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Através do PNCT, o DNIT vem nos últimos anos armazenando uma quantidade de informações de grande utilidade para os técnicos de área rodoviária e afins. Apesar
da desativação de alguns postos e criação de outros, o DNIT já possui uma
significativa série histórica de volume de trânsito de muitas rodovias.
A formação do PNCT ocorreu de forma lenta e gradativa, até chegar a sua constituição atual. O PNCT teve início em 1975 na Reunião de Técnicos de Trânsito, com o “Programa de Contagem Sistemática de Trânsito”, implantado nos estados do RJ, SP, MG. Em 1976 este programa evoluiu para o “ Plano Piloto de Contagem Sistemática de Trânsito “. Com o sucesso do plano piloto e, verificada a eficiência dos aparelhos contadores, o DNIT expandiu o programa de contagens, empregando a mesma metodologia já testada e aprovada. Assim,
em 1977 teve início o Plano Nacional de Contagem de Trânsito (PNCT) com 120
postos permanentes. Em 1989 o PNCT tinha implantado 235 permanentes, evoluindo
para 266 em 1997 e em 1998 para 285 postos. O desenvolvimento do Plano Nacional de Contagem de Trânsito, procurou e procura cobrir os trechos mais representativos da malha rodoviária de cada estado e, sem dúvida, de fundamental importância, pois seus resultados são subsídios básicos para os estudos de planejamento em geral, estudos econômicos e projetos rodoviários, essenciais ao estabelecimento de critérios para o cumprimento das seguintes finalidades:
Como é a Contagem Volumétrica? A contagem Volumétrica consiste em quantificar o volume de veículos que trafega por um determinado trecho da rodovia, durante um determinado intervalo de tempo. Para a realização das contagens, é necessária a implantação de um conjunto de instalações e aparelhos que exerçam distintas funções de captação, transmissão, detecção processamento e registro dos volumes de fluxo de tráfego. Para as contagens automatizadas volumétricas, o equipamento compõe-se de 4 (quatro) subconjuntos :
Abrigo Consiste de um anel de concreto armado com 0.80 m de diâmetro por 0.50 m de altura, dotado de tampa, assentada em base também de concreto, a qual dispõe de orifícios para a entrada das linhas de transmissão. A tampa possui uma alça para sua movimentação e é mantida no local através de uma tranca de aço, fechada com um cadeado. Eventualmente, pode existir dentro do abrigo uma tranca para bateria. Todos os postos possuem um apoio da tampa, para evitar que a mesma seja danificada durante a operação.
Linhas de Transmissão Sua função é a de transmitir o sinal gerado pela passagem de um veículo sobre o Loop para o detetor instalado no aparelho. A linha de transmissão, consiste de um fio duplo trançado e enterrado no solo, a uma profundidade de aproximadamente 0,6 m ficando assim protegida de vandalismo. No assentamento da linha de transmissão, deve-se observar que ela passe por um local distante das placas de sinalização, balizadores, etc., de forma que fique protegida sendo dificilmente danificada.
Loop Magnético É
o sensor de veículos que é embutido no pavimento. Ele é um quadrado ou retângulo
com os vértices cortados, feito por um fio contínuo, formando uma bobina com
cerca de 3 ou 4 espiras. As extremidades do loop estão ligadas a linha de
transmissão através de uma conexão colocada dentro de um tubo de PVC, com as
extremidades vedadas com resina epoxi. As dimensões dos loops dependem das
características do, tais como : largura da pista e tipo da instalação.
Detetores e Aparelho Contador A alteração do campo magnético provocada pela passagem de um veículo (massa de ferro) sobre o loop gera uma variação de indutância que é convertida em um pulso eletrônico pelo detetor instalado no aparelho contador, fazendo com que este registre a sua passagem. O sinal, registrado na memória do aparelho e ao final de um intervalo de tempo pré-estabelecido, em geral, 60 minutos, é gravado em um cartucho. O aparelho contador fica acomodado em uma caixa metálica junto com os detetores e bateria. Quando aberta, ela permite livre acesso aos diversos componentes do aparelho para sua manutenção rotineira.
Como é a Contagem Classificatória? A contagem Classificatória consiste em quantificar e classificar por tipo de veículos o volume que trafega por um determinado trecho da rodovia, durante um determinado intervalo de tempo. Para realização das contagens, é necessária a implantação de um conjunto de instalações e aparelhos que exerçam distintas funções de captação, transmissão, detecção, processamento e registro de volumes de fluxo de tráfego. Para as contagens automatizadas classificatórias, o equipamento compõe-se de 4 subconjuntos :
Abrigo Consiste de uma caixa metálica dotada de tampa e cadeado, chumbada em local protegido, durante o período de contagem, tendo em sua lateral, orifícios para a entrada dos sensores de eixo e da linha de transmissão. No seu interior são colocados o aparelho classificador, uma bateria para alimentar o aparelho e os detetores. Sensores de Eixo Como sensores de eixo são usados (1) um par de tubos de borracha reforçada, os quais tem uma extremidade obturada e uma válvula pneumática instalada na outra. Eles são estendidos sobre o pavimento, paralelos entre si, perpendiculares ao fluxo de trânsito, em toda extensão da faixa de rolamento.
Detetores e Aparelho Classificador O impacto das rodas de um mesmo eixo de um veículo gera uma variação na pressão de ar dentro do sensor de eixos. Esta variação é transformada pelo detetor em um pulso elétrico, o qual é transmitido o aparelho. Estes sinais são processados de forma a obter o número de eixos e a distância entre esses eixos do veículo, encontrando-se dessa forma a classificação. Esses dados são temporariamente armazenados na memória do aparelho e ao final da contagem, esses dados são transferidos para um módulo de memória portátil.
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