ECONOMIA
31/08/2006
Estaleiro enfrenta
burocracia
Financiamento
para a construção de navios, fundamental para a viabilização do estaleiro de Suape,
ainda não foi definido
RENATO LIMA
O conselho do Fundo de Marinha Mercante (FMM) se reúne amanhã sem analisar o
financiamento de embarcações para as encomendas da Transpetro. O financiamento
é um dos pré-requisitos para a compra de 10 navios que serão produzidos pelo
estaleiro Atlântico Sul, de Suape. O projeto de financiamento estava na pauta
do FMM, mas foi retirado. A estatal ainda precisa ganhar do Senado a
autorização para aumentar o limite de endividamento e contratar os recursos.
Segundo o Ministério dos
Transportes, a
reunião amanhã vai discutir o fluxo de caixa do FMM até 2020. Os financiamentos
de embarcações para a Transpetro será avaliado em uma reunião futura. O FMM
está com mais de 15 projetos em pauta para serem julgados, com contratação
estimada de US$ 4 bilhões até 2011. São tantas demandas que o ministério prevê
uma falta de recursos entre 2009 e 2010. Segundo o secretário de fomento da
indústria naval, Sérgio Bacci, o governo estuda incluir recursos do FAT como
outra fonte de financiamento das embarcações. “O FMM tinha antes mais recursos
do que contratações. Agora é o contrário”, diz Bacci, que está deixando o governo
em setembro.
A Transpetro já anunciou os vencedores, o preço e o prazo de entrega dos 26
navios contratados na primeira fase da licitação, dos quais 10 serão
construidos em Pernambuco. Mas a estatal ainda não conseguiu assinar os
contratos porque precisa obter do Senado uma autorização para ganhar um limite
de endividamento de R$ 5,6 bilhões. Segundo a Camargo Corrêa, o estaleiro em
Suape será construído imediatamente após a assinatura do contrato - o que já
deveria ter sido feito. Mas, devido a problemas políticos, o plenário do Senado
travou o processo de votação. Existe uma briga pessoal entre os cearenses
Sérgio Machado, presidente da Transpetro, e o senador Tasso Jeireissati, hoje
em campos opostos na política. Além disso, o fato do País estar em plena campanha
eleitoral faz com que o Senado fique sem quórum para apreciar os projetos.
O FMM é o grande diferencial de estímulo à construção de navios no Brasil. A
linha é uma das melhores do mercado, com prazo de amortização de até 20 anos e
juros de cerca de 4% ao ano. Mesmo nos melhores estaleiros do mundo, como o da
Hyundai, o prazo de amortização é menor. Isso fez com que a Transpetro
acertasse preço de compra de grandes navios em estaleiros nacionais com uma
diferença de preço financeira menor do que 2% em relação aos melhores
estaleiros do mundo. Ou seja, não é que o navio produzido no País seja apenas
2% mais caro, mas que devido às condições de financiamento do FMM, o produto
fica muito mais vantajoso. A Transpetro trabalha com a perspectiva de que o
processo só seja aprovado após as eleições.
COISAS DA POLÍTICA
31/08/2006
O Brasil não
existiria sem Lula
Villas-Bôas
Corrêa
A um mês do primeiro turno das eleições, no atordoamento da mudança da água
para a pinga da agressividade da campanha e com o presidente-candidato
disparado nas pesquisas - depois de muito ouvir e ler as suas declarações,
discursos e improvisos, de examinar as suas promessas e conferir os badalados
sucessos e realizações - o pensamento vadio se solta na especulação do que
seria do Brasil, como estaria o nosso país sem os três anos e nove meses do
mais revolucionário governo de todos os tempos, desde a chegada do almirante
Pedro Álvares Cabral a estas terras ocupadas pelos índios.
Vamos começar pela mais repetida louvação do Bolsa Família, que sacia a fome de
11 milhões de lares ou 44 milhões de carentes. Milhões de barriga cheia,
pacificados pela gratidão que se manifesta em votos e que, sem Lula, vagariam
pelas ruas, acampariam nas praças, debaixo das pontes, na provação da mendicância.
E quem, além de Lula, jamais cuidou dos pobres neste país por ele reinaugurado?
