O ESTADO DE S. PAULO - SP

NOTAS E INFORMAÇÕES
30/12/2006

Risco de 'apagão' rodoviário

Se a crise em que mergulhou o transporte aéreo de passageiros no País se repetir no transporte rodoviário - e o risco de isso ocorrer é cada vez mais evidente -, o governo não poderá, como vem tentando fazer no caso presente, empurrar a culpa para as empresas privadas. A responsabilidade por um cada vez mais provável “apagão” rodoviário será inquestionável e exclusivamente do governo.

O que a gestão petista na área de transporte rodoviário deixou claro para os contribuintes e usuários é que, mesmo quando há recursos, faltam projetos adequados, seriedade e um mínimo de competência para aplicá-los de maneira eficiente - e, quando mal aplicados, como têm sido, os recursos nunca são suficientes.

Houve um notável aumento nos recursos aplicados nas
rodovias durante o governo Lula. Eles passaram de R$ 471,9 milhões em 2003 para R$ 2 bilhões em 2006, como mostrou reportagem do Estado, na quarta-feira. Nos quatro anos da gestão petista, os gastos com as estradas federais somaram R$ 4,9 bilhões. A qualidade da malha rodoviária não apresentou melhora compatível com as aplicações. No fim do ano passado, as autoridades anunciaram um programa emergencial de recuperação e reforma para colocar 27 mil quilômetros de rodovias federais em condições mínimas de segurança e conforto, mas o que ficou desse programa foi a constatação de que se desperdiçou dinheiro público.

O mau uso do dinheiro público não fica visível apenas nos pífios resultados obtidos pelo programa. O Tribunal de Contas da União constatou que, de 101 contratos da Operação Tapa-Buraco, 48, quase a metade, apresentaram indícios de “irregularidades graves”.

No Paraná, o Ministério Público chegou a pedir a paralisação de obras na BR-476 por problemas como “sobrepreço, dispensa de licitação injustificada, pagamentos de serviços não realizados e inexistência de projeto básico”. Em outras palavras, nesse contrato podem ser identificadas irregularidades e deficiências como superfaturamento, pagamentos indevidos e falta de planejamento. Em Mato Grosso, como constatou o TCU, o contrato para dois trechos (BR-070 e BR-174) só foi assinado depois de as obras serem concluídas.

É claro que o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, discorda das avaliações do TCU e da maioria dos usuários. Pelas suas contas, os trechos de rodovias federais considerados em boas condições passaram de 18% da malha total no início de 2006, quando começou a Operação Tapa-Buraco, para 31% antes do início das férias de verão.

A pesquisa anual de 2006 da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), considerada a melhor radiografia da situação das
estradas brasileiras, apresenta um quadro muito diferente do que o Dnit tenta mostrar. De um total de 84.382 km de estradas - dos quais 54 mil km são estradas federais - pesquisados por 15 equipes, 75% apresentaram algum tipo de deficiência, índice maior do que o registrado em 2005, de 72%.

A operação de emergência executada pelo governo produziu algum resultado. É provavelmente devido a ela que o porcentual de
estradas consideradas em estado péssimo diminuiu de 18,2% em 2005 para 12,2% em 2006. Mesmo, porém, que tenha produzido esse efeito positivo, a Operação Tapa-Buraco foi apenas um paliativo.

O poder público “não faz corretamente a sua parte para oferecer aos usuários uma satisfação no tráfego rodoviário condigna do esforço tributário a que são submetidos”, escreveu em 2004 o ministro do TCU Marcus Vinícius Villaça. O texto continua atual, pois a malha rodoviária, de acordo com o mais recente relatório do TCU, está “em precárias condições de tráfego”. E está ruim não porque falta dinheiro. “Os recursos necessários para sua recuperação e conservação estão disponíveis, mas não são aplicados devidamente pelo governo federal, impedindo a solução definitiva do problema e dando margem a ações repentinas de recuperação”, como a Operação Tapa-Buraco, afirmou o TCU. Não é preciso acrescentar nada a essa avaliação.

 

 

 

CORREIO BRAZILIENSE - DF

GRITA GERAL
30/12/2006

Buraco nas rodovias

A assistente administrativa Cláudia Brandão, 35 anos, moradora de Sobradinho, questiona os problemas nas rodovias que a cidade enfrenta. Segundo ela, a DF-150, via de acesso aos condomínios de Sobradinho II e à Fercal, está em estado de emergência. “A estrada está toda esburacada, há trechos cheio de crateras e impossíveis de transitar. Tem gente que passa pela contramão. Inúmeros retalhos já foram colocados e a situação só piora”, explica. Segundo ela, a cada chuva abrem-se novos buracos, causando acidentes no local, avarias nos veículos e tantos outros problemas. Cláudia pede uma resposta para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF) para resolver a situação.

# A Coluna Grita Geral entrou em contato com o Departamento de Estradas de Rodagem em 1º de novembro, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

METRÓPOLE
30/12/2006

À meia-noite, 58 km de lentidão

Descida para o litoral pára Imigrantes; Régis tinha 40 km de trânsito quase parado perto da Serra do Cafezal

Motoristas que deixaram a capital em direção ao litoral sul de São Paulo e a Curitiba enfrentaram grandes congestionamentos ontem. Às 19 horas, 411 mil veículos já haviam descido a serra em direção à Baixada Santista, segundo a Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes. A contagem para o réveillon começou à zero hora de terça-feira e a previsão é que entre 460 e 710 mil veículos passem pelos pedágios neste feriado de fim de ano. Às 16 horas, três pessoas morreram carbonizadas em um grave acidente no km 270 da Rodovia Domênico Rangoni (Piaçaguera), em Cubatão. Uma terceira vítima ficou ferida.

O acidente envolveu uma carreta com nitrato de amônia e dois veículos de passeio. A pista foi totalmente interditada por algumas horas e o trânsito, desviado para a Via Anchieta. O congestionamento chegou a dez quilômetros no sentido Guarujá-Cubatão.

O tráfego na descida ao litoral se intensificou à noite. O sistema 7x3 teve descida pelas pistas sul e norte da Anchieta e pelas pista sul da Imigrantes. Já os motoristas que seguiam do litoral à capital utilizaram as três faixas da pista norte da Imigrantes. A neblina prejudicou ainda mais o trânsito em alguns trechos das rodovia. A visibilidade chegou a 250 metros no ponto mais crítico, no topo da serra.

Houve morosidade em alguns trechos das
rodovias, como nos próximos aos pedágios e entre o kms 14 e o km 36 da Anchieta. À meia-noite, registravam-se 58 quilômetros de lentidão na descida. Nas Rodovias dos Tamoios, Oswaldo Cruz e Mogi-Bertioga, espera-se 328 mil carros nos dias que antecedem o réveillon, o que deve ampliar a lentidão - que não foi observada na maior parte do dia desta sexta-feira.

As
Rodovias Anhangüera e Bandeirantes apresentaram movimento tranqüilo à tarde, de acordo com a AutoBan. Durante o dia foram registrados dois acidentes na Bandeirantes. Por volta das 16 horas, uma criança de 7 anos morreu após ser atropelada no km 93 da rodovia, região de Campinas. Na parte da manhã, às 11h30, um carro com três passageiros capotou na altura do km 70, em Itupeva. Duas pessoas com ferimentos leves e uma em situação mais grave foram levadas ao Pronto-Socorro Jundiaí.

Na Castelo Branco, não houve problemas. O horário de pico deve ser hoje das 6 às 14 horas. Na Presidente Dutra, a previsão é de que o pior momento hoje será das 8 horas ao meio-dia, com fluxo médio de 5 mil veículos por hora.

RÉGIS

Na
Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), às 18 horas, a Polícia Rodoviária Federal registrava 40 quilômetros de trânsito quase parado na descida da Serra do Cafezal, entre Juquitiba e Miracatu. No trecho de serra, a rodovia passa de pista dupla para pista simples. O trecho é cheio de curvas, com a velocidade máxima de 60 km/h controlada por 11 radares. O trânsito fluía de forma muito lenta entre o km 328, em Juquitiba, e o km 368 em Miracatu. Os motoristas gastavam de duas a três horas para percorrer o trecho.

