RIO
29/05/2006
OBRAS NA BR-101
O presidente do
Fórum de Secretários de Turismo da Costa do Sol, José Vasconcellos Júnior, vai
pedir hoje ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) que interrompa as obras nas pistas
do Elevado Roberto Silveira, em Niterói, durante as férias escolares de julho.
O elevado, que entrou em obras, por estar sob risco de desabamento, integra o
principal eixo rodoviário do estado, a BR-101, e é o principal acesso à Costa
do Sol. As obras estão previstas para durar 180 dias.
BURACO É TAPADO
Começa hoje o trabalho de pavimentação do trecho onde houve o rompimento de uma
tubulação da Cedae na Rua Humaitá. Funcionários da prefeitura e da Cedae
aterraram o buraco no último sábado. De acordo com a assessoria de imprensa da
Secretaria municipal de Obras, o serviço de pavimentação só não foi feito ontem
porque a usina de asfalto da prefeitura não funciona aos domingos. A previsão é
que o trânsito na Rua Humaitá, no sentido Botafogo, seja liberado amanhã de
manhã.
BRASIL
29/05/2006
Líderes
governistas do PMDB são "diabólicos"
ENTREVISTA DA
2ª/PEDRO SIMON
PEDRO SIMON diz ter levado "um susto" ao escutar a proposta de
candidatura à Presidência pelo PMDB de seu vice na chapa, Anthony Garotinho.
Sem estrutura de campanha, afirma que pode desistir caso um nome de consenso
surja na sigla. Nesse caso, vai concorrer ao Senado. Sua maior preocupação,
afirma, é evitar que as eleições sejam polarizadas entre PT e PSDB e que seu
partido "se humilhe" ao abrir mão da disputa.
SERGIO TORRES
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
Recém-lançado pré-candidato do PMDB à Presidência, o senador Pedro Simon (RS),
76, rotulou como "diabólicos" os companheiros de partido contrários à
candidatura própria. Destacou dois: o ex-presidente José Sarney e o presidente
do Senado, Renan Calheiros. Ambos, diz, têm mais cargos no governo Lula do que
qualquer petista. Por isso, lutam contra a candidatura própria do PMDB, pois
lideram um grupo que "distribui favores, empregos, vantagens". Em
entrevista à Folha na noite de quinta-feira, no Senado, Simon disse que até
poderia desistir de sua candidatura, caso surja no partido um nome de consenso.
Nesse caso, ou no de uma derrota na convenção, sua opção é o senado.
"Formou-se um movimento, e eu aceitei porque me disseram isso: vamos
aceitar o movimento porque o objetivo dele é ter candidato. Depois vamos ver
quem será o candidato." O senador assumiu a pré-candidatura após a
desistência do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, seu vice na chapa. Logo
depois, a ala governista do PMDB conseguiu adiar, de 11 para 29 de junho, a
convenção que decidirá se haverá ou não candidato próprio. Como o governador de
São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), ele culpou as elites pela crise social. Disse
que o PT, ao assumir o governo, passou a integrar essa elite, que "não
está à altura da nação e do povo". A Folha tentou ouvir Sarney e Renan. A
assessoria do ex-presidente informou que ele não falaria sobre as críticas.
Renan não foi localizado.
FOLHA - O adiamento da convenção do PMDB é um golpe, como afirmou Garotinho?
PEDRO SIMON - Tenho que esclarecer que venho há muito tempo lutando pela candidatura
própria do MDB. Quando ele [Garotinho] disse que renunciava à candidatura em
meu favor, decidimos registrar a chapa. Mas eu buscava o entendimento com os
governistas. Usava dois argumentos. Primeiro, para mim é muito mais grave do
que está parecendo o que aconteceu em São Paulo. Para mim foi o primeiro
aparecimento oficial da máfia superorganizada no Brasil. O segundo aspecto: uma
campanha do PT e do PSDB, se não tiver uma terceira candidatura do PMDB, não
sei como vai terminar.
FOLHA - O sr. teme que termine de que forma?
SIMON - Um aspecto insurrecional. As agressões, os fatos, as gravidades. Onde
tudo o que o PT disser do PSDB praticamente é verdade e tudo que o PSDB disser
do PT é praticamente verdade. Se for um candidato do PMDB ele vai conduzir a
campanha. Não vamos fazer campanha em cima nem do PT nem do PSDB. Como é que o
PMDB, numa hora como essa, em que aparece diante dele um quadro em que sua
posição é fundamental, na pior das hipóteses para decidir quem vai ganhar, como
é que ele cai fora?
FOLHA - Como o partido está reagindo internamente?
SIMON - O que está acontecendo é que tem gente com grandes cargos. Vocês da
Folha, que gostam tanto de pesquisa, façam uma no PT para ver se tem alguém lá
com tantos cargos no governo quanto o Renan e o Sarney.
FOLHA - Como o sr. sabe disso?
SIMON - Os caras lá de dentro do próprio PT vieram me dizer que não tem. Lula
não está preocupado com nosso apoio. O que ele quer é que não tenhamos candidato.
FOLHA - Aí ele pode ganhar no primeiro turno.
