edmilson. Hoje, eles
estão um pouco arranhados, mas, na verdade, se a Ana Júlia se elegesse governadora,
quem ganharia seria o Edmilson, porque o suplente da Ana Júlia é um vereador de
Abaetetuba, do PSOL. Veja que ironia: uma possível eleição dela ao governo do
Pará compromete a correlação de forças do Lula no Senado. É mais um senador
contra o governo Lula.
O senhor acha que é por isso que Lula acabou dividindo o apoio dele aqui no
Estado?
Com a vitória da Ana Júlia, quem perde é o Lula, porque vai ganhar um senador
de oposição ao governo. Considero que é preciso que esses detalhes da vida
pública, essas coisas que tentam esconder da sociedade venham a público. Jatene
e Almir tentam esconder o seu passado de peemedebistas, e Edmilson e Ana Júlia
tentam esconder essas vantagens que o Edmilson terá com a vitória da Ana.
Diz-se que o senhor teria uma eleição certa para deputado federal, mas que
decidiu jogar isso fora em função de um pedido do presidente Lula para ser o
governador. E que, caso o senhor não se elegesse, assumiria um ministério. Isso
procede?
O seu questionamento tem duas partes: a primeira é uma sinalização do
presidente Lula, e é verdade. A segunda já faz parte do discurso de opositores,
que tentam esvaziar minha candidatura. Não tenho como te dizer se teria a
garantia de um ministério. Não existe absolutamente essa garantia, nem muito
menos esse convite, nem muito menos essa possibilidade, porque eu estou nessa
disputada para ganhar a eleição.
O Pará tem 143 municípios. Quantos prefeitos estão apoiando a sua candidatura?
Cerca de uns 30 prefeitos. São prefeitos corajosos, inclusive o de Ananindeua.
O senhor está fazendo parecer que não existe aquela união que se imaginava
entre PT e PMDB.
O que não está acontecendo é interesse na eleição da Ana Júlia. Quem tem
interesse na eleição da Ana Júlia é o Edmilson, porque o PSOL ganha um senador.
E aquela união que se viu no palanque?
Eu estava no palanque do Lula. Eu voto com Lula.
O senhor já falou que vai para o segundo turno. Mas, digamos que fossem para o
segundo turno Ana Júlia e Almir, o senhor apoiaria automaticamente a Ana Júlia?
É preciso derrotar o Almir. Então, assim como eu quero o apoio da Ana Júlia no
segundo turno, com certeza as oposições estarão unidas no segundo turno.
Como o senhor se posiciona em relação à proposta de divisão do Estado?
Sempre demonstrei minha solidariedade com o debate, com a possibilidade da
realização de um plebiscito. Considero que um dos pecados do governo dos
tucanos foi exatamente esconder esse assunto. Hoje (segunda-feira) mesmo, no
'Repórter 70', de O LIBERAL, diz-se que a construção do Hospital Regional de Redenção
está esvaziando o sentimento de criação do Estado de Carajás. Há aí dois
equívocos: primeiro, não foram entregues os hospitais regionais. Essa foi uma
grande mentira do governo Jatene. Prometeu entregar os hospitais regionais e
não entregou. Está em construção, mas não entregou. O meu compromisso é tirar
debaixo do tapete esse assunto que foi colocado por Jatene e Almir. É discutir
com o povo do Tapajós e do Carajás, e mais do que isso, aproximar o governo,
porque o que o povo do Pará se arrepende é da distância do governo do Jatene em
relação ao oeste e ao sul do Pará. A minha proposta, inclusive, é instalar um
Palácio dos Despachos em Santarém e um Palácio dos Despachos em Marabá.
A senadora Ana Júlia, em seu programa eleitoral, tem prometido deslocar o
gabinete do governador periodicamente para cidades do interior. O senhor
concorda que isso é uma alternativa contra o separatismo?
Eu acho que precisa haver a presença física do governo... Aliás, fico
agradecido à Ana Júlia por estar copiando diversas propostas do nosso programa.
Acho que ela está no caminho certo: aproveitar as nossas propostas, esse é o
caminho.
O senhor acredita que é possível haver uma união da bancada federal do Pará,
apesar de todas as divergências políticas entre os políticos?
Acho perfeitamente possível. Quando assumi meu primeiro mandato como deputado
federal, fiz um encontro da bancada da Amazônia por inteiro. Fui coordenador da
bancada da Amazônia, mobilizei toda a bancada do Norte e todas as demandas do
Pará. Apesar da propaganda intensa do Almir Gabriel em usurpar as obras do
Fernando Henrique no Pará, o Tramoeste foi um demanda que nós conseguimos, a
partir de um encontro da bancada da Amazônia que coordenei no Amapá.
