ECONOMIA & NEGÓCIOS
01/03/2007
Para
ele, ‘o País só vai crescer se as pessoas acreditarem que as coisas estão sendo
feitas com seriedade’
Ângela
Lacerda, IPOJUCA (PE)
Insatisfeito
com a expansão do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), de 2,9% em 2006, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o crescimento econômico
não depende da vontade do presidente ou do governo.
“O PIB só vai crescer na medida em que se crie uma dinâmica no País em que as
pessoas acreditem que as coisas estão sendo feitas com seriedade”, afirmou, em
entrevista à imprensa no complexo portuário de Suape, no município
metropolitano de Ipojuca. “O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será
cumprido à risca, será fiscalizado, vai acontecer”, disse o presidente, ao
reforçar seu otimismo com relação ao futuro do País.
O presidente disse que o crescimento do PIB foi maior que os analistas previam
e menor que o que ele e o Brasil desejavam. E minimizou: “Só podemos falar em
crescimento hoje porque a economia está arrumada”.
“É importante lembrar que, se não estivesse arrumada, estaríamos devendo R$
15,9 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional), teríamos uma dívida
pública quase insustentável, não tinha reservas comerciais, não tinha superávit
na conta corrente, não tinha aumento da poupança interna, não tinha crédito”,
acrescentou Lula.
“A gente pode até fazer uma crítica às coisas que aconteceram no passado, mas a
gente tem que pensar no futuro”, disse ele, ao considerar o lançamento da pedra
fundamental do pólo petroquímico de Suape, evento que acabara de prestigiar,
como “a confirmação de que o crescimento é para valer”.
“Vamos destravar, vamos diminuir tudo que estiver criando entrave para o
desenvolvimento do País”. Para isso disse contar com o apoio de um conjunto de
governadores que pensam como ele, mesmo não fazendo parte da base aliada. “Precisamos
juntar todos aqueles que estão querendo que o Brasil cresça e se desenvolva,
dar as mãos e sair para fazer o Brasil crescer”. “Aqueles que não quiserem,
paciência, fiquem num canto chorando, se lamuriando”.
A necessidade de promover o crescimento do Brasil com justiça social permeou
todas as intervenções feitas pelo presidente no Estado. Ele destacou o assunto
nos discursos e na entrevista. “O Brasil, durante décadas, deixou de utilizar a
palavra crescimento como razão de ser dos governantes e eu assumo agora a
responsabilidade de fazer do crescimento a mola mestra pela qual as outras
coisas irão acontecer no País”.
Lula fez questão de afirmar que o Brasil é um “porto seguro” para os
investidores nacionais e estrangeiros, diante da solidez da sua economia e das
condições oferecidas, e pregou mais competitividade do País no mundo
globalizado. Nesse contexto, existe a disposição de fazer o Porto de Suape um dos mais
competitivos do Brasil.
Na inauguração da maior fábrica de resina PET (usada na confecção de embalagens
de refrigerantes) do mundo, da multinacional italiana Mossi & Ghisolfi,
Lula se atrapalhou e chamou de Vitório Guisoli o presidente do conselho
administrativo da multinacional, Vitório Ghisolfi. O presidente comentou
positivamente a vinda da empresa para o Brasil, especialmente porque há
expectativa de que ela venha agregar outras indústrias.
Com o Pólo Petroquímico de Suape, cuja pedra fundamental também foi inaugurada
ontem, o presidente ouviu discursos que destacaram as expectativas de início de
uma cadeia produtiva que irá estimular o pólo petroquímico e o setor têxtil.
Até 2009 deverão ser instaladas no pólo uma indústria de Ácido Teraftálico
Purificado (PTA), da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape),
e uma unidade industrial de polímeros e filamentos de poliéster da Companhia
Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe). Os empreendimentos representarão
investimentos de US$ 542 milhões e US$ 320 milhões, respectivamente.
Acompanharam o presidente os ministros do Desenvolvimento da Indústria e
Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, da Ciência e Tecnologia, Sérgio
Rezende, e do Turismo, Walfrido Mares Guia, além do presidente da Petrobrás,
Sérgio Gabrielli. Após as cerimônias, o grupo almoçou com o governador de Pernambuco,
Eduardo Campos (PSB), aliado e amigo de Lula, no Palácio do Campo das
Princesas.
