JORNAL DO BRASIL - RJ

BRASIL
16/03/2007

Lula consola o PSB com Secretaria

Brasília. Depois da ex-prefeita, Marta Suplicy (PT-SP), mais um potencial candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 teve o seu quinhão assegurado na reforma ministerial. Ontem, no final da tarde, em conversa com lideranças do PSB, Lula confirmou a criação da Secretaria Nacional dos Portos, com status de ministério, e anunciou o titular da pasta: será Pedro Brito, atual ministro da Integração Nacional e cria política do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), apontado como presidenciável para 2010.

Apesar de mais um dia de avanço nas negociações com os partidos aliados, a conclusão da reforma ministerial ficou para a próxima semana. Hoje, Lula empossa somente três ministros: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), José Gomes Temporão (Saúde) e Tarso Genro (Justiça). Ainda faltam arestas a serem aparadas pelo presidente entre legendas da coalizão. A ida de Brito para a Secretaria de
Portos, cujo orçamento estimado para este ano é de R$ 477 milhões só em investimentos, por exemplo, não saciou a sede do PSB por cargos na Esplanada. O partido que permanecerá à frente do ministério da Ciência e Tecnologia, com o ministro Sérgio Rezende, ainda não se sente contemplado a contento na reforma.

Outra legenda de menor porte que permanece insatisfeita com o novo desenho político da Esplanada é o PTB. O atual ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, antes dado como certo na Coordenação Política, passou a ser o preferido de Lula para ocupar o Desenvolvimento, no lugar de Luiz Fernando Furlan. O perfil técnico do ministério desagrada aos petebistas.

- O PTB não se sente atendido. Entendemos que o Walfrido é um coringa e pode servir a qualquer ministério, nas não dá para o partido apostar em uma pasta técnica. Nosso perfil é político - disse o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE).

O PSB também quer mais.

- Posso dizer que, apesar de garantirmos dois ministérios, não nos sentimos atendidos ainda - disse ao JB o presidente da legenda, Roberto Amaral.

Na próxima semana, o PSB tem uma nova reunião com Lula a fim de bater o martelo sobre o espaço do partido na estrutura administrativa do governo. No encontro, o partido espera sair com pelo menos mais uma estatal, uma vez que a idéia inicial de Lula, ao criar a Secretaria de
Portos, era a de subordinar à nova pasta a Infraero, empresa que administra os aeroportos em todo o país, o que não se concretizou. O PTB, por sua vez, queria ver Walfrido na Coordenação Política. Mas o PT entrou na briga e, ontem, praticamente confirmou o deputado Henrique Fontana (PT-RS) no cargo.

A nomeação de Pedro Brito para a Secretaria de
Portos foi uma maneira encontrada por Lula para manter Ciro com um pé no governo. Economista, o novo ministro ocupou os cargos de superintendente de finanças e presidente do Banco do Estado do Ceará na época em que Ciro era governador do Estado, entre 1991 e 1994. Homem de confiança de Ciro, Brito chegou a Brasília no primeiro mandato de Lula, quando Ciro foi nomeado ministro da Integração Nacional. Inicialmente, assumiu a chefia de gabinete do ministro. Depois, a secretaria-executiva e o ministério.

 

 

O GLOBO - RJ

O PAÍS
16/03/2007

Pasta que nem existia é desmembrada

PSB deve ter o ministro dos Portos e não mais de Portos e Aeroportos

Maria Lima e Cristiane Jungblut

BRASÍLIA. A destinação de cinco ministérios de peso para o PMDB e mais dois para o PT acirrou os desentendimentos entre os menores partidos da base aliada, que reclamam do tratamento secundário na coalizão.

Para minimizar o descontentamento do PSB, que perdeu sua pasta política, a Integração Regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu criar a Secretaria dos
Portos, com status de ministério, vinculado à Presidência. A pasta é resultado da “divisão” de outra que nem chegou a existir: antes, Lula cogitou criar a Secretaria de Portos e Aeroportos.

A nova pasta, considerada inexpressiva, é rejeitada pelo vicelíder Beto Albuquerque (PSBRS), que esperava uma secretaria melhor. O gaúcho mandou dizer que não queria o cargo apenas como "homenagem", sem poderes para cuidar das áreas de Docas e também sem a missão de comandar os aeroportos, como foi pensada originalmente a secretaria. Será ocupada pelo atual ministro da Integração Regional, Pedro Brito.

O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), dizia de manhã que, se continuasse o desequilíbrio, a coalizão enfrentaria problemas. Reclamou que, em vez de despetizar, o governo continua com um PT gigantesco e um PMDB muito forte.

- Agora o PSB fica numa posição razoável, não ideal, em relação à vitrine do primeiro escalão.

Agora vamos discutir nossa participação nas estatais. Crescemos eleitoralmente e temos um histórico de lealdade ao projeto do governo - disse Casagrande, mais tarde, após o anúncio de criação da secretaria.

Se agradou ao PSB, Lula pode se preparar agora para acalmar o PR. O partido não aceita que o
Ministério dos Transportes, que voltará a ter como ministro o senador Alfredo Nascimento (AM), seja esvaziado com a retirada dos portos - papel importante no PAC, que prevê a ampliação e construção de 67 deles.

- De jeito nenhum! Não aceitamos! O Tarso Genro disse que isso já estava descartado. O sistema terrestre, ferroviário e marítimo é todo interligado à gente! Não pode não! - reagiu o líder do PR, Luciano de Castro (RR).

A indefinição sobre o destino do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, também irrita o PTB. O líder petebista na Câmara, Jovair Arantes (GO), disse que, se Walfrido for para o Ministério do Desenvolvimento, será só para ajudar Lula a dar visibilidade a uma pasta técnica que ninguém quer, e não estará representando a bancada. O PTB quer Turismo ou Relações Institucionais. E acha que há tempo de brigar pela Agricultura - o peemedebista Odílio Balbinotti (PR), indicado ao cargo, tem pendências na Justiça.