SIMON - Se não tivermos candidato, assume imediatamente o ministro da Saúde, do
Renan, e o dos Transportes, do Sarney, que já tem Minas e Energia, e sei lá
mais o quê. É uma situação feia essa. O PMDB se desmoralizar, se humilhar.
FOLHA - O sr. vislumbra chance de vitória no dia 29, mesmo com o poder dos
governistas no partido?
SIMON - Uma coisa é a ala governista, outra são as bases do partido. É claro
que a ala governista distribui favores, empregos, vantagens. Libera emenda tal,
libera ambulância tal e mais não sei o quê. Isso influi.
FOLHA - Até a convenção o sr. roda o país inteiro?
SIMON - Não sei. Fico aqui, pelo menos vou para a tribuna quase todo dia no
Senado.
FOLHA - O sr. fica?
SIMON - Fico e rodo. Mas vou manter aceso o debate. Podemos, com Garotinho,
viajar para o interior.
FOLHA - Se a convenção derrota a candidatura própria, o sr. disputa o Senado?
SIMON - Disputo.
FOLHA - O sr. disse, ao registrar a candidatura, que em seu governo a pessoa
erra uma vez, não erra duas.
SIMON - O que quis dizer é que tenho um estilo. Fui governador, ministro. Meu
governo é o da seriedade. Muita gente eu tirei do governo na dúvida. Posso até
ter cometido injustiça, mas errou, caiu fora.
FOLHA - A sua decisão de concorrer na convenção é irreversível ou poderá
desistir? Garotinho já disse que, se o sr. mudar de idéia, ele volta a ser
pré-candidato à Presidência.
SIMON - É tranqüilo. Eu vou, Garotinho também vai. Eu posso até sair, fica o
Garotinho, não tem problema. Mas eu vou.
FOLHA - Há quatro anos o sr. almejou ser o candidato do PMDB a presidente...
SIMON - Não deixaram. Embora reconhecesse que a vez era do Lula. Eu era um sonhador
de achar que o PT e o Lula fariam um governo fantástico.
FOLHA - E agora, o sr. quer?
SIMON - Dessa vez eu estava na candidatura ao Senado. Vou ser sincero: quando
Garotinho falou em meu nome eu levei um susto, tanto que nem respondi.
Formou-se um movimento, e eu aceitei porque me disseram isso: vamos aceitar o
movimento porque o objetivo dele é ter candidato. Depois vamos ver quem será o
candidato.
FOLHA - Mas o sr. pode não levar sua candidatura adiante?
SIMON - Não fecho a porta para isso. Se nós ganharmos [na Justiça] as duas
decisões, de suspender a Executiva e as convenções estaduais não poderem ser
realizadas antes da nacional, o pessoal governista é capaz de nos procurar.
FOLHA - Para compor com a candidatura própria?
SIMON - Pode ser.
FOLHA - O sr. tem estrutura de campanha?
SIMON - Não.
FOLHA - Garotinho tinha. Ele colocou à sua disposição?
SIMON - Nem perguntei nem ele me falou. A única coisa que ele disse é que
trabalha comigo por todo o Brasil.
FOLHA - O sr. falou em aspecto insurrecional. De onde partiria isso?
SIMON - Estamos vivendo um momento de marasmo. Parece que o povo ficou entorpecido.
Mas há um sentimento de mágoa em relação ao que está acontecendo no Brasil, no
Congresso, nos partidos, em todos os lados. Isso pode explodir na campanha
quando vierem os ataques, as denúncias de lado a lado, os dossiês. Quando
aparecerem acho imprevisível o que pode acontecer.
FOLHA - O povo pode ir às ruas?
SIMON - Pode ser. Já foi.
FOLHA - O que o leva a pensar isso?
SIMON - É um povo sem referências. Lula, se não fosse candidato a presidente,
seria a grande referência, mas ele está na jogada, o que é muito ruim, muito
triste. É um candidato à reeleição que está no governo, usando a máquina do
governo.
FOLHA - O sr. já pensou em disputar o segundo turno contra Lula?
SIMON - Sinceramente, nunca pensei. Não entrei ainda nessa etapa. Como dizia o
dr. Ulysses [Guimarães, fundador do PMDB, morto em 1992]: "Espera chegar
na beira do rio para tirar a sandália".
FOLHA - O sr. está pessimista?
SIMON - Sou um otimista. O Brasil tem tudo para ser uma grande nação. O que
temos de mau é a elitezinha nossa. A elite brasileira não está à altura da
nação e do povo brasileiro.
FOLHA - O PT é elite?
SIMON - É elite. Entrou no governo, virou elite, virou isso aí.
FOLHA - O sr. também é otimista quanto ao atual momento do país?
SIMON - Quero ser pessimista para não alimentar um otimismo exagerado. Sei que
essa gente é diabólica. Tem o presidente do Senado, o líder da Câmara [Geddel
Vieira Lima], o líder do Senado [Ney Suassuna], a maioria esmagadora da
Executiva, cargos a distribuir, três, quatro, cinco ministros, diretores da
Petrobras, da Eletrobrás, um troço que você nem tem idéia. Portanto, não pode
alimentar esperança. Os caras estão pensando nos cargos. Eles não trocam isso
pela nomeação de um presidente. (...) Sarney não teve tanto poder nem quando
era presidente. Ele não tinha o poder que tem hoje.