É possível governar sem recursos federais? Os recursos do orçamento do Estado
são muito poucos para garantir investimentos?
Não acho que seja pouco. Acho que o orçamento do Pará é suficiente para fazer
um bom governo, mas acho que as demandas que o Pará têm acumulado ao longo da
sua História são enormes, grandiosas. O Tocantins pavimentou, nos últimos dez
anos, mais de 5 mil quilômetros de estradas e é um Estado infinitamente mais pobre
que o Pará. E o que o governo do Jatene e do Almir fizeram? Nem 10% do que o
Tocantins fez. O Pará é a maior malha rodoviária não asfaltada do Brasil.
O ex-governador Almir Gabriel tem dito reiteradas vezes que recebeu a máquina
do Estado sucateada após um governo do PMDB. Como o senhor responde a isso e o
que pretende fazer, se eleito, para que a máquina pública seja mais eficiente?
É jogo de marketing do Almir Gabriel e do Jatene. Tenho orgulho de ter entrado
na vida pública através do governo do PMDB, mas é jogo de marketing essa
história. Hoje, vemos a mesma secretaria de Saúde que Almir Gabriel ocupou no
governo do PMDB nas páginas policias, com denúncia de superfaturamento, de escândalos
de licitação.
Como será o combate à corrupção no seu governo?
No meu governo não vai ter corrupção. Não vou ser complacente com corrupção
como Jatene e Almir têm sido. Eles venderam a idéia de que são honestos durante
muito tempo, de que não precisam prestar contas porque são honestos. Isso é o
que eles vendem através do marketing. Esse Pará tem que mudar.
Como essas denúncias de corrupção contra o PT nacional respigam na sua candidatura,
já que o senhor tem o apoio do presidente Lula?
Considero um dos maiores problemas do presidente Lula são certos amigos e
amigas... Aliás, eu sinto que o presidente Lula está querendo se ver livre
desses amigos da onça.
Amigas?
Amigos e amigas, né? Foram os amigos e as amigas que mais complicaram o governo
do presidente Lula. Escândalos aconteceram em demasia no governo Fernando
Henrique, denúncias de todas as ordens. Em todos os governos sempre há, sempre
acontece isso, inclusive no governo Jatene está cheio de denúncias. Ministério
Público denunciando Almir Gabriel e Jatene com relação à corrupção da Cerpasa,
denúncia de superfaturamento, diariamente, na Secretaria de Saúde. Denúncias
existem para todos os gostos.
Nos sites em que há acompanhamento da vida do candidato, o senhor aparece entre
aqueles em quem não se deve votar, porque está sendo investigado por crime
contra o sistema financeiro e obtenção de empréstimo mediante fraude. Como o
senhor responde a essas acusações?
É mentira. Nunca sofri processo nenhum, nunca fui denunciado pelo Ministério
Público Federal, nem Estadual. Quem responde a processo é quem foi denunciado
pelo MP.
Mas o senhor foi investigado...
Investigação pode acontecer comigo, com você, com qualquer um. Quem está sendo
denunciado e responde a processo é Almir Gabriel. Ele responde processo por
corrupção na Cerpasa. Eles são réus... Eu não sou réu em processo nenhum.
O senhor tem feito muitas críticas à atual política de incentivos fiscais do
Estado. No seu governo, como seria essa política?
Precisa haver mudança radical na relação do governo do Estado com o
empresariado paraense. Considero que os governos do Jatene e Almir tiveram uma
relação completamente irresponsável com o empresariado do Estado. Construíram
uma lei de incentivo fiscal que o próprio Tribunal declarou inconstitucional.
O senhor acha que foi um erro criar uma política de incentivos?
Eu acho que foi uma irresponsabilidade. A lei foi feita sem aprovação do
Confaz. Foi um blefe. Empresários foram instalados no Estado sob beneficio de
uma uma lei inconstitucional. Além disso, a lei é injusta. À medida que ela
beneficia a empresa A, a empresa B do mesmo ramo de atividade, no mesmo
município, não tem o benefício. Quer dizer, ela estimula uma e promove o fechamento
da vizinha.
O deputado Jáder Barbalho foi alvo de muitas denúncias, e hoje ele está no
palanque com o senhor. Isso não prejudica a sua candidatura?