FRASES
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
“O PIB só vai crescer na medida em que se crie uma dinâmica no País em que as
pessoas acreditem que as coisas estão sendo feitas com seriedade”
“Só podemos falar em crescimento hoje porque a economia está arrumada. É
importante lembrar que, se não estivesse arrumada, estaria devendo R$ 15,9
bilhões ao FMI, teria uma dívida pública quase insustentável, não tinha reservas
comerciais, não tinha superávit”
REAÇÕES
José Serra
Governador de São Paulo
“O crescimento de apenas 2,9% do PIB do País em 2006 deveu-se a vários fatores,
mas o principal deles foi a ignorância econômica do Banco Central. O problema
do Banco Central não é conservadorismo. Conservadorismo
em política econômica eu até aplaudo”
Paulo Skaf
Presidente da Fiesp
“O baixo crescimento brasileiro decepciona a quem trabalha e produz no País”
Paulo Pereira da Silva
Deputado federal e presidente da Força Sindical
“Esse PIB raquítico é o resultado da política econômica equivocada, conduzida
pelo despachante de luxo dos banqueiros, Henrique Meirelles”
Antonio Palocci
Deputado federal e ex-ministro da Fazenda
“A economia brasileira hoje está mais consistente.
O desafio agora é potencializar o crescimento econômico.”
Armando Monteiro Neto
Presidente da CNI
“A agenda do desenvolvimento ainda não foi incorporada
pelo País. As mudanças ocorridas são insuficientes
para alavancar o investimento privado, que é o motor do crescimento”
Boris Tabacof
Diretor do Ciesp
“A persistência de taxas medíocres de crescimento mostra que o problema
brasileiro vai além da pura e simples condução equivocada da política econômica
e que é preciso discutir os impasses estruturais do crescimento”
NOMES E NOTAS
01/03/2007
Transporte no Brasil
1
de Março de 2007 - De 1976 a 2005, os investimentos em infra-estrutura de transportes no Brasil caíram de
1,8% do PIB para 0,2%. Os números se refletem no alto custo com transporte de
cargas no País, que giram em torno de R$ 109,5 bilhões. Os dados são do
Panorama Logístico - Gestão do Transporte Rodoviário de Cargas nas Empresas:
Práticas e Tendências 2007, do Centro de Estudos em Logística do Coppead/UFRJ.
O panorama aponta, também, custos do setor de transportes nas empresas, o
processo de seleção, contratação e remuneração de transportadores, entre
outros.
OPINIÃO
01/03/2007
Para viabilizar o FI-FGTS do PAC
1
de Março de 2007 - Há mecanismos financeiros para garantir um rendimento mínimo
aos cotistas. Um dos objetivos principais do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) é a recuperação da infra-estrutura brasileira, cujas
carências são apontadas como um dos principais gargalos para o crescimento
sustentado da economia brasileira.
Nesse sentido, observa-se muito mais críticas ao que falta no PAC do que uma
discussão mais objetiva do seu papel e como viabilizá-lo política e
economicamente.
Entre as medidas previstas está a utilização de parte do patrimônio líquido do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a constituição de um fundo
específico para o financiamento de obras de infra-estrutura, o Fundo de
Investimento (FI). A proposta consta na Medida Provisória 349, de 22 de janeiro
passado, cuja aprovação depende do Congresso Nacional.
A medida tem sido questionada por algumas centrais sindicais preocupadas com
eventuais prejuízos para os trabalhadores cotistas do fundo. Isso gerou até
mesmo uma Ação Direta de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal
Federal (STF).
Embora a preocupação seja legítima, há um evidente exagero em tentar
desqualificar a proposta como sendo de "confisco", ou
"desvio" de recursos, como chegou a ser veiculado quando do seu
anúncio, e que posteriormente uma análise mais aprofundada revelara
absolutamente equivocado.
Vale destacar, embora seja óbvio, mas necessário, dada a politização da
questão, que o capital aplicado e seus rendimentos voltam para o FGTS,
beneficiando seus cotistas. Portanto, não se trata de desviar recursos do
patrimônio dos trabalhadores, mas criar uma alternativa de aplicação mais
rentável financeiramente, ao mesmo tempo econômica e socialmente mais
qualificada.