FOLHA - Na questão da violência, o que o sr. faria na Presidência?
SIMON - O que aconteceu em São Paulo foi o primeiro gesto de máfia organizada
no Brasil. Igual à Itália e aos Estados Unidos. Eu pensaria na Operação Mãos
Limpas da Itália e na Tolerância Zero, de Nova York.
FOLHA - O que o sr. faria em relação à dívida externa?
SIMON - O Brasil deveria negociar com seus credores. É o país que paga os juros
mais altos do mundo. Que parte desses juros sejam dedicados a equacionar os
problemas sociais do Brasil.
FOLHA - O que o sr. acha da atuação do Brasil na chamada integração
latino-americana?
SIMON - O Brasil iniciou a integração da América Latina e tem todas as
condições de levá-la adiante. Temos de ter um olhar mais dedicado ao problema
social, com mais vigor. Não é o que a gente sente no governo Lula,
surpreendentemente. Quanto à integração, ficamos quase sozinhos.
FINANÇAS
29/05/2006
Caixa combate
gargalos do crédito
Claudia Safatle
e Alex Ribeiro
Em apenas uma agência bancária de Recife, a Caixa Econômica Federal tem 100
cartas de crédito aprovadas para aquisição de imóveis, mas não há casas nem
apartamentos disponíveis no mercado. O relato é da presidente da instituição,
Maria Fernanda Ramos Coelho, que descreve um quadro de abundância de dinheiro
para crédito aos setores público e privado, que esbarra em gargalos na oferta
de bens para financiamento e na incapacidade de clientes em contrair empréstimos.
Fernanda afirma que os recursos não fluem como o desejado para municípios não
em decorrência de restrições fiscais, mas porque falta preparo técnico para
apresentar projetos viáveis, sobretudo para financiamento de saneamento. Ela
também diz que empresários da construção civil reclamam da falta de agilidade
na linha de apoio à produção, só que não têm sido capazes de reconhecer a
demanda por imóveis de classe média baixa.
Pernambucana, jornalista, 44 anos, dos quais metade como funcionária da Caixa,
Fernanda tornou-se presidente há dois meses, em meio a uma das maiores crises
na história da instituição, em que a quebra de sigilo do caseiro Francenildo
Santos Costa levou à demissão de Jorge Mattoso. Na entrevista que segue, ela
adianta que serão destinados mais R$ 500 milhões ao financiamento da classe
média com recursos da caderneta de poupança e relata planos estratégicos da
Caixa, como a abertura de dois escritórios no exterior - um no Japão e outro
nos Estados Unidos - e estudos internos para a possível abertura de uma
financeira no conglomerado.
Valor: Todos os anos, o governo anuncia bilhões de reais para o saneamento, mas
o dinheiro não sai. É certo que não falta demanda. O que está acontecendo?
Maria Fernanda Ramos Coelho: Uma questão que o presidente Lula salientou em
discurso recente é a necessidade da apresentação de projetos por parte das
prefeituras. Esse é um ponto que perpassa não só a questão do saneamento. Todas
as transferências voluntárias também exigem que as prefeituras estejam
preparadas para apresentar projetos. Algo que precisa ser trabalhado na gestão
é estruturar os municípios para serem capazes de ter projetos. Porque a
realidade hoje é muito diferente. Antes não havia recurso, os municípios disputavam
por dinheiro. Hoje o recurso existe e não há projetos.
Valor: A falta de projetos não tem a ver com as restrições fiscais?
Maria Fernanda: Não. A Caixa analisou, só nesse ano, mais de R$ 10 bilhões em
limites de crédito para que municípios possam buscar financiamento. Mas não
adianta só a análise da capacidade de pagamento. Tem que ter projeto que seja
aprovado. O grande desafio é a estruturação técnica do município para acessar o
recurso.
Valor: E como a Caixa pode ajudar?
Maria Fernanda: Muito. O Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e
Fiscal dos Municípios Brasileiros é uma iniciativa que visa estruturar a gestão
municipal. Além disso, temos uma rede de engenheiros, arquitetos e técnicos sociais
espalhados por todo o Brasil, que dá assessoria aos municípios. Hoje o apoio da
Caixa é fundamental para que o município apresente projetos. Cotidianamente as
equipes estão conversando com prefeitos, orientando a elaboração de projetos. O
projeto vem, a Caixa avalia, o projeto volta, para que seja viabilizado.
Valor: As dificuldades dos municípios estão só no saneamento?
Maria Fernanda: A assistência é para todo e qualquer projeto apresentado.
Transferência voluntária da União, Pronaf, Ministério dos Transportes, Ministério do Turismo, habitação popular, resolução 460, que é
o recurso do FGTS subsidiado. No caso da resolução 460, a própria Caixa
apresentou as propostas e fez a negociação com os municípios; eles definiram o
projeto básico, que foi em seguida aprovado pela Caixa, com a construção
viabilizada pelo município.
Valor: Quanto já foi aplicado em saneamento básico, dos R$ 2 bilhões
programados?
Maria Fernanda: Foram R$ 550 milhões. Várias operações foram aprovadas nos
comitês internos e estão em fase de contratação. Acredito que vamos contratar
integralmente o volume disponível.