- A pasta de Desenvolvimento só é importante para Minas e São Paulo. É a mesma coisa que dar o Banco Central para a gente. O que o BC trata com prefeitos? Queremos ter atendimento político. O que Desenvolvi mento resolve para Goiás, para Tocantins? É uma pasta muito restrita. Não podemos, enquanto bancada, aceitar — disse o líder Jovair, que esperava ontem ainda um desfecho para as queixas do partido.

O líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), disse ao ministro Tarso Genro e ao presidente Lula que a bancada não aceita a vaga do ministro Luiz Fernando Furlan.

 

 

FOLHA DE S. PAULO - SP

PAINEL
16/03/2007

Tamanho G

Até Lula se impressiona com a expansão do PR. Em reunião ontem, brincou com Alfredo Nascimento: "O partido parou de crescer, né?". "Estamos num bom tamanho, presidente", respondeu o ex e futuro ministro dos Transportes.

 

 

VALOR ECONÔMICO - SP

1º CADERNO
16/03/2007

Lula cria 35º ministério para abrigar aliado de Ciro

Cristiano Romero e Paulo de Tarso Lyra

Preocupado em agradar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu criar mais um ministério, o 35º de seu governo: a Secretaria Nacional dos Portos. Para comandar o novo órgão, ele vai convidar Pedro Brito, atual ministro da Integração Nacional e um velho aliado de Ciro. O presidente definiu também que Walfrido dos Mares Guia será mesmo o novo ministro das Relações Institucionais e que a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy assumirá a Pasta do Turismo. A conclusão da reforma ministerial, que ficou para o fim da próxima semana, depende agora da definição de quem será o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, no lugar de Luiz Fernando Furlan.

Como entregou a Pasta da Integração Nacional ao PMDB - o novo ministro, Geddel Vieira Lima, do PMDB da Bahia, tomará posse hoje -, Lula decidiu compensar o PSB, criando a Secretaria Nacional dos
Portos. Aliados históricos do presidente, os socialistas tinham, até ontem, dois ministérios - o da Integração Nacional, comandado por Ciro até o início do ano passado, e o da Ciência e Tecnologia, dirigido pelo físico Sérgio Resende, um aliado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Ciro e Campos são as principais expressões políticas do PSB.

Numa reunião com representantes do partido, o presidente, segundo fontes ouvidas pelo Valor, anunciou que criaria a Secretaria de
Portos e pediu que eles indicassem o ministro. No PSB, já se sabia, no entanto, que Lula tinha preferência por Pedro Brito e que ele não aceitaria um nome que não tivesse a chancela de Ciro. A cúpula do partido decidiu, então, indicar Pedro Brito.

A idéia de criação da Secretaria Nacional dos
Portos foi do líder do PSB na Câmara, deputado Márcio França (SP) - na verdade, o novo ministério cuidaria também dos aeroportos, mas a proposta acabou não vingando. O mais cotado para assumir o comando da nova Pasta, desde o início das negociações, era o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice-líder do governo na Câmara. Albuquerque é especialista no assunto, tendo sido secretário de Transportes no governo de Olívio Dutra (RS) no Rio Grande do Sul. Além disso, tinha a seu favor o fato de ser um dos parlamentares mais leais a Lula no Congresso. Acabou sendo preterido por causa do prestígio de Ciro Gomes junto ao presidente.

Técnico de carreira do Banco do Nordeste, Pedro Brito é um antigo aliado de Ciro, tendo presidido o Banco do Estado do Ceará e dirigido a Secretaria de Fazenda durante sua gestão como governador daquele Estado. No Ministério da Integração Nacional desde 2003, foi chefe de gabinete e secretário-executivo de Ciro antes de assumir o comando da Pasta, em abril de 2006. Antes de tornar-se ministro, conquistou a confiança de Lula ao coordenar dois projetos prioritários: a construção da ferrovia Nova Transnordestina e a polêmica transposição do rio São Francisco.

Desde que o PMDB aumentou as pressões para abocanhar o ministério, o nome de Brito era dado como certo para, pelo menos, um "prêmio de consolação", como a presidência do BNB ou a chefia da recém-criada Sudene. Um de seus desafios, na nova função, será aplacar a ira do PR (ex-PL), partido que hoje comanda o
Ministério dos Transportes e que perderá a área de portos para a nova secretaria.

A predominância do PMDB - o partido terá cinco ministérios a partir de hoje - criou fissuras no PSB. Ontem, ao deixar a reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), disse que cinco Pastas para PMDB e a perda da Integração Nacional por seu partido criaram um "desequilíbrio na coalizão". "O presidente não pode provocar um desequilíbrio na base. O PMDB e o PT têm uma participação muito grande", criticou o senador.

No Conselho Político, que reúne os presidentes dos partidos aliados ao governo, Lula avisou que só concluirá a formação do ministério no fim da próxima semana. "Tenho muitas peças ainda a fechar nesse quebra-cabeça", teria dito ele, segundo o presidente do PDT, deputado Carlos Lupi, cotado para assumir o Ministério da Previdência. Hoje, o presidente empossará, além de Geddel Vieira, mais dois ministros - Tarso Genro na Justiça e José Gomes Temporão, na Saúde.

O nó da reforma ministerial ainda a ser desatado está na escolha do substituto de Luiz Fernando Furlan, atual ministro do Desenvolvimento. Depois de convidar, sem sucesso, três empresários para o cargo, o presidente sondou Walfrido Mares Guia, atual ministro do Turismo, cotado originalmente para as Relações Institucionais, Pasta responsável pela articulação política. Walfrido chegou a dizer a Lula que aceitaria a função, mas explicou que precisava antes consultar seu partido, o PTB.