No entanto, como as aplicações em projetos específicos são mais expostas aos
riscos, relativamente às aplicações em títulos públicos, por exemplo, isso
exige além de transparência e eficácia na gestão, mecanismos que possam
amenizá-los de forma a evitar perdas. Parte dessa precaução pode ser executada
pelo Comitê Gestor do FGTS e do Comitê de Investimentos do FI, o primeiro já
existente, o segundo, parte da MP.
Uma das saídas para o impasse gerado na questão específica da garantia de
rentabilidade mínima é criar mecanismos de engenharia financeira para minimizar
os riscos, diminuindo as resistências. Numa primeira consulta isso não gerou
objeção por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A MP prevê a utilização de uma parcela dos R$ 21 bilhões do patrimônio líquido
do FGTS, montante hoje aplicado no mercado financeiro, para a constituição do
novo fundo. Essa é a típica medida que, bem aplicada, só trará benefícios. Para
os cotistas, representa uma oportunidade de melhora de rentabilidade e de
patrimônio. Nesse ponto, vale ressaltar que os rendimentos hoje alocados estão
entre os mais baixos do mercado, se limitando à variação da Taxa Referencial
(TR) mais juros de 3% ao ano. Em 2006, por exemplo, o rendimento total do FGTS
foi inferior ao da caderneta de poupança e cerca de apenas a metade do
rendimento médio do mercado de renda fixa (fundos, CDB, etc.).
A MP também prevê a possibilidade de que os trabalhadores optem por aportar,
adicionalmente no FI, uma parcela de suas contas individuais, fortalecendo-o e
criando uma possibilidade de ampliação da rentabilidade. As experiências
anteriores de opção de aplicações em ações da Petrobras e da Cia. Vale do Rio Doce
(CVRD), por exemplo, têm-se revelado bastante favoráveis.
Mas o maior benefício direto para toda a sociedade é que a criação do FI vai
viabilizar a melhora na infra-estrutura e motivar outros investimentos
privados. As condições mais seguras de abastecimento energético e qualidade de estradas e portos, por exemplo,
eliminam gargalos importantes que hoje impedem um crescimento maior da
economia.
Mais crescimento significa mais empregos e salários. É o caso típico de um
ciclo virtuoso, motivado pela melhor alocação de recursos já existentes. É
claro que isso não depende só do PAC e muito menos do FI em si. Há uma longa
lista de tarefas e desafios e isso exigirá muitas outras iniciativas. No
entanto, é bom sempre lembrar que estabelecer muitas prioridades ao mesmo tempo
equivale também muitas vezes a não ter prioridades. Nesse sentido, a virtude do
PAC é colocar os temas na pauta das discussões e ações, a partir de um
diagnóstico consensual que é a necessidade de ampliar os investimentos e
melhorar a infra-estrutura. Embora quanto aos instrumentos para tanto já não
haja tanta convergência, é sempre mais fácil avançar a partir das propostas
colocadas na mesa.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3)(Antonio Corrêa de Lacerda -
Professor-doutor do Departamento de Economia da PUC-SP. Próximo artigo do autor
em 15 de março )
GERAIS
01/03/2007
Construção silenciosa
Cristiana
Andrade
A nova estrutura que substituirá o temido Viaduto Vila Rica, construído no fim
da década de 1950 na BR-040, km 592, e por onde transitam cerca de 12 mil
veículos diariamente, começa a despontar no cenário montanhoso às margens da
rodovia. Tubulões de concreto estão sendo montados, alguns já recebem suas
primeiras pilastras que darão sustentação ao novo sistema viário, mas ainda não
são percebidos por quem trafega rapidamente por ali. As obras, iniciadas em
novembro passado, têm previsão de término em setembro de 2008. Depois do
período chuvoso que assolou Minas do fim do ano para cá, ficaram um pouco
prejudicadas.
“Mas nada significativo, tenho certeza de que vamos recuperar esse tempo lá na
frente”, garante o engenheiro da M.Martins Engenharia e responsável pela
execução da obra, Fabrício de Castro Silva. A empresa ganhou a licitação do
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), orçada em R$ 30
milhões. Segundo o supervisor da obra por parte do Dnit, Alexandre de
Oliveira, está em estudo um possível acréscimo no valor, em função das chuvas,
que obrigaram a empreiteira a usar uma estrutura para fazer os tubulões de
concreto mais cara e que não estava prevista no projeto.
