INFORME ECONÔMICO
29/12/2006
Veto presidencial
As
empresas exportadoras e as companhias de terminais portuários privados estão
mobilizadas para tentar impedir que o presidente da República, Luiz Inácio Lula
da Silva, vete a lei aprovada que instituiu um novo tributo para investir na
modernização dos portos brasileiros.
O Brasil não tem investido nos portos e muitos deles estão sem poder funcionar com
navios de grande calado por causa do grande assoreamento. É preciso fazer mais
dragagens, mas não há recurso. O Congresso criou uma taxa para gerar recursos
pára investir em dragagem. Mas o Ministério dos Transportes está contra e pediu
ao presidente que vetasse a nova legislação, aprovada na semana passada. Há uma
grande guerra de bastidores.
NACIONAL
29/12/2006
Dilma traça perfil para ministros
Segundo
a chefe da Casa Civil, Lula quer visão política e técnica dos membros da equipe
Leonencio
Nossa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer formar uma equipe de ministros com
perfil “duplo” para o segundo governo. Foi o que afirmou ontem, em café da
manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, a ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff. Considerada a pessoa mais influente na equipe de Lula, ela
disse que o presidente não quer subordinados apenas técnicos ou apenas
políticos, mas nomes com conhecimento da área e, ao mesmo tempo, que tenham
compromisso público. “O presidente vai fazer questão da característica dupla,
de técnicos comprometidos com o País.”
Ela elogiou a atuação dos ministros “tampões” no governo,
secretários-executivos que assumiram as pastas em épocas de crise e de
eleições. “Todos os ministros técnicos se saíram muito bem.”
Dilma citou Paulo Sérgio Passos (Transportes), Nelson Machado (Previdência) e
Fernando Haddad (Educação). “Eu não os chamaria de tampões”, afirmou. “Não há ministro
de primeira ou segunda categorias.”
A ministra lembrou que Lula deixou claro que não tem pressa em anunciar nomes
para os ministérios. A equipe do segundo governo só deverá ser conhecida, de
acordo com ela, no fim de janeiro. “Um governante que ganha uma eleição passa
por um teste. Já temos uma equipe.” Dilma minimizou a influência e o poder que
conseguiu no governo, chegando a dizer que não sabe se continuará na equipe.
REGIME
Descontraída, a ministra disse estar fazendo regime. Durante a conversa, tomou
apenas uma xícara de café e comeu alguns pedaços de queijo. “Moro em Porto Alegre, eu não sou
mais nem mineira”, disse ela, que nasceu em Belo Horizonte, foi guerrilheira
nos tempos da ditadura militar e desenvolveu carreira na capital gaúcha.
Ela evitou entrar em questões polêmicas. Dilma afirmou que seu papel no governo
é avaliar a consistência dos projetos de lei e fazer a integração dos
ministérios, buscando sempre o consenso. “Aqui, para resolver um assunto, o
presidente sempre faz três reuniões.”
A uma pergunta se o governo não teria problema em dar a outros partidos pastas
que atualmente estão nas mãos dos “tampões”, como Transportes, ela respondeu
que as legendas não vão impor nomes. Dilma disse que as pessoas erram ao
conceituar políticos e técnicos. “Todos temos um viés incorreto de tratar o
político e o técnico. Acho que um ministro tem de ter um compromisso político,
isso não é técnico, pois ele é representante de seu povo.”
Dilma lembrou que, durante o regime militar, técnicos sem “compromisso com o
País” assumiram posições importantes de Estado, uma experiência que, segundo
ela, não foi boa. “A tecnocracia tem grave apelo em regimes ditatoriais. Não
podemos fazer uma leitura simples da tecnocracia.”
A ministra disse ser uma “técnica”, mas com uma trajetória política. Segundo
Dilma, não basta procurar bons técnicos no mercado para resolver os problemas.
“Se fosse assim, poderíamos importar um técnico americano ou um da Comunidade
Econômica Européia. O governo quer especialista na área que tenha
característica política.”
A entrevista, que durou cerca de uma hora, foi interrompida quando a ministra
recebeu telefonema do chefe de gabinete pessoal da Presidência. Gilberto
Carvalho avisou que o presidente Lula queria conversar com ela.
CIDADES
29/12/2006
A caminho do réveillon
Cerca
de 280 mil brasilienses vão passar o ano-novo fora do DF. Apesar da crise nos
aeroportos, movimento de ônibus não aumentou
Mário
Coelho
Da equipe do Correio
Com malas e sacolas cheias de presentes, o comerciário Elivaldo Bispo, 23 anos,
esperava a hora de seu ônibus sair da Rodoferroviária. O destino é o mesmo dos
últimos cinco anos: passar o réveillon em Ilhéus, na Bahia. Junto com a mulher,
a professora do ensino fundamental Ana Cláudia Rodrigues, 25 anos, ele é um dos
280 mil brasilienses que passarão a virada de ano fora do Distrito Federal. “A
minha sogra mora lá. Vou passar 15 dias, e aproveitar para descansar em
Ilhéus”, disse Elivaldo.
Os destinos prediletos, segundo o Sindicato dos Restaurantes, Hotéis, Bares e
Similares (Sindhobar), são Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Natal. Das
cidades mais próximas ao Distrito Federal, Caldas Novas (GO) e Ouro Preto (MG)
têm a preferência dos brasilienses. O técnico em informática Fernando de Jesus
Carvalho, 25 anos, decidiu, junto com amigos do trabalho, arrumar as malas e
viajar até Florianópolis (SC). As 30 horas de estrada não assustam Fernando. Na
bagagem, um aparelho de MP3, livros e um baralho de cartas. “Assim quando não
conseguir ler nem ouvir mais nada, a gente joga umas partidinhas de buraco.”