No último programa eleitoral fomos surpreendidos com a informação de que o
governo de Lula restaurou a rede rodoviária, que herdou esburacada pela
negligência do antecessor; recuperou os portos em
péssimo estado e modernizou e ampliou as ferrovias, que
cortam o país de norte a sul, desafogando o transporte da recordista produção
em geral, especialmente a agrícola em extraordinário crescimento.
O motorista desinformado que enxergar buracos nas estradas ou sentir os solavancos do veículo
na trepidação dos calombos deve consultar o oculista para aumentar o grau dos
óculos. E nunca acredite em filas quilométricas de caminhões, esperando,
durante dias, a vaga nos portos para embarcar a carga que se
deteriora ao sol e ao sereno. Pura intriga da oposição.
Quem preferir a segurança dos trens é só consultar horários, comprar o bilhete
e viajar no conforto de vagões refrigerados para a cidade da sua escolha. Uma
beleza!
Não esquente a cabeça em caso de doença da família. Para as emergências, os
postos de saúde do INSS, abertos dia e noite, com médicos e enfermeiras à
disposição, garantem o atendimento rápido, sem fila e de alto nível.
Se for necessária a internação, os hospitais públicos reformados, ampliados e
modernizados, com equipamentos de primeiro mundo, asseguram o transporte em
ambulâncias impecáveis e com todos os recursos para um atendimento que nada
fica a dever aos de escorchantes preços dos congêneres particulares dos ricos.
A ranhetice da oposição sem assunto cutuca o governo com a lengalenga das
denúncias de corrupção, remexendo no monturo dos escândalos do caixa 2, dos
sanguessugas, da dura qualificação de quadrilha, de "organização
criminosa" pelo procurador-geral da República, na denúncia ao Supremo
Tribunal Federal dos 40 acusados de envolvimento com o mensalão, judiciosamente
utilizado para a compra e aluguel de deputados para fortalecer a base de apoio
parlamentar do governo.
Com a generosidade da boa-fé, constata-se que a temporada da corrupção
despertou o Congresso da madraçaria das mordomias e estimulou a curiosidade
popular para as intensas atividades do Legislativo.
Ora, a popularidade é a meta suprema da ambição dos políticos. O que seria do
Legislativo e do PT sem o Lula?
Só pensar, dá medo.
DINHEIRO
31/08/2006
O FGTS e os fundos
de Lula 2006
Governo planeja
aumentar investimento com dinheiro do Fundo; problema é quem controla o risco
do negócio
VINICIUS TORRES
FREIRE
O DINHEIRO do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é barato. Relativamente
barato para quem consegue um empréstimo via FGTS. Caro para quem tem fundos
trancados lá, corrigidos à taxa de 3% mais TR (uns 2%). Por lei, o FGTS
financia basicamente habitação popular e saneamento.
Desde junho, o governo pensa em dirigir parte do Fundo para investimentos em ferrovias, estradas, portos, aeroportos e energia elétrica.
Anteontem, obteve um aval simbólico do conselho curador do FGTS para um projeto
de lei que muda a destinação de parte dos recursos "livres" para
investimento do Fundo, cerca de R$ 21 bilhões. O programa de governo de Lula
menciona a criação de "fundos setoriais" para bancar infra-estrutura
e investimentos em indústrias de longa maturação.
Se os fundos do FGTS financiam gente pobre, o subsídio implícito é
compreensível. De outro modo, os empréstimos via Fundo teriam de render mais
para os trabalhadores, com garantia de risco ao menos semelhante à dos
empréstimos para casas e esgoto.
O plano do governo Lula é permitir que os trabalhadores virem cotistas de
fundos de investimento em negócios de infra-estrutura. Outra parte do dinheiro
financiaria 30% dos empreendimentos. Motivo: os investimentos públicos estão à
míngua por causa do aumento de gastos, da lei fiscal e do superávit primário. O
FGTS seria uma alternativa atraente para investimentos: não exigiria mais
controle de despesas.