Segundo a PRF, o acúmulo de veículos, quase só automóveis, decorreu também da fuga do pedágio do sistema Anchieta-Imigrantes, que tem tarifa de R$ 15,00. Motoristas que seguiam para Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul, optaram pela Régis, que não tem pedágios. Em Miracatu, muitos carros seguiam para as praias usando o trecho final da
Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP-55). O garçom Denílson Carlos Luz saiu de São Paulo às 10 horas e só chegou em Iguape, no litoral sul, às 15h30. “Perdi quase três horas na serra, sob um calor insuportável”, reclamou. No sentido Curitiba-São Paulo, o trânsito estava normal.

BALSAS

No litoral norte, a balsa de travessia para Ilhabela tinha 40 minutos de espera às 18h30 de ontem, segundo a Dersa, do lado de São Sebastião. Mas a expectativa era de que a fila cresceria muito nas horas seguintes. O tempo de espera no fim da tarde era maior para motoristas que seguiam de Bertioga para o Guarujá, na rota para o litoral sul: 50 minutos. De Cananéia a Ilha Comprida, também no litoral sul, o tempo de espera para atravessar não passava de 20 minutos.

Para quem optou pela praia, a previsão é de sol e muitas nuvens no Estado até terça-feira. Deve haver chuva no leste e pancadas de verão nas outras áreas.

 

 

 

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

CIDADE
30/12/2006

Perigo nas estradas

Cerca de 140 mil veículos devem deixar o DF no Réveillon, 30% mais do que no Natal. Cuidado deve ser redobrado

Mais de 140 mil veículos devem deixar o Distrito Federal (DF) neste Réveillon. Por conta disso, os motoristas devem ter cuidados redobrados, uma vez que as estradas estarão bastante movimentadas. A expectativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é de que o tráfego aumente em cerca de 30% em relação ao registrado no Natal, quando 110 mil veículos cruzaram os 900 quilômetros de rodovias federais que ligam o DF a outros estados.

A polícia já deu início, na manhã de ontem, à Operação Ano Novo, que irá intensificar a fiscalização nas
rodovias federais que cortam o DF. Elas acontecerão simultaneamente nas BR-020, saída Norte, que leva à Bahia; BR-040, saída Sul, que liga Brasília a Belo Horizonte e ao litoral; BR-060, que leva a Goiânia; BR-050, (São Paulo e Minas Gerais); na BR-070, para Pirenópolis; e na BR-450, que fica no perímetro urbano do DF que liga o Balão do Torto a Sobradinho.

O crescimento do número de veículos que estarão deixando o DF é atribuído, principalmente, à crise aérea. "Com este agravante nos aeroportos acredito que vamos registrar um aumento de 20% a 30% de movimento nas
estradas. Estamos recomendando o máximo de atenção aos motoristas", explica o inspetor De Lucas, da PRF.

Neste Natal, a polícia registrou o dobro do número de acidentes em relação à mesma data em 2005: foram 36 este ano. O número de feridos e vítimas fatais também cresceu: 40 pessoas sofreram as conseqüências das colisões e três morreram. Em 2005 foram 29 feridos e dois óbitos. "Além do grande movimento, temos previsão de chuvas fortes para os próximos dias. Por isso, estamos pedindo para os motoristas evitarem a estrada durante a noite", aconselhou o inspetor.

Cuidados

* Em algumas
rodovias o cuidado deve ser redobrado. "Na BR 040, o asfalto é novo e a pista ainda não está devidamente sinalizada. Já a BR 060 está em obras", indicou De Lucas (veja quadro).

* Na passagem do ano, de 2005 para 2006, a PRF registrou 22 acidentes, que resultaram em 35 feridos e deixaram uma pessoa morta. E para evitar tantas ocorrências, é que os motoristas são orientados. Manter a documentação pessoal e do veículo em dia, fazer a manutenção completa do veículo, analisando a parte elétrica (faróis e luzes de freio, por exemplo), pneus e limpadores do pára-brisa e vidro traseiro, são algumas das dicas. "Além, é claro de evitar bebidas alcoólicas e manobras perigosas durante todo o trajeto", aconselha De Lucas.

* Fazer uma viagem organizada também é um bom modo de prevenir incidentes. "É importante fazer um mapa para se direcionar melhor, planejar as paradas, evitar dirigir a noite e se programar para retornar em horários de menos movimento", ressaltou o inspetor da PRF.

 

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

OPINIÃO
30/12/2006

O transporte no Entorno do DF

Com o crescimento do Distrito Federal, observado nos últimos anos, foram surgindo, desordenadamente, diversos núcleos populacionais de grande densidade – em sua maioria, população de baixa renda –, acarretando graves problemas quanto à qualidade de atendimento do transporte rodoviário de passageiros. A principal causa é a insuficiência da frota e de sua idade (mais de 12 anos). Principais conseqüências: baixa pontualidade e segurança, irregularidade na oferta, insuficiente higiene. Ou seja, baixa eficiência dos serviços oferecidos, operados em precários terminais e pontos de parada.

O serviço de transporte rodoviário interestadual semi-urbano de passageiros é aquele que, com extensão igual ou inferior a 75 quilômetros, e característica de transporte rodoviário urbano, transpõe os limites do Estado, no caso, do Distrito Federal. Os serviços semi-urbanos que atendem à região do Entorno do DF movimentam cerca de 200 mil passageiros/dia. Este serviço, nesta região, tem uma especificidade em relação a outras regiões do País, pois tem que atender à uma demanda significativa nas primeiras horas da manhã e no final do dia, uma vez que as cidades atendidas, em sua grande maioria, são apenas dormitórios.

Outra questão, igualmente grave, é a situação das vias de acesso a esses núcleos, que se apresentam sem pavimentação, necessitando até de serviços de terraplenagem, influindo decisivamente no desgaste acelerado dos ônibus e nos itens de segurança, higiene e conforto.

Os principais corredores do transporte semi-urbano são: Luziânia (GO)-Brasília (corredor sul), pela BR-040/050; Águas Lindas (GO)-Brasília (corredor oeste), pela BR-070; e Planaltina (GO)-Brasília (corredor norte), pela BR-020.

O
Ministério dos Transportes preocupado com a precária operação desse transporte vem participando de encontros técnicos com a Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno/Ministério da Integração (Ride), onde são discutidas várias propostas para melhoria dos serviços oferecidos. O gerenciamento de todo o sistema através da criação de um Consórcio Público é uma das alternativas, ora em estudo.

Estamos trabalhando em conjunto com os governos do Distrito Federal, de Goiás e de Minas Gerais na busca de parâmetros básicos para adoção de futuros procedimentos de ordem administrativa, visando à melhoria de todo o sistema, como indicadores que deverão cobrir funções de planejamento, operação dos serviços, controle e fiscalização, custos e tarifação; medidas quantitativas capazes de expressar a maior ou menor eficiência, dinamismo, grau de atendimento a níveis de serviço ou padrões de desempenho do sistema; identificação de fatores estranhos à atividade afetando a exploração do transporte; entre outras. A partir daí, buscaremos agir de forma coordenada, nas três esferas de governo, melhorando sensivelmente o transporte de passageiros no Entorno do DF.

Finalmente, queremos resgatar o trem regional de passageiros nesta nossa região. Um dos trechos prioritários para o Governo Federal é o corredor Luziânia(GO)-Brasília. Em meados de janeiro, discutiremos com o GDF todos os aspectos técnicos e jurídicos, no sentido de viabilizar a operação dessa modalidade, que permitirá atenuar as dificuldades de transporte coletivo do povo dessas duas cidades.

Esperamos, também, retomar o projeto da ligação ferroviária entre Brasília e Goiânia, utilizando os trens regionais de passageiros, que serão implantados em todo o País, entre 2008 e 2009, com financiamento do BNDES. Esses modernos trens circularão, em geral, nas vias já existentes, mas está aberta a possibilidade para novas vias a construir, como é o caso de Brasília-Goiânia.