De acordo com o engenheiro Castro Silva, dos 98 tubulões de concreto –
estrutura necessária para que se faça a fundação do complexo –, 16 estão
totalmente concluídos e outros 30 já foram iniciados. O processo de perfuração
no solo é complexo. Do nível do terreno até o que os engenheiros chamam de
horizonte da rocha, último local do subsolo em que a estrutura chega, são
necessárias escavações manuais de operários que chegam a ficar por até oito
horas trabalhando lá embaixo.
A nova alternativa ao viaduto Vila Rica terá dois viadutos, de 460 metros cada
um, com acostamentos, um para cada sentido (BH/RJ e RJ/BH). Além dos complexos,
haverá a construção de 2,2 quilômetros de uma nova pista. O ponto mais alto do
viaduto terá um pilar de 50 metros em relação ao chão, e estará no maior espaço
aberto do emaranhado de concreto: que tem 80 metros de vão livre.
MUDANÇA Para o motorista Wolney Elias Campos, de 65 anos, não vai ter obra
melhor do que esta. “Passo aqui todos os dias há mais de 40 anos e não haverá
nada melhor no mundo do que a mudança dessa estrada. Já vi a morte muitas vezes
ali em cima e não tem trecho pior que esse. Indo para BH ou para o Rio, o
viaduto é péssimo. Espero que a obra fique pronta antes que eu me aposente,
para eu passar pelo viaduto novo pelo menos algumas vezes”, diz.
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POLÍTICA
01/03/2007
Sinal fechado para a reforma
Ganhar
tempo para negociar politicamente e ampliar sua base de sustentação política.
Em resumo, assim pode ser definida a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva na formação de sua equipe para o segundo mandato.
Da eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal à
disputa pelo comando do PMDB tudo tem sido usado, pelo presidente da República,
como pretexto para adiar a reforma ministerial.
No primeiro caso, alegou-se a necessidade de concentrar esforços para evitar
uma crise entre os aliados, como a que resultou na eleição de Severino
Cavalcanti (PP), representante do chamado baixo clero – preconceituosa
expressão para os políticos sem maiores destaques no Congresso.
Depois que o PMDB, que era dividido em governistas e antilulistas, sucumbiu
inteiro à sedução de Lula, pensava-se que não haveria motivos para o Palácio do
Planalto se preocupar com a sucessão no partido.
Ledo engano, como se dizia antigamente. O presidente alega, agora, que a
reforma ministerial só avança depois que os peemedebistas decidirem se tiram ou
não Michel Temer do comando da legenda.
Enquanto isso, pipocam as especulações. Entre os baianos a dança de nomes inclui
o presidente do PMDB da Bahia, o deputado federal Geddel Vieira Lima, que apóia
o governador Jaques Wagner (PT); e Walter Pinheiro, o petista que obteve maior
votação para a Câmara no Brasil. Há quem diga que a Bahia – até por oferecer ao
PT sua mais surpreendente vitória – não pode ter reduzida sua cota de
ministros, que hoje são: Gilberto Gil (Cultura), Waldir Pires (Defesa), Orlando
Silva (Esportes), Jorge Hage (Controladoria Geral da União) e Paulo Sérgio Passos (Transportes).
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MINAS
01/03/2007
Estruturas do novo elevado despontam na BR-040
A
nova estrutura que substituirá o temido e palco de várias tragédias viaduto
Vila Rica, construído no fim da década de 1950 na BR-040, km 592, e por onde
transitam cerca de 12 mil veículos diariamente, começa a despontar no cenário
montanhoso às margens da rodovia. Tubulões de concreto estão sendo montados e
alguns já recebem suas primeiras pilastras que darão sustentação ao novo
sistema viário, mas ainda não são percebidos por quem trafega rapidamente por
ali.
As obras, iniciadas em novembro passado, têm previsão de término em setembro de
2008, e depois do período chuvoso que assolou Minas Gerais do fim do ano para
cá, ficaram um pouco prejudicadas. Mas nada significativo, tenho certeza que
vamos recuperar esse tempo lá na frente , garante o engenheiro da M.Martins
Engenharia e responsável pela execução da obra, Fabrício de Castro Silva. A
empresa ganhou a licitação do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transporte (Dnit), orçada em R$ 30 milhões. Segundo o supervisor da obra por
parte do Dnit, Alexandre de
Oliveira, está em estudo um possível acréscimo no valor, em função das chuvas,
que obrigaram a M.Martins a usar uma estrutura mais cara para fazer os tubulões
de concreto, que não estava prevista no projeto.