Na última hora, Fernando trocou o avião pelo ônibus. Por causa do preço: vai
economizar R$ 500, para ida e volta. O caso dele, entretanto, é exceção, na
avaliação do administrador da Rodoferroviária, José Furtado Pereira. Comparando
os números de embarques e desembarques do período do Natal deste ano com os de
2005, é possível perceber que não houve aumento no movimento de ônibus desde
outubro, quando a queda do avião da Gol, com a morte de 154 pessoas, revelou a
fragilidade do espaço aéreo brasileiro.
No ano passado, foi registrado o embarque de 30.433 pessoas, e a chegada de
25.856. No último Natal, um número menor de passageiros: 28.077 e 26.705,
respectivamente. Para o réveillon, espera-se um movimento de 60 mil pessoas,
chegando ou saindo de Brasília. “A movimentação está dentro do que esperávamos.
Muito se falou que as pessoas trocariam o avião pelo ônibus, mas isso não está
acontecendo”, afirmou José Furtado.
A projeção inicial de saída de Brasília no feriado, feita pelo Sindhobar, era
de que cerca de 380 mil pessoas viajariam para aproveitar a virada do ano em
outros estados. Mas, com a crise nos aeroportos, as longas filas, os cancelamentos
e a incerteza de chegar ao destino, diminuiu a disposição do brasiliense de
viajar.
Baseados em informações fornecidas pela administração da Rodoferroviária, pela
Infraero — responsável pelo Aeroporto Internacional de Brasília —, pelo
Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), por agências de
turismo e pela Polícia Rodoviária Federal, o sindicato previu 280 mil
viajantes. O número de visitantes é bem menor, cerca de 80 mil.
Nas estradas que cortam o DF, o
movimento deve crescer em 30%, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. A
expectativa é de que aproximadamente 150 mil carros usem as rodovias de hoje até domingo.
O que abre e o que fecha
Shoppings
Dias 31 e 1º só abrem praça de alimentação e cinemas.
Comércio
Não abre no dia 31 nem no dia 1º.
Transportes
A Secretaria de Transportes ainda não definiu como circularão os ônibus no dia
1º de janeiro.
Metrô
Funcionará em horário especial no ano-novo. No dia 1º, o metrô abre às 11h e fecha
às 22h, para atender ao público que deseja comparecer às cerimônias de posse do
governador do Distrito Federal e do presidente da República e ao show popular
que será realizado na Esplanada dos Ministérios. Na terça-feira, dia 2, a
operação será retomada normalmente, das 6h às 20h, em todas as 16 estações em
funcionamento.
Bancos
Os bancos não terão expediente aberto ao público hoje, último dia útil do ano.
As contas de consumo (água, luz, telefone, gás, TV a cabo) poderão ser pagas
normalmente até 2 de janeiro, sem multa.
Hospitais
Os serviços de emergência e pronto atendimento dos hospitais da Secretaria de
Saúde funcionarão em regime de plantão. O número de profissionais dos centros
de saúde e dos ambulatórios dos hospitais será reduzido à metade devido ao
período de recesso. Em 1º de janeiro haverá escala de plantão nas emergências.
O recesso do ano-novo começou na terça-feira e acaba no dia 1º de janeiro.
Hemocentro
Amanhã, o horário de atendimento será reduzido. Funcionará das 7h às 12h.
Universidade de Brasília (UnB)
O ambulatório do Hospital Universitário (HUB) estará fechado do dia 22 de
dezembro até 8 de janeiro. A emergência funcionará normalmente durante todos os
dias. O Restaurante Universitário (RU) só reabre em 5 de fevereiro. Durante esse
período, estará em reforma. A Biblioteca Central (BCE) fechou no dia 22 para
recesso e reabre 2 de janeiro em horário normal. O Centro Olímpico (CO) está
com as atividades esportivas suspensas de 23 de dezembro a 8 de janeiro. Em
janeiro e fevereiro volta a funcionar em períodos diferentes conforme a
modalidade.
Parques
Parque Nacional de Brasília - Fecha no dia 1º. Nos outros abre normalmente
Parque Nicolândia - Não abre na segunda-feira. Funciona normalmente de terça a
domingo
Zoológico de Brasília
Abre todos os dias em horário normal, de 9h às 17h
Restaurantes comunitários
Os restaurantes comunitários estarão fechados no dia 1º de janeiro. No domingo,
31, eles não abrem.
Rodovias
A Polícia Rodoviária Federal espera aumento de até 30% no fluxo de veículos nas
rodovias.
POLÍTICA
29/12/2006
Critérios para indicação
Segundo
Dilma Rousseff, Lula quer reunir nomes com perfil técnico na área e conhecimento
político
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer formar uma equipe de ministros com
característica "dupla" para o segundo governo. Em conversa ontem com
jornalistas no Palácio do Planalto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
contou que Lula não quer subordinado apenas técnico ou apenas político, mas
pessoas com conhecimento da área e compromisso público com o Brasil.
"O presidente vai fazer questão da característica dupla de técnicos
comprometidos com o País", afirmou. A ministra também indicou que Luiz
Inácio Lula da Silva não deverá aceitar imposições dos partidos aliados na
composição do ministério do novo mandato. "O presidente vai ter um
critério de indicação ou não de certos ministros indicados (pelos partidos). O
ministério não é um time que o principal estruturador do time não tem a palavra
final", afirmou.
