O ESTADO DE S. PAULO - SP

Em ano eleitoral, Lula aumenta verba para investimento em 27%

Recursos reservados até junho chegam a R$ 5,3 bilhões, valor que também é 29% superior ao investido por FHC em 2002

NACIONAL
29/06/2006

A uma semana do prazo final para assinar convênios com Estados e municípios até o fim das eleições, o governo federal já reservou - empenhou, no jargão orçamentário - R$ 5,3 bilhões do orçamento de 2006 para investimentos. A cifra representa 27% a mais, em termos reais, em relação aos valores destinados a investimento no primeiro semestre de 2005.

Na comparação com os primeiros seis meses de 2002, ano eleitoral do segundo mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso, os empenhos de Lula representam acréscimo de 29%. Há quatro anos, foram empenhados com essa destinação R$ 2,99 bilhões - ou R$ 4,16 bilhões, corrigidos para valores atuais pelo IPCA.

Os dados foram divulgados ontem pela ONG Contas Abertas, a partir de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que registra todos os gastos do governo federal. O empenho é a primeira fase da efetivação de uma despesa pública. É uma espécie de autorização para que o governo contrate a execução da obra.

No caso dos convênios, os investimentos são realizados por Estados e municípios com verbas federais. O empenho feito agora garante que os governadores e prefeitos beneficiados, além dos parlamentares responsáveis pela emenda ao orçamento, façam propaganda da obra antes das eleições.

Em muitos rincões do País, o simples anúncio de verba para construir um trecho de estrada, casas populares ou sistema de saneamento básico já rende dividendos eleitorais para o deputado autor da emenda e para o governo. Mas o repasse efetivo de recurso, pela Lei Eleitoral, só será feito às obras que tiverem efetivamente sido iniciadas até o próximo dia 30. Antes disso, no entanto, as prefeituras precisam preparar licitações - para obras ou para aquisição de equipamentos, como ambulâncias.

Muitas dessas licitações já podem ter sido realizadas, pois alguns órgãos do governo já vinham se prevenindo contra o atraso na aprovação da lei orçamentária de 2006, que só ocorreu no fim de abril. O Ministério das Cidades, por exemplo, já vinha analisando as propostas de convênio e é, até agora, o órgão do Executivo que empenhou o maior volume de recursos para investimentos: R$ 1,55 bilhão.

Não por acaso, o Ministério das Cidades é o que mais concentra emendas parlamentares e obras por convênio, principalmente para a área de infra-estrutura e saneamento. Seu volume de empenho supera até mesmo o do
Ministério dos Transportes, que chegou a R$ 1,28 bilhão até 24 de junho, quando foi feita a pesquisa no Siafi pela ONG Contas Abertas.

A corrida do governo federal para liberar verbas se intensifica à medida que se aproxima a data limite para assinatura dos convênios. Dos R$ 5,3 bilhões já empenhados, R$ 3,3 bilhões foram feitos em junho. Do dia 19 a 24 de junho, por exemplo, o governo empenhou R$ 1,7 bilhão, ou seja, o equivalente a mais de 50% de toda a quantia do mês de junho.

Nesta última semana do mês, portanto, os técnicos esperam que o total reservado para investimentos suba pelo menos mais R$ 2 bilhões, o que faria o empenhado do primeiro semestre atingir quase duas vezes o valor do ano passado. O pagamento dessas "despesas prometidas", contudo, só deve começar no fim do ano e, em muitos casos, deve ser feito apenas em 2007.

 

 

 

 

 

 

 

 

GAZETA MERCANTIL - SP

Assembléia decide rumo da paralisação em Santos

NACIONAL
29/06/2006

São Paulo, 29 de Junho de 2006 - A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura quase dois meses, afeta empresas de diversos setores que dependem de matéria-prima e insumos importados. O problema se agrava com a adesão do Porto de Santos, no litoral paulista, ao movimento. Esta semana, pela primeira vez, as atividades em Santos foram interrompidas por um período superior a 24 horas. Amanhã será realizada assembléia para decidir se os servidores voltam ao trabalho ou se permanecem parados por tempo indeterminado. A categoria tenta negociar com o governo federal um novo plano de cargos e salários.