Os petebistas, segundo um ministro, reagiram mal à idéia. Consideraram que, na atual estrutura do governo Lula, a Pasta das Relações Institucionais é mais importante que a do Desenvolvimento. Ontem, o presidente desistiu de mexer com o PTB. Walfrido será mesmo o novo articulador político. Para seu lugar, no Turismo, Lula, segundo um ministro, convidará "nas próximas horas" Marta Suplicy, do PT. A dúvida remanescente é se a Infraero, estatal que administra os aeroportos, será transferida para o Turismo ou permanecerá na Defesa. Se depender dos militares, a estatal ficará onde está.

Falta ainda definir quem comandará o Ministério do Desenvolvimento Agrário. A Democracia Socialista, uma das tendências do PT, indicou Joaquim Soriano, mas Manuelzinho da Contag está no páreo para saber quem será o novo ministro. (Colaboraram Daniel Rittner e Thiago Vitale Jayme)

 

 

DIÁRIO DO PARÁ - PA

BRASIL HOJE
16/03/2007

Divisão de cargos no governo incomoda aliados

BRASÍLIA-DF (AG) - A destinação de cinco ministérios de peso para o PMDB e mais dois para o PT está acirrando os desentendimentos entre os menores partidos da base aliada, que reclamam do tratamento secundário na coalizão. Para minimizar o descontentamento do PSB, que perdeu para o PMDB sua pasta política, a Integração Regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu criar a Secretaria dos Portos, com status de Ministério, vinculado á Presidência da República.

A nova pasta, considerada inexpressiva do ponto de vista político, foi rejeitada pelo vice-líder Beto Albuquerque (PSB-RS), que esperava uma secretaria mais turbinada. O gaúcho mandou dizer que não queria o cargo apenas como “homenagem”, sem poderes de cuidar das áreas de Docas e também sem a missão de cuidar dos aeroportos, como foi pensada originalmente a Secretaria. Será ocupada pelo atual ministro da Integração Regional, Pedro Brito.

O lider do PSB no Senado, Renato Casagrande(ES), dizia pela manhã que se continuasse o desequilíbrio, logo a coalizão começaria a enfrentar problemas graves. Observou que, ao invés de despetizar, o governo continua com um PT gigantesco e um PMDB muito forte.

“Agora o PSB acha que fica numa posição razoável, não ideal, em relação à vitrine do primeiro escalão. Agora vamos discutir nossa participação nas estatais. Crescemos eleitoralmente e temos um histórico de lealdade ao projeto do governo”, avaliou Casagrande, mais tarde, depois do anúncio de criação da Secretaria.

REAÇÃO - Se agradou ao PSB, Lula pode se preparar agora para acalmar o PR, que não aceita que o
Ministério dos Transportes, que voltará a ter como ministro o senador Alfredo Nascimento (AM) seja esvaziado com a retirada dos portos. Os portos têm papel importante no PAC, que prevê a ampliação e construção de 67 deles.

“De jeito nenhum! Não aceitamos! O Tarso Genro disse ontem que isso já estava descartado. O sistema terrestre, ferroviário e marítimo é todo interligado a gente! Não pode não!”, reagiu o líder do PR, deputado Luciano de Castro (RR).

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

POLÍTICA
16/03/2007

Conclusão da reforma é adiada

Apenas três novos ministros tomarão posse hoje. Disputa entre partidos da coalizão adiou para próxima semana a conclusão da reforma

BRASÍLIA – Ainda não serão anunciados hoje os nomes de todos os escolhidos na reforma ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tomam posse hoje apenas Tarso Genro (PT), que deixa a pasta das Relações Institucionais para assumir o Ministério da Justiça, em substituição a Marcio Thomaz Bastos, José Gomes Temporão (PMDB), na Saúde, no lugar de Agenor Álvares, e Geddel Vieira Lima (PMDB), que entra na vaga de Pedro Brito, no Ministério da Integração Nacional.

Ontem, na reunião do conselho político com os partidos da coalizão, embora todos esperassem que Lula anunciasse o novo ministério, a expectativa não se concretizou. Nos bastidores políticos, a explicação era que a disputa entre os partidos da base do governo adiou a conclusão da reforma ministerial.

A posse de Odílio Balbinotti (PMDB-PR), indicado na quarta-feira para o Ministério da Agricultura, também foi adiada para a semana que vem. A explicação oficial é que o atual titular da pasta, Luiz Carlos Guedes, está no exterior e só volta semana que vem. Mas comenta-se que a mudança aconteceu em função do deputado estar respondendo a um processo no Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica (ver matéria abaixo).

Os demais nomes só devem ser anunciados somente na próxima semana, após o Planalto acalmar a base governista. O PSB, tradicional aliado de Lula, vem se queixando do espaço destinado pelo presidente ao PMDB e ao PT. Na quarta-feira, o presidente Lula confirmou que vai destinar cinco pastas para o PMDB: Comunicações, Minas e Energia, Saúde, Agricultura e Integração Nacional – essa última era da cota do PSB, que agora ficará com Ciência e Tecnologia.

O presidente Lula cogita criar a Secretaria de
Portos e Aeroportos para abrigar o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), mas a idéia desagrada o PR, que comandará o Ministério dos Transportes. O Ministério das Relações Institucionais ainda é disputado pelo PTB, que gostaria de indicar o ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) para o lugar de Genro. O Planalto estava tentando alocar Walfrido para o lugar de Luiz Fernando Furlan no Ministério do Desenvolvimento, proposta que não digerida pelo PTB.

A indicação da ex-prefeita Marta Suplicy para o Ministério do Turismo já foi confirmada pelos aliados da petista, mas não foi oficializada pelo Planalto. O PDT aceitou o convite para colocar o presidente do partido, Carlos Luppi, no Ministério da Previdência, mas não sabe quando será a posse do pedetista.