Dilma elogiou a atuação dos ministros considerados "tampões" no
governo, secretários-executivos que assumiram as pastas em épocas de crise e de
eleições. "Todos os ministros técnicos se saíram muito bem", avaliou.
Ela citou Paulo Sérgio Passos (Ministério dos Transportes), Nelson Machado
(Previdência) e Fernando Haddad (Educação). "Eu não os chamaria de
tampões", acrescentou. "Não há ministro de primeira ou segunda
categorias".
A ministra lembrou que o presidente deixou claro que não tem pressa em anunciar
nomes para os ministérios. A equipe do segundo governo só deverá ser conhecida,
segundo ela, no final de janeiro. "A idéia é essa, já temos uma
equipe". Ela minimizou a influência que mantém no governo, chegando a
dizer que não sabe se continuará na futura equipe.
Tampões
Questionada se o governo não teria problema em dar a outros partidos pastas que
estão nas mãos dos "tampões", como Transportes, ela respondeu que as
pessoas erram ao conceituar políticos e técnicos. "Todos temos um viés
incorreto de tratar o político e o técnico", disse. "Acho que um ministro
tem de ter um compromisso político, isso não é técnico, pois ele é
representante de seu povo".
Dilma lembrou que, durante o regime militar brasileiro (1964-1985), técnicos
sem "compromisso com o País" assumiram posições importantes de
Estado, uma experiência, que segundo ela não foi boa. "A tecnocracia tem
grave apelo em regimes ditatoriais", avaliou. "Não podemos fazer uma
leitura simples da tecnocracia".
Técnica
Na conversa de ontem com os jornalistas, a ministra disse ser uma
"técnica", mas com uma trajetória política. Dilma ressaltou que não
basta procurar bons técnicos no mercado para resolver os problemas do País. "Se
fosse assim, poderíamos importar um técnico americano ou um da Comunidade
Econômica Européia", declarou ela. "O governo quer especialista na
área que tenha característica política", completou.
POLÍTICA
29/12/2006
Lula quer técnicos comprometidos com o País
Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer formar uma equipe de ministros com
característica "dupla" para o segundo Governo. Em conversa ontem com
jornalistas no Palácio do Planalto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
contou que Lula não quer subordinado apenas técnico ou apenas político, mas
pessoas com conhecimento da área e compromisso público. "O presidente vai
fazer questão da característica dupla de técnicos comprometidos com o
País", afirmou.
Ela elogiou a atuação dos ministros "tampões" no Governo,
secretários-executivos que assumiram as pastas em épocas de crise e de
eleições. "Todos os ministros técnicos se saíram muito bem", avaliou.
Dilma Rousseff citou Paulo Sérgio Passos (Transportes), Nelson Machado
(Previdência) e Fernando Haddad (Educação). "Eu não os chamaria de
tampões", acrescentou. "Não há ministro de primeira ou segunda
categorias".
Dilma lembrou que o presidente deixou claro que não tem pressa em anunciar
nomes para os ministérios. A equipe do segundo Governo só deverá ser conhecida,
segundo ela, no final de janeiro. "A idéia é essa, já temos uma
equipe". A ministra minimizou a influência que mantém no Governo, chegando
a dizer que não sabe se continuará na equipe de Lula.
Questionada se o Governo não teria problema em dar a outros partidos pastas que
estão nas mãos dos "tampões", como Transportes, ela respondeu que as
pessoas erram ao conceituar políticos e técnicos. "Todos temos um viés
incorreto de tratar o político e o técnico", disse. "Acho que um ministro
tem de ter um compromisso político, isso não é técnico, pois ele é
representante de seu povo".
Dilma lembrou que, durante o regime militar brasileiro (1964-1985), técnicos
sem "compromisso com o País" assumiram posições importantes de
Estado, uma experiência, que segundo ela não foi boa. "A tecnocracia tem
grave apelo em regimes ditatoriais", avaliou. "Não podemos fazer uma
leitura simples da tecnocracia".
Na conversa com os jornalistas, a ministra disse ser uma "técnica",
mas com uma trajetória política. Dilma ressaltou que não basta procurar bons
técnicos no mercado para resolver os problemas do País. "Se fosse assim,
poderíamos importar um técnico americano ou um da Comunidade Econômica
Européia", disse "O Governo quer especialista na área que tenha
característica política".
BRASIL HOJE
29/12/2006
Presidente não aceitará imposições
Dilma
Roussef diz que governo quer técnicos comprometidos com o projeto político
A
ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) indicou hoje que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva não deverá aceitar imposições dos partidos aliados na composição
do novo ministério. O presidente deverá apresentar aos partidos um critério
para que apresentem nomes baseados em determinadas premissas.
“O presidente vai ter um critério de indicação ou não de certos ministros
indicados [pelos partidos]. O ministério não é um time que o principal
estruturador do time não tem a palavra final”, disse.
A ministra destacou que o presidente deve anunciar a sua nova equipe no final
de janeiro e deu a entender que vai continuar no governo ao afirmar aos
jornalistas que pretende fazer encontros periódicos com a imprensa no ano que
vem. Depois se corrigiu: “Isso se eu continuar no cargo”.
Segundo a ministra, o presidente quer formar uma equipe de ministros com
característica “dupla” para o segundo governo. Ela contou que Lula não quer
subordinado apenas técnico ou apenas político, mas pessoas com conhecimento da
área e compromisso público. “O presidente vai fazer questão da característica
dupla de técnicos comprometidos com o País”, afirmou.