De acordo com o engenheiro Castro Silva, dos 98 tubulões de concreto estrutura
necessária para que se faça a fundação do complexo , 16 estão totalmente
concluídos e outros 30 já foram iniciados. O processo de perfuração no solo é
algo complexo. Do nível do terreno até o que os engenheiros chamam de horizonte
da rocha, último local nas profundezas do subsolo que a estrutura chega, são
necessárias escavações manuais de operários, que chegam a ficar por até oito
horas trabalhando lá embaixo.
A nova alternativa ao Viaduto Vila Rica terá dois viadutos, de 460 metros cada
um, com acostamentos, um em cada sentido (BH/RJ e RJ/BH). Além dos complexos, haverá
a construção de 2,2 quilômetros de uma nova pista. O ponto mais alto do viaduto
terá um pilar de 50 metros em relação ao chão, e estará no maior espaço aberto
do emaranhado de concreto: que tem 80 metros de vão livre.
MUDANÇA
Para o motorista Wolney Elias Campos, de 65 anos, não vai ter obra melhor do
que essa. Passo aqui todos os dias há mais de 40 anos. Já vi a morte muitas
vezes ali em cima e não tem trecho pior que esse. Indo para BH ou para o Rio, o
viaduto é péssimo. Espero que a obra fique pronta antes que eu me aposente,
para eu passar pelo viaduto novo pelo menos algumas vezes , diz.
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GERAL
01/03/2007
Fruta de sabor
O
órgão federal que está atiçando a cobiça dos políticos mineiros, mais até que o
desejado Dnit, é o Departamento
Nacional de Produção Mineral, ligado ao Ministério das Minas e Energia.
Tanto os petistas como os peemedebistas querem controlar em Minas o órgão que
autoriza as lavras e acompanha a atuação das mineradoras, responsáveis por uma
das principais atividades econômicas do Estado, além de grandes doadoras de
recursos na última campanha eleitoral.
Yes, Brazil!
A mudança da matriz energética mundial, que está trazendo George Bush a
Brasília, também colocou o nosso país no centro das rodas diplomáticas da
Europa.
Outro dia um diplomata europeu disse a um interlocutor brasileiro: “Entre
depender do petróleo do Oriente Médio e depender do biocombustível brasileiro,
muito melhor a segunda opção. Pelo menos o Brasil é um país pacífico, não entra
em conflito com ninguém”.
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OPINIÃO
01/03/2007
Ministros no Paraná
As
obras do PAC são importantes para o Paraná e o conjunto da Região Sul, porém, a
demanda fundamental é a modernização da Rodovia do Mercosul (BRs-116, 376 e
101)
A
realização hoje, em Curitiba, do Fórum Regional Sul, reunindo os ministros das
Relações Institucionais e do Planejamento com autoridades estaduais e
lideranças dos três estados do Sul, é uma oportunidade para os paranaenses
tomarem conhecimento das obras previstas para a Região Sul, no âmbito do
Programa de Aceleração do Crescimento lançado pelo governo Lula. Mais
importante – segundo os ministros Tarso Genro e Paulo Bernardo – é que outros
projetos poderão ser arrolados, ampliando os investimentos federais no Paraná.
O fórum, a ter lugar na sede da Federação das Indústrias do Paraná, é
iniciativa do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão de
caráter consultivo da Presidência da República, que tem sustentado uma agenda
de atividades para fortalecer o diálogo entre governo e sociedade. A iniciativa
de descentralizar seus eventos segue diretriz anunciada pelo presidente Lula
para o segundo mandato, permitindo a troca de experiências, esclarecimento
sobre programas de governo e, sobretudo, mobilização em favor de mais
investimentos que ensejarão o desenvolvimento do país.