Valor: Os setor público nunca foi um bom pagador. Ainda existe forte
inadimplência?
Maria Fernanda: Toda a operação é bem analisada, incluindo garantias e
contrapartidas. A Caixa só contrata quando atendidas todas exigências.
Valor: A entrada de bancos privados no crédito imobiliário está atrapalhando a
Caixa?
Maria Fernanda: Vemos a concorrência de forma salutar. É saudável a entrada dos
bancos privados. Quem ganha é a sociedade, o cliente, o consumidor, que tem
opção de escolha. Ainda somos o maior agente do crédito imobiliário no país. A
Caixa vem trabalhando nesses anos para diversificar o portfólio. Lançamos
produtos no ano passado, os processos estão sendo aprimorados de forma
permanente. Hoje um cliente, quando procura a Caixa, ele traz os documentos e
recebe na hora o resultado da avaliação de risco, sabe a carta de crédito que
pode receber. A expectativa de usar os R$ 10,2 bilhões orçados para habitação é
real - quem sabe, não superaremos? Os bancos privados cresceram 70% no
quadrimestre, e a Caixa, 100%.
Valor: Haverá demanda para tanto crédito à habitação?
Maria Fernanda: No caso do financiamento à classe média com recursos da
caderneta de poupança, já está acabando o R$ 1 bilhão orçado. Já pedimos
suplementação de recursos e vamos anunciar mais R$ 500 milhões.
Valor: Mas os empresários da construção civil continuam a reclamar da falta de
recursos...
Maria Fernanda: Participei de um debate muito interessante com os empresários
recentemente. Eles me questionaram muito quanto ao financiamento de apoio à
produção. Perguntavam porque não eram aprovados projetos. Eu disse que, só numa
agência da Caixa de Recife tínhamos mais de 100 cartas de crédito aprovadas. Pessoas
com capacidade de comprar imóveis avaliados entre R$ 40 mil a R$ 50 mil, e não
tinha produto, não havia imóveis disponíveis.
Valor: Qual é a saída?
Maria Fernanda: É estabelecer cada vez mais parcerias entre a iniciativa
privada, a sociedade civil organizada e o poder público municipal. A Caixa
entra como o agente financeiro que é capaz de apresentar a solução, conhecendo
a realidade como conhece, por conta da nossa rede e da experiência.
Valor: E isso já deu resultado?
Maria Fernanda: O Feirão da Casa Própria foi, no início, um instrumento
inovador e ousado. Hoje está consolidado e é um sucesso. Colocamos num mesmo
ambiente quem precisa comprar o seu imóvel, a construtora, a imobiliária, o
poder público municipal, de uma forma em que é possível reconhecer as
necessidades.
Valor: Que tipo de imóvel, exatamente, está faltando no mercado?
Maria Fernanda: O que a gente percebe é a ausência de imóveis destinados à
faixa de renda até cinco salários mínimos, que quer muito comprar. Mas é
importante salientar que, no primeiro quadrimestre, 85% dos recursos do FGTS já
foram destinados para famílias com renda até cinco mínimos. Alguém está
percebendo que existe esse mercado e está ofertando.
Valor: Os feirões têm sido bem sucedidos nessa faixa de renda?
Hoje o apoio da Caixa é fundamental para que o município apresente projetos
para financiamento"
Maria Fernanda: No feirão de São Paulo, tivemos um caso interessante. Havia um
empresário com um prédio no centro, próximo da Estação da Luz. Essa é uma área deteriorada,
que está sendo revitalizada. Aparentemente para empresários não seria área de
interesse. Ele vendeu todo o empreendimento em dois dias de feirão. A faixa do
imóvel era de R$ 40 mil.
Valor: Mas e as reclamações dos empresários sobre a linha de apoio à produção,
que tem apenas um contrato assinado?
Maria Fernanda: A Caixa estabeleceu alguns grupos de estudo com empresários
exatamente para analisar onde é que estão os dificultadores. Produto existe. A
dificuldade de contratar apoio à produção em São Paulo não é a mesma que, por
exemplo, em Pernambuco. Estamos indo ao local, criando equipes conjuntamente
com os sindicatos da construção civil, com associações do mercado imobiliário,
para fazer estudos específicos.
Valor: A Caixa pretende redesenhar o apoio à produção?
Maria Fernanda: Caso a gente identifique que o produto precisa de ajuste, isso
será feito. Podemos verificar que o problema não é o produto, que o processo é
que talvez esteja dificultando o acesso.
Valor: Como está o pedido ao BC para a Caixa operar com câmbio?
Maria Fernanda: O primeiro foco foi com o imigrante, aquele que tinha a
necessidade de mandar o recurso para a família aqui no Brasil. O grande desejo
do imigrante que vai para outro país ganhar dinheiro é ajudar a família. Já
temos hoje algo em torno de US$ 57 milhões de remessas. A proposta da área
internacional é ter um portfólio amplo. Começamos com pessoas físicas e estamos
em negociações avançadas com o BC para operar com a carteira de comércio
exterior. Estamos na expectativa de abrir dois escritórios, um no Japão e outro
nos Estados Unidos. Esses escritórios terão estrutura bastante enxuta. É para
primeiro reconhecer a potencialidade local. Nossa atuação hoje é feita sem ter
uma representação local, via parcerias, com o BCP Milenium, em Portugal e Estados
Unidos, e o Iwata Shinkin Bank. Hoje operamos apenas com os empregados a troca
da moeda estrangeira - o câmbio manual -, em fase experimental.