Ela elogiou a atuação dos ministros “tampões” no governo,
secretários-executivos que assumiram as pastas em épocas de crise e de
eleições. “Todos os ministros técnicos se saíram muito bem”, avaliou. Dilma
Rousseff citou Paulo Sérgio Passos (Transportes), Nelson Machado (Previdência) e
Fernando Haddad (Educação). “Eu não os chamaria de tampões”, acrescentou. “Não
há ministro de primeira ou segunda categorias.”
A ministra minimizou a influência que mantém no governo, chegando a dizer que
não sabe se continuará na equipe de Lula. Questionada se o governo não teria
problema em dar a outros partidos pastas que estão nas mãos dos “tampões”, como
Transportes, ela respondeu que as pessoas erram ao conceituar políticos e técnicos.
“Todos temos um viés incorreto de tratar o político e o técnico”, disse. “Acho
que um ministro tem de ter um compromisso político, isso não é técnico, pois
ele é representante de seu povo.”
Dilma lembrou que, durante o regime militar brasileiro (1964-1985), técnicos
sem “compromisso com o País” assumiram posições importantes de Estado, uma
experiência, que segundo ela não foi boa. “A tecnocracia tem grave apelo em
regimes ditatoriais”, avaliou. “Não podemos fazer uma leitura simples da
tecnocracia.”
Na conversa com os jornalistas, a ministra disse ser uma “técnica”, mas com uma
trajetória política. Dilma ressaltou que não basta procurar bons técnicos no
mercado para resolver os problemas do País. “Se fosse assim, poderíamos
importar um técnico americano ou um da Comunidade Econômica Européia”, disse “O
governo quer especialista na área que tenha característica política.” BRASÍLIA
- (Folhapress e AE)
DIÁRIO ECONÔMICO
29/12/2006
Semturistas
A
rede hoteleira se queixa de que vive um período de guerra, atacada por terra,
mar e ar. Pelo ar com a crise na aviação; pelo mar, pela concorrência dos
cruzeiros marítimos, que têm estrutura de hotéis, mas não pagam impostos. Para
completar, o DNIT está colocando nas estradas pernambucanas placas com sinal de
perigo alertando para ataques de tubarão.
BRASIL
29/12/2006
Novo mandato terá ministros mais flexíveis
Afirmação
foi feita ontem pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em conversa com jornalistas
De
Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer formar uma equipe de ministros com
característica “dupla” para o segundo governo. Em conversa ontem com
jornalistas no Palácio do Planalto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
contou que Lula não quer subordinado apenas técnico ou apenas político, mas
pessoas com conhecimento da área e compromisso público. “O presidente vai fazer
questão da característica dupla de técnicos comprometidos com o País”, afirmou.
Ela elogiou a atuação dos ministros “tampões” no governo,
secretários-executivos que assumiram as pastas em épocas de crise e de
eleições. “Todos os ministros técnicos se saíram muito bem”, avaliou. Dilma
Rousseff citou Paulo Sérgio Passos (Transportes), Nelson Machado (Previdência) e
Fernando Haddad (Educação). “Eu não os chamaria de tampões”, acrescentou. “Não
há ministro de primeira ou segunda categorias.”
Dilma lembrou que o presidente deixou claro que não tem pressa em anunciar
nomes para os ministérios. A equipe do segundo governo só deverá ser conhecida,
segundo ela, no final de janeiro. “A idéia é essa, já temos uma equipe”. A
ministra minimizou a influência que mantém no governo, chegando a dizer que não
sabe se continuará na equipe de Lula.
Questionada se o governo não teria problema em dar a outros partidos pastas que
estão nas mãos dos “tampões”, como Transportes, ela respondeu que as pessoas
erram ao conceituar políticos e técnicos. “Todos temos um viés incorreto de
tratar o político e o técnico”, disse. “Acho que um ministro tem de ter um
compromisso político, isso não é técnico, pois ele é representante de seu
povo.”
Dilma lembrou que, durante o regime militar brasileiro (1964-1985), técnicos
sem “compromisso com o País” assumiram posições importantes de Estado, uma
experiência, que segundo ela não foi boa. “A tecnocracia tem grave apelo em
regimes ditatoriais”, avaliou. Na conversa com os jornalistas, a ministra disse
ser uma “técnica”, mas com uma trajetória política. Dilma ressaltou que não
basta procurar bons técnicos no mercado para resolver os problemas do País. “Se
fosse assim, poderíamos importar um técnico americano ou um da Comunidade Econômica
Européia”, disse “O governo quer especialista na área que tenha característica
política”. (Da Agência Estado)
CORREIO POPULAR - RO
POLÍTICA
29/12/2006
DNIT confirma R$ 15 mi para pavimentar BR 429 até Alvorada
Com
a presença da deputada Marinha Raupp (PMDB-RO), o Coordenador Geral de
Construção Rodoviária do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), engenheiro Luís
Munhoz, e o prefeito de Alvorada do Oeste, Laerte Gomes (PPS), assinaram ontem
(20) convênio no valor de R$ 15 milhões e 800 mil para pavimentação de 16
quilômetros de asfalto da BR 429, no trecho que faltava entre Presidente Médici
e Alvorada do Oeste.
O próximo passo agora é o processo licitatório para a escolha da empresa que
executará a obra, uma das principais reivindicações da prefeitura e da
população daquela região. "Esse convênio é muito importante porque atende
ao anseio da população que tanto sofre durante os períodos de chuvas. Faremos
pontes de concreto e um asfalto de nível nacional porque essa pavimentação é
fundamental para o desenvolvimento de Alvorada do Oeste e dos municípios da
região", afirmou Luís Munhoz, da coordenação de Construção Rodoviária do DNIT. "Se não fosse o
empenho, a garra e o trabalho da deputada Marinha Raupp junto às autoridades do
ministério dos Transportes e do DNIT em Rondônia e em Brasília os recursos para a
obra não teriam saído", destacou Munhoz.