No caso de eventuais perdas, a conta não cairia no Tesouro, mas na dos
trabalhadores e de seu Fundo de Garantia. Nos anos 80 e 90, empréstimos com
dinheiro do FGTS acabaram em calotes monstruosos, bancados pelo Tesouro.
Subsidiaram compra de casas pelo Sistema Financeiro da Habitação. Estados e
municípios tomaram recursos via FGTS. O calote, em valores de 2001, foi de R$
34 bilhões.
Mas a polêmica não pára aí.
Os representantes da Confederação Nacional do Comércio e da Confederação
Nacional da Indústria (CNI) votaram contra a inovação do governo no conselho
curador (tripartite, composto de oito membros do governo, quatro de associações
empresariais e quatro de centrais sindicais). Motivo: riscos financeiros e
desvio de finalidade.
O representante da CNI vem sempre da construção civil. Agora é Roberto Kaufmann,
presidente do sindicato da indústria da construção do Rio. Kaufmann diz que as
garantias de investimentos em infra-estrutura são menores que as das obras em
habitação, as quais de resto, seriam socialmente prioritárias.
O dinheiro do Fundo para crédito imobiliário está dobrando este ano, para R$ 10
bilhões. Foram de R$ 5 bilhões em 2005. A indústria da construção civil está
contente, mas quer R$ 15 bilhões anuais e que a maior parte vá para obras
novas, não para imóveis usados e material de construção. Sobraria pouco para os
fundos de infra-estrutura de Lula.
O problema é: quem banca e controla o risco? A parte do FGTS que seria
utilizada para o investimento não compromete o dinheiro devido aos
trabalhadores. Mas, se uma ferrovia for à breca, como o foram algumas
privatizadas? Vai haver socialização de prejuízos?
vinit@uol.com.br
NACIONAL
31/08/2006
Presidente usa
dados incorretos nos Estados
Um dos folhetos
atribui a Lula extensão de incentivos da Zona Franca
João Domingos
A campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva pretende imprimir 1 milhão de
panfletos para distribuir em cada um dos 26 Estados e no Distrito Federal,
todos com exaltação aos feitos do governo petista. Mas neles há informações
que, se não são de todo falsas, não correspondem à exata verdade.
O material dirigido ao Amazonas, por exemplo, diz logo na sua abertura que,
reconhecendo a importância da Zona Franca de Manaus, o governo prorrogou para
até 2023 o prazo de vigência para os incentivos fiscais destinados ao pólo
industrial. Ao contrário do que deixa a entender o panfleto, a medida não
passou diretamente por Lula. É de responsabilidade do Congresso. Foi aprovada
pela Emenda Constitucional 42, de dezembro de 2003, que fez uma minirreforma
tributária. O texto original não tratava da Zona Franca. A emenda foi acrescentada
pela bancada do Amazonas.
A assessoria do presidente alegou que a responsabilidade foi atribuída ao governo
porque, nas negociações, ficou acertado que haveria a prorrogação da vigência
dos incentivos fiscais de 2013 para mais 10 anos. Ainda de acordo com a
assessoria de Lula, a negociação tornou o candidato à reeleição co-responsável
pela ampliação do prazo de vigência da concessão dos incentivos à Zona Franca.
"A emenda foi apresentada por toda a bancada do Amazonas. Em troca,
tivemos de aceitar a prorrogação até 2019 para os incentivos à Lei de Informática",
disse o deputado Pauderney Avelino (PFL-AM), um dos responsáveis pelas
negociações, à época, com o ex-deputado José Dirceu, então ministro da Casa
Civil.
De uma forma geral, os textos dos panfletos de propaganda de Lula que serão
endereçados aos Estados obedecem a um padrão. Destacam sempre os investimentos
- mesmo que pequenos, como os feitos em Roraima, no qual foram aplicados R$ 38
milhões para atender a 4,9 mil famílias que puderam comprar a própria casa. Os
textos também tratam, sempre, das farmácias populares, lembrando que já existem
151 unidades próprias e 1.719 conveniadas em todo o País.