José Augusto Valente é secretário de Política Nacional de Transportes do
Ministério dos Transportes

 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF

CLÁUDIO HUMBERTO
30/12/2006

Promessa

A duplicação da BR 364, entre Rondonópolis e Posto Gil, em 2007, foi uma das boas notícias recebidas pelo governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, durante a longa audiência com o presidente Lula, no Planalto, esta semana.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO - SP

ECONOMIA & NEGÓCIOS
31/12/2006

Pacote é teste para área ambiental

Governo não deve incluir medidas que flexibilizem lei ambiental

O pacote de estímulo ao crescimento, prometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o final de janeiro, será o grande teste para a área ambiental do governo. A expectativa é que os estímulos contidos no pacote não sejam acompanhados de medidas que flexibilizem a lei ambiental.

A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, tem repetido que o sistema nacional de gestão ambiental não foi, não é e não será entrave para o crescimento. Ela tem sustentado que o Brasil, ao contrário dos chineses, por exemplo, tem aprendido a considerar os danos ambientais na avaliação dos empreendimentos.

O pacote é esperado com ansiedade por defensores da tese de que crescimento sustentado só ocorre mediante respeito ao ambiente. E, depois de o próprio Lula cobrar mais agilidade do Ibama para liberar importantes empreendimentos de infra-estrutura, o setor espera que o pacote não traga mudanças na lei ambiental.

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Claudio Langone, garantiu que o único aspecto da legislação ambiental que constará do pacote será a regulamentação do artigo 23 da Constituição. A alteração definirá as competências para o licenciamento ambiental na União, nos Estados e nos municípios. A falta de regulamentação do artigo da Constituição de 1988 deixa hoje um espaço para contestações judiciais de licenciamentos emitidos pelas agências ambientais das três esferas de poder. Há consenso com o setor empresarial sobre a necessidade de definir quem licencia uma obra e assim evitar contestações judiciais, que acabam por parar a obra.

A área ambiental do governo fechou 2006 comemorando o fato de ter zerado as ações judiciais sobre licenciamento já concedido. “As dificuldades no começo da gestão não podem ser comparadas com a situação atual. O tempo maior para a avaliação de um empreendimento é positivo se não existir contestação depois da licença concedida”, afirmou, recentemente, Marina Silva. O ministério alega que, de todas as licenças dadas nos últimos tempos, apenas uma foi contestada na Justiça: o projeto de integração do Rio São Francisco às bacias dos rios intermitentes do semi-árido.

NÚMERO RECORDE

A ministra tem refutado a acusação de que travou o crescimento e pode segurar o Produto Interno Bruto (PIB) em níveis baixos no segundo mandato do governo Lula. Em reunião recente na Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Marina Silva afirmou que o número de licenciamentos em 2006 deverá superar o de 2005. Até o dia 1º de dezembro, foram licenciados 272 projetos, um recorde. Em 2005, foram 237.

O ministério tem outro argumento para mostrar que o baixo crescimento de 2006 não pode ser debitado da área ambiental e que a lei não precisa ser flexibilizada. Em projetos de energia elétrica, o Ibama licenciou 5.437 MW nos últimos três anos e meio, mas projetos para 2.476 MW não saíram do papel.

A situação se repete em
estradas e ferrovias. O licenciamento prévio para obras em 840 quilômetros da BR-163 já foi concedido, mas o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) pediu a licença de instalação para obras de apenas 87 quilômetros.A BR-230 (Transamazônica) tem licença para mil quilômetros, mas as obras começaram em apenas 90 quilômetros. A Ferrovia Transnordestina recebeu a licença prévia do Ibama para 637 quilômetros, mas há obras em apenas 100 quilômetros.

 

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

BRASIL
31/12/2006

Transporte tem alto repasse e baixa execução

Apesar de registrar índice de execução inferior a muitos programas federais, a área de infra-estrutura, com ênfase para transportes rodoviários, recebeu os maiores montantes do Orçamento deste ano, se considerados somente os valores de investimento.

De acordo com o Siafi, um dos destaques foi o Corredor Araguaia-Tocantins, com índice de execução de 47,6% se contabilizados os restos a pagar, em um total de R$ 592,7 milhões pagos até o último dia 26 de dezembro.

Entre as obras, estão a ferrovia Norte-Sul, duplicação de
rodovias federais (BRs), a construção de eclusas e a transposição do rio Tucuruí (PA).

Outros corredores também receberam volumes vultuosos de recursos, mas a execução foi baixa se considerado o total autorizado. O corredor Mercosul, que envolve a duplicação da BR-101 (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), recebeu R$ 562 milhões (38% liquidado), e o Leste, R$ 360 milhões (37,6% pago).

O programa de recuperação da malha rodoviária do país teve investimentos de R$ 2 bilhões e execução em torno de 43,5%. No entanto, desse montante, metade se trata de restos a pagar -R$ 1 bilhão.

Em meio a sucessivas crises na aviação, o setor teve percentual de execução similar. Foram desembolsados R$ 179,5 milhões para tráfego aéreo, sendo R$ 93 milhões do Orçamento deste ano. Outros R$ 600 milhões foram gastos para reaparelhamento da FAB (Força Aérea Brasileira).

O governo investiu ainda R$ 73 milhões em créditos fundiários (40% de execução) e R$ 99,1 milhões em assentamentos rurais (39,1%).

Na área de saneamento básico, o valor desembolsado pelo governo para obras de esgoto e água foi de R$ 82 milhões -de um total de R$ 1,1 bilhão autorizado. Mesmo se somados R$ 303 milhões de restos a pagar de anos anteriores, o montante chega a apenas R$ 385 milhões.

Também houve baixa nos repasses para as obras dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro. De um total de R$ 160,3 milhões autorizados para investimentos, foram liberados R$ 66,8 milhões (sendo R$ 1,1 milhão de restos a pagar), o que representa execução de 29,4%. (SN)

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

CADERNO C
30/12/2006

Sugestão de placa

O Denit colocou placa nas estradas avisando que no Recife o tubarão é um perigo. Tudo ok, é verdade. Falta dizer que é perigo para surfistas. E que tal essa placa para quem vai entrar no Rio: “Cuidado com as balas perdidas em qualquer lugar da cidade!”.

 

 

A NOTÍCIA - SC

GERAL
30/12/2006

Preocupação com as rodovias estaduais no Sul

Preocupação também na SC-444, que dá acesso ao Balneário Rincão, no Sul do Estado. A previsão da Polícia Rodoviária Estadual é de que o sábado seja de trânsito lento. Situação semelhante deve ser registrada na SC-446, que liga Orleans a Criciúma e as rodovias que servem de acesso às praias de Balneário Gaivota, Morro dos Conventos e Arroio do Silva, no Extremo-sul.

Na BR-280, que liga a região Norte ao litoral, o trânsito está normal para uma sexta-feira, no trecho de Jaraguá do Sul. Já no trecho que leva às praias de Balneário Barra do Sul e São Francisco do Sul, o movimento foi acima do normal.

Já na BR-282, na Serra catarinense, o fluxo de veículos aumentou 25% na tarde de ontem. A partir de hoje, a expectativa da PRF é que aumente em até 50%. A 282 é o principal acesso à região da Grande Florianópolis para os moradores da Serra, Meio-oeste e Oeste catarinense.

O tráfego na BR-470 em direção ao litoral também foi intenso durante toda a tarde de ontem, mas a Polícia Rodoviária Federal não registrou pontos de congestionamentos. A PRF está fazendo a fiscalização eletrônica com radar móvel em vários pontos da rodovia.