A deputada Marinha Raupp disse que estava muito feliz com a assinatura do
convênio porque esta é uma reivindicação antiga da população dos vários
municípios que dependem da rodovia para o seu desenvolvimento. "Foi uma
luta demorada, mas valeu a pena. Em breve estaremos comemorando a pavimentação
do trecho da 429 que dá acesso a Alvorada do Oeste", disse a deputada
Marinha.
O prefeito de Alvorada do Oeste, Laerte Gomes, afirmou que o convênio assinado
concretizará um sonho da população dos municípios que fazem parte da BR 429:
que é a conclusão do asfalto que liga a ponte de São José até Alvorada. Laerte
Gomes destacou que o empenho da deputada Marinha Raupp foi fundamental para a
obtenção dos recursos para a obra. "A gente fica muito agradecido pelo
fato da deputada Marinha Raupp ter colocado uma emenda de bancada no Orçamento
da União para a realização da obra, que é um sonho de toda a comunidade. A
deputada Marinha Raupp tem sido uma guerreira. Ela acreditou no trabalho da
prefeitura e conseguiu empenhar a obra no DNIT. Agora, a prefeitura de Alvorada do
Oeste fará uma obra de qualidade porque ninguém mais do que nós alvoradenses
sabe da importância desse asfalto para todos nós", afirmou Laerte,
acrescentando que a conclusão do asfalto da BR 429 trará "desenvolvimento
para a cidade, novos empregos e melhorará a qualidade de vida do povo tão
sofrido de Alvorada do Oeste e dos demais municípios beneficiados pela
rodovia".
A deputada Marinha Raupp e o prefeito Laerte Gomes se reuniram ainda com a
coordenadora de Manutenção por Serviços Rodoviários, engenheira Heda Guierrez,
para solicitar, por intermédio do DNIT, o apoio do 5º Batalhão de Engenharia e
Construção (do Exército) para a recuperação do trecho do km 78,96 km 94,90
(Alvorada) a ser asfaltado na BR 429, após o período de chuvas na Amazônia.
Goiânia, 29 de dezembro de 2006
PRF de olho na embriaguez
ao volante
Expectativa é
que movimento de veículos cresça 50%
a partir de hoje. Atenção será redobrada em relação
à BR-060, onde ocorreu maior número de mortes no Natal
A Polícia Rodoviária
Federal (PRF) deflagrou, à zero hora de hoje, a Operação Ano-Novo, que busca
reduzir os índices de acidentes no segundo feriadão com maiores registros de
embriaguez ao volante, atrás apenas do carnaval. Em Goiás, os policiais esperam
um aumento superior a 50% no fluxo de veículos nas rodovias federais,
principalmente a partir de 16 horas de hoje, quando a maioria das pessoas pega
a estrada.
A atenção da PRF estará
voltada particularmente para a BR-060, que liga Goiânia a Rio Verde e Jataí,
onde ocorreram todas as seis mortes em acidentes durante a Operação Natal. De
acordo com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e a
própria PRF, a BR-060 está em boas condições de sinalização e pavimento,
situação que favorece abusos de velocidade.
Neste feriado, a
expectativa da PRF é de que as pessoas deixem de procurar localidades distantes
e concentrem a maior parte das viagens em cidades dentro do próprio Estado, em
parte por causa da crise aérea, que motivou muitas trocas do avião pelo carro
de passeio. Com isso, os destinos mais procurados devem ser Serra da Mesa,
Pirenópolis, Caldas Novas, Três Ranchos, Lagoa Santa, Lago das Brisas e a
cidade de Goiás. À exceção da última, todas as demais dependem de algum trecho
de rodovia federal.
“Há uma diferença muito
grande entre operações simples, como as de Natal, Semana Santa e Corpus Christi
e as de ano-novo e carnaval”, observa o chefe do Núcleo de Comunicação Social
da PRF, inspetor Newton Morais Souza. “Feriados como o réveillon são marcados
pela euforia e por viagens de turismo, convidativas à embriaguez”, preocupa-se
o inspetor Newton. “Temos conseguido uma redução gradual nos números de
acidentes, mortos e feridos”, observa, em referência ao balanço anual da PRF,
que será fechado amanhã.
Durante a Operação
Ano-Novo, a PRF proibiu, em todo o País, a circulação de veículos com autorização
especial de trânsito, os bitrens e gaiolas, em rodovias de pista simples
(não-duplicadas), hoje, das 16 às 22 horas; amanhã, das 6 horas ao meio-dia, e
no dia 1º, das 16 às 22 horas. Cada período de restrição terá duração de seis
horas, para veículos com ou sem carga e independentemente de possuírem ou não a
autorização.
Durante os períodos de
restrição, o motorista que descumprir a determinação será multado em R$ 85,13
(infração média), receberá 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e
permanecerá com o veículo estacionado até a liberação pela polícia. Se
persistir em circular fora dos horários estabelecidos, a multa sobe para R$
127,69 e a infração muda para de natureza grave (5 pontos). “A medida é
necessária para facilitar o fluxo de veículos de passeio e caminhões menores”,
justifica Newton. Como são longos e lentos, os bitrens e cegonhas oferecem
risco aos condutores de veículos menores.
O superintendente regional
do Dnit em Goiás e no Distrito Federal, Riumar dos Santos, alerta que, além do
grande fluxo de pessoas viajando de férias e para as festas, há um grande
volume de cargas sendo transportado, principalmente nos dois sentidos da
BR-153. “Já esperávamos um acréscimo, considerado normal nos meses de janeiro e
fevereiro, em torno de 40%, e agora, com a crise na aviação, tivemos um aumento
extra de 10% a 15%”, contabiliza Santos.