Valor: A idéia é ter agências no exterior?
Maria Fernanda: Depende exatamente da montagem dos escritórios, da avaliação do
mercado. Então a gente vai decidir.
Valor: Vai inclusive captar no exterior?
Maria Fernanda: É o caminho natural.
Valor: Por que o ingresso nesse mercado, que tradicionalmente era explorado
pelo Banco do Brasil?
Maria Fernanda: Essa é uma demanda que surgiu considerando clientes que já
temos. A média empresa é o público alvo. Várias empresas começam pequenas e
crescem no relacionamento com a Caixa. Com a tendência do país de aumentar
exportações, as empresas passam a precisar de câmbio.
Valor: Qual a expectativa para a contratação de créditos neste ano?
Maria Fernanda: No crédito habitacional, serão R$ 10,2 bilhões. O Ministério
das Cidades projetou R$ 19 bilhões em financiamentos para a habitação, dos quais
a Caixa é responsável por mais da metade. No crédito comercial, teremos em
torno de R$ 53 milhões. E tem R$ 2 bilhões para o setor público, notadamente
saneamento. No ano passado foram R$ 35 bilhões no geral.
Valor: O balanço do primeiro trimestre aponta aumento da inadimplência no
crédito de varejo e imobiliário. A carteira cresce em detrimento da qualidade?
Maria Fernanda: De forma nenhuma. Não é só a Caixa que teve aumento da
inadimplência. O aumento na inadimplência está dentro da nossa margem de
segurança. No caso do crédito imobiliário, entre 6% a 8%. A Caixa investiu
bastante em procedimentos internos e na análise de risco das empresas.
Valor: Se a análise é boa, por que cresce a inadimplência?
Maria Fernanda: É natural que, ao diversificar, o banco vá conhecendo o
potencial do cliente nos diversos mercados. Na área comercial, temos uma
expansão muito significativa entre pessoas jurídicas, e uma atuação muito
grande com micro e pequena empresa.
Valor: A Caixa vai bem em crédito à empresa, mas à pessoa física, nem tanto -
os privados cresceram mais. Como não ficar atrás?
Maria Fernanda: Nossa estratégia é investir no relacionamento. Temos 36 milhões
de clientes e queremos fazer com que aqueles que tradicionalmente eram apenas
poupadores reconheçam a Caixa como um banco que tem a opção de ofertar a ele
produtos e serviços, inclusive crédito. Fizemos uma ação, por exemplo, com
relação ao cheque especial, que teve um desempenho muito bom, 37% de
crescimento no quadrimestre. Criamos limites de crédito pré-aprovado para clientes.
Valor: Não está nos planos uma financeira para atingir o segmento de
não-clientes?
Maria Fernanda: A Caixa está estudando a criação de sua própria financeira. É
nossa obrigação refletir pontos de um projeto estratégico para as próximas
décadas.
Valor: O plano inicial da Caixa era encerrar o relacionamento com a Gtech, que
foi investigada por CPI, agora em maio. Será possível isso?
Maria Fernanda: Toda a inteligência já está na Caixa, com sistemas
desenvolvidos internamente. Nesse momento estamos fazendo a migração dos
equipamentos nas 9 mil loterias espalhadas pelo Brasil. É preciso mudar todos
os equipamentos por novos. Agora, precisa fazer isso com muito responsabilidade,
porque essas casas lotéricas atendem àquela população que normalmente não tem
outra maneira de pagar sua conta de água, luz e telefone. Exatamente para
possibilitar a migração dos equipamentos houve uma prorrogação de 90 dias no
contrato.
Valor: Qual é a mensagem que a Caixa passa ao seus correntistas quando não pune
ninguém pela quebra de sigilo bancário?
Maria Fernanda: A Caixa é uma instituição sólida, com 145 anos, rigorosos, de
controle. Tem investido ainda mais nos seus controles internos. A resposta é
exatamente as ações que a Caixa vem desenvolvendo no relacionamento com o
cliente, com a fidelização.
Valor: A punição foi a demissão do ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso?
Maria Fernanda: Foi a resposta dada para os acontecimentos.
BRASIL
29/05/2006
Os trechos da
morte
Levantamento da
PRF mostra os pontos mais perigosos nas rodovias federais que têm o maior
número de acidentes no país. A chance de colisão nesses locais pode ser 30 vezes
superior à média das demais estradas
André Carravilla
Da equipe do Correio
Atravessar o país de carro pode ser um risco e chegar vivo ao destino é uma
dúvida que assombra todo motorista. Levantamento inédito realizado pela Polícia
Rodoviária Federal (PRF) e obtido com exclusividade pelo Correio indica os 10
trechos mais perigosos do país. Os quilômetros da morte ficam localizados em
nove rodovias federais, onde ocorreram 5.772 dos
109.745 acidentes contabilizados em 2005. Nesses locais, a chance de colisão
pode ser até 30 vezes maior do que a média registrada em qualquer uma das 105 rodovias federais patrulhadas pela PRF. Sete
trechos apontados pela pesquisa ficam nas Regiões Sul e Sudeste, há apenas um
no Norte e outro no Nordeste.