Pelo contrário. O Jáder fez história. É um grande líder, acho que ele não
prejudica a minha candidatura, assim como o Flexa Ribeiro não prejudica o Almir
Gabriel. Flexa Ribeiro foi preso, o Mário Couto, que é o candidato a senador do
Almir, começou a vida dele com contravenção, como bicheiro no Pará e está no
palanque do Almir Gabriel.
Então, hoje tem algemados em todos os palanques?
Essas pessoas estão soltas e em liberdade. Não acho que se deve cobrar do Almir
Gabriel: 'Como pode Flexa Ribeiro e Mário Couto estar no seu palanque?' Ainda
bem que o Marcelo Gabriel não freqüenta o palanque dele, porque não é
candidato.
Nos últimos 10 anos, o Ministério dos Transportes esteve no comando do
PMDB e o Pará penou na mão desse ministério que não recuperou a BR-163, a
Transamazônica e nem concluiu principalmente as eclusas. Por que isso
aconteceu?
Você está se referindo ao governo FHC. O governo Almir Gabriel tinha tanto
prestígio com o FHC - que ele, Almir, chamava até de Fernando -, mas não
conseguiu convencer o Fernando de que deveria asfaltar a BR-163 e a Transamazônica.
Conheça as principais propostas do candidato
Policial terá salários corrigidos
Corrigir o salário dos policiais paraenses, que é hoje o pior do Brasil, uma
distorção que já dura 12 anos. Dobrar o efetivo da polícia: em vez de um
policial para cada 600 habitantes, aumentar essa proporção para um policial
para cada 300 paraenses. Recuperação gradual de salários, valorizando e
capacitando os trabalhadores da segurança pública. Criar uma linha de
financiamento específica para a aquisição de casa própria dos policiais.
Distribuir melhor o contingente de policiais no interior do Estado, que
concentra 70% da população. Para o candidato do PMDB, é necessário humanizar as
delegacias, para que todo cidadão seja privilegiado com um bom atendimento,
sempre que precisar contar com o aparato de segurança pública. Construir
presídios produtivos, nos quais os detentos possam trabalhar para custear a sua
pena enquanto são reintegrados à sociedade.
Aluno carente ganhará cursinho
Implantar o 'Cursinho da Gente', pré-vestibular gratuito para alunos de escolas
públicas. Reestruturar o ensino técnico de nível médio e tecnológico superior.
Recuperar salários e dar capacitação permanente a todos os profissionais da
educação. Aumentar a jornada diária de aula em mais uma hora, com reforço
escolar para alunos com dificuldade de aprendizado. Implantar escola em tempo
integral, com esporte, informática e ensino de idiomas. Construir centros
vocacionais tecnológicos, com ensino profissionalizante. Ampliar o ensino superior
com implantação de campi da Uepa em diversas regiões do Pará e estender a
quantidade de cursos existentes. Licenciar em nível superior todos os
professores leigos que ainda atuam no sistema. No governo do PMDB todos os
professores terão curso superior. Valorizar a carreira dos profissionais da
educação.
Conclusão de hospitais regionais
Implantar rede de farmácias populares com medicamentos de baixo custo para a
população de baixa renda e medicamentos básicos a R$ 1,00 para pessoas com mais
de 60 anos. Concluir e entregar hospitais regionais prometidos e que não foram
entregues e construir em parceria com prefeituras mais dois prontos-socorros,
em Belém e Ananindeua. Regionalizar gestão da saúde para garantir
descentralização e adequação às particularidades de cada uma de nossas regiões
e localidades. Estimular interiorização de profissionais de saúde garantindo
condições de trabalho, atualização e crescimento profissional. Implantar
programa supletivo para reforçar a expansão do programa de saúde da família em
todos os municípios paraenses, adaptando-o às peculiaridades da Amazônia. Fortalecer
programas de qualificação dos profissionais da saúde.
Cheque Família ampliará renda
Implantar o Cheque Família, ampliando os benefícios do Bolsa Família, em
parceria com o governo Lula, para garantir uma complementação financeira para
600 mil famílias de baixa renda. Criar o Fundo de Investimentos do Estado,
linha de financiamento do Banpará com juros subsidiados e prazos de carência,
para mudar a relação do governo com o empresariado paraense. Redução dos impostos
dos produtos básicos para a construção, para que famílias de baixa renda possam
construir ou reformar suas casas. Reduzir os impostos estaduais na conta de
energia das famílias de mais baixa renda. Criar o Programa Jovem Empreendedor,
garantindo uma linha de crédito fácil e barato para que a juventude possa abrir
o seu próprio negócio. Instituir o Programa Meu Primeiro Emprego, incentivando
as empresas a contratar jovens.