O grande movimento, aliado
às chuvas, levou o Dnit em Goiás a suspender as obras de recuperação e restauração
de rodovias até o fim do período chuvoso. “Vamos manter os plantões em todas as
rodovias, para garantir que estejam em boas condições e sinalizadas”, lembra o
superintendente.
Policiamento
No Estado, a PRF vai utilizar todo o seu efetivo, de 400 policiais, em regime
de escalas e revezamentos, nos 15 postos e ao longo das nove rodovias que
cortam o Estado, além do reforço de policiais lotados na sede da superintendência.
As duas maiores
preocupações são com as ultrapassagens indevidas, causa das colisões frontais,
e com o excesso de velocidade. Esta última infração, além de provocar os
acidentes mais graves, é também a responsável por mais da metade das multas
aplicadas nas rodovias federais na Operação Ano-Novo do ano passado.
CIDADES
29/12/2006
Rodovias goianas no Reveillon
Um
milhão de veículos devem trafegar nas estradas que cortam Estado neste final de
semana devido ao caos aéreo. Conheça caminhos e maneira mais segura para se
chegar às principais cidades turísticas
Ricardo
César Goyá
Da editoria de Cidades
O movimento nas rodovias estaduais e federais que cortam Goiás aumentará cerca de
30% a partir de hoje. A crise do sistema aeroviário será responsável pelo
acréscimo histórico no tráfego rodoviário: a previsão é que mais de um milhão
de veículos circulem neste final de semana pelas estradas goianas. Assim, as
comemorações do ano-novo no interior vão requerer mais atenção às vias de
acesso. Os condutores que saírem de Goiânia para os principais destinos do
Estado enfrentarão problemas com sinalização precária, buracos e congestionamentos.
Quem pegar a estrada para aproveitar o réveillon em Pirenópolis, Caldas Novas,
Alto Paraíso, cidade de Goiás e Três Ranchos deverá redobrar os cuidados nas
GOs e BRs. O elevado índice de chuva dos últimos dias e o estado de conservação
de alguns trechos pedem aos motoristas prudência. Tanto a Agência Goiana de
Transportes e Obras (Agetop) quanto o Departamento Nacional de Infra-Estrutura
de Transporte (Dnit) trabalham em caráter emergencial. No entanto, com as chuvas freqüentes,
novos buracos podem surgir.
Para a cidade de Goiás, motoristas devem ficar atentos a partir de Itaberaí, na
GO-070, onde a incidência de buracos é alta. O principal cuidado está no fluxo
de caminhões. A rodovia tem diariamente mais de oito mil veículos de carga
pesada em trânsito, por ser uma das rotas mais importantes de ligação entre as
regiões Norte (Tocantins e Pará) com o Sul e Sudeste do País.
Já os cerca de 290 km que separam Goiânia de Três Ranchos estão distribuídos em
maior parte pela BR-153, passando por Ipameri e Catalão, e também pela GO-330,
principal via de acesso à cidade do Sudeste Goiano. Para o trecho da rodovia
federal, é preciso ter cuidado com caminhões e o excesso de carros
particulares. A atenção na rodovia estadual deve ser redobrada: o perímetro
urbano de Catalão mantém trânsito intenso.
O mesmo conselho vale para Três Ranchos. O acesso também está em situação
regular em mais da metade do trajeto. Pela BR-153, o motorista terá até Ipameri
condições confortáveis. A partir desta cidade a estrada já apresenta
irregularidades pontuais, como buracos recentes e a incidência de aquaplanagem
nas proximidades de Catalão.
O diretor de Operação e Manutenção da Agetop, Rogério Mendonça, recomenda
cuidados extras no trecho entre as cidades de Pires do Rio, Ipameri, Catalão e
Três Ranchos, ligadas pela GO-330. De acordo com ele, a rodovia é contemplada
com o tapa-buracos emergencial desde o início do mês de dezembro. Mas é preciso
cuidados para ter acesso às principais cidades do Sudeste Goiano. “O trabalho
naquela região deve ser concluído antes do ano-novo, se as chuvas deixarem.
Mesmo assim é necessário ter atenção, principalmente com as obras”, acrescenta.
Quem festejar o ano-novo na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás,
enfrentará 420 km, que separam Goiânia da localidade, com mais de 10 mil
carros/dia a partir de amanhã. Para percorrer todo trajeto, as rodovias BR-020 e GO-118 são
os principais acessos: de Goiânia, o condutor deve seguir até a capital federal
pela BR-060. As condições de tráfego desta via são facilitadas: pista
duplicada, asfalto tapete e sinalização regular. Os problemas têm início com a
saída do Distrito Federal.
Para Pirenópolis e Corumbá, são 120 km em estrada asfaltada em ótimo estado de
conservação. O condutor deve sair de Goiânia em direção a Anápolis pela BR-060.
Da Capital ao trevo de Anápolis as autopistas garantem rapidez e segurança. Em
seguida, pegue a BR-414, uma estrada de duas mãos com asfalto em bom estado e
sinalização média até próximo de Planalmira.
Iporá – Trecho da rodovia GO-060 que liga São Luís de Montes Belos a Iporá está
em péssimas condições, com a pista cheia de buracos. O trajeto chega a ser
arriscado em alguns pontos para os condutores que tentam desviar das crateras
no asfalto, como na distância entre o km 135 e km 145 e do km 164 ao km 166.
Outro perigo é a irregularidade no nível do acostamento e a sinalização prejudicada.