O ranking da rodovias mais perigosas do país é baseado
apenas no número de acidentes, não leva em conta a quantidade de mortes nas estradas. “Esses lugares, por haver mais
acidentes, são potencialmente mais perigosos para a vida das pessoas”, sustenta
o inspetor Alvarez de Souza Simões, chefe de Fiscalização de Trânsito da PRF.
Para exemplificar, ele lembra que há dois anos um acidente envolvendo um ônibus
no interior do Ceará provocou a morte de 40 pessoas. “Pelas estatísticas aquela
pode ter sido via mais perigosa de 2004. Mas a verdade é que acidentes naquela
pista não são freqüentes. As chances daquilo voltar a se repetir são mínimas”,
acrescenta o inspetor.
Os trechos perigosos estão localizados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pará e Rio de Janeiro. É
no asfalto carioca onde estão três dos 10 pontos mais arriscados.
A PRF estima que 29,8% de todos os acidentes ocorridos no ano passado em rodovias federais tenham sido causados pela
falta de atenção dos motoristas. Técnicos da instituição acreditam ainda que
9,57% das colisões são provocadas por excesso de velocidade e que 8,79% dos
acidentes ocorrem porque os motoristas não mantêm uma distância segura do carro
em frente. Apenas em 2,96% dos casos, a precariedade das estradas teria sido responsável pelas
colisões. “Nas estradas da lista o problema é o mesmo do
restante do país: distração”, sentencia Simões.
A rodovia que lidera o ranking de perigo é a BR-101 (Rio Grande do Sul-Rio
Grande do Norte), que registrou, em 2005, exatos 1.204 acidentes. Nos 4.551
quilômetros de extensão pela costa brasileira, a PRF identificou cinco trechos
de maior risco, que estão localizados nos estados do Rio de Janeiro, Santa
Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. Em seguida está a BR-116 (Rio
Grande do Sul-Fortaleza), com dois pontos perigosos: o km 169, no Rio de
Janeiro, e o km 265, no Vale dos Sinos (RS).
O inspetor lembra que, dos quase 112 mil acidentes contabilizados em 2004, mais
de 90 mil ocorreram em estradas que estavam em boas condições e que
64 mil dessas colisões foram em retas. “Isso prova que se o motorista tiver
mais atenção os acidentes diminuem”, acredita Simões. Ele defende que a
conscientização do motorista é o melhor instrumento para acabar com a violência
no trânsito. “Uma vez identificamos que os acidentes numa via ocorriam num
determinado horário, em um trecho próximo a uma universidade. Fizemos uma
campanha entre os estudantes e o problema diminuiu”, avalia. A fórmula tem sido
repetida. No ano passado, foram realizadas mais de 1.200 palestras para 40.143
alunos.
Patrulhamento
O levantamento, no entanto, provoca dúvidas entre alguns especialistas em
trânsito, para quem a periculosidade das rodovias não pode
ser medida apenas pelos números de acidentes. “Todos os trechos listados ficam
em regiões metropolitanas, onde a circulação de veículos é muito grande. Nesses
locais basta aumentar o patrulhamento que os acidentes diminuem”, defende Alex
Santana, professor de Engenharia de Trânsito da Universidade de Brasília (UnB).
Ele argumenta que, de 2004 para 2005, os acidentes caíram 3,4%, mas as mortes
aumentaram 5%. Na opinião dele isso provaria que o perigo não está em vias onde
ocorrem muitos acidentes, mas naquelas estradas em que a
gravidade dos acidentes costuma ser maior, embora menos freqüentes.
Os dados da PRF serão enviados ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). Em uma
nota de 12 linhas, a assessoria de imprensa do DNIT informou que a Coordenação de
Operações Rodoviárias “tem trabalhado para garantir a segurança de motoristas e
pedestres, o Programa PETSE (Programa Emergencial e Trafegabilidade e Segurança
nas Estradas), em curso, destina R$ 15 milhões para sinalização”. O programa
iniciou em janeiro deste ano.
Frase
Todos os trechos listados ficam em regiões metropolitanas, onde a circulação de
veículos é muito grande
Alex Santana, professor de Engenharia de Trânsito da Universidade de Brasília
(UnB)
O número
109 mil
acidentes foram registrados nas BRs em 2005
Medo acompanha os motoristas
Alguns dos trechos que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) inclui na lista dos
mais perigosos do país fazem parte do dia a dia de caminhoneiros. “Na BR-101 já
vi um monte de acidente que deu em morte”, relata Fabrício Almeida da Silva, de
27 anos, referindo-se ao trecho no Espírito Santo. Filho e sobrinho de
caminhoneiros ele afirma estar habituado a uma rotina de perigo. “Desde moleque
andava com eles na boléia”, lembra, o jovem que começou na ifnância a lidar com
os problemas impostos por uma vida levada nas estradas.
Dono do caminhão no qual se reveza ao volante com Silva, Severino Marques
Araújo afirma que a morte é uma companheira constante. “O medo faz parte. No
dia que eu não tiver mais medo, esse caminhão me mata”, filosofa Araújo. Com a
experiência de quem tem mais de 20 anos de estrada e perdeu uma amigo
recentemente, ele concorda com a avaliação da PRF que destaca trechos da BR-101
entre os mais perigosos do país.