Ontem, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, participou de seu último ato na pasta, em Maceió, onde promoveu uma espécie de intervenção branca na estrutura policial do governo de Alagoas, ao instalar o Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública (ver matéria na página 6).

 

 

 

TRIBUNA DA BAHIA - BA

POLÍTICA
16/03/2007

Disputa entre partidos aliados adia conclusão da reforma

A disputa entre partidos que integram a coalizão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou a conclusão da reforma ministerial. Lula dá posse hoje a três ministros: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), José Gomes Temporão (Saúde) e Tarso Genro (Justiça). Os demais nomes devem ser anunciados na próxima semana após o Planalto aparar as arestas entre os partidos da base governista.

O PSB, tradicional aliado de Lula, reclama do espaço que considera exagerado dado pelo presidente ao PMDB e ao PT. O PMDB, neoaliado, ficará com cinco pastas: Comunicações, Minas e Energia, Saúde, Agricultura e Integração Nacional. Esse último ministério, por exemplo, era da cota do PSB, que agora ficará apenas com Ciência e Tecnologia.

Para compensar o PSB, o presidente Lula pensou em criar a Secretaria de
Portos e Aeroportos para o deputado Beto Albuquerque (RS). A idéia desagradou o PR, que comandará o Ministério dos Transportes. O PSB também não gostou da intenção do PT de emplacar o deputado Henri-que Fontana (RS) no Ministério das Relações Institucio-nais. Para os pessebistas, o PT quer sair da reforma com mais ministérios do que tinha no primeiro mandato.

Essa pasta, por sinal, também é disputada pelo PTB, que gostaria de indicar o ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) para o lugar de Genro. O Planalto tentou alocar Walfrido para o lugar de Luiz Fernando Furlan no Ministério do Desenvolvimento, mas a proposta foi rechaçada pelo PTB. Em meio a todos esses desentendimentos, Lula dá posse na próxima semana a Odílio Balbinotti no Ministério da Agricultura.

Se confirmada a concessão de cinco ministérios pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao partido, o PMDB ganha um acréscimo de 55% no orçamento de investimentos deste ano: de R$ 3,98 bilhões para 6,17 bilhões.

No total, a fatia do orçamento sob controle do partido aumenta de R$ 72,9 bilhões (considerando os três ministérios atuais) para R$ 91,6 bilhões, o equivalente a 19,5% do orçamento dos ministérios, excluindo a rolagem da dívida externa. A verba de investimento sob controle do partido representa 23% do total, sem considerar os investimentos de estatais como Eletrobrás, Petrobras e Correios.

Os dados foram calculados pela ONG Contas Abertas com base nos dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) do governo federal.

Dos cinco ministérios entregues ao partido, apenas um, o da Integração Nacional, perdeu recursos para investimento em relação ao ano passado. O maior orçamento é o do Ministério da Saúde, de R$ 49,7 bilhões em 2007, dos quais R$ 3,7 bilhões para investimento. O Ministério já era do PMDB no primeiro governo, embora estivesse sendo tocado nos últimos meses por um ministro interino, Agenor Alves da Silva, depois que o ministro José Saraiva Felipe deixou o cargo para ser candidato. O indicado agora é o médico José Gomes Temporão, do Rio.

 

 

DIÁRIO DA MANHÃ - GO

POLÍTICA
16/03/2007

Pequenos insatisfeitos

Distribuição de cargos para PMDB e PT irrita PSB e PTB, mas líderes garantem coalizão intacta

A destinação de cinco ministérios de peso para o PMDB e mais dois para o PT está acirrando os desentendimentos entre os menores partidos da base aliada, que reclamam do tratamento secundário na coalizão. Para minimizar o descontentamento do PSB, que perdeu para o PMDB sua pasta política, a Integração Regional, o presidente Lula decidiu criar a Secretaria dos Portos, com status de Ministério, vinculado à Presidência da República.

A nova pasta, considerada inexpressiva do ponto de vista político, foi rejeitada pelo vice-líder Beto Albuquerque (PSB-RS), que esperava uma secretaria mais turbinada. O gaúcho mandou dizer que não queria o cargo apenas como “homenagem”, sem poderes de cuidar das áreas de Docas e também sem a missão de cuidar dos aeroportos, como foi pensada originalmente a Secretaria. Será ocupada pelo atual ministro da Integração Regional, Pedro Brito.

O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande(ES), dizia pela manhã que se continuasse o desequilíbrio, logo a coalizão começaria a enfrentar problemas graves. Observou que, ao invés de despetizar, o governo continua com um PT gigantesco e um PMDB muito forte.

Agora o PSB acha que fica numa posição razoável, não ideal, em relação a vitrine do primeiro escalão. Agora vamos discutir nossa participação nas estatais. Crescemos eleitoralmente e temos um histórico de lealdade ao projeto do governo – avaliou Casagrande, mais tarde, depois do anúncio de criação da Secretaria.

Se agradou ao PSB, Lula pode preparar-se agora para acalmar o PR, que não aceita que o
Ministério dos Transportes, que voltará a ter como ministro o senador Alfredo Nascimento (AM), seja esvaziado com a retirada dos portos. Os portos têm papel importante no PAC, que prevê a ampliação e construção de 67 deles.

“De jeito nenhum! Não aceitamos! O Tarso Genro disse ontem que isso já estava descartado. O sistema terrestre, ferroviário e marítimo é todo interligado a gente! Não pode não!”, reagiu o líder do PR, deputado Luciano de Castro (RR).

A indefinição sobre o destino do ministro do Turismo Walfrido Mares Guia também está irritando o PTB, seu partido. O líder petebista na Câmara, Jovair Arantes(GO), disse que se Walfrido for para o Ministério do Desenvolvimento será só para ajudar Lula a dar visibilidade a uma pasta que é tecnica e ninguém quer, e não estará representando a bancada.