METRÔ
O panfleto dedicado a São Paulo sustenta que o governo federal dedicou especial
atenção ao Estado nestes três anos e meio de administração Lula. De acordo com
o folheto de campanha, já foram investidos R$ 400 milhões na modernização e
expansão dos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. Este último,
conforme o texto, deverá ser o maior da América Latina. Também é lembrado que o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento
de R$ 313 milhões para a Linha 2 do metrô (trecho Ana Rosa, Imigrantes e
Ipiranga).
Outros destaques lembrados pela campanha de Lula para São Paulo: R$ 55 milhões
para o rodoanel e R$ 73 milhões para o Corredor Expresso de São Paulo. Sem oferecer
números, é dito que o governo federal "investe pesado" em obras de
restauração e construção de 269 quilômetros da BR-101, no Vale do Ribeira.
Outro destaque - de novo sem mencionar quantias - é a conclusão, de acordo com
os panfletos, da duplicação de 270 quilômetros da Rodovia Regis Bittencourt (BR-116), que
liga São Paulo a Curitiba.
ECONOMIA &
NEGÓCIOS
31/08/2006
Orçamento prevê
mais imposto
Estimativa de
arrecadação federal para 2007 é de R$ 400,3 bi, ou 17,33% do PIB; neste ano,
projeção é de 17,23%
Ribamar Oliveira
A proposta orçamentária para 2007, que será enviada hoje ao Congresso, prevê
novo aumento da carga tributária federal. O governo estima que a arrecadação
administrada diretamente pela Receita Federal será de R$ 400,3 bilhões - 17,33%
do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2006, a estimativa é de R$ 362,1 bilhões
(17,23% do PIB), com crescimento nominal de 10,46%.
A receita total da União para o ano que vem - que inclui o INSS , todos os
demais tributos arrecadados por outros órgãos públicos, os royalties, os
dividendos e as concessões - atingirá R$ 602 bilhões, 9,6% mais que o previsto
para este ano, R$ 549,3 bilhões. As despesas para 2007 são estimadas em R$ 602
bilhões.
O déficit da Previdência terá forte expansão em 2007, segundo a proposta, por
causa do aumento de 16,6% no salário mínimo este ano e do novo reajuste em maio
de 2007, que deverá ficar em torno de R$ 380. O déficit passará de R$ 41
bilhões este ano para R$ 46,4 bilhões, um aumento de 13,2%. Essa elevação
ocorrerá mesmo com forte aumento das receitas e melhoria na gestão das contas
previdenciárias.
Como as transferências para Estados e municípios ficarão em R$ 101,8 bilhões em
2007, a receita líquida da União projetada na proposta é de R$ 500,2 bilhões. A
meta de superávit primário do setor público no próximo ano foi mantida em 4,25%
do PIB.
Com a manutenção do superávit, o governo espera amenizar as críticas ao fato de
a proposta orçamentária não reduzir despesas correntes primárias (não incluem
investimentos e pagamento dos juros da dívida) em 0,1% do PIB ante as deste
ano, como estava previsto no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A proposta prevê forte expansão dos investimentos em 2007, que estão projetados
em R$ 17 bilhões. Esse valor representa crescimento de 15,6% em relação ao
previsto para este ano. A área de infra-estrutura foi aquinhoada com R$ 13,6
bilhões, um aumento de 32% em relação ao valor projetado para este ano.
O setor de transportes será o maior beneficiado, com
previsão de investimentos de R$ 6,2 bilhões, 44,9% mais que o de 2006. Somente
as rodovias deverão absorver R$ 4,5 bilhões em
2007.
Na proposta, a área de ciência e tecnologia recebeu R$ 3,3 bilhões, o
saneamento básico, R$ 1 bilhão, e a habitação, outro R$ 1 bilhão. A segurança
pública ficará com R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 110 milhões só para a segurança dos
Jogos Pan-Americanos.
Os investimentos previstos no Projeto Piloto de Investimento (PPI) foram
projetados em R$ 4,5 bilhões no próximo ano, 133% mais que o estimado para
2006. As prioridades definidas para o PPI em 2007 envolvem a adequação, a
pavimentação e a manutenção de rodovias e
construção de alguns trechos dos metrôs de Salvador, de Belo Horizonte, do
Recife e de Fortaleza.