“Minha família tem medo, mas vai fazer o quê ?”, questiona Araújo em tom de
resignação. Ele explica que o medo de encontrar a morte na próxima curva é tão
freqüente quanto a saudade dos parentes. “Lógico que queria estar mais junto,
mas essa foi a vida que eu escolhi e elas sabem disso”, explica Araújo
referindo-se às duas filhas, que moram em cidades diferentes. “A mais velha eu
visito de oito em oito dias, mas a mais nova não vejo tem meses”, lamenta.
A necessidade de proporcionar uma vida confortável ao casal de filhos leva o
paraibano Francisco Torres Vilar, de 46 anos, a enfrentar horas a fio dentro do
caminhão. “Vejo acidentes, mas nem paro para olhar, para não ficar perturbado.
Olho as fotos dos meus filhos e sigo em frente”, explica Vilar que também
aponta o trecho da BR-101, próximo de Natal (RN), como um dos mais perigosos.
Mas afirma que o levantamento ignorou outros trechos. “ Para mim, toda a BR-101
devia estar nessa lista”, acrescentou. (AC)
INFORME JB
29/05/2006
Eles querem o inar
sobre vice
O PRESIDENTE DO
CONGRESSO, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador José Sarney (PMDB-AP) querem
uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esta semana. Em pauta, a
esperada indicação do PMDB para o Ministério da Saúde. A dupla ficará satisfeita
também se o comando do Ministério
dos Transportes for
incluído no cardápio da conversa.
Mas o apetite só será saciado mesmo se o papo enveredar para a escolha do
candidato a vice-presidente na chapa de Lula à reeleição. No encontro, Renan e
Sarney pretendem dizer - com jeitinho, claro - que desejam ser ouvidos sobre o
vice. Mesmo que não possam fazer a indicação e que o candidato não seja do
PMDB. Foi o que revelaram a interlocutores nos últimos dias.
Na semana passada, a disputa afunilou para dois nomes: o favorito ex-ministro
da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB), e o atual vice-presidente, José
Alencar (PRB).
INDÚSTRIA
29/05/2006
Processo eleitoral
já atrapalha as votações no Senado e Câmara
Tiago de
Oliveira
A agenda de votações no Congresso desta semana promete manter o ritmo lento e
pouco produtivo das últimas semanas. Com o processo eleitoral tomando conta de
Senado e Congresso, as negociações entre governo e oposição vão girar em torno
de apreciação de medidas provisórias.
O principal foco de tensão política entre governo e oposição deve ser a MP que
garante o reajuste do salário mínimo de R$ 300 para R$ 350, que já está em
vigor desde abril. No entanto, antes do valor do mínimo, os deputados terão de
votar a medida que abre crédito para o Ministério dos Transportes, para a recuperação de rodovias, na
chamada “operação tapa buraco”. Outras três trancam a pauta da Câmara.
O Senado mantêm as negociações para votar a MP 281 que isenta investidores
estrangeiros do pagamento de impostos em negociações com títulos públicos.
Com o andamento limitado nos dois plenários, o foco deve ficar com a apresentação
do relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) confirmou que apresentará o texto para que a Comissão
Mista de Orçamento o aprove antes de 10 de junho.
A LDO propõe metas fiscais, cambiais e monetárias, fixando em 4,25% do Produto
Interno Bruto a meta do superávit primário das contas públicas até 2009 e
propõe a redução das despesas correntes em 0,1% do Produto Interno Bruto por
ano, para ampliar o horizonte da política fiscal, abraçando proposta do deputado
federal Delfim Netto (PMDB-SP), para impor limites ao gasto público.
ECONOMIA
29/05/2006
Crescimento
estratégico será discutido em Fórum
Tocantins -
Evento ocorrerá no auditório do Palácio Araguaia; governador Marcelo Miranda
abrirá os painéis
Samuel Lima
Palmas
O auditório do Palácio Araguaia, em Palmas, abrigará amanhã e na terça-feira o
1º Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Tocantins, com discussões
de temas que vão da produção de biocombustíveis à utilização dos modais
existentes no Estado, passando pela produção de pescado à ferrovia Norte-Sul. O
governador Marcelo Miranda (PMDB) fará a abertura de todos os painéis (quadro)
nos dois dias, com a presença de representantes de estatais, autarquias, empresas
e entidades diversas. A intenção, segundo informa a organização do Fórum,
através do site do governo estadual, é preparar o Estado para o desenvolvimento
que advirá da conclusão da ferrovia Norte-Sul. “Temos vocação para o
crescimento. Estamos no caminho certo e saímos na frente quando discutimos o
crescimento sustentável capaz de elevar os índices de desenvolvimento humano da
população tocantinense”, ressaltou Miranda, pela assessoria de imprensa.
Participarão dos debates a partir de amanhã o presidente da Agência de
Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro Norte (Adecon), Adalberto
Tokarski; o presidente da Valec (empresa construtora da ferrovia Norte-Sul),
José Francisco das Neves; o presidente da empresa Brasil Ecodiesel, Nelson
Silveira; o analista mercado da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Eduardo
Calléia Junger; o representante da empresa Maity Bioenergia, José Eduardo
Pontes; e o diretor de operações da Investco, José Eduardo Constanzo.