 

 

DIÁRIO CATARINENSE - SC

GERAL
30/12/2006

Começa o desafio na grande BR-101

O pesadelo de trafegar pela BR-101 em Santa Catarina começou. No Verão, quando o fluxo de veículos mais do que dobro, os problemas crescem na mesma proporção. Para apontar as atuais dificuldades e "armadilhas" que os viajantes vão encontrar no caminho, a equipe do DC percorreu, na quinta-feira, todo o trecho catarinense da rodovia, de Garuva, na divisa com o Paraná, a Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul , enfrentando buracos, obras, falta de acostamento e sinalização precária.

A viagem de 930 quilômetros e que durou 14 horas, foi dividida em quatro etapas: Palhoça a Passo de Torres, Passo de Torres a Palhoça, Palhoça a Garuva e Garuva a Palhoça.

Como previsto pela Polícia Rodoviária Federal, o movimento na BR-101 ainda foi relativamente calmo até quinta-feira. Ontem, porém, a situação mudou. Até o início da tarde, no trecho Sul, por onde trafegam, normalmente, 20 mil veículos por dia, foi registrado um aumento de 75% no fluxo. No trecho Norte, a expectativa era que, até o final da noite, a rodovia recebesse 50 mil veículos, 20 mil a mais do que o normal.

Veículos carregados dificultam a visibilidade

Mesmo com o pouco movimento, na quinta-feira já era possível presenciar as cenas típicas da temporada. Carros lotados de malas, sacolas, colchões, travesseiros, cobertores e bicicletas rumo às férias faziam parte do cenário.

O trecho Sul, em obras, e com asfalto irregular pelo excesso de buracos, reparos e recapeamentos danificados, é o que exige maior atenção. Apesar de os trabalhos de duplicação estarem concentrados no lote 27 (Sangão a Criciúma), é preciso ter cuidado com os desvios.

No km 380, a sinalização precária no viaduto de acesso a Criciúma e Rincão, liberado para tráfego na semana passada, confunde os motoristas que transitam pelo local. Para continuar na BR-101, rumo ao Sul do Estado, é preciso permanecer na pista e não seguir o desvio à direita, agora usado apenas para quem deseja seguir em direção a Criciúma.

Desvios exigem baixa velocidade no trecho Sul

Além deste, 14 desvios estão em utilização, atualmente, no trecho Sul, exigindo diminuição de velocidade. O mesmo cuidado os motoristas precisam tomar nos acessos a Imbituba, Garopaba, Praia do Sonho, Pinheira e Guarda do Embaú e nos perímetros urbanos, onde o movimento é intenso e o trânsito lento.

No trecho Norte, com pista duplicada, a imprudência dos motoristas foi bem menor do que no Sul, onde foram presenciadas ultrapassagens forçadas, em faixa contínua, curvas ou pela direita. Abuso de velocidade e uso de celular aumentam risco.

Velocidade em excesso é uma das principais causas de acidentes, principalmente nos perímetros urbanos, onde é constante a travessia de pedestres que são obrigados a cruzar as pistas, já que não contam com opções de passarelas.

Durante a maior parte dos 216,5 quilômetros do trecho, tanto em direção Norte quanto Sul, foi possível manter a velocidade constante próxima aos 100 km/h, limite da rodovia. A partir das 17h, houve um aumento significativo do fluxo no sentido Curitiba-Florianópolis, mas que não chegou a provocar engarrafamento.

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

CIDADES
30/12/2006

Empresários reagem a placas sobre tubarão

Entidades do trade turístico do Estado se mobilizam para, na próxima semana, cobrar ao Dnit e ao Ministério Público Federal a retirada dos avisos instalados em BRs na Região Metropolitana

Entidades do trade turístico de Pernambuco pretendem reunir-se, na próxima semana, para definir um encontro com representantes do Ministério Público Federal (MPF) e Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Trânsito (Dnit). Elas defendem a retirada das placas de alerta contra tubarões colocadas em trechos da BR-101 no Grande Recife. Desde anteontem, três delas estão instaladas em Prazeres (Jaboatão), no Curado (Recife) e em Paratibe (Paulista). O Dnit planeja colocar mais duas no Cabo de Santo Agostinho e em Igarassu, em janeiro.

O presidente do Recife Convention Bureau, José Ozanir Castilhos, afirmou que tem conversado com representantes da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav) e da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) para decidir que providências tomar. Nada de acionar a Justiça, por enquanto. Para ele, o melhor caminho a seguir é o do diálogo. “Provavelmente vamos tentar uma conversa com as pessoas responsáveis (Ministério Público Federal e
Dnit), e isso o mais breve possível”, disse.

Castilhos considerou precipitada a decisão da procuradora do MPF Sônia Maria de Assunção Macieira, que recomendou a colocação das placas ao
Dnit. “Nada foi discutido com o trade nem com as secretarias de turismo do Estado e municípios”, queixou-se. O presidente da ABIH, José Otávio Meira Lins, cobra uma intervenção do governo estadual.

O atual secretário de Turismo de Pernambuco, Laedson Bezerra, garantiu que levará a questão ao novo titular da pasta, José Chaves, que toma posse no dia 1º de janeiro. “Não tivemos condições de tomar nenhuma atitude porque estamos nos últimos dias de gestão, mas queremos que o novo secretário entenda que o problema dos tubarões está sob controle e as praias já estão sinalizadas”, ressaltou. Bezerra sugeriu que a secretaria procure o MPF para uma conversa e afirmou que está à disposição para contribuir com a negociação.

O supervisor de operações do
Dnit Pernambuco, Emerson de Morais, reconheceu que o órgão não era obrigado a aceitar a solicitação da procuradora. No entanto, disse que o superintendente Marcos Crispim optou por não criar conflito com o MPF. “Não era uma decisão judicial, mas ele achou por bem acatar”, justificou. Morais crê que seria mais interessante que as entidades que compõem o trade dirijam-se diretamente ao MPF para expor os motivos de não concordar com a decisão e, assim, chegar a um acordo.

CEMIT – A polêmica das placas na BR-101 entrará na pauta da próxima reunião do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), marcada para janeiro. De acordo com Sérgio Murilo Filho, integrante do Cemit e um dos coordenadores da organização não-governamental Praia Segura, na reunião também será discutida a situação do comitê na estrutura do governo do Estado. Ele reclama que hoje, vinculado à Secretaria de Defesa Social, o órgão não tem a atenção merecida.

“O secretário Rodney Miranda nunca apareceu em uma reunião nossa. Vamos solicitar audiência com o governador Eduardo Campos, para quem sabe nos atrelar à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente”, sugeriu.

 

 

A NOTÍCIA - SC

POLÍTICA
30/12/2006

Obras incluídas de novo no orçamento de 2007

Os parlamentares defendem a reedição de emendas em 2007. Explicam que nem sempre o investimento realizado é suficiente para iniciar e concluir a obra. Exemplos são as BRs 282, 280 e 470. "É natural que as obras que não estão concluídas sejam novamente orçadas. É assim que garantimos a continuidade das diferentes ações", justificou a senadora Ideli Salvatti (PT).

Entre as obras orçadas para 2006 que serão reeditadas para 2007 estão a BR-282, a restauração das BRs 470 e 280, investimentos em saneamento, saúde e ensino profissionalizante.

A liberação dos recursos, o que implica na assinatura dos empenhos, deve ocorrer ao longo de 2007. O valor não empenhado até 31 de dezembro de 2007 não é transferido posteriormente pela União ao Estado. (RF)

 

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

CIDADES
30/12/2006

BR-104 terá trecho duplicado em Caruaru

Obra vai melhorar tráfego na estrada, que dá acesso ao Pólo de Confecções do Agreste, e permitirá a redução do número de atropelamentos, grande queixa de moradores da região

CARUARU – Depois da duplicação da BR-232 no trecho entre Caruaru e São Caetano, a expectativa dos moradores da região se volta para a BR-104, uma das mais movimentadas do Agreste. A rodovia liga cidades importantes do Pólo de Confecções, como Toritama e Santa Cruz do Capibaribe e já não suporta o intenso tráfego de veículos. Diante do problema, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit) iniciou a elaboração de um projeto de duplicação de 52 quilômetros da estrada. Segundo o supervisor do órgão em Caruaru, Luiz Gonzaga Dias, o plano deve ser concluído em fevereiro. A expectativa é que os trabalhos comecem no segundo semestre de 2007.