Pela proposta do orçamento, os portos também
vão receber considerável aporte de investimentos no próximo ano. O Porto de Santos, em São Paulo, será
contemplado com R$ 87,4 milhões e o de Itaqui, no Maranhão, receberá mais R$ 92
milhões.
POLÍTICA
31/08/2006
Ministro garante
recursos para a BR-317
Na visita que
fez ontem às obras de pavimentação asfáltica da Br-317 no trecho Rio Branco do Acre,
o ministro dos
Transportes Paulo Sérgio Passos garantiu ao governador Jorge Viana
a liberação de R$ 7 milhões para a continuidade das obras reiniciadas este mês
pelo governo do Acre.
Passos e Viana visitaram o canteiro das obras de asfaltamento da BR-317 e no
acampamento da construtora Fidens, empreiteira da obra, participaram de um café
da manhã com empresários, lideranças de classe, políticos e técnicos federais e
estaduais. Passos veio ao Acre acompanhado do diretor de operações do Dnit, Hideraldo Caron.
Passos fez questão de elogiar o trabalho que vem sendo realizado no Acre pela
administração do governador Jorge Viana e disse que "ninguém tem tanto
mérito em relação ao asfaltamento da BR 364 que o Governador Jorge Viana",
disse Passos.
"A BR 364, que está no programa de Lula, significa que vai articular
municípios do Acre, estimulando o desenvolvimento de várias atividades",
completou.
Foi durante o café da manhã, que o ministro anunciou a liberação dos R$7
milhões para continuidade dos trabalhos. Passos disse que a verba já está
empenhada e será liberada para agilizar os serviços na BR 317, que para o
Governo Federal é um dos eixos da integração sul americana.
"Estamos fazendo esse anúncio para que a BR 317 possa continuar dentro do
melhor ritmo. Mas nós vamos empenhar mais ainda", disse Passos. O ministro
falou das obras, programas e realizações do Governo Federal em várias áreas,
citando, como exemplo, os avanços obtidos no Acre a partir de uma parceria
séria e respeitosa com o Governo do Estado.
"Jorge Viana é um governante sério e tem todo o apoio do Governo Federal
para implementação de seus projeto. Este, da pavimentação da BR 317, é um dos
que estão relacionados à integração do continente", afirmou.
Após a visita ao canteiro de obras, o ministro Paulo Sérgio Passos e o governador Jorge Viana
visitaram as obras de terraplanagem que está sendo realizado no final do trecho
asfaltado.
Em conversa com técnicos, empresários e lideranças comunitárias, Passos deu
demonstração de que gostou do ritmo das obras.
A obra
A Fidens mantém 100 homens trabalhando no trecho de 30 quilômetros em asfaltamento
até o final do ano. A meta é ligar o Acre ao Amazonas, até a cidade de Boca do
Acre, até o próximo ano. Ainda faltam cerca de 100 km, após a divisa dos dois
Estados. A previsão é que no final de 2006 esta etapa da obra, que está
custando em torno dos R$45 milhões, esteja concluída.
O Governo do Estado deu início ao asfaltamento de 21 quilômetros da rodovia
ainda no primeiro mandato de Jorge Viana, desde a localidade conhecida como
Quatro Bocas até o Igarapé Bagaço, desde onde a Fidens trabalha atualmente.
COTIDIANO
31/08/2006
Ministro faz
vistoria em BRs acreanas
Paulo Sérgio
Passos visita obras nas rodovias 317, entre Rio Branco e Boca do Acre, e 364,
em Tarauacá
O Ministro dos
Transportes Paulo Sérgio
Passos dará
continuidade nesta quarta-feira à série de vistorias a obras do Ministério dos Transportes em andamento nos Estados
brasileiros. Depois de retornar do Tocantins, onde começou sua semana de
atividades, ele cumprirá no Acre mais uma agenda de trabalho.
Entre as atividades do ministro em Rio Branco, logo cedo, por volta das 07h45,
está prevista a visita ao canteiro das obras de pavimentação da rodovia BR-317,
no trecho que liga a capital acreana ao município amazonense de Boca do Acre.