De fato, já foram contempladas reivindicações de interesse do Paraná – entre
elas a correção do gargalo ferroviário que, ao trazer a produção do Oeste do
Paraná e de estados vizinhos se defronta com problemas a partir de Guarapuava;
a precariedade das ligações rodoviárias que cortam nosso território; e a
limitação das pistas do aeroporto de Curitiba para responder ao desafio da
industrialização. Mas há outras demandas importantes de cunho regional,
favorecendo o conjunto dos estados do Sul, como a modernização da Rodovia do Mercosul
(BRs-116, 376 e 101).
Trata-se de um complexo rodoviário que, além das economias estaduais do Sul,
consolida a infra-estrutura do Mercosul, ao melhorar a ligação entre os pólos
de São Paulo e Buenos Aires, passando pelo Uruguai. Desde 2004, o governo
federal prometera modernizar esse eixo, via concessão pedagiada, em processo
que deveria estar concluído até meados de 2005; por isso os brasileiros do Sul
e, principalmente os paranaenses, esperam sua concretização.
Além desse e dos outros investimentos previstos para o Paraná – detalhados
anteriormente pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em visita a
Curitiba –, o Paraná reivindica outros melhoramentos, já objeto de encontro
anterior de entidades do empresariado e da sociedade civil com o ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo. Entre eles, o Anel Viário de Curitiba, incluindo
a reforma do Contorno Sul que corta a área da Cidade Industrial – facilitando o
transporte de matéria-prima para a fabricação de biodiesel na refinaria de
Araucária; a extensão dos trilhos da Ferroeste para Guaíra e Foz do Iguaçu e a
construção do primeiro trecho da BR-101 no Paraná, entre a BR-277 e o Porto de Antonina.
As obras do PAC são importantes para a Região Sul, porém, se quisermos mais,
devemos os paranaenses nos manter atentos para um relacionamento positivo com a
União.
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INFORME DO DIA
01/03/2007
BR-495 ESTÁ INTERDITADA ATÉ DIA 8
Motoristas
devem evitar a Rodovia BR-495, que liga Teresópolis a Petrópolis. A estrada foi
totalmente interditada ontem para obras na altura do Quilômetro 15 e só deve
ser reaberta na próxima quinta-feira. Técnicos do Departamento Nacional de
Infra-estrutura de Transportes (Dnit), com apoio da Defesa Civil de Petrópolis,
implodiram rocha que estava na beira da pista e ameaçava rolar sobre a estrada.
Foram utilizados 350 quilos de dinamite. Para evitar novos problemas, obras de
contenção já começaram.
Como alternativa à BR-495, quem sair de Petrópolis pode seguir pela Estrada
União-Indústria até Areal e pela Estrada Silveira da Motta até São José do Vale
do Rio Preto, e, de lá, pegar a BR-116 (Rio-Teresópolis), numa volta de 94 Km.
Outra opção é descer a BR-040 (Rio-Juiz de Fora) até Saracuruna, em Duque de
Caxias, e retornar pela BR-116. 0 melhor caminho, no entanto, é descer pela
Serra Velha até Piabetá, em Magé, e seguir pela Rio-Teresópolis. Esse caminho é
o menor, com cerca de 74 quilômetros.
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CIDADES
01/03/2007
Prefeito vai garantir infra-estrutura do IINN
O
que depender da Prefeitura do Natal será realizado para o município garantir a
infra-estrutura e o bom funcionamento do Instituto Nacional de Neurociências. O
compromisso do prefeito Carlos Eduardo foi ratificado ontem, ao coordenador do
Instituto Internacional de Neurociências, professor Miguel Nicolellis, durante
reunião que contou com a presença de representantes da Caern e do Departamento
Nacional de Transporte. A idéia é agilizar o máximo possível às pendências
existentes solucionando de uma vez os entraves para a drenagem e o calçamento
da Rua Francisco Luciano de Oliveira, no bairro de Neópolis, onde está
localizada a sede do Instituto de Neurociências.
A reunião, coordenada pelo prefeito, tratou de questões que impedem a
Prefeitura realizar imediatamente a drenagem e o calçamento da rua, pois é
necessário que antes, o Dnit faça a drenagem da lateral da BR 101 para receber as
águas pluviais. Outro empecilho é uma liminar concedida pela Justiça, atendendo
ação promovida pelo Ministério Público Estadual, que proíbe a realização do
calçamento das ruas do bairro sem que antes seja feito o esgotamento sanitário
pelo perigo de contaminação do lençol freático.