CIDADES
29/12/2006
Rodovia ganha placa de alerta sobre tubarão
Dois
avisos já foram colocados e outros três serão instalados pelo Dnit em pontos da
BR-101. Determinação é do Ministério Público Federal
Desde
ontem, as pessoas que chegam ao Grande Recife pela BR-101 estão se deparando
com placas que informam sobre o perigo de ataque de tubarão nas praias da
região. A instalação dos avisos, que tem dois metros de largura por 1,20 de
altura, é uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF) cumprida pelo Departamento Nacional
de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). São cinco placas, colocadas nas entradas
das cidades do Recife, de Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista.
Duas delas já estão instaladas: uma no quilômetro 83 da rodovia, no bairro de
Prazeres, Jaboatão, e outra no quilômetro 63, em Paulista, próximo ao Rio
Paratibe. Uma terceira foi colocada erradamente na BR-232, porque a rodovia
passou a ser administrada pelo Estado. O Dnit deve reinstalá-la ainda hoje no quilômetro 70
da BR-101, nas proximidades do viaduto da Ceasa. As outras duas, segundo o
órgão, serão colocadas até o próximo dia 15 nos municípios do Cabo de Santo
Agostinho e Igarassu.
O pedido para a instalação das placas foi assinado em junho pela procuradora
regional da República Sônia Maria de Assunção Macieira. O diretor de Operações
do Dnit, Emerson Morais,
explicou que a burocracia causou a demora para o órgão atender à requisição do
MPF. “As placas terão grande visibilidade porque nesses trechos passam mais de
40 mil carros por dia, o maior fluxo da BR-101 no Nordeste.”
O JC tentou entrar em contato com a procuradora Sônia Maria de Assunção
Macieira, mas o Ministério Público Federal está em recesso. A assessoria de
imprensa do órgão também não conseguiu localizá-la.
AEROPORTO – Além das placas nas rodovias, a procuradora encaminhou documento
para a Infraero requisitando que avisos sonoros em inglês e português sejam
divulgados no sistema de som do Aeroporto Internacional do Recife informando
que existe risco de ataque de tubarão nas praias do Recife, de Olinda e
Jaboatão. Ela ainda solicita que o órgão disponibilize panfletos sobre o
assunto no balcão de informações.
A assessoria de comunicação da Infraero afirmou, através de nota, que não vê
problemas em disponibilizar as orientações, só que o valor dos informativos e
dos alertas pelo sistema de som devem ser custeados pelo MPF.
POLÍTICA
29/12/2006
Dilma diz que Lula quer técnicos comprometidos com País
BRASÍLIA
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer formar uma equipe de ministros
com característica "dupla" para o segundo governo. Em conversa ontem
com jornalistas no Palácio do Planalto, a ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, contou que Lula não quer subordinado apenas técnico ou apenas político,
mas pessoas com conhecimento da área e compromisso público. "O presidente
vai fazer questão da característica dupla, de técnicos comprometidos com o
País", afirmou.
Ela elogiou a atuação dos ministros "tampões" no governo,
secretários-executivos que assumiram as pastas em épocas de crise e de
eleições. "Todos os ministros técnicos se saíram muito bem", avaliou.
Dilma Rousseff citou Paulo Sérgio Passos (Transportes), Nelson Machado
(Previdência) e Fernando Haddad (Educação). "Eu não os chamaria de tampões",
acrescentou. "Não há ministro de primeira ou segunda categorias."
Dilma lembrou que o presidente deixou claro que não tem pressa em anunciar
nomes para os ministérios. A equipe do segundo governo só deverá ser conhecida,
segundo ela, no final de janeiro. "A idéia é essa, já temos uma
equipe". A ministra minimizou a influência que mantém no governo, chegando
a dizer que não sabe se continuará na equipe de Lula.
Questionada se o governo não teria problema em dar a outros partidos pastas que
estão nas mãos dos "tampões", como Transportes, ela respondeu que as
pessoas erram ao conceituar políticos e técnicos. "Todos temos um viés
incorreto de tratar o político e o técnico", disse. "Acho que um ministro
tem de ter um compromisso político, isso não é técnico, pois ele é
representante de seu povo."
Dilma lembrou que, durante o regime militar (1964-1985), técnicos sem
"compromisso com o País" assumiram posições importantes de Estado,
uma experiência, que segundo ela, não foi boa. "A tecnocracia tem grave apelo
em regimes ditatoriais", avaliou. "Não podemos fazer uma leitura
simples da tecnocracia."
Na conversa com os jornalistas, a ministra disse ser uma "técnica",
mas com uma trajetória política. Dilma ressaltou que não basta procurar bons
técnicos no mercado para resolver os problemas do País. "Se fosse assim,
poderíamos importar um técnico americano ou um da Comunidade Econômica
Européia", disse. "O governo quer especialista na área que tenha
característica política."
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DIÁRIO ECONÔMICO
29/12/2006
Semturistas
A rede
hoteleira se queixa de que vive um período de guerra, atacada por terra, mar e
ar. Pelo ar com a crise na aviação; pelo mar, pela concorrência dos cruzeiros
marítimos, que têm estrutura de hotéis, mas não pagam impostos. Para completar,
o DNIT está colocando nas estradas pernambucanas placas com sinal de
perigo alertando para ataques de tubarão.