A duplicação deve custar mais de R$ 200 milhões. Parte desse dinheiro será usada em desapropriações, principalmente no contorno urbano de Caruaru, onde devem ser construídos quatro ou cinco viadutos. “Tive informações de que já existem R$ 40 milhões no Orçamento Geral da União para o início dos trabalhos”, disse o supervisor do
Dnit.

Segundo estimativas, no trecho entre Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe passam cerca de nove mil carros por dia. Esse número sobe para 15 mil na área urbana da Capital do Forró.

ACIDENTES – Além de melhorar o tráfego e alavancar a economia da região, a duplicação da BR-104 no trecho entre Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe pode reduzir o número de acidentes, principalmente de atropelamentos, uma das reclamação dos moradores da área. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, de janeiro a novembro deste ano foram registrados 23 acidentes com atropelamentos na rodovia. Duas pessoas morreram e 28 ficaram feridas (em alguns acidentes mais de uma pessoa foi atropelada). Os moradores cobram lombadas e passarelas, que estão previstas nas obras de duplicação.

Umas das vítimas foi a menina Geovanice Pereira da Silva, 13 anos. Moradora do Sítio Lajes, na zona rural de Caruaru, ela morreu após ser atropelada por um carro quando ia para a escola. O acidente aconteceu há cerca de quatro anos. “E eu ainda tomo remédio controlado para poder dormir. Meu padrasto também morreu atropelado e o marido de uma amiga minha sofreu um acidente”, contou a mãe da garota, Terezinha Maria dos Santos.

O fato mais recente, segundo moradores da localidade, aconteceu há três meses, quando um carro atropelou uma mulher que caminhava com o filho pelo acostamento. Ambos ficaram feridos, mas sobreviveram ao acidente.

 

 

FOLHA DE PERNAMBUCO - PE

GERAL
30/12/2006

BR-232 ainda em fase de conclusão

Apenas 17 quilômetros dos 20 previstos foram duplicados

Com aspecto mais de inspeção do que de uma estréia em si, já que as obras ainda não foram 100% concluídas, o governador do Estado, Mendonça Filho (PFL) realizou, na manhã de ontem, a inauguração simbólica das obras que restauraram e duplicaram o trecho da BR-232 que liga os municípios de Caruaru e São Caetano, no Agreste pernambucano. Em solenidade que selou seu último ato externo público e última viagem enquanto governador, Mendonça entregou oficialmente 17 dos 20 quilômetros da estrada, que fica entre km 129,90 e 149,70. A finalização da obra está prevista para fevereiro de 2007.

Totalizando um investimento de R$ 102 milhões, a previsão era de que 90% dos recursos viessem do Governo Federal, por meio do
Ministério dos Transportes, sendo o restante proveniente do Governo do Estado. Mas o planejamento teve um desvio de rota, segundo o governador: “O Estado tinha uma responsabilidade de 10% de aporte para a viabilização do segundo trecho de duplicação da BR-232, mas ele acabou aplicando cerca de 60% dos recursos totais na implantação da obra”, destacou. A mudança ocasionou um crédito para os cofres estaduais na ordem de R$ 50 milhões.

De acordo com o Mendonça Filho, a obra não foi concluída até o final de seu mandato porque o cronograma de recursos liberados pelo Governo Federal não obedeceu ao ritmo de execução de obra tocado pelo Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE). “Por isso, entregamos prontas apenas 95% das vias, que estão abertas para o tráfego normal e uso da comunidade”. Para o governador, o conjunto de obras da BR-232 representa a grande integração econômica entre o interior e a capital. “Depois dessa duplicação serão abertas maiores possibilidades de desenvolvimento, com expansão econômica e viabilização da criação de novos postos de trabalho em todo o Agreste”, ressalvou.

Ao final, o total de entrada restaurada, construída e pavimentada atinge uma área de 50 quilômetros, com um viaduto de 70 metros de cumprimento por 18 de largura sobre um trevo de quatro acessos. Os 8.600 veículos, que, segundo cálculos do Governo, passavam todos os dias na área, já chegaram a dez mil. Em cerca de seis anos o número de veículos no local deve pular para 12 mil a cada dia. Municípios como Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus, São Bento do Una e Tacaimbó também devem ser beneficiados com a duplicação.

CANHOTINHO

Também na manhã de ontem, Canhotinho foi ponto de passagem do governador, que inaugurou no município uma via que dá acesso ao centro urbano, uma obra orçada em R$ 912 mil, efetuada através de uma parceria do Estado (por meio do DER/PE) com a prefeitura municipal. No local, houve duplicação, recapeamento do asfalto e incremento na iluminação da estrada de 2,3 quilômetros. Uma média de dois mil veículos é contabilizada diariamente na área de entrada para a cidade.

 

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

ECONOMIA
30/12/2006

Suape vai receber R$ 30 mi

Os recursos empenhados ontem serão gastos nas obras de acesso à Ilha de Tatuoca no Porto de Suape

O governo federal empenhou R$ 30 milhões destinados às obras de acesso à Ilha de Tatuoca no Porto de Suape. O empenho significa que esses recursos poderão ser liberados no próximo ano, quando o Estado será governado por Eduardo Campos (PSB). O futuro chefe do executivo é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já foi ministro da Ciência e Tecnologia na administração petista. Faltam R$ 64 milhões para concluir as obras.

As obras de acesso a Ilha de Tatuoca incluem a dragagem de 4,2 milhões de metros cúbicos e a construção de 4,5 quilômetros de dois acessos, sendo um rodoviário e o outro ferroviário.

O Orçamento Geral da União (OGU) 2007 destinava R$ 35 milhões para as obras da Ilha de Tatuoca. O governo do Estado esperava que esses recursos fossem liberados desde o primeiro semestre deste ano. Para ocorrer a liberação, primeiro é dada a ordem de empenho dos recursos.

O empenho dos recursos estava sendo pedido pela atual administração estadual e também pela equipe do novo governador eleito. “Se os recursos não fossem empenhados até o final deste ano, eles deixariam de existir”, disse o presidente de Suape, Matheus Antunes.

As obras de infra-estrutura da Ilha de Tatuoca foram iniciadas em agosto do ano passado pelo governo do Estado, que se comprometeu a executá-las como contrapartida a implantação do estaleiro que a Camargo Corrêa vai instalar em Suape.

A previsão é que as obras sejam concluídas até o final do próximo ano. Elas custarão R$ 112 milhões, dos quais R$ 48 milhões foram bancados pelo governo do Estado, sendo R$ 15 milhões em 2005 e R$ 33 milhões em 2006.

As obras de infra-estrutura na Ilha de Tatuoca também vão servir para o escoamento da produção da fábrica de resina PET, que já está implantada em Suape, e da planta de PTA, que vai se instalar em Suape. O PTA é um derivado do petróleo que pode ser usado para a fabricação de fios de poliéster e também para fazer a resina PET, matéria-prima das embalagens plásticas de refrigerantes.

PREVISÃO – Para o próximo ano, as obras de infra-estrutura nos
portos de Pernambuco (Recife e Suape) têm uma previsão orçamentária de R$ 66 milhões. A quantia é maior do que a liberação de recursos da União nos últimos quatro anos, período no qual o governo federal destinou R$ 56,6 milhões para o Porto de Suape. Neste período, várias obras que estavam sendo feitas no porto foram paralisadas devido à falta de repasse dos recursos federais.