A General Motors está realizando um esforço concentrado em sua área de logística para minimizar os impactos da greve dos auditores fiscais da Receita Federal e conseguirá manter normalmente a produção pelo menos até sexta-feira. Outra montadora afetada pela greve é a DaimlerChrysler, dona da marca Mercedes-Benz, que também está precisando administrar estoques de componentes importados, que têm abastecimento semanal. A montadora de caminhões e ônibus de São Bernardo do Campo mantém normalmente a produção, mas enfrenta dificuldade de planejamento em razão da greve dos fiscais.

A SempToshiba, que realiza a maior parte de seus desembaraços em Manaus e Salvador, não teve problemas para atender a demanda por televisores para a Copa do Mundo, nem sofreu quebras de produção, mas foram suspensos um turno de televisores e outro de DVD. Em meio à greve dos auditores fiscais da Receita, a empresa vem administrando o atraso no abastecimento de componentes alternando linhas de produção de acordo com a disponibilidade das peças importadas evitando demissões. Grande parte dos insumos estão sendo liberados por meio de liminares obtidas por entidades patronais às quais a empresa é associada.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 5)(Cristina Borges Guimarães)

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP

Guerra fiscal, uma conta gigantesca

1º CADERNO
29/06/2006

Os candidatos a deputado federal e a senador nas próximas eleições precisam prestar atenção num dado fornecido pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, em sua última visita à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Diante do esperado esvaziamento do Congresso na campanha eleitoral, é bem provável que fique para a próxima legislatura a tarefa de votar a Proposta de Emenda Constitucional 285/2004 e, assim, concluir mais uma etapa da reforma tributária.

Com base em estimativa do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Appy revelou que oscila entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões por ano a receita que os Estados deixam de arrecadar em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por causa da guerra fiscal. Um levantamento mais preciso está sendo providenciado. Mas a ordem de grandeza já mostra quão urgente é combater essa praga que fragiliza as finanças públicas.

Incentivo fiscal em si não é, necessariamente, algo ruim, sobretudo em um país onde a carga tributária é considerada alta frente ao retorno que o poder público dá em serviço à sociedade. O problema é que, no caso do ICMS, virou arma de uma guerra entre Estados, cuja relação custo-benefício para a economia como um todo é, no mínimo, duvidosa, se não perniciosa.

Os Estados têm oferecido reduções, isenções e diferimentos do ICMS a fim de atrair a instalação de empresas em seus territórios e, assim, gerar empregos para suas populações. Mas, em geral, quando um Estado ganha outro perde porque o empreendimento se realizaria de qualquer forma em outro lugar. No conjunto, o efeito líquido que sobra é menos arrecadação, constata Appy. Além disso, não há transparência suficiente que permita medir o efeito dos incentivos fiscais estaduais sobre indicadores consolidados de emprego e renda de todo o país.

Por mais meritória que seja a intenção de cada governador, o atual sistema de incentivos do ICMS é uma forma torta de estimular investimentos, pois pega um universo restrito de empresas. Se esses R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões por ano fossem destinados a obras públicas de infra-estrutura, algo do que a economia brasileira carece demais para crescer mais rápido de forma sustentada, o estímulo ao investimento privado seria mais generalizado no que se refere aos agentes econômicos beneficiados, provavelmente com efeitos benéficos mais visíveis sobre o desenvolvimento e o nível de emprego.

Appy não vê ganhos para a economia

Não é a toa que a PEC propõe, como alternativa à proibição de novos incentivos, a criação de um fundo com recursos carimbados para obras infra-estrutura, dinheiro que iria principalmente para Estados de regiões menos desenvolvidas. O dinheiro financiaria, por exemplo, obras de transporte necessárias ao bom escoamento da produção. É uma forma correta de o poder público promover o desenvolvimento: criando condições, naquilo que lhe cabe, para que as empresas possam investir - e não praticando um paternalismo dirigido a determinados segmentos e empresas.