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CIDADES
29/12/2006
Rodovia
ganha placa de alerta sobre tubarão
Dois avisos
já foram colocados e outros três serão instalados pelo Dnit em pontos da
BR-101. Determinação é do Ministério Público Federal
Desde ontem,
as pessoas que chegam ao Grande Recife pela BR-101 estão se deparando com
placas que informam sobre o perigo de ataque de tubarão nas praias da região. A
instalação dos avisos, que tem dois metros de largura por 1,20 de altura, é uma
solicitação do Ministério Público Federal (MPF) cumprida pelo Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). São cinco placas, colocadas nas
entradas das cidades do Recife, de Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista.
Duas delas já estão instaladas: uma no quilômetro 83 da rodovia, no bairro de
Prazeres, Jaboatão, e outra no quilômetro 63, em Paulista, próximo ao Rio
Paratibe. Uma terceira foi colocada erradamente na BR-232, porque a rodovia
passou a ser administrada pelo Estado. O Dnit deve reinstalá-la ainda hoje no quilômetro 70 da BR-101, nas
proximidades do viaduto da Ceasa. As outras duas, segundo o órgão, serão
colocadas até o próximo dia 15 nos municípios do Cabo de Santo Agostinho e
Igarassu.
O pedido para a instalação das placas foi assinado em junho pela procuradora
regional da República Sônia Maria de Assunção Macieira. O diretor de Operações
do Dnit, Emerson Morais, explicou que a
burocracia causou a demora para o órgão atender à requisição do MPF. “As placas
terão grande visibilidade porque nesses trechos passam mais de 40 mil carros
por dia, o maior fluxo da BR-101 no Nordeste.”
O JC tentou entrar em contato com a procuradora Sônia Maria de Assunção
Macieira, mas o Ministério Público Federal está em recesso. A assessoria de
imprensa do órgão também não conseguiu localizá-la.
AEROPORTO – Além das placas nas rodovias,
a procuradora encaminhou documento para a Infraero requisitando que avisos
sonoros em inglês e português sejam divulgados no sistema de som do Aeroporto
Internacional do Recife informando que existe risco de ataque de tubarão nas
praias do Recife, de Olinda e Jaboatão. Ela ainda solicita que o órgão
disponibilize panfletos sobre o assunto no balcão de informações.
A assessoria de comunicação da Infraero afirmou, através de nota, que não vê
problemas em disponibilizar as orientações, só que o valor dos informativos e
dos alertas pelo sistema de som devem ser custeados pelo MPF.
CORREIO POPULAR – RO
POLÍTICA
29/12/2006
DNIT confirma R$ 15 mi para pavimentar BR 429 até Alvorada
Com a
presença da deputada Marinha Raupp (PMDB-RO), o Coordenador Geral de Construção
Rodoviária do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), engenheiro Luís Munhoz, e o prefeito
de Alvorada do Oeste, Laerte Gomes (PPS), assinaram ontem (20) convênio no
valor de R$ 15 milhões e 800 mil para pavimentação de 16 quilômetros de asfalto
da BR 429, no trecho que faltava entre Presidente Médici e Alvorada do Oeste.
O próximo passo agora é o processo licitatório para a escolha da empresa que
executará a obra, uma das principais reivindicações da prefeitura e da
população daquela região. "Esse convênio é muito importante porque atende
ao anseio da população que tanto sofre durante os períodos de chuvas. Faremos
pontes de concreto e um asfalto de nível nacional porque essa pavimentação é
fundamental para o desenvolvimento de Alvorada do Oeste e dos municípios da
região", afirmou Luís Munhoz, da coordenação de Construção Rodoviária do DNIT. "Se não fosse o empenho, a garra e o trabalho da
deputada Marinha Raupp junto às autoridades do ministério dos Transportes e do DNIT em Rondônia e em Brasília os recursos para a obra não
teriam saído", destacou Munhoz.
A deputada Marinha Raupp disse que estava muito feliz com a assinatura do
convênio porque esta é uma reivindicação antiga da população dos vários
municípios que dependem da rodovia para o seu desenvolvimento. "Foi uma
luta demorada, mas valeu a pena. Em breve estaremos comemorando a pavimentação
do trecho da 429 que dá acesso a Alvorada do Oeste", disse a deputada
Marinha.
O prefeito de Alvorada do Oeste, Laerte Gomes, afirmou que o convênio assinado
concretizará um sonho da população dos municípios que fazem parte da BR 429:
que é a conclusão do asfalto que liga a ponte de São José até Alvorada. Laerte
Gomes destacou que o empenho da deputada Marinha Raupp foi fundamental para a
obtenção dos recursos para a obra. "A gente fica muito agradecido pelo
fato da deputada Marinha Raupp ter colocado uma emenda de bancada no Orçamento
da União para a realização da obra, que é um sonho de toda a comunidade. A
deputada Marinha Raupp tem sido uma guerreira. Ela acreditou no trabalho da
prefeitura e conseguiu empenhar a obra no DNIT. Agora, a prefeitura de Alvorada do Oeste fará uma obra de
qualidade porque ninguém mais do que nós alvoradenses sabe da importância desse
asfalto para todos nós", afirmou Laerte, acrescentando que a conclusão do
asfalto da BR 429 trará "desenvolvimento para a cidade, novos empregos e
melhorará a qualidade de vida do povo tão sofrido de Alvorada do Oeste e dos
demais municípios beneficiados pela rodovia".
A deputada Marinha Raupp e o prefeito Laerte Gomes se reuniram ainda com a
coordenadora de Manutenção por Serviços Rodoviários, engenheira Heda Guierrez,
para solicitar, por intermédio do DNIT,
o apoio do 5º Batalhão de Engenharia e Construção (do Exército) para a
recuperação do trecho do km 78,96 km 94,90 (Alvorada) a ser asfaltado na BR
429, após o período de chuvas na Amazônia.