 

 

DIÁRIO DE PERNAMBUCO - PE

ECONOMIA
30/12/2006

Mendonça entrega trecho da BR-232

Já foram gastos nos trabalhos de recuperação e duplicação da rodovia R$ 95,6 milhões dos R$ 102 milhões previstos

As obras de restauração e duplicação dos 19,5 quilômetros da BR-232 entre Caruaru e São Caetano serão concluídas até março. Ontem, o governador Mendonça Filho liberou ao tráfego mais sete quilômetros da rodovia. Os primeiros dez haviam sido entregues em março pelo ex-governador Jarbas Vasconcelos. Ficaram faltando, portanto, 2,5 quilômetros, que serão entregues pela próxima administração. De acordo com o secretário estadual de Infra-estrutura, Fernando Dueire, já foram gastos nos trabalhos R$ 95,6 milhões dos R$ 102 milhões previstos, sendo 62% do governo estadual e 38% do federal. A obra foi iniciada em julho de 2004.

Ainda segundo Fernando Dueire, dos R$ 14 milhões empenhados do Orçamento Geral da União (OGU) de 2006, faltaram chegar R$ 4 milhões. Os recursos poderão ser liberados como restos a pagar a partir de janeiro. "Esse trecho recebia um fluxo diário médio de 8,6 mil veículos quando o trabalho foi iniciado. Hoje, o fluxo é de dez mil veículos. É uma obra muito importante e essencial para a região", destacou o secretário, lembrando que a pista existente estava muito desgastada. A expectativa é a de que o fluxo chegue a 12 mil veículos em 2013. Além da restauração de duplicação das pistas principais foram construídas e pavimentadas vias de acesso locais.

Suape - Um dia após ter declarado que Suape só havia tido o empenho de R$ 13 milhões do OGU 2006 (para o Cais 4), o presidente do porto, Matheus Antunes, foi brindado com uma ligação do
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, confirmando o empenho de mais R$ 30 milhões. O dinheiro irá para as obras de acesso à Ilha de Tatuoca, onde será construído o estaleiro Atlântico Sul. Assim como os recursos para o Cais 4, os R$ 30 milhões estarão disponíveis para liberação a partir de janeiro como restos a pagar. Este ano, o porto teve R$ 53,2 milhões incluídos no OGU, mas não recebeu nada. Conseguiu R$ 30 milhões para o Cais 4 de restos a pagar do OGU 2005.

"Foi uma notícia muito boa (o empenho)", comemorou Matheus Antunes. Ele lembrou que, quando forem liberados, esses serão os primeiros recursos federais para a obra orçada em R$ 112 milhões e que não foi incluída no Projeto Piloto de Investimentos (PPI). Até o momento, o governo estadual investiu R$ 48 milhões nos trabalhos, que incluem a dragagem de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso ao local do dique do estaleiro, a construção de 4,5 quilômetros de acesso rodoviário e outros 4,5 quilômetros de acesso ferroviário, além da instalação de um aterro sanitário. A infra-estrutura portuária de Pernambuco ficou com R$ 66 milhões no OGU 2007.

 

 

O PROGRESSO - MS

DIA-A-DIA
30/12/2006

Defesa Civil alerta para temporais

Aviso mobiliza moradores em fundo de vale, no Cachoeirinha, e que temem perder tudo de novo

DOURADOS - O temporal anunciado pela Defesa Civil para o final de semana já está mobilizando famílias residentes em fundo de vale e próximo ao Córrego Rego D´Água, na Vila Cachoeirinha. Apavoradas, as famílias tomam precauções.

Na manhã de ontem eles começaram a erguer os móveis e também a rezar, para não enfrentar inundações na passagem do Ano. A situação é mais crítica nas ruas Deolinda Rosa da Conceição, Cornélio Cersózimo de Souza, Miguel Daniel da Silva, Rui Barbosa, Eulália Pires, Clóvis Bevilacqua e Projetada H. O comandante da Guarda Municipal e da Defesa Civil, Manoel Capilé disse ao O PROGRESSO ontem que já esteve vistoriando a área e aponta a necessidade de obras no córrego.

"No local, a lâmina de água pode chegar a 80 centímetros de altura. Por isto, recomendamos a deixar o local antes das chuvas, procurar abrigo em casas de parentes ou acionar a Defesa pelo telefone 199. O sargento Rui Zanco, que está no comando interino nos próximos dias, assegura que a Defesa e GM estão em plantões permanentes e prontos para remover as famílias, se for preciso. O problema é que a maioria resiste, por medo de invasões e saques.

PREJUÍZO

Na última enchente em 8 de dezembro, Dia da Padroeira da cidade, as famílias residentes em locais mais baixos do bairro perderam móveis e roupas. A cabeleireira e líder comunitária, Sílvia Helena da Conceição, 36 anos, mãe de quatro filhos, conta que a lama destruiu tudo. "Muita coisa foi para o lixo".

Sílvia diz que antes da pavimentação de uma nova rua que liga o bairro ao BNH 4º Plano não havia enchentes. "O acúmulo de lixo faz o córrego transbordar e também contribui para os alagamentos", comenta.

Fátima Pereira dos Santos, 47 anos, cinco filhos, conta que na última enchente a casa ficou alagada. "Molhou tudo e estamos preocupados com o alerta da Defesa", diz a dona-de-casa. O armador de ferragens, Cláudio Delgado Filho, 41 anos, conta que nas

últimas duas enchentes o prejuízo foi grande, principalmente devido ao estrago dos eletrodomésticos.

No Cachoeirinha, além das enchentes, pontos de esgoto à céu aberto continuam penalizando as famílias. No quintal da dona-de-casa Beatriz Alves Cruz, 23 anos, mãe de quatro filhos (dois gêmeos), e residente na rua Cornélio Cersózimo de Souza, o mau cheiro é insuportável. Ela diz que já recorreu à prestadora do serviço.
PROVIDÊNCIAS
O secretário municipal de Habitação e Serviços Urbanos, Jorge Hamilton Torraca, disse ontem ao O PROGRESSO que já encaminhou documento ao
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) pedindo a implantação de um novo bueiro na BR 463, onde um estrangulamento da rede direciona a água para as áreas de risco. Torraca lembra que a prefeitura de Dourados vem tomando providências para evitar mais prejuízos. "Até agora mais de 600 famílias já foram removidas para conjuntos habitacionais populares. As cerca de 20, que sofrem com as enchentes, estão assentadas em terrenos a pelo menos um metro abaixo do nível do Córrego Rego D´Água", diz Torraca. (Colaborou Cido Costa)

 

 

O POPULAR - GO

CIDADES
30/12/2006

Viagens exigem programação

Movimento nas estradas é até 55% superior ao normal. Crise aérea levou para as estradas pessoas que haviam programado viagens de avião. É importante ficar atento às dicas de segurança

As viagens de férias deste ano terão uma característica peculiar. Como tinham sido programadas por avião, principalmente as mais longas, a crise no tráfego aéreo levou muitas famílias a optar pela via rodoviária. O resultado é um aumento de até 55% no movimento nas rodovias federais calculado pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit): 40% já esperados nos meses de janeiro e fevereiro, por causa das férias escolares, e outros 15% de sobrecarga, em função da crise no setor aéreo. Para quem vai pegar a estrada, planejamento é fundamental. Nem sempre o caminho mais curto ou o mais usual é o mais compensador. As boas condições da pista podem compensar, por exemplo, o pagamento de um pedágio.

O POPULAR selecionou os destinos mais procurados pelos goianos nas viagens de férias de verão e verificou as condições das
rodovias, federais e estaduais, que devem ser buscadas. “Temos uma mistura perigosa, de férias escolares, chuvas e, de um modo geral, estradas bem conservadas, que são um convite para o excesso de velocidade”, alerta o inspetor Newton Morais Souza, chefe do Núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Goiás. “Por isso, o primeiro cuidado que o motorista deve tomar é o de traçar antecipadamente o roteiro que ele fará, informando-se também sobre as condições das estradas por onde vai passar”, aconselha o policial.