Em seguida, o ministro se dirige ao Palácio do Governo onde assiste a uma
explanação sobre as ações que vem sendo desenvolvidas pelo governo estadual no
setor transportes, no período de 1999 até agora. A
exposição vai ser feita Secretário de Planejamento do Estado, Gilberto Siqueira.
Às 11h, o ministro Paulo Passos embarca para o município de Tarauacá de onde,
via terrestre, se desloca para a cidade de Cruzeiro do Sul. No percurso, o
ministro faz uma parada para visitar o canteiro de obras da BR-364, no trecho
entre as duas cidades. A obra tem 123,9 Km de extensão e a previsão de
conclusão é para 2007.
O total de recursos investidos soma R$ 132,76 milhões. Entre 2003 e 2005, foram
repassados R$ 91,2 milhões. A BR-364 é a única ligação rodoviária do Estado com
o centro-sul do país.
De Cruzeiro do Sul, o Ministro embarca para Rio Branco de retorna para
Brasília, na madrugada (2h) desta quinta-feira.
FORTALEZA
31/08/2006
Sem projetos para
ser concluída
Rita Célia
Faheina (textos)
Edimar Soares (fotos)
Enviados especiais
Inaugurada há 34 anos, a BR-230, a Transamazônica, não está incluída em
projetos do Governo federal para ser concluída. A rodovia federal, planejada
pelo governo militar para integrar o Nordeste ao Norte indo até o Peru, ficou
inacabada nos estados do Pará e, principalmente, no Amazonas
A BR-230, batizada de Transamazônica, uma das maiores rodovias federais do País, que ontem
completou 34 anos, não será acabada se depender de projetos governamentais. Não
há planos nem estudos de viabilidade para concluir seus 5.600 quilômetros de
extensão projetados inicialmente, que ligariam a cidade portuária de Cabedelo,
na Paraíba, onde fica o quilômetro Zero, até Benjamim Constant, na divisa com o
Peru. Essa era a intenção do governo do general Emílio Garrastazu Médici, em 30
de agosto de 1972 quando, com toda a pompa, inaugurou a rodovia que interligaria
o Nordeste ao Norte do país.
A rodovia tem hoje 4.965,1 quilômetros, mas só é bem estruturada nos estados
nordestinos que atravessa: Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. Num pequeno trecho
do Tocantins, também existe em condições de tráfego, mas no Pará e Amazonas
vira uma estrada carroçável, sujeita a complicações em períodos chuvosos. A
BR-230, que atingiria a cidade amazonense de Benjamim Constant, na divisa com o
Peru, só foi implantada até o município de Lábrea, ao sul do Amazonas.
O engenheiro Edson Cavalcante, chefe de serviços de engenharia da
Superintendência do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) no Amazonas, diz que a extensão da
Transamazônica que corta o estado é de 831,6 quilômetros. Segundo ele, a
rodovia não é asfaltada, mas tem um revestimento primário, um solo granular
coberto de cascalho. "No período de estiagem (verão), atualmente a rodovia
é trafegável, mas quando vêm os meses de chuvas forma um atoleiro num trecho
entre os quilômetros 700 e 800, próximo a Lábrea". O engenheiro diz que as
chuvas na região ocorrem de janeiro a maio.
A Transamazônica, admite o engenheiro, não está incluída em projetos do Governo
federal para ser concluída. "Nem estudos de viabilidade existem",
completa. Mas no trecho com maiores problemas, nas proximidades de Lábrea,
estão previstos serviços de recuperação, elevando a estrada para evitar a
formação de atoleiros em períodos de chuvas.
No estado do Pará, vizinho ao Amazonas, na Região Norte do País, a situação é a
mesma. De acordo com o superintendente do Dnit naquele
estado, João Bosco Lobo, são 1.300 quilômetros de estrada, sendo 600 pavimentados.
"No verão é uma beleza, mas no período invernoso só se pedir a São Pedro
para não mandar muita chuva". João Bosco diz que o Dnit está iniciando a pavimentação de
mais 450 quilômetros, "mas tem de ir devagar até atingir a totalidade da
rodovia porque não há recursos suficientes".