O Conselho Político, que seu reuniu ontem com Lula, divulgou nota sobre o resultado do encontro. De acordo com a nota, a constatação foi de que a base do go-verno está consolidada e que atuará para votar projetos relevantes para o País, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

 

O POPULAR - GO

CIDADES
16/03/2007

BRs 060 e 153 têm trechos mais perigosos do Estado

BR-153 representa risco maior dentro dos trechos em que corta os municípios, como em Goiânia e Aparecida de Goiânia

Três de cada quatro acidentes registrados nas rodovias federais em Goiás acontecem nas BRs 060 e 153, as vias da malha rodoviária que têm o tráfego mais intenso e pesado. Nesses trechos, os acidentes nas estradas – 77% do total – resultaram na morte de 130 pessoas em 2006, o que equivale a 65% das vítimas mortas nas rodovias federais no ano passado.

Um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Estado revela que os trechos com maior risco de tráfego estão nas BRs 060 e 153. No caso da primeira rodovia, utilizada para o escoamento da produção agrícola, o perigo está concentrado principalmente nas entradas para Anápolis e em trevos que dão acesso a outras cidades, como Jataí e Rio Verde, no sudoeste goiano. Já a BR-153 representa um risco para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que passam pelo perímetro urbano de Goiânia.

Dos mais de 3,2 mil acidentes registrados em uma malha rodoviária de 3 mil quilômetros, no ano passado, 17% se concentraram nos 27 quilômetros da BR-153 que passa pela capital. Treze pessoas morreram no trecho e 115 se feriram gravemente. Os trechos mais críticos e a recorrência de acidentes ano após ano motivaram a PRF a intensificar a fiscalização eletrônica. Radares móveis em pontos de maior periculosidade objetivam conter infrações como excesso de velocidade e ultrapassagem indevida, mas a medida esbarra na sinalização deficiente desses trechos.

O trecho de 1,5 quilômetro da BR-153 entre o trevo em frente à Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e o Rio Meia Ponte, no perímetro urbano de Goiânia, resume os riscos enfrentados por condutores e pedestres da região. “Naquele trecho o problema é de engenharia. Fizeram dois retornos e um trevo no mesmo nível da rodovia”, afirma o inspetor Álvaro de Resende Filho, coordenador da 1ª Delegacia da PRF em Goiás. O fluxo intenso de veículos resulta em acidentes principalmente entre 7 e 8 horas e entre 17 e 19 horas, horários de pico.

A Agetop, a Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa), o Aeroporto Santa Genoveva, as empresas ao longo do trecho e os populosos bairros da região contribuem para a incidência elevada de acidentes. “São episódios menos graves, envolvendo danos materiais. Equipes em veículos policiais estão fazendo o controle do tráfego no local”, observa o inspetor Álvaro de Resende. Num trecho próximo, o quilômetro 496, o problema envolve condições de engenharia, falta de sinalização e, claro, imprudência dos motoristas. A entrada para a Avenida Anhangera, onde existe uma passarela para pedestres, foi palco de 14 acidentes em 2006. Nove pessoas se feriram, quatro delas gravemente.

Não são raros os pedestres que ignoram a passarela. Também é comum o desrespeito à velocidade máxima permitida, de 60 quilômetros por hora. Outro agravante é a impermeabilização no trecho. Com as dificuldades de escoamento da água, as chuvas representam um risco maior a quem trafega no local. “No ano passado houve um episódio de um caminhão desgovernado que colidiu com seis veículos, o que feriu inclusive um policial rodoviário federal”, conta o inspetor da PRF. A PRF registrou a ocorrência de 300 colisões traseiras no perímetro urbano de Goiânia em 2006, principalmente em frente à Universidade Paulista (Unip), no quilômetro 503 da BR-153. O fluxo de estudantes que precisam atravessar a rodovia é responsável pela quantidade elevada de acidentes. Doze pessoas se feriram no trecho em 2006. São comuns as cenas de motociclistas atravessando o canteiro central para chegarem à universidade.

 

 

O POPULAR - GO

POLÍTICA
16/03/2007

Ministro deve receber mesa diretora

Em Brasília, o presidente da Assembléia Legislativa, Jardel Sebba (PSDB), reuniu-se ontem com o senador Marconi Perillo (PSDB) e com o presidente da Valec, estatal responsável pela construção da Ferrovia Norte-Sul, Juquinha das Neves.

Jardel aproveitou a oportunidade para agendar uma audiência como o
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, na quarta-feira, da qual deve participar toda a mesa diretora da Casa. “Vamos falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sobre a situação das rodovias goianas”, explicou o presidente. O tucano disse ainda que ficou pré-agendada, para o dia 29, uma audiência pública na Assembléia com o senador Marconi Perillo, que deve falar aos parlamentares sobre o PAC.

Na sessão de ontem, o deputado Daniel Goulart (PSDB) conseguiu reunir as assinaturas necessárias para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a dívida do Estado. O requerimento do deputado pede que seja investigado o endividamento nos últimos 25 anos.

 

 

O ESTADO DO MARANHÃO - MA

ESTADO
16/03/2007

Passarela da ponte sobre riacho Cacau, em Imperatriz, desabou

Situada no perímetro urbano da BR-010, estrutura foi construída em 2001

Imperatriz - A passarela da ponte sobre o riacho Cacau, na BR-010, perímetro urbano de Imperatriz, desabou. Inaugurada com pompa pelo então prefeito Jomar Fernandes, em 2001, a ponte estava interditada há mais de dois anos por não oferecer segurança aos pedestres e ciclistas. Além da passarela, a ponte apresenta problemas em outros pontos. Há buracos e toda a estrutura balança durante a passagem de carretas e caminhões.

O
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) interditou a ponte, mas os riscos de acidentes no local em razão de pedestres e ciclistas continuam. Os motoristas que passam pelo local não escondem a preocupação com a situação da ponte.