O superintendente do
Dnit em Goiás e no Distrito Federal, Riumar dos Santos, também se diz que preocupado com a combinação da chuva com o alcoolismo e com esse momento especial, de convergência dos deslocamentos para as rodovias. “Nunca houve isso na história recente”, testemunha. As saídas dos goianos em férias, observa o superintendente, acontecem basicamente por meio de três eixos principais: a BR-020, que dá acesso à Região Nordeste do País, a partir de Brasília, passando por Posse e chegando à Bahia, é a mais movimentada nessa época; a BR-040, que dá acesso à divisa com Minas Gerais, passando por Paracatu, até Belo Horizonte, e, finalmente, a BR-153, principal via de saída em direção ao litoral Norte de São Paulo e ao Triângulo Mineiro (Uberlândia, Uberaba e Araguari).

Para a Polícia Rodoviária, a BR-153 é considerada a mais problemática porque, além do grande tráfego de veículos de passeio e de carga, é a que dá acesso às principais cidades turísticas do Estado. “Além disso, ela está em boas condições, apesar das obras de duplicação. Em alguns pontos, o motorista precisa ter paciência, porque tem de parar e esperar a liberação do tráfego”, observa o inspetor Newton. Os “apressadinhos” têm causado problemas para os policiais e são freqüentes as tentativas de furar a fila nos pontos onde há interdição de pista, no sentido Goiânia-Itumbiara, onde faltam 55 quilômetros, do total de 200, para serem duplicados.

No sentido Anápolis-Porangatu, o
Dnit está mantendo equipes fazendo a recuperação da pista, enquanto aguarda a licitação, já iniciada, para as obras de restauração total das pistas. A PRF informa que desde a saída de Anápolis até próximo à cidade de Porangatu, no Norte do Estado, há buracos e, onde foi realizada a operação tapa-buracos, trechos com trepidações. “É uma rodovia velha, desgastada, basicamente sem acostamento e sinalização, por isso desconfortável”, resume o policial.

Tanto o inspetor Newton quanto o superintendente do
Dnit orientam os motoristas a evitar viagens noturnas, independentemente das condições das rodovias por onde forem passar. Riumar dos Santos avalia que não há necessidade de os motoristas tomarem rotas alternativas, inclusive passando por rodovias estaduais, como acontecia quando a conservação das federais estava bastante comprometida. “As rodovias federais são as artérias principais, longitudinais e radiais. O menor caminho sempre passa por elas”, aconselha.

O litoral norte de São Paulo é o caminho mais curto para o mar saindo de Goiânia. São cerca de mil quilômetros, dos quais boa parte em por
rodovias com pista dupla, sob concessão e por isso em bom estado de conservação. Em contrapartida, o motorista tem de arcar com o pedágio, que tem preços diferenciados dependendo da rodovia e do trecho a ser percorrido. Florianópolis (SC), um dos destinos mais procurados pelos goianos nos últimos anos, tem praticamente a mesma distância do litorial baiano, mas o acesso à capital catarinense é feito pela BR-101, uma das mais complicadas rodovias do país, de tráfego intenso, principalmente de caminhões.

 

 

FOLHA DE PERNAMBUCO - PE

ECONOMIA
31/12/2006

Suape deve continuar no foco da iniciativa privada

A indústria pernambucana se prepara para atravessar um período de impacto na produção, e o Porto de Suape será o centro dessas mudanças, devido à chegada de grandes investimentos estruturadores de cadeias produtivas, como o estaleiro Atlântico Sul e a Refinaria Abreu e Lima. Já em 2007, começa a construção e a produção no estaleiro. Na refinaria, o mês de julho está previsto como data de início da obra civil da planta. Os empreendimentos foram captados pelo governo Jarbas Vasconcelos e Mendonça Filho e terão de ser consolidados na gestão de Eduardo Campos, e mudança de governo deve significar também novas práticas na administração das demandas desses investimentos.

O gestores do governo Jarbas-Mendonça não cansaram de repetir, em seus balanços, os investimentos na infra-estrutura do porto e em
estradas que, naquelas avaliações, tornaram-se atrativos para as empresas que estão agora se instalando no estado. Muitos desses recursos vieram da privatização da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), em 2000. Já para o novo governo, que não terá esses recursos em caixa, os R$ 500 milhões necessários para novas obras de infra-estrutura em Suape - como a dragagem da Ilha de Tatuoca, que dará acesso estaleiro - dependem de novas articulações para além dos orçamentos do estado e da União. O governo federal destinou R$ 100 milhões para Suape em 2007, enquanto o governo estadual garantiu R$ 124 milhões. Os R$ 276 milhões restantes podem chegar, segundo o novo secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, através de acordos, financiamentos e contratos com as empresas que demandam essa estrutura, como a Petrobras.

No
Porto do Recife, a articulação com a prefeitura da capital - que indicará o presidente da empresa - pode garantir a sobrevida do terminal portuário. Há uma indicação, dentro do Projeto Recife-Olinda, de transformar o porto em um terminal turístico de passageiros. “Estudaremos com calma os projetos, em parceria com a prefeitura”, completou Coelho.

Durante os oito anos de gestão da equipe que agora se despede, as
rodovias ocuparam a lista de prioridades de investimentos. Segundo o relatório apresentado pela Secretaria estadual de Infra-Estrutura, mais de 1,8 mil quilômetros de estradas foram construídos e recuperados com recursos superiores a R$ 1 bilhão. Dentre as obras de destaque, estão a duplicação da BR-232, a PE-15, a estrada do Vinho e da Uva (no Vale do São Francisco), e a Estrada do Gesso (no Sertão do Araripe).

No tocante à duplicação da BR-232, que liga Recife a Caruaru, um dos pontos de conflito foi a polêmica criada em torno dos recursos usados na obra, oriundos da privatização da Celpe. Segundo o secretário de Infra-estrutura, Fernando Dueire, foram aplicados R$ 422 milhões. Estes recursos foram utilizados na construção de 28 viadutos, 23 pontes, 504 bueiros, oito passarelas, quatro passagens subterrâneas, um túnel e 88 paradas de ônibus. PRECARIEDADE

Apesar do aporte financeiro, quase 25% da malha rodoviária pernambucana está em péssimas condições de uso, de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada em outubro deste ano. Segundo a análise, o estado de conservação de 799 quilômetros foi considerado ruim. Enquanto isso, apenas 5,4% das
estradas apareceram como ótimas (165 quilômetros)

 

 

 

FOLHA DE PERNAMBUCO - PE

CARTAS
31/12/2006

Lentidão

A BR 101 Sul, no pequeno trecho que passa em frente a uma cervejaria no município do Cabo de Santo Agostinho, está sendo duplicada. Porém, todos os dias nós, moradores, observamos que a obra teve uma data para ser iniciada, mas parece que não existe outra data para ser finalizada. Eu dou um doce a quem me informar quando isso irá acontecer. Isso porque os trabalhos se mostram lentos, pois percebemos que são poucos os operários destacados para trabalhar por ali. Será que esta é mais uma obra que irá se arrstar por vários anos para ser concluída? Com isso, o turismo está sendo prejudicado, uma vez que as despesas com combustível aumentam para aqueles que se deslocam para as praias do litoral. Há um desvio, que não funciona. O que a comunidade pede é que a duplicação ande rápida e seja concluída logo.

José Cândido de Araújo - Cabo de Santo Agostinho/PE Parada de ônibus
Todos os ônibus das empresas Rodotur e Cidade Alta, que servem às populações residentes nos bairros das cidades de Olinda e de Paulista, param em frente ao quartel do 1º Batalhão da Polícia Militar, para a descida de passageiros. A minha pergunta é: por que essas empresas não param também fora das paradas para os idosos e pessoas com necessidades especiais? Já falei por telefone com a EMTU e nada foi resolvido. Por esse motivo, resolvi tornar pública esta necessidade, e assim espero que sejam tomadas as providências capazes de solucionar esta questão.

 

POLÍTICA
31/12/2006

DNIT confirma R$ 15 mi para pavimentar BR 429 até Alvorada

Com a presença da deputada Marinha Raupp (PMDB-RO), o Coordenador Geral de Construção Rodoviária do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), engenheiro Luís Munhoz, e o prefeito de Alvorada do Oeste, Laerte Gomes (PPS), assinaram ontem (20) convênio no valor de R$ 15 milhões e 800 mil para pavimentação de 16 quilômetros de asfalto da BR 429, no trecho que faltava entre Presidente Médici e Alvorada do Oeste.