Proposta é de excluir o Ibama
Fortalecer a Secretaria de Meio Ambiente e assumir a política ambiental,
fazendo com que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) se retire do Estado do Pará. Criar a Secretaria Extraordinária
de Assuntos Fundiários, uma instância que terá a responsabilidade de regulamentar
a questão das terras do Pará, fator de inibição de investimentos e que gera
insegurança ao setor produtivo, violência e afugenta o investidor no Pará. Para
Priante, isso é fruto da política de omissão dos últimos 12 anos, 'que permitiu
que o governo federal interviesse no nosso território, hoje sendo responsável
pelo controle de mais de 70% do território, gerando conflito de jurisdição
entre as instâncias estadual e federal'. Desenvolver política pautada na
preservação ambiental conciliada com o desenvolvimento sustentável.
Redução do déficit de moradias
O candidato do PMDB considera indispensável desenvolver ações para enfrentar o
que ele considera 'os tristes indicadores sociais que o Pará vive, construídos
nos últimos 12 anos'. Como exemplo, o deputado José Priante menciona o déficit
de 400 mil moradias, 'a realidade de 60% das casas não terem água tratada e 80%
não terem rede de esgoto.' Em parceria com a Prefeitura Municipal de Belém, ele
pretende fazer a macrodrenagem da bacia da Estrada Nova. Além disso, está em
seus plano ampliar e melhorar os sistemas de abastecimento de água. Esgotamento
sanitário, drenagem urbana e coleta e destinação de resíduos sólidos na área
metropolitana e nos centros urbanos de médio e grande porte são outros pontos
do programa peemedebista na área de Saneamento.
Melhoria da malha viária estadual
Enfrentar a triste marca que o Pará tem de ser a maior malha viária
não-asfaltada do Brasil, asfaltando pelo menos mais 2 mil quilômetros nos
próximos quatro anos é uma das principais prioridades apresentadas pelo
candidato do PMDB ao governo do Estado, José Priante. Ele também inclui em seu
plano de governo a conclusão das eclusas de Tucuruí, que há várias décadas
estão pendentes de conclusão. Segundo o candidato do PMDB ao governo, estão
entre suas prioridades a construção de portos em todos os municípios que se encontram nas
áreas ribeirinhas do Estado do Pará. Pretende ainda o peemedebista, conforme
destacou, criar o Programa Morar Legal, que vai assegurar moradias dignas,
saneamento, água tratada e garantir o título da casa, para que todos possam morar
com maior dignidade.
Remuneração será mais justa
Em relação ao funcionalismo público do Estado, o candidato do PMDB garante que,
se chegar ao governo do Estado, promoverá o resgate da remuneração justa dos
funcionários públicos. Tais medidas, segundo o deputado, consistirão em ações
para promover a recuperação salarial, 'marca e tradição dos governos do PMDB',
conforme acentua. Pretende implementar a hora pedagógica, aumentar a
gratificação de titularidade, para servidores da Educação. Priante tem como
também discutir o Plano de Cargos e Salários e a progressão horizontal. Além
disso, o programa de governo formulado por José Priante prevê a implementação
do auxílio Auxílio Alimentação. Essa é uma das medidas que deverão contribuir
para melhorar a renda dos paraenses que se inserem nos segmentos mais carentes
da população.
Apoio às manifestações culturais
Valorizar as manifestações culturais e folclóricas do Estado, como o carimbó, a
Marujada em Bragança, o Sairé em Santarém e a disputa das tribos em Juruti,
que, conforme Priante, 'não recebem nenhum apoio oficial atualmente.' Construir
calendário cultural e de eventos em todo o Estado. Romper com a atual política
cultural elitista e dar apoio 'à rica musicalidade do Pará', para que possa ter
dimensão nacional, a exemplo do brega paraense. Construção de centros de lazer
para as populações de baixa renda, que não têm acesso à atividade esportiva e
recreativa. Na área de esporte, dar apoio aos dois grandes clubes de futebol do
Estado, Remo e Paysandu. Em relação a essas agremiações. Priante pretende
construir, segundo destacou em seu programa de governo, um centro de
treinamento intensivo e de um novo estádio de futebol para ambos os clubes.