Representantes de entidades governamentais federais também estarão presentes,
como o subsecretário do Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério
de Minas e Energia, Francisco Romário Wojciki; o diretor do Departamento de
Infra-estrutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes, Luiz Eduardo Garcia; o diretor do
Departamento de Obras Hídricas do Ministério da Integração Nacional, Rogério
Menescal, entre outros.
Das entidades governamentais estaduais devem participar dos debates os
secretários estaduais Lívio de Carvalho (Planejamento), Roberto Sahium
(Agricultura), Eudoro Pedroza (Comércio, Indústria e Turismo) e Anízio Costa
Pedreira (Recursos Hídricos), além do secretário de Finanças da Prefeitura de
Palmas, Adjair de Lima.
Programação
Segunda-feira (29/05)
8 horas - Abertura oficial
8h30 - Abertura do painel Geração e multiuso dos reservatórios pelo governador
Marcelo Miranda
9 horas - O cenário da geração hidroelétrica no Estado, desafios e oportunidades
- Paulo Mourão – Presidente da COMETO
9h30 - Multiuso dos reservatórios - Francisco Romário Wojciki - Subsecretário
do Planejamento e Desenvolvimento Energético – Ministério de Minas e Energia;
Luiz Eduardo Garcia - Diretor do Departamento de Infra-estrutura de Transportes
- Ministério dos
Transportes; Rogério
Menescal - Diretor do Departamento de Obras Hidricas – Ministério da Integração
Nacional
11 horas - Coffee break
bVisão do mercado - José Eduardo Constanzo - Diretor de Operações da Investco
11h45 - Encerramento do painel - Moderador - Lívio Willian Reis de Carvalho –
Secretário do Planejamento e Meio Ambiente do Governo do Estado do Tocantins
14 horas - Abertura do painel Produção / Biocombustível pelo governador Marcelo
Miranda
14h20 - As perspectivas da produção de álcool e biodiesel - Elias de Freitas
Junior – Assessor do Ministro da Agricultura
14h50 - Projetos hidroagrícolas no Tocantins - Anízio Costa Pedreira –
Secretário de Recursos Hídricos do Governo do Estado do Tocantins
15h20 - Coffee break
15h40 - Visão governamental do mercado do álcool e Biodiesel - Eudoro Pedroza –
Secretário da Indústria e Comércio do Governo do Estado do Tocantins
16h10 - Visão do mercado do álcool - José Eduardo Pauletto Pontes – Maity
Bioenergia
16h40 - Visão de mercado do biodiesel - Nelson Silveira - Brasil Ecodiesel
16h50 - Debate dos painéis Geração e multiuso dos reservatórios e Produção /
Biocombustível
17h30 - Encerramento do dia - Moderador - Roberto Jorge Sahium - Secretário da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Tocantins
Terça-feira (30/05)
9 horas - Abertura do painel Tocantins – Araguaia: sustentação, regulação e
impactos pelo governador Marcelo Miranda
9h20 - Regulação - Oscar Cordeiro – Diretor da Agência Nacional da Água - ANA
9h50 - Compensação e Impactos - Lívio Willian de Carvalho – Secretário do
Planejamento e Meio Ambiente
10h20 - Iracema Aparecida S. Freitas - Coordenadora de Recursos Hídricos,
Planejamento e Meio ambiente
10h50 - Coffee break
11h10 - Desenvolvimento sustentável - Ernesto Carrera Junior – Diretor do
Departamento de Planejamento de Programas de Infra-estrutura do Ministério do
Planejamento
11h40 - Debate
12 horas - Encerramento do painel - Moderador - Adjair de Lima e Silva –
Secretário de Finanças da Prefeitura Municipal de Palmas
14 horas - Abertura do painel Ferrovia e
logística pelo governador Marcelo Miranda
14h15 - A Ferrovia Norte-Sul e seu papel indutor de
desenvolvimento - José Francisco das Neves – Presidente da VALEC
14h40 - A matriz de transportes Brasileira num cenário de
Multimodalidade - José Augusto Valente – Secretário Nacional de Políticas dos
Transportes do Ministério
dos Transportes
15h05 - Corredor Centro Norte - Bernardo Figueiredo - Casa Civil – Presidência
da República; Eduardo Calléia Junger – Analista de Mercado da Companhia Vale do
Rio Doce - CVRD
15h55 - Coffee break
16h10h - Alternativas Multimodais de logística do Tocantins - Gregório Rabelo –
Diretor da Agência Nacional
de Transportes Terrestres - ANTT; Josenir Nascimento – Superintendente
da AHITAR - Ministério dos
Transportes
17 horas - Exportação de Comoditties pelo Corredor - Biramar Nunes de Lima –
Diretor do Departamento de Infra-estrutura e Logística do Ministério da
Agricultura
17h25 - Oportunidades no Corredor Centro Norte - Adalberto Tokarski –
Presidente da Adecon – Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor
Centro Norte
17h50 - Debate e encerramento do 1º Fórum - Moderador - Adalberto Tokarski –
Presidente da Adecon