Na oportunidade, o prefeito Carlos Eduardo telefonou para a governadora Wilma
de Faria pedindo que a Caern colocasse entre suas prioridades o saneamento da
área, que independe da obra do Dnit. A governadora conversou também pelo
telefone com o professor Miguel Nicolellis e se comprometeu em conversar com o
presidente da Caern para saber mais detalhes e procurar uma solução para o
esgotamento sanitário.
O representante do Dnit informou já existir um projeto para a drenagem da lateral da BR
101, faltando a aprovação nacional do órgão em Brasília e a liberação de
recursos. Para tentar agilizar a obra, o prefeito se prontificou a ir a
Brasília na próxima semana para tentar numa audiência com o ministro dos
Transportes. Ao mesmo tempo, o professor Miguel Nicolellis informou que o
próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem demonstrado
interesse em vir conhecer o projeto e prometeu apoio total do governo federal,
com isso ele irá tentar um contato no Palácio do Planalto para que seja dada
prioridade pelo Ministério para essa obra.
No que diz respeito ao município de Natal, o prefeito Carlos Eduardo prometeu
ao coordenador do INN que assim que for feito o saneamento da rua e as obras de
drenagem da lateral da BR 101, a Prefeitura inicia a drenagem e o calçamento da
rua onde está localizado o INN e que irá beneficiar também os moradores do
condomínio Parque das Pedras.
O prefeito se comprometeu ainda a acompanhar todos os passos para que seja
viabilizada a infra-estrutura necessária tanto por parte do governo federal
como do governo estadual, que considera estão sensíveis para a importância
desse investimento para Natal, e assegurou: “Da parte da Prefeitura garanto que
os recursos estão disponíveis e iniciaremos as obras”, afirmou.
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POLÍTICA
01/03/2007
PT catarinense oferece três nomes ao governo Lula
Líderes
entregaram pleito ao ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, durante
encontro em Brasília
Os
líderes petistas de Santa Catarina entregaram ontem pela manhã ao ministro
Tarso Genro, em Brasília, uma lista com três nomes para ocuparem cargos
federais no Estado.
José Fritsch, Luci Choinacki e Vanio dos Santos são os nomes que possuem
consenso entre as várias correntes do PT catarinense para ocuparem cargos no
primeiro escalão do governo federal. Fritsch, ex-secretário da Pesca no
primeiro mandato de Lula, está sendo indicado para ocupar a mesma posição. Hoje
a Secretaria está nas mãos de Altemir Gregolin, ex-secretário municipal de
Fritsch quando este foi prefeito de Chapecó.
A ex-deputada federal Luci Choinacki está sendo indicada para a Secretaria
Nacional das Mulheres ou Ministério do Desenvolvimento Agrário e o ex-deputado
Vanio dos Santos para uma diretoria da Caixa. A lista foi entregue em mão a
Tarso Genro pelos deputados federais, estaduais e pela senadora Ideli Salvatti.
Na avaliação do deputado federal Carlito Merss, o encontro com Tarso foi bom e
foi possível conversar sobre como está o quadro funcional do governo Lula em
Santa Catarina.
A estrutura federal possui 59 cargos no Estado, distribuídos em órgãos como a
Eletrosul, Besc, Ibama, Funasa, DNIT, Receita Federal. A metade é obrigatoriamente
preenchida com servidores de carreira. O PT catarinense tenta emplacar nos
outros 29 cargos, em funções de ponta como presidentes, diretores e
superintendentes.
O presidente estadual do PT, deputado Pedro Uczai, disse, na terça-feira à tarde,
que o PT de Santa Catarina está sintonizado com o governo Lula e que possui
bons líderes legitimados por experiências administrativas que podem ocupar
espaços no governo federal. Na prática os três primeiros nomes da lista,
Fritsch, Luci e Vanio concorreram a cargos públicos em outubro do ano passado
mas não se elegeram.
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INFORME ECONÔMICO
01/03/2007
Obras em Imbituba
A
Agência
Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou ontem, à senadora Ideli Salvatti,
que não existe impedimento legal para o início das obras do Porto de Imbituba.
O presidente da Antaq, Fernando Fialho, disse que o relatório sobre o projeto será
voltado pela diretoria da agência na próxima semana e, depois, o DNIT pode autorizar as
obras.