Há quem acredite que ela pode desabar a qualquer momento, deixando o segundo maior município do estado isolado da Região Centro-Oeste do país. A direção do
DNIT, em Imperatriz, se mostrou tão preocupado com o quadro que solicitou a recuperação do local.

PESQUISA

Em um levantamento encomendado pelo departamento em Brasília (DF), um engenheiro constatou fissuras na estrutura, problema que até agora não foi solucionado. Após o levantamento, a estrutura recebeu apenas uma espécie de “remendo”, mas os buracos começam a surgir novamente.

Religiosos e empresários do setor de transporte em Imperatriz anunciaram que a parte prática do festejo em honra a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, será a manutenção da coleta de assinaturas para um documento que será enviado ao
Ministério dos Transportes e ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, solicitando a duplicação da ponte sobre o riacho Cacau em razão da cidade ficar isolada do restante do país.

Eles lembraram dados da Polícia Rodoviária Federal que dão conta que a rodovia Belém-Brasília (BR-010) tem fluxo diário de seis mil veículos e sua interdição causaria caos no setor de
transportes.

 

 

A GAZETA - MT

POLÍTICA
16/03/2007

Maggi obtém a garantia do nome de assessor no Dnit

O governador Blairo Maggi, que está de férias, manteve ontem contato telefônico com o presidente de honra do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), para se inteirar da situação do secretário de Educação, Luiz Antônio Pagot, cotado para assumir a direção geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Ele recebeu a garantia de que não há alteração no entendimento feito anteriormente.

"A indicação de Pagot para o
Dnit está confirmada", informou um assessor palaciano. Blairo Maggi, que estava na sua propriedade, localizada no município Querência, viajou de manhã no seu avião Pillatos para a fazenda da Gerdau em Minas Gerais, onde foi tratar de interesses da sua empresa Amaggi.

Ele conheceu o sistema de produção de carvão vegetal, que pretende introduzir na sua propriedade em Querência. No final da tarde, o governador viajou para Rondonópolis, onde vai passar o final de semana na sua casa. A preocupação de Maggi era com os "boatos" sobre a possibilidade de Pagot não assumir o Dinit por pressão política e empresarial.

Diante disso, ele manteve o contato com Alfredo Nascimento, interlocutor do PR junto ao Palácio do Planalto. O governador mato-grossense recebeu a garantiu de que a conversa entre os dois, no dia 08 de janeiro passado, está de "pé" e que, apesar das pressões, não houve nenhuma mudança.

A pedido do presidente Lula, Maggi e Nascimento definiram, naquela ocasião, a indicação de Pagot para assumir o comando do
Dnit, em substituição a Mauro Barbosa, defendido pelo deputado federal Sandro Mabel (GO). Depois do entendimento ter vazado para a imprensa, o governador disse que iria só ter a certeza do acordo somente depois da nomeação de Pagot ser publicada no Diário Oficial. Ele previu que haveria pressões contra a indicação, em razão da importância do Dnit. Mas, apesar da sua postura de cautela, Maggi nunca escondeu a convicção da nomeação de Pagot para o cargo, ao deixar claro que já definiu o sucessor dele na Seduc. A possível indicação de Pagot será importante para Mato Grosso, especialmente na implantação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a consolidação da logística infra-estrutura de transportes Estado com a pavimentação das principais BRs existentes no Estado.

 

 

 

A GAZETA - MT

POLÍTICA
16/03/2007

Fagundes aposta na indicação e considera normal a pressão

"Confio na indicação de Pagot para a direção-geral do Dnit". A declaração foi feita pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR), ao classificar como natural a pressão existente em torno do cargo. "O Dnit é mais importante que alguns ministérios e, por isso, é normal que haja vários interessados", observou.

Além do secretário de Educação de Mato Grosso, Luiz Antônio Pagot, o comando do órgão é reivindicado pelos deputados federais Valdemar Costa Neto (SP) e Sandro Mabel (GO), além das empreiteiras de Minas Gerais estarem fazendo lobby para indicar alguém daquele Estado. "A decisão, é lógico, é do presidente Lula, que assumiu o compromisso com o governador Blairo Maggi", ressaltou.

Para Fagundes, dificilmente Mato Grosso teria força política para pleitear a direção geral do
Dnit. Mas, segundo ele, a projeção do governador Blairo Maggi será fator preponderante para Luiz Pagot ser confirmado no cargo. "O governador é uma liderança respeitada em Brasília e, com certeza, o seu peso político será decisivo na nomeação de Pagot", avaliou.

 

 

DIÁRIO DE CUIABÁ - MT

POLÍTICA
16/03/2007

Aliados querem barrar nomeação de Pagot

Secretário se diz tranqüilo e que caberá ao presidente da República se manifestar sobre a situação. Ele lembrou que foi convidado por Lula

O secretário de Estado de Educação, Luiz Antonio Pagot, não tem demonstrado preocupação com as conjecturas que estão sendo feitas para impedi-lo de ser nomeado para a direção do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT). Pagot lembrou que sua indicação partiu do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Ao tomar conhecimento do possível veto ao seu nome, o secretário estadual de Educação disparou: “não estou preocupado. Estou trabalhando e cuidando das ações da pasta da Educação. Além disso, o convite do presidente da República foi para o Pagot e isso deve estar gerando esse tipo de sentimento”.

Segundo informações, a cúpula do Partido da República (PR), em cuja legenda Pagot ingressou há duas semanas, estaria com outros nomes cogitados para ocupar o cargo. Secretário-geral do partido em Mato Grosso, o deputado federal de quinto mandato Wellington Fagundes admitiu que é natural a disputa interna no PR para indicar um nome para o
DNIT.