O próximo passo agora é o processo licitatório para a escolha da empresa que executará a obra, uma das principais reivindicações da prefeitura e da população daquela região. "Esse convênio é muito importante porque atende ao anseio da população que tanto sofre durante os períodos de chuvas. Faremos pontes de concreto e um asfalto de nível nacional porque essa pavimentação é fundamental para o desenvolvimento de Alvorada do Oeste e dos municípios da região", afirmou Luís Munhoz, da coordenação de Construção Rodoviária do
DNIT. "Se não fosse o empenho, a garra e o trabalho da deputada Marinha Raupp junto às autoridades do ministério dos Transportes e do DNIT em Rondônia e em Brasília os recursos para a obra não teriam saído", destacou Munhoz.

A deputada Marinha Raupp disse que estava muito feliz com a assinatura do convênio porque esta é uma reivindicação antiga da população dos vários municípios que dependem da rodovia para o seu desenvolvimento. "Foi uma luta demorada, mas valeu a pena. Em breve estaremos comemorando a pavimentação do trecho da 429 que dá acesso a Alvorada do Oeste", disse a deputada Marinha.

O prefeito de Alvorada do Oeste, Laerte Gomes, afirmou que o convênio assinado concretizará um sonho da população dos municípios que fazem parte da BR 429: que é a conclusão do asfalto que liga a ponte de São José até Alvorada. Laerte Gomes destacou que o empenho da deputada Marinha Raupp foi fundamental para a obtenção dos recursos para a obra. "A gente fica muito agradecido pelo fato da deputada Marinha Raupp ter colocado uma emenda de bancada no Orçamento da União para a realização da obra, que é um sonho de toda a comunidade. A deputada Marinha Raupp tem sido uma guerreira. Ela acreditou no trabalho da prefeitura e conseguiu empenhar a obra no
DNIT. Agora, a prefeitura de Alvorada do Oeste fará uma obra de qualidade porque ninguém mais do que nós alvoradenses sabe da importância desse asfalto para todos nós", afirmou Laerte, acrescentando que a conclusão do asfalto da BR 429 trará "desenvolvimento para a cidade, novos empregos e melhorará a qualidade de vida do povo tão sofrido de Alvorada do Oeste e dos demais municípios beneficiados pela rodovia".

A deputada Marinha Raupp e o prefeito Laerte Gomes se reuniram ainda com a coordenadora de Manutenção por Serviços Rodoviários, engenheira Heda Guierrez, para solicitar, por intermédio do
DNIT, o apoio do 5º Batalhão de Engenharia e Construção (do Exército) para a recuperação do trecho do km 78,96 km 94,90 (Alvorada) a ser asfaltado na BR 429, após o período de chuvas na Amazônia.

 

 

 

DIÁRIO CATARINENSE - SC

ECONOMIA
31/12/2006

Transportador alega que valor é insuficiente

Principal setor interessado nos investimentos em infra-estrutura de transportes, a Federação das Empresas de Transportes de Cargas de Santa Catarina (Fetrancesc) considera o montante aprovado pelo Orçamento insuficiente para as demandas catarinenses.

De acordo com o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, o valor não é suficiente, mas se bem aplicado e com eficiência, os investimentos podem ter resultados significativos.

- O Brasil precisa adotar as Parcerias Público Privadas para que mais recursos sejam injetados no setor e assim possamos melhorar a infra-estrutura de transporte no menor tempo possível - afirma.

Lopes ressalta que é importante que o governo federal mantenha o trabalho de recuperação das
rodovias, desenvolvido pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) em Santa Catarina, e mantenha em dia o cronograma de duplicação da BR-101.

- Pecisamos contar com o trabalho sério e eficiente dos parlamentares catarinenses para garantir a liberação das verbas. A sociedade deve cobrar a responsabilidade para as melhorias na nossa infra-estrutura.

O presidente da Fetrancesc ainda destaca que outro fator é a concentração de esforços do governo, do parlamento e da sociedade para fazer as mudanças necessárias.

- Estabelecer o diálogo entre governo e sociedade organizada é fundamental - conclui.

Principais emendas da bancada catarinense
> Pavimentação da BR 282 - R$ 34 milhões
> Adequação de trechos rodoviários - R$ 38,5 milhões
> Restauração de
rodovias, entre as quais as BRs 470 e 280 - R$ 58 milhões
> Construção de pontes em
rodovias - R$ 15 milhões
> Estudos e projetos para a construção da ferrovia litorânea - R$ 6 milhões
> Obras de infra-estrutura em municípios de até 100 mil habitantes - R$ 8 milhões
> Obras de infra-estrutura em municípios de médio e grande porte - R$ 8 milhões
> Projetos de recuperação de bacias hidrográficas - R$ 8 milhões
> Investimento em saneamento em municípios - R$ 10 milhões
> Construção da Barragem Rio do Salto - R$ 8 milhões
> Apoio a projetos de infra-estrutura turística - R$ 8 milhões

 

 

 

O LIBERAL - PA

ATUALIDADES
31/12/2006

BR-316 congestiona e terminal fica lotado

Fim de ano No penúltimo dia de 2006, o paraense enfrenta sufoco para sair de Belém

Milhares de moradores da capital paraense optaram por passar o réveillon no interior do Estado e nos balneários que cercam Belém, como as Ilhas de Mosqueiro e Outeiro. O fluxo de saída de carros chegou a 102 veículos por minuto na barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Ananindeua, na manhã de ontem. No Terminal Rodoviário de São Brás, a aglomeração era tanta que quase não havia espaço para a circulação de passageiros. A tranqüilidade maior foi registrada no Aeroporto Internacional de Val-de-Cães, onde as filas eram poucas tanto para check in quando para embarque.

Por conta da rigorosa fiscalização exercida pelos agentes da PRF, tanto na barreira de Ananindeua quanto no posto do município de Benfica, provocou um intenso congestionamento na BR-316. A fila de carros, ônibus e caminhões, por volta do meio-dia de ontem, se estendia desde a primeira barreira da PRF até o complexo viário do Entroncamento. Nada, no entanto, que tirasse a motivação das pessoas. As principais advertências feitas pela PRF no dia de ontem foram aplicadas pelo não uso do cinto de segurança no banco traseiro e pelo uso indevido de películas nos vidros.

No Terminal Rodoviário de Belém, a saída de ônibus, vans e microônibus era intensa. A maior parte das pessoas tinha como destino as praias de Mosqueiro e as cidades de Salinópolis, Marudá (de onde se atravessa para Algodoal) e Bragança. O posto da Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon) montado no terminal chegou a receber queixas habituais como destrato de alguns atendentes e a venda de uma mesmo assento para mais de uma pessoa.

Diferente do que ocorreu no Natal, o aeroporto viveu mais um dia tranqüilo. O único atraso verificado no dia de ontem foi no vôo 1996, da Gol, que veio de São Paulo. A aeronave desembarcou em Belém uma hora depois do previsto. A expectativa é de que o movimento nas
estradas diminua no dia hoje.

 

 

 

JORNAL DE SANTA CATARINA - SC

GERAL
30/12/2006

Viaduto da Mafisa

A abertura dos envelopes da licitação para a construção do viaduto da Mafisa, na rodovia SC-474, foi adiada três vezes, deixando a obra apenas em documentos. O acúmulo de processos no final deste ano e a burocracia foram os motivos que, segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit), João José dos Santos, levaram ao atraso da abertura da licitação.

O procedimento foi agendado para o dia 6 de fevereiro. Na ocasião, será conhecida a empresa que deverá executar as obras do viaduto, num prazo de 10 meses. O viaduto da Mafisa promete organizar o trânsito para os motoristas que quiserem ir da Via Expressa para a BR-470 e vice-versa. O trecho é conhecido pelos congestionamentos diários.