O orçamento do
Ministério dos Transportes para investimentos e custeios em 2006 não chega a R$ 6 bilhões. O fato não tem nada a ver com as finanças estaduais, mas serve para dar uma idéia de como o país teria ganhado se o volume de ICMS renunciado tivesse se convertido em melhoria da infra-estrutura econômica (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, sistemas de geração e transmissão de energia, por exemplo).

Appy está convencido de que, no agregado da economia, o atual sistema de incentivos é um fator de desestímulo ao investimento privado, pois cria insegurança em relação às condições de concorrência entre os agentes econômicos. "A guerra fiscal cria distorções concorrenciais importantes. De repente, uma empresa pode ser prejudicada porque, num Estado vizinho, um concorrente pode ganhar isenção ou abatimento de ICMS", diz.

A PEC proíbe novos incentivos mas ratifica e permite uma sobrevida, por prazo ainda não consensual, de até 11 anos, daqueles já concedidos. Nesse ponto, a reforma é fundamental até para acabar com a insegurança jurídica a que estão submetidas as próprias empresas beneficiadas pela guerra fiscal. Todas passaram a correr risco de ver a situação mudar de repente depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional os incentivos concedidos pelo Pará, provocando sua imediata suspensão. Por mais correto que esteja o STF sob o ponto de vista da letra fria da Constituição - e está - , pior do que a guerra fiscal em si é a desorganização econômica provocada pelo rompimento abrupto de regras já estabelecidas.

Para evitar traumas, o melhor é que a transição seja gradual e com o mesmo cronograma para todos. Mas não haverá gradualismo se o Congresso demorar a fazer sua parte e o STF julgar antes dezenas de ações de inconstitucionalidade que questionam incentivos concedidos por todo o país. O caso do Pará foi só o primeiro. A grande maioria dos incentivos fiscais estaduais em vigor são inconstitucionais porque não resultaram de convênio entre os Estados no âmbito do Confaz. São fruto de decisões unilaterais, porque é difícil conseguir a unanimidade exigida no âmbito do conselho.

A origem da guerra fiscal está no atual desenho do ICMS. Mesmo quando uma mercadoria sai de um Estado para outro, seja para ser vendida ao consumidor final, seja para servir de insumo, o imposto é receita do Estado produtor. O fisco de origem não fica com tudo, mas fica com parcela relevante, dependendo do caso, de sete ou 12 pontos percentuais da alíquota total. Se o Estado consumidor ficasse com toda a receita, a guerra fiscal não existiria pois não faria sentido como instrumento de atração de investimentos privados. A PEC permite que esse desenho comece, reforçando a tributação no destino, somente quando terminar o prazo de sobrevida dos incentivos já existentes porque, do contrário, eles se tornariam inócuos para as empresas beneficiadas. É bastante razoável. Mas quanto antes começar o desmonte, melhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

Posse

PAULA SANTANA
29/06/2006

O maranhense Fernando Fialho assumirá mandato de peso, a partir desta semana. Ele chefiará a Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

Presa quadrilha que agia no Porto

BRASIL
29/06/2006

A Polícia Civil afirma ter descoberto um esquema que envolvia desvio de cargas do Porto de Santos (SP) e tráfico de drogas. Cinco suspeitos foram presos na madrugada de ontem. Segundo informações do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos, os produtos eram comercializados, e o dinheiro, investido no tráfico. (Folhapress)

 

 

 

O GLOBO - RJ

Do time de notáveis ao de desconhecidos

O PAÍS
29/06/2006

BRASÍLIA. O ministro demissionário da Agricultura, Roberto Rodrigues, deverá ser substituído por um técnico, que engrossará o time de rostos desconhecidos do atual Ministério. O presidente Lula, que iniciou o governo anunciando um ministério de notáveis, está terminando seu mandato com uma equipe de técnicos sem densidade política nem representatividade social. No jantar com o presidente no Palácio da Alvorada, na terça-feira, Rodrigues concordou em permanecer na pasta mais alguns dias para que fosse escolhido seu sucessor. Vários nomes foram sugeridos pelo próprio Rodrigues, entre os quais o secretário-executivo Luiz Carlos Guedes, que provavelmente será efetivado no cargo.