Secretaria terá função estratégica
Criação da Secretaria de Turismo como órgão estratégico e de gestão turística
do Estado, com aproveitamento do que o candidado PMDB ao governo do Estado
considera a 'qualificadíssima mão-de-obra da ParáTur'. O deputado pretende
'enfrentar o desafio de resgatar o Pará como referência turística da Amazônia,
perdida para o Estado do Amazonas.' Além disso, pretende ainda concluir e entregar
o Centro de Convenções, 'tão prometido durante os últimos doze anos e ainda
inconcluso.' Implementar uma política de atração de investimento para rede
hoteleira. Priorizar o incentivo ao ecoturismo e ao turismo cultural, visando
uma melhor qualificação de nosso produto turístico. Reorganização e promoção
dos produtos turísticos do estado nos âmbitos nacional e internacional.
CIDADE
28/09/2006
Assinada ordem de serviço para término da ponte
O
Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (DNIT) já liberou a Ordem
de Serviço para a conclusão da ponte sobre o rio Pirarara, na marginal direita
da BR-364 em Cacoal, sentido Pimenta Bueno. A informação partiu ontem da
prefeita Sueli Aragão, que em sua última viagem a Brasília havia cobrado DNIT a retomada da obra
que se arrasta há quatro anos.
A ponte inacabada tem dificultado o trânsito e gerado transtorno à empresas
estabelecidas ao longo da avenida Castelo Branco. A prefeita informou que o
início das obras deve ocorrer na primeira quinzena de outubro. Parlamentares do
PMDB, segundo a dirigente municipal, foram parceiros da prefeitura de Cacoal na
resolução do problema.
Faz seis meses que um grupo de empresários de Cacoal pediu providências ao
Ministério Público Estadual (MPE) quanto ao abandono das obras da ponte. Na
época, a Promotoria de Justiça agiu rápido e orientou a comunidade no sentido
de aguardar decisão do DNIT, que acabou liberando a ordem de serviço.
LIVRE MERCADO
28/09/2006
A
indústria brasileira de carroçarias de ônibus elevou em 15% a produção nos
primeiros oito meses do ano, totalizando 16 mil 443 unidades ante 14 mil 281 em
igual período de 2005. A Busscar, de Joinville, lidera a expansão. Já entregou
2.659 veículos. O crescimento é de 50% em relação a janeiro-agosto do ano
passado. A elevação maior é nas vendas de veículos urbanos e microônibus.
O ministro
dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, inaugurou reformado
molhe sul do porto de Itajaí. Ontem mesmo, a administração do porto também
pediu R$ 40,3 milhões para novos investimentos em obras de infra-estrutura e
ampliação da capacidade portuária para serem realizadas no próximo ano. Em 2006
o porto de Itajaí recebeu do governo federal R$ 53 milhões. A obra de
reestruturação do molhe custou R$ 16,5 milhões. Com a nova profundidade de
11,30 metros, o porto passa a receber embarcações de até 270 metros.
ECONOMIA
28/09/2006
Mais obras para portos de SC
A
quatro dias das eleições, ministro anuncia contorno em São Francisco do Sul e
inaugura molhe em Itajaí
JOINVILLE/ITAJAÍ
Faltando quatro dias para as eleições presidenciais, obras para facilitar a
utilização dos portos catarinenses foram anunciadas e inauguradas pelo ministro dos
Transportes, Paulo Sérgio Passos. São Francisco do Sul vai ganhar um novo
ramal ferroviário, que vai tirar as linhas de trem do perímetro urbano da
cidade. Em Itajaí, foi inaugurado o molhe Sul, o que facilitará o acesso de
navios cargueiros ao porto local.
A obra em São Francisco vai custar cerca de R$ 32 milhões - incluindo as desapropriações
necessárias -, dos quais R$ 27 milhões já estão assegurados no orçamento.
Passos assinou ontem o contrato para a obra. O investimento vai resultar na
desativação de um trecho de 6,3 quilômetros com quase cem anos de uso e que
corta rodovias e ruas em 20 pontos.
A previsão é de que as obras comecem em até 60 dias e demorem 18 meses para
serem concluídas.
A nova linha, de 8,3 quilômetros, será construída em torno do perímetro urbano
e não terá passagens de nível, o que evitará paradas no tráfego local, reduzirá
as chances de acidentes e tornará mais rápida a chegada das cargas.
A expectativa da administração do porto é de que a ligação aumente o uso da
ferrovia para transporte de cargas a granel sólido e ajude a elevar a
movimentação de cargas para 11 milhões de toneladas em 2007. Segundo a Secretaria
de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e agosto, foram movimentadas 6,3
milhões de toneladas em cargas para exportação e importação, 16,27% a mais que
no mesmo período de 2005. Uma nova área para armazenamento e empilhamento de
contêineres também foi entregue para utilização.