A rodovia Transamazônica está em condições de tráfego nos cerca de 800
quilômetros que O POVO percorreu durante seis dias nos estados nordestinos da
Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. Há dificuldades de os veículos transitarem em
trechos do Ceará e Piauí, mas as superintendências desses estados prometem a
recuperação ainda para este ano.
CIDADES
31/08/2006
Viaduto liga BR à
rodoviária
Obra faz parte
do projeto de duplicação e adequação da rodovia e seguirá o mesmo cronograma da
BR, previsto para terminar em 2008
Lucilene
Meireles
Repórter
lucilenemeireles@jornalonorte.com.br
Como parte das obras de duplicação e adequação da BR-101, o 1º Batalhão de
Engenharia e Construção (BEC) está construindo um viaduto no acesso oeste,
próximo à entrada da rodovia, que servirá de ligação ao Terminal Rodoviário de
João Pessoa. A obra, segundo o superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), Expedito Leite, faz parte do
projeto de duplicação da BR do Governo Federal, e foi licitada pelo Exército.
"Nós estamos apenas fiscalizando", disse.
O coronel Márcio Veloso, do 1º Grupamento de Engenharia e Construção de João
Pessoa, explicou que o projeto está sendo executado por uma empresa contratada
e o andamento está seguindo o cronograma. A obra, atualmente, está em fase de
fundação e colocação de estacas nos canteiros para que seja iniciado o processo
de armação dos pilares de concreto.
Entre os principais serviços em andamento da duplicação da BR-101, que fazem
parte do lote 5, estão ainda a execução de obras de drenagem e terraplenagem e
a construção de três passarelas de pedestres em Bayeux e no Distrito Industrial
de João Pessoa.
A previsão para conclusão das obras do viaduto do acesso oeste deverão seguir o
mesmo cronograma dos trabalhos da BR-101, que deverão ser finalizados em 2008.
CIDADES
31/08/2006
Exército realiza
Operação Safra na BR-277
Gisele Rech
O Exército Brasileiro, em parceria com o Ministério dos Transportes, está na estrada desde o último domingo, em vários estados do
Brasil. Os 760 militares estão envolvidos na Operação Safra, que tem por
objetivo coletar dados para permitir que o Centro de Excelência em Engenharia e
Transporte (Centran) elabore um estudo detalhado do escoamento da produção de
grãos no Brasil. A movimentação também conta com o apoio da Polícia Rodoviária
Federal.
No Paraná, 200 homens trabalham em 20 postos, na contagem dos caminhões que passam
no trecho da BR-277 no Estado. “Os dados são registrados e posteriormente serão
repassados para o processamento no Centran”, explica o tenente-coronel Ariel
Okotny Júnior, da Comunicação da 5.ª Região Militar, em Curitiba. O expressivo
número de participantes na seção da operação no Estado é explicada pelo
significativo número de caminhões que transitam pelas rodovias, carregados de grãos, pois o Paraná
é um dos maiores produtores do País.
A operação, que vai até o sábado, surgiu de um convênio existente entre o Ministério dos Transportes e o Ministério da Defesa. Uma vez
processados os dados no Centran, eles serão enviados ao governo federal para
estudos e planejamento. Com o grande fluxo de caminhões na BR-277, a rodovia
precisa passar por melhorias visando a oferta futura de uma infra-estrutura
mais eficiente e, principalmente, segura, tanto aos motoristas dos caminhões,
que transportam a safra, como aos motoristas comuns, geralmente os mais
afetados em acidentes envolvendo caminhões.
GERAL
31/08/2006
Ministro dos
Transportes vem a Porto Velho dia 7
O ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos agendou visita de trabalho a Porto Velho para 7 de setembro. A
informação foi dada ontem pelo prefeito Roberto Sobrinho, durante reunião com o
superintendente do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), Ribamar Oliveira.
O ministro vem inspecionar obras na Br-364, inclusive iluminação no trecho
urbano; inspecionar o Terminal Portuário e trocar informações sobre a
construção do Anel Viário da Capital e manutenção estrutural da Avenida Jorge
Teixeira, hoje incorporada à Br-319 pelo Ministério dos Transportes. O trecho urbano vai da Jorge Teixeira, no Trevo do Roque e se
estende até a rotatória da avenida dos Imigrantes.