“Tem muita disputa nesse processo, tem gente, por exemplo, que quer indicar um representante de Minas Gerais”, comentou o parlamentar. Porém, Fagundes tenta atenuar a polêmica. Em contrapartida, o secretário acrescentou: “não vou entrar em contato com ninguém, até porque nem cabe a mim fazer isso. Essa decisão é do presidente”, enfatizou.

Pagot lembrou ainda que a indicação de seu nome para assumir o
DNIT foi posto em reunião entre o governador Blairo Maggi e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Meu nome foi colocado à disposição para vir a assumir o órgão, mas nem mesmo cabe a mim (sic) aceitar. Só estou cumprindo o meu dever”, ressaltou o secretário.

Fagundes disse desconhecer a informação do veto a Pagot. “Não há nada nesse sentido. Acho que essa reunião nem mesmo chegou a acontecer. Acho difícil, até porque o Valdemar nem seria recebido pelo presidente por conta daquele episódio”, avaliou. Wellington se referiu ao deputado federal Valdemar da Costa Neto, influente parlamentar do PR.

Segundo informações, Costa Neto teria se reunido com o presidente Lula e vetado o nome de Pagot. A reportagem ligou para o deputado. Conforme um assessor do seu gabinete, Costa Neto, de acordo com a assessoria, disse desconhecer tal assunto.

Fagundes assegurou que a indicação de Pagot para o
DNIT continua valendo. Ou seja, que Pagot tem boas chances de chegar à direção do órgão. “É comum essa questão da disputa. Acho que o Pagot ainda tem boas chances. Houve um compromisso do presidente Lula com o governador Blairo Maggi”, reiterou.

Fagundes afirmou que apóia a indicação do secretário estadual de Educação para assumir o
DNIT.

 

 

 

J. DO COMMERCIO - PE

POLÍTICA
16/03/2007

Conclusão da reforma é adiada

Apenas três novos ministros tomarão posse hoje. Disputa entre partidos da coalizão adiou para próxima semana a conclusão da reforma

BRASÍLIA – Ainda não serão anunciados hoje os nomes de todos os escolhidos na reforma ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tomam posse hoje apenas Tarso Genro (PT), que deixa a pasta das Relações Institucionais para assumir o Ministério da Justiça, em substituição a Marcio Thomaz Bastos, José Gomes Temporão (PMDB), na Saúde, no lugar de Agenor Álvares, e Geddel Vieira Lima (PMDB), que entra na vaga de Pedro Brito, no Ministério da Integração Nacional.

Ontem, na reunião do conselho político com os partidos da coalizão, embora todos esperassem que Lula anunciasse o novo ministério, a expectativa não se concretizou. Nos bastidores políticos, a explicação era que a disputa entre os partidos da base do governo adiou a conclusão da reforma ministerial.

A posse de Odílio Balbinotti (PMDB-PR), indicado na quarta-feira para o Ministério da Agricultura, também foi adiada para a semana que vem. A explicação oficial é que o atual titular da pasta, Luiz Carlos Guedes, está no exterior e só volta semana que vem. Mas comenta-se que a mudança aconteceu em função do deputado estar respondendo a um processo no Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica (ver matéria abaixo).

Os demais nomes só devem ser anunciados somente na próxima semana, após o Planalto acalmar a base governista. O PSB, tradicional aliado de Lula, vem se queixando do espaço destinado pelo presidente ao PMDB e ao PT. Na quarta-feira, o presidente Lula confirmou que vai destinar cinco pastas para o PMDB: Comunicações, Minas e Energia, Saúde, Agricultura e Integração Nacional – essa última era da cota do PSB, que agora ficará com Ciência e Tecnologia.

O presidente Lula cogita criar a Secretaria de
Portos e Aeroportos para abrigar o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), mas a idéia desagrada o PR, que comandará o Ministério dos Transportes. O Ministério das Relações Institucionais ainda é disputado pelo PTB, que gostaria de indicar o ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) para o lugar de Genro. O Planalto estava tentando alocar Walfrido para o lugar de Luiz Fernando Furlan no Ministério do Desenvolvimento, proposta que não digerida pelo PTB.

A indicação da ex-prefeita Marta Suplicy para o Ministério do Turismo já foi confirmada pelos aliados da petista, mas não foi oficializada pelo Planalto. O PDT aceitou o convite para colocar o presidente do partido, Carlos Luppi, no Ministério da Previdência, mas não sabe quando será a posse do pedetista.

Ontem, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, participou de seu último ato na pasta, em Maceió, onde promoveu uma espécie de intervenção branca na estrutura policial do governo de Alagoas, ao instalar o Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública (ver matéria na página 6).

 

 

FOLHA DE BOA VISTA - RR

POLÍTICA
16/03/2007

Márcio Junqueira envia carta a presidente do PR se retratando

Depois de abrir fogo contra o senador amazonense Alfredo Nascimento e contra o PR, o deputado Márcio Junqueira (PFL) enviou correspondência ao presidente do PR, Sérgio Tamer, se retratando e mudando o discurso anterior.

Na carta, ele diz que na entrevista concedida ao jornal “O Estado de São Paulo”, que gerou toda a polêmica, a matéria publicada no dia 11 de março “não representa a verdade dos fatos”. “Houve um equívoco na interpretação de alguns termos empregados”, disse.

Na entrevista, Junqueira acusou Alfredo Nascimento, ex-
ministro dos Transportes, de usar verbas e cargos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) para tentar convencê-lo a trocar o PFL pelo PR.

Em nota enviada à Folha, Tamer classificou as declarações de Junqueira de “calúnia” e disse que estaria encaminhando um pedido de investigação à Corregedoria da Câmara Federal para que o parlamentar roraimense prove suas acusações e arque “com as correspondentes conseqüências judiciais e regimentais”, além de “quebra de decoro parlamentar”.