Guedes tinha cada vez mais força na pasta, em decorrência do esvaziamento político de Rodrigues desde que a bancada ruralista retirou o apoio ao presidente. Ele é amigo de Rodrigues e foi escolhido para integrar a pasta justamente por suas ligações políticas com o PT, que decorrem do fato dele ter sido presidente da Associação Brasileira pela Reforma Agrária.

Há outros nomes técnicos cogitados para a pasta, como o secretário de Política Agrícola, Ivan Wedekin, e o presidente da Embrapa, Sílvio Crestana. Apesar das especulações, o presidente Lula não pretende fazer nomeações políticas para o cargo, a exemplo do que fez nos ministérios da Saúde, dos Transportes e da Reforma Agrária. Mesmo assim, na equipe do ministro havia o temor de que o PMDB reivindicasse a pasta, presunção decorrente do fato de o partido ter indicado Paulo Pontes, aliado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para a presidência da Conab.

Caiado: “O Ministério da Agricultura está sendo aparelhado”
Com a saída de Roberto Rodrigues o governo Lula perde um de seus ministros mais eficientes. A oposição — sobretudo os ruralistas, que sempre foram bem tratados na gestão de Rodrigues — teme agora a “petização” do ministério. Para o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO) a saída do ministro tem motivos eleitorais.

— O Ministério da Agricultura está sendo aparelhado para as eleições — reagiu Caiado.

Para evitar isso, o deputado Nelson Marquezeli (PTB-SP) defendeu a nomeação do secretário-executivo, que está no governo Lula desde o início. O deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS) engrossou o coro dos que lamentaram a demissão de Rodrigues. Já o MST gostou da saída de Rodrigues e divulgou nota destacando as divergências entre o movimento e o ministro. (imar Franco e Eliane Oliveira)

www.oglobo.com.br/pais

 

TRIBUNA DA BAHIA - BA

Taxa no porto é garantida por dois mandados

CIDADE
29/06/2006

O Terminal de Contêineres de Salvador (Tecon) obteve duas importantes vitórias na batalha jurídica em torno da cobrança pelo serviço de segregação de contêineres destinados a outros recintos alfandegados.

A empresa acaba de conseguir dois mandados de segurança: um suspende os efeitos do julgamento do recurso administrativo na
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por falta de quórum do colegiado; o outro suspende o efeito do ofício da mesma Antaq determinando à Companhia das Docas da Bahia(Codeba) impor a suspensão da referida cobrança.

Os dois mandados estão em vigor, apesar de recente parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que confirmou a independência decisória da
Antaq frente ao Ministério dos Transportes em assuntos de regulação. O parecer da AGU versa em torno de um impasse entre a Antaq e o Ministério dos Transportes. As duas instituições divergem quanto à legalidade da cobrança. A agência já tinha determinado à Codeba a suspensão da cobrança. No entanto, a companhia se recusou a cumprir a decisão amparada na posição hierárquica defendida pelo Ministério. Agora, com os mandados, perdem efeito o julgamento do recurso administrativo e o ofício à Codeba.

A cobrança pela segregação já vem sendo realizada no
Porto de Salvador há seis anos, desde que o Tecon iniciou sua operação, a partir de licitação decorrente do processo de modernização dos portos brasileiros. A empresa apostou em infra-estrutura, modernos equipamentos e tecnologia. O resultado foi uma maior produtividade, que terminou atraindo os principais armadores do mundo, que passaram a colocar Salvador em suas rotas. Até o final de 2006, o Tecon terá investido mais de US$ 30 milhões.

 

 

A GAZETA - ES

Seminário debate malha ferroviária

ECONOMIA
29/06/2006

Para encerrar o projeto "A Força do Espírito Santo", o tema Estradas e Ferrovias será discutido hoje no seminário programado para começar às 14 horas no auditório da Rede Gazeta. O tema é o último da série de 13 que fizeram parte dos seminários e debates organizados pela Premium Marketing Promocional, com apoio da Rede Gazeta ES Convention Visitors Bureau e Companhia Vale do Rio Doce.