O ministro também inaugurou o molhe Sul do canal de acesso ao porto de Itajaí,
que custou R$ 16,5 milhões, e que facilitará as manobras de entrada e saída das
embarcações. Até agosto, segundo a Secex, foram movimentados, 3,1 milhões de
toneladas de cargas exportadas e importadas, 0,93% a menos que no ano passado.
Passos disse também que o contorno ferroviário de Joinville vai receber ainda
neste ano os R$ 9 milhões previstos no orçamento para iniciar as obras. Outros
R$ 24 milhões estão programados para o próximo ano, como parte do Programa
Piloto de Investimentos (PPI). Segundo Passos, a reserva de recursos através do
PPI mostra que as obras são prioritárias, ou seja, praticamente impede o contingenciamento
e garante o repasse.
CANAL ABERTO
28/09/2006
Emplacada
Ideli
Salvatti acompanhou todo o roteiro do ministro dos Transportes, de Joinville a Itajaí,
passando por São Francisco. Em cada fala, a senadora petista ressaltou o mérito
de Santa Catarina ter garantido os recursos para modernizar os dois maiores portos do Estado. Paulo Sérgio Passos também destacou a
influência do deputado Carlito Merss, por ter respondido pela relatoria do
Orçamento da União. Graças ao parlamentar, Joinville já conta com R$ 9 milhões
para esse ano, na tão esperada construção do contorno ferroviário. Mais R$ 24
milhões estão garantidos no orçamento de 2007, livres de contingenciamento.
MUNDO
28/09/2006
São Francisco terá contorno ferroviário
Travessias
férreas do município devem ser desativadas em até dois anos
LIZIANE
RODRIGUES/ São Francisco do Sul
As 20 travessias da linha férre, que cortam as ruas urbanas de São Francisco do
Sul, devem ser desativadas em dois anos. Este é o prazo esperado para conclusão
da obra do contorno ferroviário, que pode começar a ser construído em duas
semanas no município.
Ontem, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assinou o contrato
com a empresa que fará o contorno de oito quilômetros de extensão. A ordem de
serviço, no entanto, só deve ser assinada na metade de outubro, quando devem se
iniciar efetivamente as obras.
De acordo com o ministro, 85% dos R$ 32 milhões necessários para a obra já
estão assegurados nos Orçamentos de 2006 e 2007. Como a obra faz parte do
Projeto Piloto de investimentos (PPI), que reúne as prioridades na
infra-estrutura, não pode sofrer cortes de recursos por contingenciamento.
O contorno ferroviário é considerado fundamental para dar suporte ao
crescimento do porto. A passagem de trens pelas travessias urbanas é
responsável por congestionamentos no município, que também sofre com um grande
fluxo de caminhões em direção ao terminal.
Com o aumento da movimentação, devido à ampliação do porto, o contorno ainda
não será suficiente. Para eliminar o conflito entre veículos e trens, o
município reivindica a construção de outra intervenção rodoferroviária nas
imediações do terminal portuário. O projeto da obra ainda está sendo feito, e a
estimativa é de que sejam necessários mais R$ 7 milhões. A prefeitura e o porto
discutem a possibilidade de investimentos privados, por parte das empresas que
operam os terminais particulares no município.
O ministro também visitou a obra de reforço do berço 103, que deve ser
concluído em 45 dias e que possibilitará aumento de 40% na movimentação de
contêineres. Foi autorizada ainda a construção do prédio administrativo do
porto, orçado em R$ 2,5 milhões
Em Joinville, pela manhã, o ministro prometeu que até o final do ano será
aberta a licitação para a construção de um contorno ferroviário também no
município. O contorno de Joinville terá 26 quilômetros de extensão e custará
aproximadamente R$ 60 milhões.
INFORME POLÍTICO
28/09/2006
Elogios
Fabian
Lemos
O prefeito Odilon Ferreira de Oliveira é do PMDB de Luiz Henrique. Mas o fato
não o impediu de derramar-se em elogios e agradecimentos ao governo federal
ontem, durante a visita do ministro dos Transportes, Paulo Passos, a São
Francisco do Sul. Agradeceu a ministérios, ao gabinete da Presidência da
República, e reconheceu, em seu discurso, o apoio do deputado Carlito Merss e
da senadora Ideli Salvatti, do PT.