Agora Junqueira diz que tudo não passou de “equívoco”. Na carta, ele disse que no primeiro encontro que teve com Alfredo Nascimento esteve presente também o senador João Ribeiro. No segundo, estava presente o deputado Luciano Castro, em que foram discutidos “tão somente a composição do Diretório Regional do Partido da República em Roraima”.

“Não havendo entendimentos com as lideranças do Diretório Regional do PR em meu Estado, o assunto foi dado por encerrado”, diz a carta. “Reafirmo ainda que é de meu conhecimento que não existe, no Estado de Roraima, uma única unidade administrativa do
Ministério dos Transportes ou do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), apenas um escritório de representação, atualmente sob o comando do PSDB, competindo-lhe, assim, quaisquer obras de restauro e conservação porventura necessárias”.

 

 

FOLHA DE BOA VISTA - RR

CIDADES
16/03/2007

Obras de revitalização da BR-174 começam hoje

A Prefeitura de Boa Vista dá início hoje a uma das maiores obras já realizadas na Capital, a revitalização da BR-174 que compreenderá a duplicação da avenida Brasil, asfaltamento do contorno oeste da cidade e construção de dois viadutos.

As obras vão custar R$ 61 milhões, sendo R$ 58 milhões provenientes de convênio com o
Ministério dos Transportes. Os outros R$ 3 milhões são recursos próprios do Município.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Obras, essa foi a maior quantia já repassada ao Município pelo Governo Federal para a realização de melhorias de infra-estrutura da cidade.

O início das obras já é aguardado com expectativa, principalmente pelas 600 famílias que vão atuar nas frentes de trabalho. São empregos diretos e indiretos com a contratação de mão-de-obra de pedreiros, carpinteiros, mestres de obra, engenheiros, caminhoneiros, motoristas de trator, além da compra de todo o material.

O prefeito Iradilson Sampaio lembra que mesmo sendo temporárias, as obras permitirão uma tranqüilidade financeira para essas pessoas, considerando que muitas estavam sem trabalho. “É uma obra importante para a segurança dos motoristas que trafegam nessa região. Mas antes disso, são centenas de empregos gerados no setor da construção civil”, observou Iradilson.

Para o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Roraima (Acir), João Batista de Melo Mêne, além da geração de emprego no setor de construções, o comércio será diretamente beneficiado com o aquecimento da economia local.

“Sabemos que vários profissionais do setor de construção estão sem emprego e a obra do contorno oeste da cidade é uma solução temporária para esse problema. Certamente as empresas de maquinários também serão beneficiadas com os serviços. No final quem ganha é o comércio com a circulação de dinheiro extra”, comentou João Mêne.

A revitalização da BR-174 iniciará com a duplicação da avenida Brasil, nos trechos entre a rotatória do trevo e a entrada do Anel Viário. Uma pista será construída na margem esquerda da BR (sentido sul) no trecho entre o posto da Polícia Rodoviária até a entrada do contorno oeste, somando 7 km de duplicação. Uma nova ponte será construída sobre o Igarapé Grande e terá 33 metros de extensão.

Na interseção da BR-174 com a avenida Estrela Dalva, no bairro Raiar do Sol, será construído um viaduto com 15 metros. O outro viaduto com 33 metros será construído no ligamento do contorno oeste com a BR-174. A prefeitura também fará a obra de pavimentação do contorno que somará 29 km de asfaltamento, ligando a BR-174 Sul (Km 495,80) com a BR-174 Norte (Km 524,10).

 

 

DIÁRIO CATARINENSE - SC

POLÍTICA
16/03/2007

PT mapeia cargos federais em SC

Metade das 60 indicações feitas pela sigla no Estado será voltada a servidores de carreira dentro do próprio órgão

A executiva do PT catarinense continua na segunda-feira a discussão dos nomes que serão indicados para ocupar os cargos federais em Santa Catarina. De um total de 60 indicações, 30 serão destinadas, obrigatoriamente, a servidores de carreira dos respectivos órgãos.

De acordo com o presidente do partido em Santa Catarina, deputado estadual Pedro Uczai, há algumas indefinições que ainda serão colocadas em discussão na reunião da semana que vem. Mas, no geral, há um forte critério técnico para as nomeações. Grande parte dos escolhidos vão na verdade continuar nas funções que já exercem.

O partido vai bancar as indicações em cargos ligados a ministérios de outros partidos. Nesse sentido, ponto de honra será manter o comando do
DNIT no Estado, com o engenheiro João José dos Santos. O ministério dos Transportes é do Partido da República (PR), e a função já desperta a cobiça do deputado federal Nelson Goetten.

Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o
DNIT terá um papel importantíssimo no comando de projetos em todo o país - e, por conseqüência, Santa Catarina.

Após definida, a lista final será encaminhada à direção nacional do PT. De qualquer forma, o processo de nomeações só se dará após o anúncio oficial dos novos ministros. A partir daí, os cargos nos escalões inferiores começam a ser preenchidos.

- Temos a convicção que pelo menos um dos dois indicados de Santa Catarina, ou Luci Choinacki ou José Fritsch, ocuparão um dos ministérios do PT - afirma Uczai.

Parte do partido também reivindica o aproveitamento de ex-deputados. Jorge Boeira e Mauro Passos são nomes cotados para comandar a Eletrosul. Outros são Paulo Eccel, Dionei da Silva, Wilson "Dentinho" Vieira, José Paulo Serafim e Francisco de Assis, que não retornaram ao parlamento.

Sem definição para funções importantes

Vários cargos de importância ainda não têm nome definido. Um deles é o comando do órgão responsável pela fiscalização e licenciamento ambiental, o Ibama. Cinco nomes estão entre os discutidos para ocupar a função.

A indefinição também continua na Fundacentro, órgão responsável pelas pesquisas na área da saúde, segurança e meio ambiente do trabalho, e a Fundação Nacional do Índio (Funai).