O professor de logística empresarial da Fundação Getúlio Vargas, José Alex Botelho de Oliva, fará a palestra com o tema "A infra-estrutura de transporte no Brasil". Além da palestra, o evento terá uma mesa redonda.

O Espírito Santo é um dos principais estados brasileiros atendidos de forma eficiente por
ferrovias. Com uma malha ferroviária moderna e bem estruturada, os portos capixabas ganham em competitividade. Por outro lado, as estradas capixabas ainda sofrem com a falta de estrutura.

 

 

O IMPARCIAL - MA

Liberados recursos para recuperar rodovias federais

POLÍTICA
29/06/2006

BRASÍLIA — Atendendo a uma solicitação do governador José Reinaldo Tavares (PSB) e da bancada federal, em Brasília, o Ministério dos Transportes liberou ontem R$ 27 milhões para a realização de serviços de recuperação das rodovias federais BR’s 010, 135 e 316. A comunicação foi feita, no mesmo dia, pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Denit). Com isso, os trabalhos de recuperação das estradas devem ser iniciados imediatamente.

Da última vez que José Reinaldo esteve com o
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, em maio, reiterando a urgência da recuperação das estradas federais, no Maranhão, ele prometeu empenho para que as providências fossem adotadas nesse sentido.

Para o governador José Reinaldo, a liberação dos recursos, mesmo depois de muitos apelos, atende várias demandas dos maranhenses, já que a recuperação dos trechos críticos de três importantes
rodovias que cortam o estado significa economia para o setor rodoviário e para a população como um todo, já que reduz a insegurança que impera nesses pontos, por conta dos assaltos e outros crimes.

Os recursos liberados para a recuperação das
rodovias federais estão assim distribuídos: BR 010 – R$ 7,68 milhões; BR-135 – 6,56 milhões e BR-316 – 12,82 milhões.

 

 

 

ESTADO DE MINAS - MG

Pesquisa nacional

GERAIS
29/06/2006

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) inicou ontem mais uma pesquisa sobre as condições da malha rodoviária brasileira. Durante três meses, 30 pesquisadores vão percorrer 85 mil quilômetros de estradas federais, estaduais e privatizadas, para elaborar um diagnóstico sobre seu estado de conservação. As equipes vão avaliar as condições do pavimento, como a existência de acostamento, buracos e ondulações, a cada 10 quilômetros. O traçado da via e a sinalização também serão observados. A previsão é de que, até setembro, o resultado seja divulgado, contendo um panorama de toda a malha, bem como um ranking com as piores e melhores rodovias. Em sua 10ª edição, ano passado, a pesquisa constatou que 28% das estradas estavam em bom ou ótimo estado.

 

 

O NORTE – PB

Duplicação da 101 entra em nova fase

CIDADES
29/06/2006

A fase de concretagem na duplicação da BR-101, na Paraíba, terá início em meados de julho deste ano. A previsão foi repassada hoje pelo chefe de Comunicação Social do 1º Grupamento de Engenharia e Construção, major Manoel Valentim. “Neste momento, estamos empenhados nas etapas de terraplenagem e construção de passarelas, viadutos e pontes”, ressaltou o militar.

Valentim explicou que o Grupamento está aguardando a chegada de uma máquina especializada na concretagem, que será usada para o revestimento. “O equipamento está vindo da Alemanha. Logo que chegar a Paraíba, daremos início ao trabalho”, ressaltou, garantindo que as obras estão transcorrendo em ritmo normal.

Atualmente, a suplicação está ocorrendo no lote 5, que tem extensão total de 54,9 quilômetros, entre o acesso ao município de Lucena e a divisa com o Estado de Pernambuco. Somente para esta etapa o valor destinado à obra será de R$ 178, 76 milhões, sendo que R$ 44,5 milhões já foram liberados pelo Governo Federal.

 

 

FOLHA DE LONDRINA - PR

Capitania suspende navegação em Paranaguá

GERAL
29/06/2006

Curitiba A Capitania dos Portos do Paraná suspendeu totalmente a navegação no Porto de Paranaguá ontem às 6h15 da manhã. Com isso, ontem nenhum navio pôde sair ou entrar no porto. A decisão foi tomada porque ocorreu o desalinhamento da bóia número 4 que fica no canal de acesso do porto. Segundo a Capitania, a bóia estaria no meio do canal.

O assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, alertou que há a necessidade de fazer a manutenção da fixação das bóias no fundo do mar. Segundo ele, como isso não acontece, qualquer movimento da maré faz as bóias se soltarem. No começo deste mês, a Capitania dos
Portos já tinha suspendido a navegação noturna no porto e outros procedimentos devido a um problema de assoreamento no canal de acesso.

Ontem, no final da tarde, havia 12 navios atracados em Paranaguá e um em Antonina. Ao largo, ou seja, à espera para atracar, Paranaguá tinha 11 navios. O
Porto de Paranaguá informou que o terminal portuário estaria fechado para navegação em função da agitação do mar que teria provocado a formação de ondas de até 6 metros de altura. Camargo acredita que, depois que o mar acalmar, o conserto da bóia pode ser feito em questão de horas.

O Tenente Eduardo Gomes Pinheiro, da coordenadoria estadual da Defesa Civil do Paraná, disse que o mar estava um pouco mais agitado ontem no Litoral do Paraná mas, que isso, não caracterizaria que as ondas prejudicassem a navegabilidade. De acordo com ele, ontem não havia ondas sequer de três metros.

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

Gerdau anuncia investimento de R$ 26 milhões na Açonorte

ECONOMIA
29/06/2006

OURO BRANCO (MG) – O grupo Gerdau anunciou ontem investimentos de R$ 26 milhões, até 2008, na Açonorte, unidade pernambucana da empresa que fica no Curado. O aporte de recursos será gradual, com R$ 10 milhões até o final deste ano, mais R$ 16 milhões divididos igualmente entre os próximos dois anos. O montante não inclui a compra o Shredder, que começou a operar no início deste ano.

O equipamento, avaliado em R$ 34,5 milhões, se destina ao processamento de sucata. Os novos investimentos são voltados à ampliação da linha de produção da Gerdau Açonorte, que, vai fechar o ano com uma ampliação de 240 mil toneladas anuais de aço para 280 mil toneladas, uma alta de 16%. A produção de laminados é de 250 mil toneladas por ano. A operação pernambucana do grupo conta com 840 funcionários na Açonorte, em um centro de corte e dobra de aço e um centro comercial da Gerdau. “Nos preocupamos em planejar não dois, mas dez anos. Estamos fazendo expansões na Açonorte”, comentou o presidente do grupo, Jorge Gerdau Johannpeter.

Desde 1997, a empresa já acumula R$ 233,5 milhões na planta local. Para este ano, a expectativa da empresa é repetir o crescimento da unidade alcançado no ano passado, de 8%. A Gerdau possui 30 siderúrgicas, entre outros negócios, com unidades no Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Chile, Uruguai e Estados Unidos. Faturou R$ 25,5 bilhões no ano passado e teve um lucro líquido de R$ 3,3 bilhões. A produção total de aço foi de 13,7 milhões de toneladas.

ESTALEIRO – O executivo comentou ainda o interesse da Gerdau na expansão da indústria naval do País, com a recente licitação de petroleiros da Transpetro, processo cuja única pendência é o resultado do lote de US$ 1,2 bilhão de dez navios Suezmax, vencido tecnicamente pelo Estaleiro Atlântico Sul, liderado pela Camargo Corrêa. O problema da concorrência é a negociação de preços para a encomenda. A Transpetro negocia um desconto no valor global com o consórcio do estaleiro pernambucano. “Nós, hoje, trabalhamos com linhas de placas e perfis estruturais e já somos fornecedores para a área naval, como para plataformas da Petrobras. Nós procuramos contato comercial com todas as empresas. Pretendemos ser fornecedores de matéria-prima.”

A empresa produz perfis, produto utilizado em plataforma petrolíferas, entre outros fins. Mas, a tendência é que também aumente o valor agregado de seus produtos, conferindo maior acabamento e direcionando seu uso. Um exemplo é perspectiva da empresa em investir numa unidade na China para atender ao mercado automobilístico.